Procurador arquiva processo contra clipe de Alexandre Pires e critica mídia por estimular assuntos sexuais
24 de maio de 2012 1Ao investigar o suposto conteúdo racista em clipe de Alexandre Pires, o Ministério Público de Minas Gerais decidiu arquivar o processo.
De acordo com o G1, a decisão foi baseada no entendimento de que a presença dos gorilas estaria relacionada a aspectos sexuais e não racistas.
O procurador da República Frederico Pelluci, que investigou o caso, informou que o conteúdo sexista do clipe "Kong" não pode ser julgado, já que a mídia reproduz este tipo de conteúdo diariamente:
“A presença de mulheres de biquíni no vídeo e letras de música sugestivas de movimentos sexuais povoam diuturnamente a mídia brasileira, não se podendo dizer que o fenômeno Kong desborde da rotina a qual nos submetem os meios de comunicação nesse particular”
Frederico não requisitou a instauração de inquérito policial por entender que não houve crime a ser apurado. As acusações estavam relacionadas aos "clichês e estereótipos contra a população negra" e ao reforço de "estereótipos equivocados das mulheres como símbolo sexual".
Para finalizar a discussão, as autoridades afirmaram:
"Não se pode dizer que a letra da música ou o videoclipe tiveram a intenção de atacar quem quer que seja, mas sim apresentar-se de maneira descontraída e bem-humorada, não cabendo entrar na discussão quanto ao bom ou mau gosto na escolha das respectivas expressões e cenas”.
Veja o clipe oficial de "Kong":











