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Posts de dezembro 2008

Terceiro testamento

29 de dezembro de 2008 1

Vem polêmica por aí: o escritor norte-americano James Frey anuncia que começou a escrever uma espécie de terceiro testamento da Bíblia. Neste livro, Jesus aparece vivendo na Nova York dos dias de hoje e celebra casamentos gays. Segundo ele, a idéia é mostrar o que o Messias faria se andasse pelas ruas atualmente. O autor foi catapultado para o sucesso em 2005 com sua espécie de biografia, incensada pela apresentadora de TV Oprah Winfrey e seu clube de leitura. Mais tarde ele foi acusado de inventar partes do livro. E agora, o que ele prepara?

Postado por Carlinhos Santos,

E mais crítica

28 de dezembro de 2008 0

Diogo Carini

Outra ilustração de Diogo Carini que não foi publicada, mas segue neste post é igualmente eficiente: reciclar a mente, caros, desligando-se de certos textos-clichê que teimam em formatar as velhas opiniões formadas sobre tudo é fundamental.

Postado por Carlinhos Santos,

Crítica

28 de dezembro de 2008 2

Diogo Carini

Entre as criações do publicitário bento-gonçalvense Diogo Carini publicadas na quarta-feira passada na 3por4 impressa, a que simula a logo de uma mundialmente marca de hambúrgueres é a que mais me agradou pela precisão da crítica e a eficiência da sacada do rapaz. Confira ela aqui!

Postado por Carlinhos Santos,

O mito

27 de dezembro de 2008 0

Zé Celso: o homem e o mito do teatro brasileiro/Reprodução

Zé Celso Martinez Corrêa, meio homem, meio mito, meio minotauro nesta foto, que faz parte da primeira edição da revista Teatro En Cena (assim, com n mesmo). Feita em São Paulo por teatreiros e jornalistas, a publicação foca o teatro nacional, seus personagens, suas histórias e suas cenas. Na estréia, um especial de 19 páginas com o lendário e provocador criador do Teatro Oficina, berço da irreverência e do dionisíaco na cena brasileira. A entrevista evoca os 50 anos de história do grupo, com Zé Celso discorrendo sofre a farra criativa e sua eterna questão: o gozo como moto-contínuo da vida. Dentro e fora do palco. Ao folhear a Teatro En Cena, voltando para Caxias numa viagem recente, fiquei pensando em quão acanhada é a cena teatral caxiense. Parece que o que mais vale é o cada um por si, todos por alguma verba, e ... quase nada de evolução. Sim, existe associação, existe gente fazendo coisas, existem montagens e escolas atuando. Mas ainda carecemos de um salto de qualidade unificadora, talvez. Pra gente gozar, prazerosamente, como só a celebração dionisíaca da criatividade pode proporcionar. E soa o terceiro sinal. Merda!

Postado por Carlinhos Santos,

O deserto de Meirelles

26 de dezembro de 2008 0

02 Filmes

No início de novembro, quando entrevistei Fernando Meirelles, ele fez uma confissão que acabou não saindo na 3por4 impressa:

– Existem muitos filmes bons em paisagens áridas. Desertos dão bons filmes – argumentou Meirelles, que aparece na foto numa região desértica do Quênia, na África, onde filmou O Jardineiro Fiel, em 2005.

Fico pensando nisso ao, nesse clima de retrospectiva, lembrar aquele que talvez tenha sido o melhor filme que vi em 2008, Ensaio Sobre a Cegueira. Parece que, como o Meirelles diz disse sobre sua predileção por paisagens vazias, há um deserto de almas na trama de Saramago brilhantemente levada ao cinema pelo diretor brasileiro. E meio a tantos desencontros de tantos cegos do filme, há um vazio de esperança, dignidade, solidariedade e fraternidade assustador. E aquele branco lavado da fotografia de César Charlone acentua o tom angustiante da trama da mulher que vê a tragédia da mesquinhez humana cegar seus pares. Pois o deserto, às vezes, não estão tão fora de nós.

A propósito dos filmes de deserto que Fernando Meiorelles indica: Zabrinsky Point, Vidas Secas, O Céu Que Nos Protege, Bagda Café, Pocilga, Profissão Repórter e Lawrence da Arábia.

Postado por Carlinhos Santos,

As garras do mago

23 de dezembro de 2008 0

Divulgação

Em 2003, na época de lançamento do livro 11 Minutos, Paulo Coelho recebia a imprensa em seu apartamento, uma cobertura em Copacabana, Rio, cuja varanda dava para o azul do mar ao longe. O ritual para chegar até o mago era quase litúrgico. Logo na entrada do apartamento, a primeira sala era pura auto-referência: todas as paredes tinham obras dele, em todas as línguas possíveis. Uma demonstração de poder, no mínimo. Depois, aguardava-se numa outra sala, quando alguém apontava a porta pela qual o entrevistador (eu, no caso) iria entrar. Informavam eu teria 10 minutos para a entrevista, que não deveria tocá-lo etc e tal.... Também fiquei sabendo que, aos oito minutos da conversa, seria avisado que só restariam mais dois minutos. E nada mais. E assim foi feito. No final, quase como uma concessão divina, Paulo Coelho levantou-se, abriu um meio sorriso, despedindo-se. Essa fleuma toda me veio à tona agora, ao ver a pesquisa que a Embratur fez para saber quem é brasileiro que mais representa o país: deu Paulo Coelho na cabeça! seguido de Kaká e Felipe Massa. Eu não gosto daquilo que Paulo Coelho escreve, mas que ele tem poderes....

Postado por Carlinhos Santos,

A boa bossa

22 de dezembro de 2008 1

Reprodução

Há alguns dias, num show em São Paulo, Tom Zé mandou Caetano Veloso tomar no c.... Reacendeu uma velha ronha (rancor?) dos tempos em que Caê mais Bethânia, Gil e Gal viraram vedetes nacionais e ele, igualmente baiano, igualmente talentoso, amargava o ostracismo. Tom Zé fez isso em meio a um show de seu maravilhoso novo CD, Tom Zé Estudando a Bossa. Nos últimos dias de 2008, caiu em minhas mãos (e colou no aparelho) este que, para mim, é o melhor disco do ano. Quem for iniciado, corra atrás dessa bolachinha! Tom Zé reitera sua vocação para a competência e a vanguarda, historiando, reverenciando, des e reconstruindo o ritmo que inventou o Brasil para o Brasil. E, melhor, está acompanhado de um time de vozes femininas poderosas: entre moças ainda pouco conhecidas do grande público e outros nomes já estabelecidos, o disco tem participação de Mariana Aydar, Mônica Salmaso, Tita Lima, Andréia Diaz, Márcia Castro, Jussara Silveira, Fabiana Cozza, Fernanda Takai, Zélia Duncan, Marina De La Riva, Anellis Assumpção e Badi Assad. Ah, sim: e tem também o talking head David Byrne, o cara que, aliás, fez o Brasil redescobrir Tom Zé e sua genialidade. Daí, pensando em Caetano e sua postura dos últimos tempos pra lá de formatadinha ao establishment, diante desta verborragia criativa de Tom Zé, dá vontade fazer coro ao que ele disse, irreverente, no tal show. Mas o melhor é mesmo focar nas coisas boas. Por isso: ave, Tom Zé!

Postado por Carlinhos Santos,

Desejos

22 de dezembro de 2008 2

A data evoca troca de mensagens. Uma bem bacana que recebi é esta aí, que compartilho com todos. Contar com amigos é sempre um bálsamo. Valeu, Lila!

Postado por Carlinhos Santos,

Antenas

19 de dezembro de 2008 0

Reprodução

Contemporaneidade é uma senha para entender muitas das coisas que o Projeto CCOMA tem feito em Caxias em região. Além da ótima música que produz, misto de batucada orgânica com bits eletrônicos, a moçada também propõe atitude antenada. Um zine assinado por eles está circulando pelos points em que o povo freqüenta. No CCOMA à vontade, tem informação sobre a história da música eletrônica, conceito de música eletrorgânica, links de boa música e outras cositas más... Se cruzar com um por aí, pegue! Leve para casa, leia com calma.... Informação é tudo!

Postado por Carlinhos Santos,

Pororoca

17 de dezembro de 2008 0

Luiz Braga
Vez que outra o mercado editorial brasileiro é supreendido com boas novidades. A Pororoca é uma delas: revista bacana, com conteúdos tri bem editados, focando um tema pra lá de contemporâneo, a Amazônia e sua diversidade. A foto ai é de Luiz Braga, cuja obra é destaque na edição de estréia desta publicação. Mais detalhes na 3por4 impressa desta quinta-feira.

Postado por Carlinhos Santos,