A imagem acima é do flyer que, em 1983, circulou pelo Bom Fim e demais points de Porto Alegre divulgando a arrecadação coletiva de grana para gravar o primeiro vinil de Nei Lisboa, Pra viajar no cosmos não precisa gasolina. O bolachão saiu e virou um clássico da música gaúcha graças ao esforço coletivo dos fãs. Como registro na 3por4 impressa de hoje, Nei volta à ideia do financiamento coletivo que, em tempos de internet, se chama crowdfunding. A meta é juntar grana para gravar e por no mercado seu novo disco, A Vida Inteira.
Segundo o músico, a estrela maior de toda essa festa é o novo CD. As canções foram compostas nos últimos dois anos. No final de 2012, foram mostradas ao público em duas apresentações no Theatro São Pedro. Até conquistar a participação necessária de todos, há muito trabalho a ser feito.
- Estamos torcendo para que você nos empreste seu indispensável apoio, e conte com nosso agradecimento para A Vida Inteira - brinca Nei.
No papo da coluna impressa, o músico saúda a ideia de que ainda existe um espírito coletivo que sobreviveu à era da individualidade, Também perguntei sobre as redes sociais, assim:
As ações via redes sociais são, de fato, uma nova realidade para a dinamização da produção artística no mundo contemporâneo?
Nei responde: Quero crer que sim, mas a realidade hoje dura o tempo que um post leva pra ser substituído por outro. As redes sociais são feitas também por sócios loucos por um capital. Então convém ser ágil e mutante, porque atrás vem a força da grana que ergue e destrói coisas belas, já disse alguém.
Dado o recado, fica o apelo para o engajamento dos fãs, nesse endereço: www.catarse.me/neilisboa.