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Novos horários do festival, com filmes sobre música no Camelódromo

18 de maio de 2012 0

Atentos à dinâmica da cidade, os organizadores promoveram mudanças nos horários da programação de hoje do Festival Brasileiro de Música de Rua. Fora os horários dos shows (a relação está abaixo), a boa novidade é que vão projetar filmes sobre música nas paredes do Camelódromo. A exibição será às 19h. Os filmes são Di Melo, o Imorrível, sobre o compositor pernambucano Di Melo, que aparece acima, em imagem reproduzida do filme, Volume Um, de Jorge de Jesus, que faz um painel sobre a cena musical caxiense nos anos 1980.

A programação desta sexta à tarde ficou assim, ó:

Ponto de ônibus Catedral - 15h00 - Roger Canal Música Concreta
Ponto de ônibus Ópera - 15h30 - Roger Canal Música Concreta
Praça Dante Alighieri - 16h30 - Marcelo Armani Artista Sonoro
Praça João Pessoa (São Pelegrino) - 17h30 - Medialunas Rock
Percorrendo Av. Júlio Castilhos - 18h00 - Quinteto de Metais
Música Erudita Camelódromo Z- 18h00 - Coletivo Shanghai Nujazz
Camelódromo - 19h00 - Exibição do filme: Di Melo, o Imorrível Camelódromo e, às 19h30 - Exibição do filme: Volume Um de Jorge de Jesus

Outra coisa bacana é que a moçada vai lavar o monumento pichado lá na esqina da Av Júlio com a Feijó Junior (aquele que reproduz o mapa da Itália), às 18h.
Nele, está escrito: "Eles não voltaram, à memória do Sgto. Rafael Zambelli e o soldado Angelo Bracagiolli, caxienses, voluntários do real exército italiano, tombados na primeira guerra mundial."

O que está acontecendo nas ruas de Caxias?

17 de maio de 2012 0

Sim, tem coisas bacanas rolando pelas ruas de Caxias, desde ontem até domingo. Aqui, um registro do primeiro dia do Festival Brasileiro de Música de Rua, feita em ação colaborativa. Amanhã, na 3por4 impressa, mais e mais sobre essa boa nova da cena caxiense. Confereaí:

Sons da Irlanda na praça e no Jornal do Almoço

17 de maio de 2012 0

O trio Irish Fellas surgiu da iniciativa de Caetano Maschio Santos, que toca bandolim, banjo, tin whistle e irish flute, após uma curta temporada morando em Wicklow County e viajando pelo litoral sul da Irlanda. De longa data um admirador da música irlandesa e de tradição celta, voltou de lá com material didático, instrumentos e a experiência de ter presenciado ao vivo as sessões tradicionais nos pubs e nas ruas.
Então,s e juntou ao amigo de longa data Victor De Franceschi (violão), que também vinha de uma experiência de morar nas ilhas britânicas. Com seu violão, deu sustentação harmônica sobre a qual se desenvolvem os temas do conjunto. Aí veio Renato Müller, com sua gaita ponto de sonoridade gaudéria, que deu diferentes ritmos e cores através da rica sonoridade de seu instrumento.
Juntos eles formam o Irish Fellas, que toca temas típicos instrumentais e cantados das "irish sessions", cuja sonoridade remete fortemente à paisagem do cotidiano dos irlandeses, seus costumes, hábitos e traços característicos. O trio vai tocar às 10h, na Praça Dante, na programação do Festival de Música de Rua. Depois, dá expediente no Jornal do Almoço, na RBS TV. Vale conferir!

Foto: Cristiano Santos, Divulgação

Máquina de escrever diálogos literários

16 de maio de 2012 0

"Meu coração é uma máquina de escrever
As paixões passam
As canções ficam
Os poemas respiram nas prisões
Pra ler um verso, ouvir, escutar
Meu coração falar
Até se calar a pulsação
Meu coração é uma máquina de escrever
No papel da solidão
Meu coração é
Da era de Guttemberg
Meu coração se ergue
Meu coração é
Uma impressão"

Reproduzo letra/poema de Mathilda Kovak e Luís Capucho, musicado por Pedro Luís em seu primeiro disco, Astronauta Tupy. Acho que serve como paisagem inspiradora do projeto Máquina de Escrever, que começa na terça-feira, na Do Arco da Velha Livraria e Café. Reúne Marco de Menezes e Marcos Kirst para falar sobre facetas da literatura, conforme descreve a arte ao lado, assinada por Camila Cornutti.

O vale Curtolo alimenta músicos

16 de maio de 2012 0

Já que ele foi o precursor da música de rua em Caxias, nada mais justo do que ter a imagem de Otávio Curtolo no Vale Refeição que os músicos do Festival de Música de Rua de Caxias usarão para se alimentar no Zarabatana Café, que fez parceria com o Festival, fornecendo alimentação aos visitantes. Como escrevi na 3por4 impressa de hoje, Curtolo foi o pioneiro da música, transformando sua morada rural, na Luiz Michelon, hoje bairro Cruzeiro, numa escola música. Em1884, ele formou a Banda Santa Cecília, que tocava nas ruas caxienses da época. Um Vale Curtolo que alimenta músicos!

O ambiente colaborativo do Labs

15 de maio de 2012 0

Tema da 3por4 impressa desta terça-feira, o Coletivo Labs evidencia em Caxias um jeito contemporâneo de trabalho. Falo de coletivos, associações, redes de ação. Gestadas na forma de uma incubadora, essas alternativas fomentam aquilo que também se conhece por ambiente de criação. Por este viés, trabalha-se o conceito evolutivo para uma ideia ou proposta que, associando-se a outras, pode se transformar. Mas, evoluir não significa necessariamente se qualificar. É aí que, de novo, importa a seleção de com quem ou quais se associa. No Labs, a geração de coisas bacanas e de qualidade credencia o espaço positivamente. É disso que se precisa numa comunidade. Na conversa que tive semana passada com o Lucas de Ross Rossi, o Samir Cabral Madi e a Geraldine Moojen percebi essa vontade de fazer com que as coisas aconteçam de uma forma sinérgica, qualificada. Bacana também o clima de descontração do espaço, seu visual e, além de tudo, as portas e cabeças abertas ao novo. Legal também ver que, em seis meses, algumas das ideias gestadas e aprimoradas por lá estão funcionando a pleno. Uma delas, à qual me refiro na coluna impressa, é a de uma empresa que trabalha com resíduos eletrônicos, tirando-os dos lixões e tranformando-os em matéria prima. Projetos próprios, projetos coletivos, projetos inovadores! Tudo se pode projetar desde que haja contexto para isso. Saudável inovação no ambiente criativo caxiense! Bacana também que o povo que faz arte e cultura esteja se aproximando dessas propostas. Ah, sim: as fotos aqui reproduzidas, feitas pelo Ricardo Wolffenbüttel, são, acima, da parede em formato de quadro negro, que serve para a anotação das tantas atividades que rolam por lá e, abaixo, o logo multicolorido que sugere as muitas matizes do que é feito pelo Coletivo Labs.

Um concerto para o dia das mães

12 de maio de 2012 0

Programa bacana, com cara de família e, em especial, de homenagem ao dia das mães: neste domingo, tem concerto de flauta e piano na Sala de Cinema da Casa das Artes, em Bento Gonçalves, às 19h30min. Se apresentam por lá a dupla formada pelo flautista Ayres Potthoff (à direita)  e o pianista Michel Dorfman.
No repertório, tem batuque, bossa nova e samba, com sonoridades que evidenciam influências regionais e universais como os mestres Hermeto Pascoal, Egberto Gismonti, Moacir Santos, Tom Jobim, Severino Araújo e Pixinguinha, entre outros.
A entrada será um quilo de alimento não-perecível. A apresentação abre a série de concertos do Projeto Polos, da Fundação Ecarta Musical, de Porto Alegre.

Foto Ecarta/Divulgação

O que é que a nova baiana tem?

12 de maio de 2012 0

Entrevistada na 3por4 impressa deste fim de semana, a cantora baiana Mariene de Castro (acima, em foto de Kaya Verruno) é figura referencial da nova cena musical baiana. Revela um setor que resiste à onda massificante do axé. Tem o respeito de quem transita com desenvoltura por gêneros como o samba de roda e outras vertentes musicais baianas. Há oito anos, quando a assisti num show do Solar do Unhão, ainda divulgando seu primeiro disco, Abre Caminho, percebi a sintonia dela com o popular. Nas rodas, o povo sambava e se misturava. No palco, som tirado do prato e rezadeiras. Pura musicalidade fundida em religiosidade. Uma das principais intérpretes de Roque Ferreira, tido como o novo Caymmi da música baiana, ela ganha elogios recorrentes do compositor a quem Roberta Sá dedicou todo o CD Quando o Canto é Reza, gravado com o Trio Madeira Brasil. Nos bastidores, Ferreira disse que prefere as interpretações de Mariene passa as suas letras. Ou seja: a moça tem santo!

É por isso que Roque Ferreira está sempre nos discos de Mariene que, além dele, gravou Martinho da Vila, Arlindo Cruz, Roberto Mendes, Luiz Gonzaga, Nelson Rufino em seu novo disco, Tabaroinha. Aliás, o CD também inclui Filha do Mar, canção inédita da cantora e compositora pernambucana Flavia Wenceslau.

A baiana também tem se aventurado pelo cinema. Confira o que ela contou, por telefone, sobre essa sua faceta de atriz: "Participei de O Jardim das Flores Sagradas, do diretor baiano Pola Ribeiro, do curta Ensolarado, do Ricardo Targino, e agora vou filmar, no subúrbio do Rio e Muriaé, o longa Quase Samba, também do Targino. Em meu terceiro longa, faço a protagonista. E um filme sobre encontros. Fala de uma cantora que trabalha numa cooperativa de táxi. Fala de milícias, de desejos, amor. Tudo isso em forma de canção, de samba. Em todas as minhas experiências como atriz fiquei muito à vontade, embora não tivesse formação específica. Nunca tinha feito cinema e foram experiências prazerosas, tranquila."

Dito isso, que tal ouvir um pot-pourri de Dorival Gaymmi na voz da moça? Sobe o som!

Chalé de muitas atividades artísticas

11 de maio de 2012 0

Esse chalé aí é um lugar pra lá de bacana. Localizado no Desvio Blauth, em Farroupilha, é ateliê da artista plástica Marinês Busetti. Há tempos, ela transformou o lugar num espaço de cursos e atividades artísticas. O ambinete é pra lá de acolhedor, a paisagem do entorno é uma delícia! E, nos sábados de maio, rola por lá duas atividades, como está descrito a seguir:

O QUE: Oficinas de DESENHO E/OU XILOGRAVURA (opcional)
QUANDO: Sábados de MAIO HORÁRIO: 14h às 17h
PÚBLICO: adolescentes e adultos
ONDE: Atelier Marinês Busetti - Chalé da Xilo VRS 813 - Km 8,5 - Desvio Blauth, Farroupilha (estrada de Farroupilha a Garibaldi- FENACHAMP)
CUSTO: Desenho - R$ 30,00 ( com material) Xilogravura - R$ 35,00 ( com material)
Fone: (54)9951 11 38

Foto Divulgação/Marinês Busetti


Para invadir o vestiário do futebol

09 de maio de 2012 0

Camisa Brasileira é a exposição que está em cartaz no Sesc de Caxias. Conforme nota da 3por4 impressa desta quarta-feira, o trabalho do fotógrafo Gilberto Perin (autor da foto acima, da exposição) é um primoroso registro dos bastidores do vestiário do Grêmio Esportivo Brasil, de Pelotas, quando o clube de disputou a segunda divisão do futebol gaúcho em 2010. O trabalho é delicado, ousado e pra lá de vigoroso. Fica em cartaz até 29 de maio. A entrada é franca. Vale a pena conferir!