
Os amigos chamam Jards Macalé (acima, em foto de Cafi, de divulgação) de Macao. O entrevistado da 3por4 impressa desse fim de semana é assim, figura que acolhe adjetivos, outras denominações. Dá para descobri-lo mais em Jards Macalé - Um Morcego na Porta Principal, cinebiografia de João Pimentel e Marco Abujamra. Mais recentemente, foi lançado Jards, documentário dirigido por Eryck Rocha, filho de Glauber, que sai em breve em DVD pela Biscoito Fino. Ele também tem disco novo, relançamento de discos, enfim, um revival pra lá de merecido. Mas ele não gosta de estar na condição de veterano. Pelo contrário. Em novembro, no Rio, num show case que fez na festa de aniversário da Escola Darcy Ribeiro, no Rio, Macalé era saudado pela moçada. E ele gosta disso, mantém sintonia com as novas gerações que seguem criando bons sons e boa arte brasil afora. É essa figura criativa que inspira obras e homenagem como a Macaléia, penetrável criado por Lygia Clark e Helio Oiticica. Jards Macalé é um Brasil conhecido por poucos. embora deveria ser unanimidade entre muitos. Da primeira vez que o vi, ao vivo, num boteco debaixo dos Arcos da Lapa, no Rio, ao encontro do ano passado, quando ele, vejam só, estava nervoso para subir ao palco, tenho a certeza dele ser um artista fundamental na nossa cultura. Desfrutemos!








