Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Quarentando em outras cercanias

02 de maio de 2017 0

Pessoal, o projeto 40 na Cabeça está de novo endereço!

capa1

Quem já me acompanhava aqui, no site da Rádio Gaúcha, está superconvidado a conhecer um pouco mais do meu trabalho na minha página no Facebook. É um outro espaço, mas com a mesma cara, e onde você poderá encontrar um pouco de tudo que vai na minha cabeça, além de crise!

Vejo vocês por lá! Grande abraço!  :-)

Aquele momento em que você sente arrepio ao ouvir o toque do celular

20 de abril de 2017 2

Você é daquelas pessoas muito ocupadas muito, mas muito mesmo? Que diz não toda a hora, recusa convites de ir ao cinema, de fazer uma happy no final da tarde, de ir ao churrasco da turma da escola das crianças? Porque está sempre lotado de coisas, com a agenda esgotada, o celular abarrotado de mensagens, almoçando no escritório, respondendo e-mails no sinal fechado, dando expediente 7 x 7 dias?

© Freepik

© Freepik

Eu já vivi a angústia de sair no meu horário e me sentir culpada porque todos permaneciam lá, mesmo que fazendo número. Não podia mais ouvir o toque do celular sem sentir arrepios. Disse tanto não a amigos e pessoas queridas quase ao ponto de não receber mais convites. Ou ficava atendendo o telefone durante os jantares, sem conseguir desgrudar o olho. Já deixei filho esperando na escola, esqueci reunião de pais, festa de família, aniversários, cheguei atrasada em apresentação de Natal. E nada disso me orgulha.

Passei um bom tempo me sentindo importante, cheia de compromissos. E outro tanto me achando a idiota, deixando a vida escoar. Porque não há nada de inteligente em ser workaholic. Sim, às vezes é preciso levar trabalho para casa, ficar até mais tarde ou terminar um projeto importante no final de semana. Às vezes. O problema é quando isso se torna rotina e passamos a achar super normal receber mensagens às 4 da manhã. E responder. Qualquer que seja a urgência, poderá esperar até as 8h.

Mas a vida não espera. As pessoas “normais” seguem se encontrando, levando as crianças ao parque, indo a programas culturais, à academia, visitando a família. E conseguem trabalhar também. Como será que dão conta?  Porque encontraram o ponto de equilíbrio. Ou valorizam mais o ser que 0 ter. Levei bastante tempo até entender isso e esse foi um dos motivos da crise. Eu queria me reencontrar, achar de novo o caminho e não errar mais a estrada. Porque é muito fácil a gente se perder. E depois que todos se vão é muito mais difícil recomeçar.

A teimosia da fé

19 de abril de 2017 0

Ontem à noite fui ao lançamento do livro “Amizade é também amor” do Fabrício Carpinejar, na Saraiva do Moinhos Shopping, em Porto Alegre. Como já era esperado, mais de hora na fila aguardando a minha vez de receber a dedicatória no meu exemplar. Muita gente prestigiando seu trabalho. E não é para menos. O Fabrício é autêntico, se reinventou, mostrou ao mundo seus diversos talentos e a maestria com as palavras. E me surpreendeu de uma forma muito querida. Falávamos sobre escrever, o difícil mercado que enfrentamos. E ele me disse, que acima de tudo, para vencer, precisamos ter a teimosia da fé.

© Unsplash

© Unsplash

E essa foi sua dedicatória, uma das mais intensas que já recebi. O Fabrício, multifacetas, por vezes excêntrico, também precisou cavar seu espaço. Porque nada vem sem esforço. Não existe sorte sem competência. Porque ninguém se sustenta por muito tempo sem competência e perseverança. Eis a teimosia necessária — para a vida. O não jogar a toalha no quinto ou sexto não. E a fé que ampara nos momentos em que bate o desânimo.

Tomo a liberdade de chamá-lo pelo primeiro nome porque somos batalhadores de longa data. Fomos focas na mesma redação. Ensaiamos os primeiros passos no jornalismo próximos um do outro. Ele determinado a marcar seu espaço. Já gostei, desgostei e voltei a gostar do trabalho do Fabrício.

Nem sempre a gente acerta a mão. Não é todo dia que um texto flui perfeito. As ideias às vezes não vêm e bate o desespero. O prazo esgotando e o texto não surge ou é entregue sem aquela sensação de ter extirpado até a última emoção. Não é a melhor obra e muitos não perdoam, aumentando nossa angústia. Noutros dias é difícil conter as palavras, que atropelam os dedos, mal nos dando tempo de digitá-las, numa espécie de dislexia literal. Jogamos as vísceras e todo o sentimento naquelas linhas. É difícil agradar a todos. Mas é preciso continuar, teimar e ter fé.

O que você mudaria em sua vida se pudesse voltar no tempo?

18 de abril de 2017 0
© Unsplash

© Unsplash

Hoje acordei meio nostálgica. Acho que é o clima de outono, o frio na medida, os dias presenteados pelo sol com sua luz mais dourada e romântica. Tudo é um convite à reflexão. Então, me peguei pensando: se tivesse a oportunidade de voltar no tempo o que faria? E não achei uma resposta definitiva. Porque nada é definitivo e qualquer mudança que eu pudesse promover no passado impactaria meu presente, nas pessoas que amo. E concluo: não é possível mexer com a história, sem influenciar o futuro.

Talvez pudesse consertar alguns erros. Mas vejo que é bobagem. Cometi vários (quem nunca?), mas nenhum com o qual não possa conviver. O que devo fazer, agora, é tratar de melhorar. E isto me basta. Porque o bom de fazer uma regressão é perceber que falhamos, também acertamos e, acima de tudo, temos a chance de não repetir o modelo. Dá para fazer uma nova versão daqueles pontos onde ficamos devendo a nós mesmos, sem voltar. Para mim, o fundamental é seguir em frente e tirar ensinamentos das experiências de ontem, para que amanhã não tenha que olhar para trás, de novo, e ter de corrigir o que já passou.

Aprendendo com os erros: lição de Páscoa

17 de abril de 2017 0

Em meu texto de ontem, que falo sobe o calendário, fiz uma relação das incorreções e mudanças que a contagem do tempo sofreu, desde sua primeira versão, com a Páscoa. Uma infeliz comparação, pois conforme correções dos leitores, a Páscoa é definida pelo calendário judaico. E, apesar da confusão, da ignorância sobre esse assunto, fiquei satisfeita.

© Freepik

© Freepik

Transcrevo aqui parte do que os leitores comentaram. “A Páscoa cristã está relacionada com a Páscoa judaica (Pessach), ocorrida aos tempos de Pôncio Pilatos, governante da Judeia entre 26 a 36 dC, período que Jesus foi crucificado!”, disse o Guilherme. E o Leonel complementou: “Sim, a Páscoa está na data correta [...], porque a Páscoa é definida pelo calendário judaico (LUNAR) e não pelo calendário ocidental (solar). A Páscoa sobre o qual a bíblia se refere é a Páscoa Judaica. Por isso, a data é sempre móvel para nós, mas é sempre a mesma data para os judeus, sempre entre 15 e 22 de Nissan”.

“Magali, tens razão em dizer que celebramos as datas da vida de Jesus nos ANOS errados. [...] Mas não por isso podes deduzir que hoje é qualquer DIA, somente o ano deveria ser corrigido. Segue sendo Páscoa (que usa o cálculo judaico, variável conforme a lua mais próxima do solstício de primavera do hemisfério norte), mas seria Páscoa de outro número de ano”, destacou o Francisco.

Poderia ter escolhido qualquer data para fazer o comparativo e não haveria controvérsia. No entanto, não teria a oportunidade de aprender e, muito menos, de constatar que muitas pessoas seguem gentis, dispostas a compartilhar. Em tempos de intolerância, de radicalismos, contar com a colaboração do Guilherme, do Leonel e do Francisco me deixou feliz. Porque chegamos a um momento crucial em que temos de cultivar com muito carinho a educação e o respeito, valores que deveriam ser inerentes a todo ser humano, mas que estão se perdendo. Só assim, voltando à antiga lição de casa, poderemos, de fato, renascer!

Se Jesus nasceu 4 a.C., será que hoje é Páscoa mesmo?

16 de abril de 2017 8

Afinal, o que o chocolate tem a ver com a ressurreição de Cristo? Claro, fui procurar no oráculo virtual e achei muita coisa sobre muita coisa. Entre elas, o hábito de antigas culturas espalhadas no Mediterrâneo, no Leste Europeu e no Oriente de presentearem com ovos — cuja decoração evoluiu de gravuras e desenhos de plantas para ouro, pedras preciosas e, finalmente ao chocolate. Mas para se chegar nesse ponto, séculos de história e transformações transcorreram, assim como adaptações religiosas. Também foi preciso que a culinária se desenvolvesse. Resumindo, a energia do extrato da semente de cacau foi relacionada ao ideal de renovação presente nessa época. E ainda temos que encaixar um coelho nessa nessa história toda…

© Freepik

© Freepik

Mas se você não acredita mais no coelhinho da Páscoa, não se preocupe. Esse é o menor dos seus problemas. Afinal, hoje provavelmente nem é Páscoa. Nem domingo. Muito menos 16 de abril de 2017. Se já é complicado entender essa relação entre ovo de chocolate, coelho e renascimento, mais difícil ainda é compreender o calendário e saber onde estamos exatamente no tempo. Porque até onde sabemos, Jesus nasceu 4 a.C. Mas também pode ser 7 a.C ou 7 d.C.

© Freepik

© Freepik

Porque a passagem da humanidade pela Terra vem sendo contabilizada mais ou menos naquela base do em cada conto aumenta um ponto. E o ano zero ou ano um e todos os demais, sofreram a influência dos interesses, da vaidade, da vontade de imperadores e da necessidade de destacar marcos considerados importantes (para eles). Assim, cada um fui subtraindo, acrescentando, esquecendo dados importantes, moldando e nominando meses conforme seu bel prazer.

E aqui estamos. Abril de 2017. Mas também há uma grande chance de ser 2021, já que o verdadeiro ano de 2000 deve ter sido em 1996. Lembra de Cristo ter nascido em 4 a.C? Tudo bem. O papo tá denso demais para um domingo de Páscoa. Então, vamos pegar o chocolate, esconder o coelho na cartola, abraçar as crianças, aproveitar o clima de introspecção e agradecer. Porque estamos precisando muito renascer. Feliz Páscoa!

Aperta mais um pouquinho porque as goelas vão continuar abertas

15 de abril de 2017 2

Vamos falar do preço do jiló. Ou dos hábitos alimentares do jacaré-de-papo-amarelo. Talvez sobre bruxaria e rituais xamânicos. Quem sabe sobre as vantagens ambientais de se usar fraldas de pano ao invés das descartáveis. Qualquer coisa. Menos sobre a realidade. Sobre como o Brasil mergulhou nas trevas da história e está escrevendo um capítulo do qual tenho certeza, a maioria de nós não se orgulha e quer esquecer — se é que isso é possível.

© Agência Brasil

© Agência Brasil

Mas não dá. Nós estamos envolvidos até o pescoço nisso tudo. E ninguém se mexe para não fazer onda! Senão, acabaremos afogados, engolindo essa lama nojenta. E não diga que você não tem nada a ver com isso. Tem sim. Eu, você. Todo mundo. Porque esse país é nosso. E povo que não tem virtude, acaba por ser escravo. A gente deu o passe livre para que fizessem toda a bandalheira que estão fazendo, ano a ano, década após década, bem debaixo do nosso nariz, sem o menor pudor. E eles souberam aproveitar bem a oportunidade que demos.

Além de saquear fundo o país, se autoprotegem, se cuidam, se defendem, criam mecanismos para evitar a punição. E seguem. E nós os reelegemos. Porque alguém tá votando nesses caras. E nós? Vamos continuar ajudando, pagando de novo a mesma fatura. Dá para apertar um pouquinho mais. Vamos deixar de comer carne (é mais saudável), economizar na energia elétrica, rodar menos para poupar gasolina (o meio ambiente agradece), reduzir o consumo de leite, deixar de ir ao cinema. Ah, você já fez tudo isso? Aperta mais um pouquinho, vai. Aposto que ainda nem tirou o filho da escola privada e não deixou de viajar. E está aí reclamando.

Pois “nunca antes na história desse país” se sentiu tanto o peso da Pátria amada nas costas. E deve aumentar. Caso contrário as pesquisas para as eleições 2018 não apontariam para o mais do mesmo. É triste, desanimador e real. E agora, você acredita que tem papel fundamental nessa história? A gente pode dizer que não sabia, que não viu, que desafia a justiça a provar que votamos, que não passam de calúnias e que nossas vidas são norteadas pela verdade. O problema é que, mais cedo ou mais tarde, a verdade sempre vem à tona!

Não faz barulho, menina, é Sexta-feira Santa!

14 de abril de 2017 0

Não venho de uma família muito religiosa. Apesar de ser católica, batizada, ter feito eucaristia e confirmação, não sou exatamente o que se pode chamar de praticante. Aos poucos a gente vai se afastando, pelos mais diversos motivos, o que não significa o final da fé. Acredito que seja apenas a mudança dos tempos. E, com ela, vamos adaptando a forma de intimidade com a religião, com nosso Deus. Hoje, me considero muito mais próxima do que quando a missa dominical era uma obrigação. Aquelas coisas que a gente faz sem entender muito bem.

© Freepik

© Freepik

E isso é uma das coisas que me intriga. Por que repetíamos modelos que recebíamos prontos, sem questionar? A Sexta-feira Santa é um exemplo clássico. Não lembro, quando pequena, de um adulto ter sentado a meu lado e explicado todo o simbolismo da data e sua importância aos cristãos. Sabia apenas que era o dia em que não se podia comer carne vermelha. Nem fazer muita outra coisa. E, para uma criança, ter de ficar em casa, num feriado, sem brincar, cantar, correr, fazer barulho, era algo impensável.

Porque a gente não podia ouvir música, fazer algazarra, dar gargalhada, falar alto, dançar, assistir TV, pular. Nada. Era o mais completo silêncio e só. Também era proibido varrer a casa, limpar, trabalhar, beber. Qualquer uma dessas coisas, se realizada, era considerada um sacrilégio. Ou seja, nós não entendíamos nada do que estava acontecendo, os adultos não nos contavam (acho que nem eles entendiam direito), ficávamos pelos cantos cochichando com os primos, comíamos peixe e era isso. Estava resolvido o sacrifício da Sexta-Feira Santa, sem mais conversa e explicação. E tomara que o domingo chegue logo para ganharmos os chocolates de Páscoa!

Quando um vídeo de 1 minuto se torna um longa-metragem

13 de abril de 2017 0

Você acorda e seu celular está tendo espasmos de tantas notificações. Bom dia, boa quinta, boa semana, obrigada por existir na minha vida, diga sim a Jesus, doe sangue, faça o bem, ame os animais. Ursinhos fofinhos, coraçõezinhos, borboletas e ramalhetes de flores saltam, em profusão, da sua tela. É como se o mundo mágico, de repente, tivesse se transportado inteiro para dentro do seu quarto. E como alguém pode estar tão animado logo cedo? Você mal abriu os olhos, ainda está com o cabelo emaranhado, aquele gosto de cabo de guarda-chuva na boca e já tem coelhinhos e emojis saltitantes esperando sua resposta.  :lol:

© Reprodução

© Reprodução

E os vídeos? Sendo muito franco, responda: você baixa vídeo com mais de 10 mega ou assiste se tiver mais de 1 minuto? De repente um filme de um minuto se tornou um longa-metragem e a gente não dispõe dessa eternidade. Fazer um download de cinco minutos é algo inconcebível. O mundo pode acabar, vidas podem ser salvas ou espécies serem extintas nesse tempo! E nós, aqui, assistindo vídeos de autoajuda! Não, não é questão de maldade, nem falta de coração. É otimização. Vai dizer que todas as sextas-feiras você não recebe pelo menos de três grupos diferentes o bonequinho do Incrível Hulk dançando e dando graças que o fim de semana começou? E quando vem um textão? Textão, nãoooooo! :-(  E vai dizer que é ótimo ver a memória do seu celular sempre pelas tabelas? Seria tão mais legal pegar o telefone e ligar direto para a pessoa e ver como ela está. Mas um card ou um mensagem com a voz do Pedro Bial se tornaram mais eficientes e rápidos. Afinal, não dá para desperdiçar tempo.

© Freepik

© Freepik

Eu, que adoro uma teoria da conspiração, estou achando que alguém tem que estar ganhando dinheiro com essa proliferação de memes, vídeos e áudios. Não tem outra explicação. E não pode haver uma criatura sob a face da Terra que consiga ouvir, ler e assistir tudo. Se alguém disser que baixou e viu todos os vídeos que recebeu com feliz Natal pode se inscrever pro novo record do Guinness. Porque, de repente, viramos um monte de reprodutores de ideias prontas, máquinas programadas para apertar o ‘send’. Sem falar na imensidão de mentiras, golpes e idiotices jogadas na rede cuja veracidade não se questiona. É só bola pra frente. Ah, e se visualizou, responde logo, tá? Mesmo que seja uma da manhã…  :arrow:

Qual era a lenda urbana mais famosa na sua época?

12 de abril de 2017 0

Qual era a lenda urbana que assombrava você e seus amigos quando pequenos? Eu tinha verdadeiro pânico dos tiradores de sangue. Quem morava em Porto Alegre ou Região Metropolitana no final dos anos 1970 e parte da década de 1980 deve se lembrar dessa história, que até hoje não me sai da cabeça.

© Freepik

© Freepik

Rezava a lenda que os chamados “vampiros” capturavam crianças e as levavam para dentro de Kombis onde havia um laboratório instalado. Essas Kombis tinham cortinas ou tapumes nas janelas, para que não se pudesse ver seu interior. Lá, era extraído o sangue da vítima, que depois era jogada em uma vala qualquer.

Verdade ou invenção de nossos pais para nos botar medo, o fato é que nesta época era permitido vender sangue e não havia regulamentação sobre o assunto — que corria de boca em boca assustando a todos. Inclusive havia a doação remunerada.

O filme “Até a última gota”, de 1980 e dirigido por Sérgio Rezende, alertava sobre o comércio de sangue em países de terceiro mundo. Por isso, trinta e poucos anos depois, eu ainda fico arrepiada quando vejo uma Kombi com as janelas pintadas passando devagar pelas ruas… E a sua lenda urbana, qual é?