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Escolas privadas do RS reforçam investimentos em segurança

03 de janeiro de 2017 0
Foto: Divulgação/ Colégio Farroupilha

Foto: Divulgação/ Colégio Farroupilha

Por causa da violência crescente nos últimos anos em Porto Alegre, escolas privadas têm reforçado os investimentos em segurança. Catracas de acesso, instalação de câmeras, ampliação dos estacionamentos e contratação de vigilantes estão entre as medidas adotadas pelas instituições para tentar evitar assaltos. O custo disso, no entanto, é revertido aos pais nas mensalidades escolares.

A preocupação com a segurança aumentou após a morte de uma mãe enquanto aguardava o filho sair do Colégio Dom Bosco, na zona norte de Porto Alegre, em agosto de 2016. A escola é uma das que reforçaram os investimentos para garantir mais segurança às famílias, aos estudantes e aos funcionários.

Entre as ações, estão a instalação de um sistema de catracas para controlar o acesso na escola e a ampliação do monitoramento por câmeras. Além disso, obras estão em andamento para construção de uma restaurante dentro do colégio e para elevar das atuais 220 para cerca de 300 vagas no estacionamento interno.

O diretor-administrativo da instituição, Osvaldo Dalpiaz, afirma que o crime ocorrido em frente ao colégio motivou o reforço na segurança. “Os pais compreenderam que aquele foi um fato isolado, mas tudo isso nos levou a refletir sobre necessidade de trabalharmos para tentar reforçar a segurança”, afirma.

Outra escola que tem feito investimentos pesados é o Colégio Farroupilha, localizado no bairro Três Figueiras. Nos últimos três anos, a escola contabiliza investimentos de mais de R$ 6 milhões na segurança, dinheiro que é revertido às mensalidades escolares. Hoje a escola cobra uma média de R$ 2 mil mensais por aluno matriculado.

O diretor-administrativo, Milton Fattore, afirma que os pais apoiam os investimentos, e cobram mais. “A gente trabalha com um público bastante alvo desse processo da violência, por causa da renda mais elevada. Os pais gostariam até que eu assumisse um papel que é da polícia”, diz ele.

A escola tem um sistema de catracas que emite alertas aos pais quando as crianças entram e saem do prédio, câmeras de segurança e vigias que monitoram até mesmo o entorno da escola, com uma moto. A Brigada Militar é avisa de qualquer ação suspeita.

Para 2017, o colégio prevê investimento de R$ 1,5 milhão para reforçar o sistema de monitoramento por câmeras, além da realização de cursos de capacitação aos educadores, pais e alunos como se comportar em situação de violência.

O diretor do Colégio Dom Bosco afirma que as escolas têm assumido uma responsabilidade que não é delas. “Quase sempre assumimos papel que não é nosso, como a segurança externa que não é nossa atribuição. Estamos sempre alertas porque a tensão é constante”.

O presidente do Sindicato do Ensino Privado (Sinepe-RS), Bruno Eizerick, afirma que a Brigada Militar tem se esforçado em garantir rondas no entorno das escolas, mas diz que o efetivo é reduzido. Para Eizerick, a contratação de empresas privadas para fazer vigília nas escolas tem reforçado a sensação de segurança, indispensável no processo educacional.

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