A economia da Região Sul está com desempenho pior do que a média nacional. Indicador calculado pelo Banco Central, o IBCR-S recuou 1,2% no segundo trimestre. No primeiro, houve avanço de 1,3%.
No caso do Rio Grande do Sul, a situação é ainda mais delicada. O IBCR-RS recuou 1,6% no trimestre. No primeiro, a queda foi de 0,1%.
"A desaceleração presente no desempenho da economia gaúcha ao longo do primeiro semestre de 2012 traduziu, principalmente, o efeito da frustração das colheitas das principais culturas do estado, que repercutiram sobre a renda e o emprego, bem como sobre a produção industrial."
Vendas do varejo: Passou de +4,6% para +1%.
Produtividade da indústria: Passou de -0,5% para -1,8%.
Previsão para a safra de grãos em 2012: -33,2%
Inadimplência: Subiu de 2,9% para 3,1%.
Faturamento das exportações: -8,1% no semestre
Empregos formais: 40,9 mil vagas novas no primeiro trimestre. 27,7 mil no segundo trimestre.
Inflação pelo IPCA: Passou de 0,98% para 1,27%.
No entanto, o relatório do Banco Central espera uma reação da economia gaúcha:
"A perda de dinamismo deverá ser amenizada pelos efeitos das medidas recentes de política fiscal e pela distensão na política monetária. Essa perspectiva é fundamentada pelas condições favoráveis do crédito, pelo nível sustentável de endividamento, bem como pela confiança dos consumidores, em que pesem a persistência da crise internacional e as dificuldades de negociação comercial com a Argentina, importante parceiro do estado."
Presidente da Fiergs, Heitor Müller observa que a economia do Rio Grande do Sul não está dando os sinais de melhora apresentados pelo Brasil nos indicadores mais recentes. Estiagem é um motivo, segundo ele. O outro é o comércio com a Argentina, que começou a liberar a importação de alguns produtos, mas ainda há mercadoria represada. Pelos produtos que sofrem com a restrição do país vizinho, o Rio Grande do Sul é o mais afetado pelas barreiras protecionistas.
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