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Preço dos imóveis à venda caiu quase 8% em Porto Alegre

06 de janeiro de 2016 2
Tatiana Cavagnolli, Arquivo Agência RBS

Tatiana Cavagnolli, Arquivo Agência RBS

O preço médio dos imóveis anunciados para venda em Porto Alegre caiu 7,93% em 2015. O percentual já considera o desconto da inflação do período na Capital, que foi de 10,85%.

O acompanhamento dos preços dos imóveis é feito pelo FipeZap. O índice registrou variação negativa em vários meses ao longo do ano. Inclusive, em dezembro, quando caiu 0,10%.

O resultado confirma as previsões que vinham sendo noticiadas aqui no blog Acerto de Conta$ ao longo de 2014. Os preços não teriam uma queda brusca, mas não iriam acompanhar a inflação e isso representaria uma redução nominal de valores. O setor imobiliário foi um dos primeiros a sentir os efeitos da crise econômica.

O preço médio do imóvel à venda em Porto Alegre fechou em R$ 5.448 por metro quadrado. O Rio de Janeiro segue no topo do ranking das 20 cidades pesquisadas, com metro quadrado a R$ 10.438.

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Comentários (2)

  • Marcelo dos Santos Bernardes diz: 7 de janeiro de 2016

    Quando o governo anunciou subsídios para aquisição de imóveis e injetou recursos financiamentos, aquecendo o mercado imobiliário, os vendedores (na maioria construtoras e holdings) aproveitaram-se da situação e “inflacionaram” os preços. Agora amigos, veio a conta… Não existe mágica. Para alguém ganhar, alguém tem que perder. Em bom português: a banca paga, a banca recebe. Óbvio que existem muitas variáveis a serem analisadas, mas, em resumo, precisamos entender a diferença entre crescimento e especulação. Até esse dia chegar, daremos um passo a frente e dois atrás, enquanto sociedade.

  • Chicão diz: 7 de janeiro de 2016

    Marcelo,
    Análise perfeita dos fatos relativos à exploração imobiliária.
    Lamentavelmente o Brasil se ressente de empreendedores, temos especuladores, razão pela qual qualquer incentivo governamental “empresários” sem qualquer compromisso com o País e povo querem é lucrar e de forma desproporcional à realidade brasileira.
    Resultado:
    Um dia a casa cai.
    O problema dos governos tem sido a falta de planejamento, de estudos concernentes aos preços de mercado, valores que podem ser praticados, e conforme tais levantamentos, os financiamentos correspondentes.
    Explico:
    De nada adianta uma construtora colocar para vender um imóvel por um milhão, um milhão e meio de reais, se o seu custo foi de duzentos mil.
    Os bancos estão colaborando para inflar este mercado, que se tornará artificial, redundando que cedo ou tarde esta bolha explodirá pela falta de pagamento de prestações altas, caso alguma crise econômica acontecer pelo meio do caminho.
    Foi assim com o Tio Sam, em 2008, gerando uma falência de empresas e bancos em nível à quebra da Bolsa americana em 1929.
    Se, no Brasil, não se financia o imóvel ou é penhorado várias vezes como acontecia nos Estados Unidos, os preços são irreais, altíssimos, e uma taxa de juros incompatível com o prazo, elevando este preço às nuvens!
    Ora, se a moradia está sendo vendida por três, quatro vezes mais o seu custo – lucro abusivo! – acrescida de 11/12% ao ano como taxa de juros para o seu financiamento em 30 anos, quanto que este imóvel não custará para o consumidor?!
    Enfim, este é o Brasil, terra de muitas leis para serem obedecidas pelo povo, que existe para obedecer e outorgar poderes, e um terreno fértil à especulação e exploração desse consumidor exaurido de tantos impostos e achaques, consentidos por governos relapsos e corruptos.

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