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Mesada deve começar a partir dos sete anos da criança

09 de fevereiro de 2016 0
Foto: Agencia RBS.

Foto: Agencia RBS.

A mesada é uma ferramenta bárbara para a educação financeira das crianças. Uma das principais dúvidas é sobre a idade para começar a usá-la.

Educador financeiro, Reinaldo Domingos conta que as crianças costumam ter desejos de consumo a partir dos três anos. É hora de mostrar o processo de troca de dinheiro por produtos.

Mas a mesada deve começar mais tarde. Lá pelos sete anos ou um pouco mais, dependendo da maturidade da criança.

Definição de valor

Domingos diz que o início das aulas é um bom período. Durante um mês, anote todo o dinheiro que dá para a criança, desde lanches na escola até brinquedos e passeios.

Depois disso, chame a criança para uma conversa. Explique que ela está crescendo e que vai passar a controlar o próprio dinheiro. Para isso, receberá uma mesada.

A estratégia é dar metade do valor total.

- Ela, com toda a certeza, ficará feliz, pois achará o montante bastante alto. Mas reforce que esse dinheiro terá que dar para os próximos 30 dias. – comenta o educador financeiro.

Desejos

Outra estratégia bacana para a criança entender prazos é pedir que ela escolha três desejos. Um deles para daqui a três meses (curto prazo), outro para seis meses (médio prazo) e um terceiro para um ano (longo prazo).

- Explique que o mesmo valor que receberá da mesada também terá para os desejos e sonhos. – complementa Domingos.

Qual a ideia? Com isso, a criança aprenderá a guardar dinheiro para realizar sonhos. Metade do dinheiro que recebe vai para o consumo do mês e a outra metade é para seus desejos.

Desempenho escolar

Um alerta interessante do educador financeiro é tomar cuidado caso os pais decidam associar a mesada ao desempenho escolar.

- O estudo deve ser incentivado pela importância que ele terá para a vida. Uma criança que só estuda para garantir a mesada no fim do mês poderá ter um rendimento muito baixo.

Complemento não!

E não complemente a mesada caso falte dinheiro por má administração por parte da criança! É um estímulo ao descontrole financeiro. Os pais não podem ser o “cheque especial”.

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