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O preço de comprar agora para pagar depois

29 de março de 2016 2

Coluna Acerto de Conta$ no Diário Gaúcho. Todas as terças.

bancocentral

Estou para ver algo mais enraizado na cultura financeira das pessoas do que o hábito de comprar a prazo. O parcelamento vai desde a casa própria e chega até mesmo nas compras semanais no supermercado.

A antecipação do consumo é considerada tão normal, que as pessoas só olham se a parcela cabe no salário do mês. E quando olham! O consumidor se pergunta: Afinal, se a parcela cabe no mês por que esperar?

Só que isso tem um custo. Há dois cenários:

1 – Compra agora e paga depois. Paga o juro e a taxa.
2 – Paga à vista e recebe juros, com o desconto.

Não é errado financiar o imóvel comprar os móveis da cozinha a prazo. O que a coluna quer é fazer o leitor entender que o produto sai mais caro. E, sabendo disso, tomar a melhor decisão. Seja guardar o dinheiro e pagar à vista. Seja dar uma entrada maior para ter um saldo menor gerando juro.

Olhem a simulação feita para a coluna Acerto de Conta$ pelo educador financeiro Mauro Calil:

Imóvel de R$ 200 mil
Valor financiado R$ 120 mil
Entrada R$ 80 mil
Custo do financiamento 0,99% ao mês

Parcelando 120 meses: Imóvel sai por R$ 285.860
180 meses: vai pagar R$ 337.571 pelo imóvel
240 meses: o preço do imóvel sobe para R$ 420.706
300 meses: o comprador pagará R$ 455.972 (mais do que o dobro do valor inicial do imóvel)

E, quanto menor a entrada, mais dinheiro o comprador deixa de presente para o banco.

Planeje a vida e as finanças. Quer uma casa própria? Em vez de financiar no futuro, quem sabe adie viagens e festa de casamento? Guarda o dinheiro, paga o imóvel e sobra o dinheiro que pagaria de juros.

Os sonhos não deixam de ser realizados. Só ficam para um pouco depois. Desejo não é ruim. Só não pode ser tratado como necessidade.

E a tranquilidade de ter as contas em dia e dinheiro na conta? Esta sim não tem preço…

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Comentários (2)

  • I Ramos diz: 29 de março de 2016

    Existe um erro matemático muito grave nessas afirmações. Não se pode somar $$ em diferentes momentos (tempo). Considerando esse conceito simples, o raciocínio só é válido quando “trazemos” todas as parcelas para valor presente, no mínimo pelo índice de inflação. (você prefere receber 1000 reais hoje ou daqui a 30 anos?)
    Dessa forma é possível somar e tirar conclusões sobre o financiamento.

  • Anderson diz: 29 de março de 2016

    Gostei da simulação. A parte financeira não deve ser tratada como um mero ingrediente sem valor, sem importância. Bem pensado, gera frutos. Por isso é bom pensar em sair financiando qualquer bem, aliás, o brasileiro parece gostar de um financiamento, do pagar a prazo, de juros…

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