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Comemoração com cautela na repercussão econômica do impeachment

17 de abril de 2016 0
Foto: Nilson Bastian / Câmara dos Deputados.

Foto: Nilson Bastian / Câmara dos Deputados.

 

A Câmara dos Deputados aprovou, na noite deste domingo, a admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Agora, será aberta uma comissão no Senado para fazer o relatório e terá votação no Plenário.

O cenário político tumultuado e incerto ao mesmo tempo agrava a situação econômica do País. Além da falta do ajuste fiscal e problemas de fundamentos, a economia praticamente parou enquanto não sabe o que será da política.

Mas, enquanto isso, Gaúcha e blog Acerto de Conta$ repercutiram a decisão deste domingo com a área econômica:

- Finanças pessoais

Educador Financeiro, Everton Lopes:

“O momento é difícil e requer muita cautela quando falamos do orçamento doméstico. E, neste momento, é importante comprar o essencialmente necessário evitando endividar-se. E, se for inevitável, faça-o com o menor número de parcelas possível, evitando também o uso do cheque especial e ter saldo a pagar no cartão de crédito.”

- Dólar

Consultora de câmbio, Aldrey Zago Menezes:

“O dólar deverá cair ainda mais. Porém, não podemos esquecer que nos últimos dias o Banco Central fez intervenções impedindo uma queda acentuada. Os investidores ainda precisam ter certeza de que Michel Temer assumirá e que ele terá condições de fazer as mudanças que são pretendidas. É preciso estar atento ao novo cenário político-econômico que se forma.”

- Mercado de Capitais

Diretor da Associação dos Profissionais de Investimento no Mercado de Capitais (Apimec-Sul), Marco Martins:

“Ainda que o impeachment seja aprovado no Senado, tenho algumas dúvidas. Primeiro, qual será a reação do PT. Será uma oposição ferrenha, que vai atrapalhar dentro e fora do Congresso? Qual a proposta econômica de Michel Temer? O que ele vai fazer para recuperar as contas públicas? Em um primeiro momento, os mercados podem reagir bem, mas dependendo do andamento da composição do governo Temer, os mercados poderão voltar ficar voláteis.”

- Bolsa de Valores

Analista de renda variável da Monte Bravo Investimentos, Bruno Madruga:

“Acredito que boa parte dos investidores já precificou com o SIM para o impeachment na Câmara dos Deputados. Porém, a confirmação pode trazer mais altas e o Ibovespa tem um alvo nos 58 mil pontos, bastante importante.”

Consultor financeiro André Massaro:

“Cuidado com um possível clima de euforia amanhã pois, ao contrário do que algumas pessoas dizem, nós não temos uma crise ‘apenas’ política e de confiança… Temos um estrago econômico respeitável.”

- Agronegócio

Economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz:

“A Política Econômica heterodoxa da presidente Dilma Rousseff trouxe de volta a inflação, desestabilizou o crédito, e criou déficits fiscais estrondosos, obrigando o País a pagar bilhões em juros pelo enorme déficit que ela deixará de herança. Um próximo presidente, além de unir o País, precisará reposicionar as políticas monetária, fiscal e de crédito que fracassaram no mundo inteiro e também no Brasil. O Brasil precisa aprender com esse episódio que, independentemente do partido, o equilíbrio fiscal e monetário, com independência do Banco Central, são questões universais, acima das ideologias e nem deveriam ser discutidos mais.”

- Varejo RS

Presidente da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo, Vilson Noer:

“É necessário acertar os fundamentos para que tenhamos rápida recuperação fortalecendo a equação empregos, renda, crédito e redução da inflação. É o que fará retornar a confiança, que está abalada. Só assim para as pessoas terem segurança para consumir. O fato novo está gerado e era esperado pelo mercado. Isso fará o segundo semestre ser base para efeitos a partir do próximo Natal. Para 2017 ser melhor q 2016. Feliz com essa perspectiva.”

- Comércio de Bens e Serviços

Presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn:

“Foi o primeiro passo no caminho da esperança. Não estará tudo resolvido, pois depende do Senado, onde será mais fácil. Mas quando o vice assumir, terá que fazer um governo de coalizão nacional, principalmente com os partidos hoje na oposição. Terá que tomar medidas duras e estruturais como reforma na previdência pública e privada. Temo que ele tente recriar a CPMF, para o que terá mais força que a Dilma, mas continuarei a me colocar contra. Isso se o TRE não o cassar no próximo ano. Mas mesmo que fique na presidência, bom  se ele não  pretendesse se candidatar nas próximas eleições presidenciais, senão terá dificuldades para tomar medidas duras que visem o ajuste fiscal, diminuído um pouco os programas sociais. O cenário ainda é incerto quanto ao ajuste fiscal, mas os negócios tendem a melhorar pelo novo líder, se é que podemos chamá-lo assim. Levará uns quatro meses para surtir os primeiros efeitos. Mas, se ele fizer um ministério de técnicos com certa dose de capacidade política, pode acertar e em dois anos podemos nos recuperar do que perdemos em redução do PIB e empregos.”

- Varejo Porto Alegre

Presidente Sindilojas Porto Alegre, Paulo Kruse:

“O povo brasileiro tem agora a oportunidade de exigir um governo que extinga a corrução e governe para todos. Que todos os brasileiros unam-se para levar o Brasil ao desenvolvimento e à justiça social. Que o Brasil siga o caminho da liberdade, ofertando ao seu povo educação, saúde, segurança e investimentos. Que nos leve ao desenvolvimento, tornando-se um País mais justo.”

Presidente CDL Porto Alegre, Alcides Debus:

“Só o Brasil tem dimensões de continente, corrupção endêmica e instituições que funcionam. Acredito que esse processo contribuirá muito para o amadurecimento político dos eleitores brasileiros.”

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