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Agropecuária prejudicou PIB do Rio Grande do Sul no primeiro trimestre

14 de junho de 2016 0
Foto: Maykon Lammerhirt / Agencia RBS.

Foto: Maykon Lammerhirt / Agencia RBS.

 

A agropecuária foi afetada pelo clima no primeiro trimestre do ano e a situação se refletiu no desempenho do PIB do Rio Grande do Sul. A análise é da Fundação de Economia e Estatística, que divulgou os dados da economia gaúcha nesta terça-feira.

- O arroz, que é a principal cultura agrícola do primeiro trimestre, foi prejudicado tanto no plantio quanto na colheita. – explica Roberto Rocha, coordenador do núcleo de contas regionais.

Comparações:

1º trimestre 2016 / 1º trimestre 2015

Rio Grande do Sul -4,3% (caiu menos do que o resultado anterior, quando recuou 6,4%)
Brasil -5,4%

1º trimestre 2016 / 4º trimestre

Rio Grande do Sul +4,3%
Brasil -0,3%
Ao contrário do IBGE sobre a média nacional, a FEE sempre destaca a comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Argumenta que nem o ajuste no cálculo consegue eliminar a influência da sazonalidade da agropecuária sobre o indicador.

A redução menor na economia gaúcha reflete o desempenho da indústria menos pior do que o nacional. A indústria caiu 6,3% no trimestre. No cálculo anterior, o tombo chegou a 12,4%. O estímulo veio das exportações. A indústria da transformação embarcou 16,4% mais em volume para o exterior.

Só a agropecuária piorou o resultado. Queda de 8,1% frente a +2,4%.

Os serviços tiveram recuo de 2,5%. Queda anterior foi de 3,4%. Comércio e serviços de intermediação financeira caíram menos, salienta a FEE.

Tendência

Para o pesquisador Roberto Rocha, rendimentos reais baixos, taxa de desemprego subindo, crédito caro e restrito e governos com dificuldades fiscais tornam impossível retomada generalizada da economia.

- O volume de arrecadação de impostos diretos continua com uma taxa negativa, mas melhor que no último trimestre do ano passado, em função da melhora da indústria de transformação, principalmente do refino, e do comércio, sobretudo o atacadista. – diz Rocha.

Mas a desaceleração da queda na economia gaúcha pode ser encarada com certo otimismo, diz o presidente da FEE, Igor Morais.

- Parece que a economia está começando a se estabilizar, com quedas de menor magnitude. Entretanto, a retomada exige outras condições. Sem o equacionamento do déficit fiscal, os investimentos não retornarão.

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