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Sete erros para evitar ao dar mesada para os filhos

16 de junho de 2016 3
Foto: Agencia RBS.

Foto: Agencia RBS.

A mesada é ferramenta de educação financeira. Muito usada pelos pais.

O educador financeiro Reinaldo Domingos listou sete comportamentos que considera errados e deveriam ser evitados ao dar mesada para as crianças:

1. Desequilíbrio

A criança não deve guardar todo o seu dinheiro para os sonhos. Precisa separar 50% de sua mesada para o consumo cotidiano e se dar o direito de comprar algo que deseja – sem excessos. A disciplina rígida pode acabar transformando seus filhos em crianças obsessivas com o dinheiro e, consequentemente, em futuras pessoas avarentas.

2. Violação

Os pais não podem, de forma alguma, usar o dinheiro que a criança vem guardando para os seus sonhos como empréstimo. Parece uma recomendação absurda, mas há pais que mexem no cofrinho do filho ou retiram algum valor da caderneta de poupança da criança para pagamento de uma conta da casa ou mesmo para uso particular.

3. Ruptura

Nunca atropelar as etapas de esforço e crescimento do filho. Jamais compre o objeto de sonho antes que a criança consiga juntar o dinheiro para conquistá-lo. Isso fará com que ele registre na mente, para o resto da vida, a ideia de que não precisa lutar para conquistar as coisas que deseja.

4. Permissão

Aprenda a dizer não. É para o bem da criança. É natural no início a criança gastar todo o dinheiro antes de o mês terminar. Está aprendendo e vai pedir mais quando isso acontecer. Mas ela deve vivenciar as consequências de seus atos.

5. Desmedida

A mesada não pode ser usada como prêmio ou castigo. Não pode ser vinculada a notas baixas ou atividade doméstica. A mesada deve ser respeitada e jamais virar uma moeda de troca ou “barganha” entre pais e filhos.

6. Remuneração

A mesada não é salário. Salários são pagos para quem trabalha e criança não pode e não deve trabalhar.

7. Sonegação

Os adultos devem ensinar as suas crianças, desde cedo, que tudo que compramos deve vir com nota fiscal. Desde um chocolate até uma bicicleta. Portanto, não deem o exemplo errado para os seus filhos, negociando uma compra sem nota fiscal para obter desconto.

Leia mais:
“Faço birra, ajoelho, deito” – Crianças contam como fazem para ganhar o que querem

Mesada deve começar a partir dos sete anos da criança
Finanças é coisa de criança – As primeiras lições para a vida financeira

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Comentários (3)

  • Eduardo diz: 16 de junho de 2016

    Porquê a 5 não se deve aplicar??? Não ficaria subentendido que a criança está liberada para fazer o que quiser e mesmo assim ganhará a mesada???
    Não seria bom ir diminuindo o valor da mesada conforme mal comportamento, ou notas baixas…

  • Guilherme Ruffini diz: 1 de agosto de 2016

    Quem foi o economista que assinou a publicação? Tem coisas erradas nela.

    A 2 por exemplo. Não adianta ficar com dívidas caras, num período como desemprego, enquanto tem uma poupança reserva futura. Ensine seus filhos da necessidade de rever planos, de se ajudarem em família e principalmente, do poder da reconstrução do patrimônio após imprevistos.

    Na 6, desde quando? Um dos maiores economistas da atualidade reforça a mesada das suas filhas mediante atividades de auxílio doméstico. Ele explica que é importante pra criar o primeiro vínculo da remuneração por desempenho/trabalho. Claro que precisa ser pensado e limitado, criança precisa desempenhar seu papel de criança, mas nada impede que ela já conheça um pouco da realidade.

    Espero ter contribuído.

  • Guilherme Ruffini diz: 1 de agosto de 2016

    Me referia a 5, não a 6. Trabalho infantil é crime. Me referia a arrumar quarto, etc.

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