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Como juntar dinheiro para o filho estudar no exterior daqui a 10 anos

09 de agosto de 2016 0

Leitor pergunta. Acerto de Conta$ responde.

 

Foto: Jean Pimentel / Agência RBS.

Foto: Jean Pimentel / Agência RBS.

 

 

 

Leitor pergunta:

Tenho um filho de 10 anos. A ideia é juntar dinheiro para que ele possa estudar no exterior quando tiver uns 20 anos.
Qual quantia seria bom ter?
Devo guardar quanto por mês? Fazer aportes anuais?
Onde aplico?
Poderia correr algum risco ou é melhor uma aplicação mais segura?
Aplicações no exterior são boas opções? Já que ele terá gastos em dólar…

O Acerto de Conta$ elaborou um passo a passo com Felipe Assunção, assessor da Pense Investimentos e da Monte Bravo.

Consideramos um exemplo:
· País: Estados Unidos
· Aluguel US$ 500
· Super US$ 300
· Cursos US$ 1 mil
· Livros US$ 100
· Lazer US$ 200

Total: US$ 2 mil em média por mês.
Juntando outros gastos e volatilidade da moeda, arredondamos para R$ 100 mil para um ano de estudos nos Estados Unidos.

Temos dez anos para acumular o valor. Então, podemos buscar uma forma de “acumulação barata”, o que significa investimentos com custo baixo.

 

Onde guardar:

Uma indicação é fazer um plano de previdência privada. Se for de renda fixa, buscar uma taxa de administração de 1% e do tipo VGBL, que tem Imposto de Renda regressivo. Se for essa a opção, aportes mensais sugeridos de R$ 430 com retorno de 1% ao mês. Este perfil de plano é encontrado mais em corretoras e seguradoras. A vantagem do plano de previdência é que o aporte é automático.

Fundos DI têm taxas de administração menores. De 0,3% a 0,5% são encontradas. A rentabilidade é um pouco maior. Mas a aplicação mensal tem que ser feita manualmente pelo investidor, o que exige mais disciplina.

Tesouro Direto é um opção se a pessoa já consegue acumular um valor maior. Por exemplo, fazer aportes semestrais ou anuais. A indicação é comprar o título com contrato de data de vencimento próxima da data da viagem. Isso para não correr o risco de precisar vender em um momento que o mercado está pagando um valor inferior pelo papel.

Renda variável não é indicado para um projeto de vida desse. São ações negociadas em Bolsa de Valores e incluem risco.

Aplicações no exterior não valem a pena porque incluem muitos custos e burocracias. Só devem ser consideradas para valores iniciais acima de US$ 100 mil.

 

Gerenciamento de risco:

É bom proteger o projeto com um seguro de vida. Há seguros do modelo norte-americano, que podem ser quitados em dez anos. Caso aconteça alguma coisa, o filho tem seguro. Se não acontecer, tem como resgatar o valor depois de dez anos com correção de inflação mais 3% ao ano. Não tem taxa de administração.

Atenção!

O mais importante aqui é corrigir esses aportes mensais com a inflação anual. Fazendo isso, garantirá que, no final de dez anos, os R$ 100 mil tenham o mesmo valor corrigidos pela inflação. Se não, este valor perde o poder aquisitivo, ou seja, não comprará o mesmo que compra hoje.

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