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Sete coisas que levam as pessoas a gastarem mais do que ganham

18 de agosto de 2016 4

 

Foto: Ricardo Duarte / Agência RBS.

Foto: Ricardo Duarte / Agência RBS.

A conta é básica. O dinheiro que sai no mês não deve superar o dinheiro que entra.

Mas é muito fácil o brasileiro se perder nisso. E isso aparece nas estatísticas de endividamento e de inadimplência.

No Rio Grande do Sul, por exemplo, temos com quase 3 milhões de inadimplentes. O dado é da Serasa.

Mas o que leva as pessoas a gastarem mais do que ganham?

Presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros, Reinaldo Domingos lista sete motivos que provocam o descontrole financeiro e a gente destrincha um pouco cada um.

Parecem óbvios, mas leia com a mão na consciência:

- Falta de educação financeira: não reconhecem a importância do dinheiro e as formas corretas de usá-lo. Em geral, nem pais e nem escolas ensinam as crianças e adolescentes. Quando crescem, ficam expostos ao consumo sem formação financeira. O caminho é buscar cursos e livros sobre o tema.

- Falta de planejamento: não sabem para onde vai o dinheiro que recebem. O controle financeiro não acontece em grandes gastos, mas sim nos pequenos. Uma sugestão é preencher uma caderneta diária com todos os gastos e fazer uma planilha mensal por três meses.

- Não saber lidar com a publicidade: compram o que não precisam. O cuidado é não comprar por impulso, questionar-se se precisa do produto, qual a função que terá em sua vida, etc. Também é interessante deixar a compra para outro dia, quando terá refletido sobre se quer realmente o produto.

- Crédito fácil: buscar ferramentas de crédito fácil, como empréstimos, crediários, financiamentos, limite do cheque especial ou pagar o mínimo de cartão de crédito. Quanto mais fácil, mais caro. Ou seja, com o juro mais alto. Até abusivos. Um passo para o endividamento virar inadimplência. E mais: se não souber lidar com o cartão de crédito, cancele. O mesmo com o limite do cheque especial.

- Parcelamentos: ao parcelar as compras, as pessoas não percebem que já estão se endividando. Para piorar, muitas vezes, o consumidor esquece de colocar esses valores no orçamento. O parcelamento é um crédito. A pessoa usa um dinheiro que não tem para comprar um produto. A exceção é quando a pessoa tem um controle financeiro e até tem o dinheiro em aplicações financeiras, mas como o parcelamento é sem juros, vale a pena deixar o dinheiro guardado rendendo.

- Falta de sonhos: não ter objetivo para o dinheiro. Sonho é uma palavra amigável para meta. Evitam que o dinheiro seja gasto de forma irresponsável. O que pretende comprar ou fazer no futuro? Comece a guardar para isso em vez de “antecipar consumo”, pagando juros e correndo risco.

- Necessidade de status social: acreditar que consumir é importante para ser aceito socialmente faz com que as pessoas comprem sem ter condições. Ter produtos também não é sinônimo de felicidade. A solução é ter objetivos claros.

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Comentários (4)

  • Júnior diz: 18 de agosto de 2016

    1º Motivo: Ganhar pouco.

  • Teresinha Winter diz: 18 de agosto de 2016

    As pessoas fazem qualquer coisa pra comprar um carro e o mesmo pra trocá-lo por um mais novo e moderno. A prestação parece ser administrável, mas não é. Tem ainda o seguro, que é outra prestação somada à anterior. Quando terminam de pagar, já vão negociar um carro mais novo, ou até um zero. Estão sempre em função do carro novo, que come uma grande parcela do orçamento familiar. Falar que pode comprar um carro mais barato, nem pensar. Daí, é o maior sacrifício pra pagar as contas todas, principalmente aquelas fixas de todo mês.

  • Vinicios diz: 18 de agosto de 2016

    Educação Financeira, se não me engano, já foi aprovado na Assembleia(Projeto Deputada Any Ortiz) para fazer parte nas escolas desde os primeiros anos de aprendizado.Sou a favor

  • Carol diz: 18 de agosto de 2016

    Com o Você-sabe -quem no poder, crise ganha novo nome: falta de educação financeira. ahaaaam, RBS, tá bom.

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