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Extinção da Fundação de Economia e Estatística é estudada pelo Governo do Estado

05 de setembro de 2016 11
Foto: Delourdes Bressiani / Prefeitura de Porto Alegre.

Foto: Delourdes Bressiani / Prefeitura de Porto Alegre.

 

A Fundação de Economia e Estatística está no radar do grupo do governo que estuda o enxugamento da estrutura do Estado. Está sendo analisada a extinção do órgão, que foi criado em 1973.

A FEE tem atualmente cerca de 160 funcionários. Estes servidores seriam realocados em outra instituição.

A entidade hoje é responsável por diversas pesquisas. Entre elas, o levantamento mensal sobre emprego e desemprego na Região Metropolitana, que chegou a ter risco de interrupção com a demora para renovação de convênio com o Ministério do Trabalho. Também divulga mensalmente a Carta de Conjuntura, com artigos dos pesquisadores, principalmente, sobre a economia gaúcha.

Além disso, a FEE está sem presidente desde 30 de junho, quando o economista Igor Morais saiu para estudar fora do País. Uma pessoa de fora do Estado tinha sido cogitada para o cargo, mas não se confirmou.

Fontes dizem que estar sem presidente não tem relação com a possível extinção. Que um diretor poderia ser colocado como presidente interino, por exemplo.

Assembleia de servidores na semana passada discutiu o assunto. A falta de um presidente dificulta a cobrança por dados que precisam ser repassados, por exemplo, pela Secretaria Estadual da Fazenda.

Procurada, a Fundação de Economia e Estatística enviou a posição do diretor-técnico, Martinho Lazzari: “estamos aguardando a nomeação, mas os trabalhos seguem normalmente, sem prejuízo para o andamento das pesquisas.”

Secretaria Estadual do Planejamento, órgão ao qual a FEE é vinculada, afirma que não participa de discussões sobre extinção da fundação.  Acrescenta que a instituição tem se voltado a prestar apoio técnico a Secretarias de Estado. Mas não há previsão para indicar presidente, nem interino.

“O secretário do Planejamento, Cristiano Tatsch, desconhece qualquer tentativa de extinguir a FEE. Até porque a fundação, reconhecidamente neste governo, vem prestando um excelente trabalho também aos demais órgãos do Estado”.

Na noite dessa segunda-feira, FEE pediu para acrescentar o seguinte posicionamento:

“A Direção reitera que não há indícios de que a extinção da FEE está sendo cogitada. Não existem pendências em relação ao fornecimento de dados pela Secretaria Estadual da Fazenda. Além da Pesquisa de Emprego e Desemprego e da Carta de Conjuntura, a FEE é responsável por muitos outros produtos, como indicadores sociais e econômicos, incluindo o cálculo do PIB estadual e municipal, população, IDESE, plataforma de exportações, panorama internacional, e diversos estudos regionais do Estado e parcerias com outros órgãos do Governo Estadual. Os trabalhos realizados pela FEE ao Governo estão repercutindo positivamente e, por essa razão, estão sendo continuados e intensificados.”

Leia também reportagem do blog Cenário PolíticoPiratini planeja extinguir agência do Estado criada para buscar investimentos

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Comentários (11)

  • João Pedro diz: 5 de setembro de 2016

    A estupidez de um governo incompetente. Aterroriza os trabalhadores, nomeia um acusado pra pasta da segurança pública, parcela salários e quer exterminar as ilhas de excelência que ainda existem no estado.

  • Luciano Almeida diz: 5 de setembro de 2016

    Deixe de ser ingênuo, João Pedro. Este governo não pode levar a culpa de uma história recente de atropelos e descasos. Recorra aos outros governadores em sua reclamação. Recorra ao governo federal que não negocia a dívida com o nosso estado. Achar que este governo está adotando estas medidas porque quer ou deixa de fazer o que é preciso, é uma ingenuidade infantil. Acorde para a vida ou mude-se.

  • Marcos diz: 5 de setembro de 2016

    tem que enxugar tudo que for possível/desnecessário. Pra quê ter IRGA, FDRH, CORAG, FEPPS, FZB, Corsan, CEEE, PROCERGS, Sulgás se tudo isso pode ser feito pela iniciativa privada? E os vários imóveis do Estado que estão abandonados? vão a leilão quando? Precisamos urgente é de presídios

  • Sergio Roberto diz: 5 de setembro de 2016

    Que interessante sua observação João Pedro. Gostaria de saber cadê os das panelas, os coxinhas, os mortadelas, os sei lá o que ? Parece que estas redes de TV hipnotizam as pessoas e elas ficam dormentes, não se manifestam salvo se a imprensa se manifesta. É preciso entender que a imprensa só se manifesta em interesse próprio e não da sociedade. Portanto, não adianta reclamar como vi os parentes da tragédia da Kiss. O RGS tem de se manifestar contra um Governo moroso, mentiroso, politico, desrespeitoso com os funcionários públicos. Um governo que as pessoas são apenas instrumentos para leva-los ao poder, nada mais.

  • Ângela diz: 5 de setembro de 2016

    Tu que disse: vota nele! Votei! te obedeci! hahaha

  • Marco diz: 5 de setembro de 2016

    De que adianta extinguir um cabide de empregos e pendurar os improdutivos em outro lugar? O que isso vai resolver? Se é pra fechar, fecha como tem que ser: baixa as cortinas e os dispensados que tratem de achar colocação aqui fora, no mundo real. Só assim conseguiremos diminuir o tamanho desse paquiderme sanguessuga chamado Estado.

  • Anderson diz: 5 de setembro de 2016

    Quem está no comando do estado agora está fazendo o que pode, com o que tem, ou o que sobrou. As dívidas e toda dificuldade foram herdadas de décadas atrás, isso não é de agora. O momento presente é que as coisas se inflamaram, pois as pessoas perceberam que estavam sendo passadas para trás com tamanha rede de mentiras e ladroagem escancarada. Percebe-se que as coisas estão mudando para algo melhor, é só prestar atenção. Há uma faxina sendo feita no momento e isso vai contar para o processo final. O caos precede a calmaria. Xingar não adianta, ficar reclamando da vida que o vizinho não vale nada, que o outro ali é feio, etc., mais presídios também não(que ideia essa hein?). O que você pensa, você atrai.

  • joão pedro diz: 5 de setembro de 2016

    sou outro joão pedro, o amigo da angela. e apoio fechar essa lasqueira

  • Rodrigo Frantz diz: 5 de setembro de 2016

    Ele pode Extinguir mesmo a FEE, um cabide de empregos caro no Estado, mas antes precisa extinguir a FDRH, essa sim é das piores em termos de retorno ao Estado do RS.

  • Eduardo diz: 5 de setembro de 2016

    Cara Giane Guerra

    Receio ter que afirmar que esta matéria não possui o rigor jornalístico que costumas apresentar. Não existe menção a nenhuma fonte, nem de modo indireto. Não existe informação nova com relação ao atual estado em que se encontra a avaliação da FEE. Além disso está mal escrita, sem um fio condutor da notícia, faltando informações com relação às atividades relevantes instituição. A sensação é de que a matéria é um recorta e cola de informações desconexas, somente para jogar uma notícia que traz para a mídia uma fundação que está muito bem cotada dentro do governo, sem nenhuma notícia outra que sugira a sua extinção. Se o objetivo é ajudar na defesa da FEE, esta matéria mal redigida é um tiro no pé, pois, entre outras coisas, caracteriza a FEE por 160 funcionários e somente 2 trabalhos destaques, que, sinceramente, são pouco relevantes próximos da falta de segurança. Sinto por esta instituição, mas sinto mais pelo bom jornalismo.

  • Elvis A. Santos diz: 7 de setembro de 2016

    A cada dia fica mais evidente que estamos sendo governados por amadores, pois estão querendo extinguir uma instituição de grande prestigio e respeito no meio acadêmico e em pesquisa qualificada, é vender perolas para dar aos porcos.
    Que interessante seria extinguir os milhões de cargos em comissão deste governo do Sartori, são quase o dobre do governo anterior, incluindo vários que estão nos comentários defendendo o governo Sartori.

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