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É possível viver de renda investindo R$ 1 milhão?

10 de outubro de 2016 14

 

Foto: CC0 Public Domain.

Foto: CC0 Public Domain.

 

 

Já falamos sobre: Como juntar R$ 1 milhão?

No Live de economia que fizemos na última semana no Facebook da Rádio Gaúcha, surgiu a dúvida se a pessoa consegue viver de renda investindo R$ 1 milhão.

Assessor da Pense Investimentos, Felipe Assunção conta que tem clientes com esse perfil e explica como gerencia os investimentos destas pessoas:

Primeiro, é preciso definir qual padrão de vida a pessoa quer. Sabendo quanto pretende gastar por mês, consegue-se identificar qual tem que ser a rentabilidade mensal das aplicações financeiras.

- Hoje, a pessoa com R$ 1 milhão no mercado financeiro tira de R$ 10 mil a R$ 12 mil por mês. A gente faz uma engenharia financeira na carteira do cliente. – conta Assunção.

Uma observação:

Esta rentabilidade não considera a atualização dos valores pela inflação. Questionado quanto a isso, o assessor explica que, em geral, as pessoas não querem manter o poder de compra do patrimônio, permitindo que o montante de base seja usado aos poucos ao longo dos anos. 

Começa colocando 20% do dinheiro – R$ 200 mil – em aplicações com liquidez imediata. São investimentos de onde a pessoa pode tirar o dinheiro a qualquer momento, sem ter multa ou pagar taxas altas, como do Imposto de Renda.

Depois, pega o restante – R$ 800 mil – e fatia em outras aplicações, ampliando os prazos de carência.

- Ou seja, coloca o dinheiro em um lugar de onde pode sacar em seis meses, daqui a um ano, dois anos, três anos… É feito um escalonamento.

Conforme o investidor vai abrindo mão de liquidez, vai aumentando a rentabilidade. Existe um tripé que une segurança, rentabilidade e liquidez.

- Nunca temos os três. – salienta Assunção.

Como segurança é importante para este tipo de investidor, que vai viver de renda, é preciso jogar com os outros dois fatores. A carteira fica em investimentos 100% seguros.

Exemplo dado pelo assessor:

“20% com liquidez que pode ser sacado a qualquer momento. Então, vai sacando dali mensalmente.

Daqui a seis meses, vence uma aplicação. Pego os rendimentos dessa aplicação. Digamos que eram R$ 200 mil que viraram R$ 250 mil. Eu pego estes R$ 50 mil e recomponho aplicando na liquidez imediata e pego os R$ 200 mil e coloco para mais seis meses. Dois meses depois, pego o investimento que fiz com prazo de oito meses. E faz o mesmo.”

Veja o Live da Gaúcha com Felipe Assunção:

 

 

Ouça o programa Destaque Econômico, na Gaúcha:

 

 

 

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Comentários (14)

  • Tiago diz: 10 de outubro de 2016

    Muito legal essa aplicação que em seis meses transforma 200 mil em 250! São 25% em 6 meses! Poderia me passar o nome da aplicação? Ou do agiota?

  • Didi diz: 10 de outubro de 2016

    Pensei o mesmo Tiago!

    Nada fecha na fala consultor.

    Ainda mais, o investidor não quer manter o poder de compra??

    Balela, esses R$ 10.000,00 mensais hoje daqui 10 anos (com IPCA de 5% em média) vale metade..

    Daqui mais 10 anos então…

    A resposta simples é: investe 1 milha em título público e privado indexado à inflação que pague juros semestral..

    Vive com os juros e mantém o principal atualizado..

    De resto, é só engenharia financeira inútil e despreparada..

  • Leandro diz: 10 de outubro de 2016

    Didi, tua explicação ficou melhor que a do consultor.
    Muito mal explicado, ou o pessoal estava com preguiça de escrever direito ou nao entendem nada. Nem falaram sobre taxa dos investimentos e desconto de imposto de renda que precisa ser levado em conta

  • André diz: 10 de outubro de 2016

    Não responderam a pergunta se é possível viver de renda com 1 milhão… só sugeriram como investir. Achei que iriam simular gastos mensais ao mesmo tempo que o valor investido fosse multiplicando mas ao mesmo tempo se desvalorizando por causa da inflação, fazendo um comparativo entre ganho real e ganho efetivo ao longo dos anos.

  • paulo rodrigues diz: 10 de outubro de 2016

    Reportagem horrível e preguiçosa..

  • jedi diz: 10 de outubro de 2016

    Esse cara ta viajando, falando que não é negocio investir no tesouro direto.
    Primeiro é muito simples investir no tesouro.
    Segundo abrir uma conta em corretora independente é super fácil e alem disso existe algumas que não cobram taxa de custodia para investimentos no tesouro direto, investimentos esses que podem ser feitos com valores apartir de R$ 30,00.
    Terceiro ele ja ouviu falar em conta digital? Contas digitais possuem alguns TED’s gratuitos.
    Esse cara pelo visto é bancário falando que aplicações em fundos DI de banco são bom, são bons pro banco altas taxas de carregamento e rentabilidade em torno de 87% do CDI, ou seja nada.
    Matéria muito tendenciosa!!!

  • Vicente diz: 10 de outubro de 2016

    A única coisa correta na matéria é que se deve analisar o padrão de vida que a pessoa deseja ter (óbvio, na verdade). No restante, matéria incompleta e amadora por parte do “consultor” entrevistado.

  • André diz: 10 de outubro de 2016

    Não sei o que está pior, se é a edição deste texto ou as respostas do assessor da Pense Investimentos. No texto, algumas falas dele estão com um travessão, outras estão em itálico e outras estão sem nada. Não dá pra entender quando que é ele falando e quando é opinião do redator. Lá pelas tantas achei que fossem duas pessoas entrevistadas.

    Bom, podemos pensar nesse 1 milhão como o montante de um plano de aposentadoria complementar, que temos a opção de resgatar ou viver com uma certa renda para o resto da vida. Considerando a segunda opção, a pergunta é: Conseguiremos sobreviver o resto da vida com a renda obtida? A resposta para essa pergunta é simples: SIM! A grande questão, na verdade, é esta:

    QUANTO PODEMOS GASTAR DO VALOR INVESTIDO, PARA TERMOS INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA PARA O RESTO DA VIDA?

    A resposta para esta pergunta não é tão simples mas exige um pouco mais de raciocínio. O que você deve ter em mente é que 1 milhão de reais hoje não vai ser a mesma coisa que 1 milhão de reais daqui a 10 ou 20 anos. Ou seja, o seu dinheiro vai perdendo valor com o tempo, porque as coisas que você consome vão ficando mais caras com a inflação. Portanto, o que você deve fazer é MANTER O VALOR do seu investimento ao longo do tempo.

    Financeiramente falando, se você tem 1.000.000 investidos no início do ano, e nesse ano a inflação foi de 7%, então no final do ano você deverá ter 1.070.000,00 para manter o valor do investimento. Sendo assim, o que tiver a mais que isso, você poderá gastar.
    Supondo que a sua renda neste mesmo ano tenha sido de 13%, então o montante ao final do ano será de 1.130.000,00. Então você poderá gastar 60.000 (= 1.130.000 – 1.070.000).

    Simplificando, o que você pode resgatar do seu investimento para uso particular pode ser resumido em RENDIMENTO EFETIVO MENOS INFLAÇÃO. Se a inflação daquele ano tiver sido maior, você poderá resgatar menos. E se tiver sido menor, poderá usufruir de um montante maior.

    Abaixo uma tabelinha que mostra o montante da sua aplicação durante os anos após o rendimento e os seus gastos.

    MONTANTE GANHO EFETIVO CAPITAL NECESSÁRIO POSSO GASTAR
    1.000.000,00 130.000,00 1.060.000,00 70.000,00
    1.060.000,00 137.800,00 1.123.600,00 74.200,00
    1.123.600,00 146.068,00 1.191.016,00 78.652,00
    1.191.016,00 154.832,08 1.262.476,96 83.371,12
    1.262.476,96 164.122,00 1.338.225,58 88.373,39
    1.338.225,58 173.969,33 1.418.519,11 93.675,79
    1.418.519,11 184.407,48 1.503.630,26 99.296,34
    1.503.630,26 195.471,93 1.593.848,07 105.254,12
    1.593.848,07 207.200,25 1.689.478,96 111.569,37
    1.689.478,96 219.632,26 1.790.847,70 118.263,53

    É claro que não tem como aplicar isso na prática exatamente como eu estou expondo, porque você só saberá o quanto você pode resgatar (no final do ano/mês) após de já ter gasto (durante o ano/mês), mas aplicando esse cálculo de gasto para o mês/ano subsequente, a diferença não será muito significativa.

    Também devemos considerar que este cálculo foi integralmente financeiro, sem considerar a questão da mortalidade. Ou seja, conforme você vai envelhecendo, você poderá ir gastando mais, até que na sua morte o seu capital fique zerado. Ou senão segue apenas o cálculo financeiro e o deixe de herança!

    ;)

  • João diz: 10 de outubro de 2016

    Bullshit. Não vai atrás dessa conversa mole de “não levar em consideração a inflação” e ficar vagabundeando por ter esse dinheiro que em poucos anos fica sem o dinheiro e desatualizado do mercado de trabalho.
    Na atual condição de juro e inflação, conseguindo algo em torno de 1% líquido ao mês, gaste no máximo 35% do rendimento (no caso, R$ 3.500,00) e deixe o resto remunerar o montante, assim pode levar por muito tempo esse salário extra.

  • Paulo diz: 10 de outubro de 2016

    O titulo da matéria deveria ser “Quanto tempo seria possível viver de renda investindo R$ 1 milhão? Uma mulher ambiciosa, ou uma semanada na chachaçada láse foi a miséria !

  • Otavio diz: 10 de outubro de 2016

    Muito bom rendimento a aplicação dos 250 mil em seis meses que dá juros de 4,16 a.m. Estou interessado. Mas tem que ter garantia contra cadeia.

  • Franco diz: 10 de outubro de 2016

    Pessoal,

    Sim, a matéria carece de um monte de coisas.
    Mas o legal é…estão trazendo a discussão.
    Sabemos que existem contas de custo zero, existem cartões sem anuidade, existe tesouro direto, etc…
    Que bom que estamos falando disso e não de…”Diversas formas de financiar seu veículo zero KM”…ou então …”Faça o MELHOR INVESTIMENTO…TROQUE DE CARRO”!!
    Tem uma propaganda numa rádio…”Na hora de INVESTIR no seu carro novo…”…quase tenho um treco ao ouvir.

  • Moura jr diz: 10 de outubro de 2016

    Lixo
    É esse tipo de gente que ajuda a escravisar a população, a maioria nao sabe o que fala e ainda incentiva ficar girando dinheiro onde só quem ganha é o corretor.

  • AQUINO diz: 10 de outubro de 2016

    RIDICULO veicular tanta desinformaçao.

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