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Agricultura, indústria e empregos - O que esperar da economia para 2017?

09 de novembro de 2016 0

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Na semana dos 43 anos da Fundação de Economia e Estatística, a Carta de Conjuntura teve uma edição especial. A ideia era fazer várias projeções para 2017. O foco da publicação ficou no agronegócio, indústria, exportações, emprego, situação das finanças, previdência e educação.

O texto Política econômica e perspectivas para a economia brasileira, do economista Fernando Maccari Lara, fala que a recessão brasileira tem causas essencialmente internas do País. Portanto, não é culpa da economia mundial. Só que se posiciona conta a austeridade fiscal, argumentando que o quadro de recessão não recomenda esperar pela retomada de investimentos privados.

- Sou bem contundente nessa posição. Não há nenhuma razão para acreditar que a austeridade fiscal leve ao crescimento. Mesmo na literatura mundial, há uma revisão de pontos sobre os efeitos da política fiscal sobre a atividade econômica. Infelizmente não há espaço para uma discussão mais consistente. Se conclui de modo imediato que a crise fiscal acontece porque os governos gastaram demais, mas isso não corresponde sempre à realidade.

Também é abordada a perspectiva para a economia do Rio Grande do Sul. O pesquisador Jefferson Colombo escreveu sobre Perspectivas econômicas para o Rio Grande do Sul em 2017. Citou a preocupação com a ocorrência do fenômeno La Niña, ainda que prognósticos iniciais de área e produção da safra de verão 2016/2017 falem em crescimento de 2,2% na produção total de grãos. Já na indústria, prevê uma possível retomada na produção, bastante deteriorada pela queda acentuada na taxa de investimento brasileira. Sugere que a economia local terá desempenho “relativamente favorável” no ano de 2017. Mas alerta:

- Este prognóstico, no entanto, é contingente a dois fatores principais: condições climáticas favoráveis e recuperação do investimento agregado nacional, cujo efeito sobre a indústria do RS seria potencializado pela sua relativa especialização local na produção de bens de capital, com destaque para aqueles destinados ao setor agropecuário.

Perspectivas para a agricultura gaúcha em 2017, do pesquisador Rodrigo Feix, vê o setor como determinante para a economia gaúcha n ano que vem. Há a previsão de oferta mundial maior que a expectativa de demanda, com elevação dos estoques mundiais de soja, milho, arroz e trigo. Fora os riscos climáticos.

- As projeções convergem para um cenário de menor expansão ou estabilidade da área plantada de soja e de ampliação do cultivo de milho e de arroz.

E a Recuperação na indústria de transformação? É a pauta da economista Cecília Hoff. Não vê indicativos de que a retomada industrial tenha força suficiente para restabelecer o nível de produção pré-crise no curto prazo. O mercado interno precisa reagir.

- Entre os setores que seguem em retração, há alguns que ora sinalizam uma estabilização, ora voltam a se reduzir, apresentando um desempenho irregular.

Tomás Torezani busca responder O que esperar para as exportações gaúchas em 2017. Vê como desafios o baixo crescimento do comércio mundial e a elevação de práticas protecionistas.

- Por apresentar uma pauta exportadora concentrada em poucos produtos e países, uma recuperação de parceiros comerciais relevantes e uma evolução mais favorável dos preços dos bens exportados podem reverter um cenário ainda pior para as vendas externas gaúchas.

O mercado de trabalho é o objeto da análise da economista Iracema Castelo Branco. Perspectivas para a taxa de desemprego em 2017 mostra um cenário de escalada da taxa de desemprego e de deterioração dos demais indicadores do mercado de trabalho. Atingimos no País 12 milhões de desempregados.

- A análise dos dados sugere que o crescimento da taxa de desemprego seria ainda mais intenso se não fosse à queda da taxa de participação, seja pelo adiamento do ingresso dos jovens nas atividades laborais para se dedicar somente aos estudos, seja devido ao aumento na proporção de idosos na população em consequência da transição demográfica. Outros fatores preocupam como a eliminação de ocupações de maior qualidade, já que a única ocupação que vem crescendo nos últimos meses, de forma mais intensa, é a dos trabalhadores autônomos.

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