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Desconto para pagamento à vista deve chegar a 10% e ser exposto na vitrine

28 de dezembro de 2016 5

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Praticado há tempo no pequeno comércio mesmo com a discordância dos Procons, está legalizado o desconto para pagamentos diferentes. Leia sobre a medida provisória publicada pelo Governo Federal:

Legalizado preço diferente para pagamentos com dinheiro, cheque e cartão

O desconto pode chegar a 10%, segundo o presidente da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo, Vilson Noer. Isso na comparação com o cartão de crédito. Se for em relação ao cartão de débito, desconto de 5%, diz o presidente.

- Mas dependo muito do segmento. Acredito que vai de 5% a 10% nas pequenas lojas.

Noer acredita na honestidade dos comerciantes, que vão repassar a redução de preço e não aumentar os valores para os clientes que pagarem a prazo. Esta era uma ponderação dos Procons.

Diretor do Procon Porto Alegre, Cauê Vieira reforça as orientações que foram repassadas para as entidades que representam o varejo:

- Os preços diferentes devem ser expostos de forma clara. Também nas vitrines.
- Dar o desconto para pagamento em dinheiro e não aumento para os outros modos de pagamento.
- Não pode ter preço diferente conforme a bandeira do cartão de crédito e débito. Se não, vira uma salada de frutas.
- No caso de fiscalização e reclamação do consumidor, o lojista terá que comprovar as taxas cobradas pela administradora do Procon.

Lojista de Nova Petrópolis, Gerson Holz conta que já está calculando o desconto que vai oferecer aos clientes:

- O preço normal continuará sendo feito em até seis vezes sem juros nos cartões. No débito e no dinheiro, teremos desconto.

O percentual do desconto está sendo definido:

- Temos taxas distintas para débito, crédito em uma vez e crédito de duas a seis vezes. Logo, teremos escalas de desconto para cada tipo de pagamento.

Exemplo: Produto de R$ 300.

Nos cartões em 2x a 6 x pelo valor de R$ 300.

Nos cartões em 1x, pelo valor de R$300 – 1,5% = R$295,50.

Nos cartões no débito, pelo valor de R$300,00 – 2,5% = R$292,50.

No dinheiro pelo valor de R$ 300 – 5% = R$285.

E diz, lindamente:

- Mas uma coisa que precisamos ter em mente, nós lojistas: temos que repassar ao consumidor.  

Atualizando:

Presidente da CDL Porto Alegre, Alcides Debus, e Procon da Capital e Estadual têm reunião na semana que vem para acertar os ponteiros sobre como deverá ser informado o desconto para o consumidor.

Leia mais:

Procon e Varejo debatem medidas econômicas do Banco Central

Velha polêmica: Preço menor para pagamento em dinheiro e cheque deve ser legalizado

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Comentários (5)

  • Marcos diz: 28 de dezembro de 2016

    “Noer acredita na honestidade dos comerciantes, que vão repassar a redução de preço e não aumentar os valores para os clientes que pagarem a prazo”

    Estamos no Brasil, que dúvida que isso irá acontecer.
    Até porque pagamento em cartão de crédito “dedura” a lojinha para a Receita Federal. Quanto mais dinheiro vivo circular, melhor pra eles…melhor a chance de sonegação.

    Pode ter certeza que vão dar um jeito de fazer o cliente pagar em dinheiro vivo.

  • ana jacqueline p da silva diz: 28 de dezembro de 2016

    Mais uma vez o povo será visado pelos gatunos oportunistas que saberão que as pessoas estão LEVANDO DINHEIRO NA CARTEIRA se tornando vitimas… Imaginem a compra de uma geladeira, em torno de R$ 1.500,00. A pessoa sai do banco com um maço de dinheiro… Burrice, estaremos todos muito mais propensos a sermos assaltados OU PIOR MORTOS. De um lado temos aplicativos que com a palma da mão se compra, deposita e transfere dinheiro e do outro a ganancia em estar com o dinheiro VIVO. Lesados, estamos sendo lesados…

  • pris diz: 28 de dezembro de 2016

    Otimo, … e como ficam os preços nos supermercados e mercados de bairro ???? .. ou os ingenuos acham que estes valores não estão com as taxas de cartões embutidas no preço do produto ???? … principalmente as grandes redes de supermercados !!!!

  • pris diz: 28 de dezembro de 2016

    isso é Otimo, … e como ficam os preços nos supermercados e mercados de bairro ???? .. ou os ingenuos acham que estes valores não estão com as taxas de cartões embutidas no preço do produto ???? … principalmente as grandes redes de supermercados !!!!

  • Esther Cohen diz: 28 de dezembro de 2016

    Ninguém é ingênuo para acreditar que essas “vantagens” não serão repassadas para os consumidores. Mesmo porque, já há muito tempo sempre que um produto é adquirido cash – como se diz – o valor fica menor. Os próprios vendedores informam que uma coisa é uma coisa e outra… é bem diferente. Acho que o governo nem precisava de uma MP pra legalizar isso. Enfim…

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