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Cinco coisas que tiram o sono do diretor das lojas Trópico

11 de janeiro de 2017 8

Guga foi o quarto de seis filhos. Diz que não passou fome nem frio, mas precisou trabalhar quando quis um tênis ou uma camiseta de marca. Então, aos 13 anos, foi vender doce de porta em porta em Porto Alegre.

Um dia, no verão, fugiu para o Litoral e se apaixonou pelo surf. Chegou a consertar pranchas em Cidreira.

Mas também foi servir café no Banco do Brasil aos 15 anos. Logo depois, parou de vender doce, entrou na faculdade de Direito e passou em um concurso do banco. Com o dinheiro, comprou a primeira loja, de surf.

Só que aos 25 anos, pediu demissão, parou de advogar e foi cuidar das três lojas que tinha. Casou, teve dois filhos.

Mas, aos 37 anos, Guga perdeu o pai. Foi assassinado em um assalto a uma das lojas. Aos 40 anos, começou a praticar yoga e ficou conhecido pela posição destas fotos, que chama de invertida. Diz que serve para inverter a circulação do sangue e “lembrar que temos que ver o mundo por ângulos diferentes do que estamos acostumados.”

 

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Guga é Gustavo Schifino, de 49 anos, diretor de expansão da Trópico. Loja de surf, claro. A rede tem 20 operações atualmente. Foi presidente da CDL Porto Alegre e diretor regional da Associação Brasileira do Franchising, onde agora preside a Comissão de Ética.

- Queremos uma empresa divertida, leve, sem pressa. Que promova o lazer e o convívio com família e amigos e não afaste as pessoas.

Guga diz que sonha, prospera, toma tombos e aprende. E aponta cinco pontos que tiram o sono, mas também desafiam:

1 – Tornar-se obsoleto “Você pode acordar amanhã e seu negócio ter perdido a relevância. As pessoas podem encontrar algo mais interessante e mais barato para satisfazer desejos e necessidades, que também podem ter mudado. Isso me provoca um incômido, mas também uma necessidade de transformação que me faz sentir vivo.”

2 – Consumo Consciente “As pessoas vão consumir menos e melhor. Vai se dar bem quem tiver um produto de verdade e que resolva. E as pessoas precisam de muito pouco para serem felizes. No surf, tem o estilo praiano original, meio hippie, que me mostrou que riqueza mesmo é ter tempo para viver bem e na natureza. Não é no dinheiro que encontramos paz e equilíbrio. O consumo consciente fará as pessoas usarem mais cada produto que compram, até o fim, compartilhar, pedir emprestado. Qualquer coisa além disso não será sustentável. O que será o preço? Será a uma divisão entre o custo do que pagou e o número de vezes que vai usar o produto. Só que isso vai trocar o alicerce da economia e dará um trabalho danado. Muitos não darão este salto no seu negócio.”

3 – Tecnologia “O cliente sempre vai comprar o que quiser, onde quiser e como quiser. Só que a tecnologia elevou isso a patamares incríveis. A nova geração é formada por nativos digitais e representarão em cinco anos 70% do consumo. Tem que aprender a conversar com essa turma. Como dizia minha vó, “a ligeireza é que assusta”. E não há sinais de que esses processos vão desacelerar. Desapegue. Tudo pode ser mais simples, barato e direto.”

4 – Propósito e Alma “Adoro o exercício do velório. Você imagina quem estaria triste no velório da sua empresa. Se forem só os acionistas e, talvez, os funcionários, a empresa já morreu. Simples assim. Essa é a análise do propósito da sua empresa. Você tem uma alma ou não? Algo que faz falta de verdade para alguém? E atenção: mentir é pior que não ter uma resposta positiva. Buscar um propósito é legítimo e necessário. Humanize as relações. Diminuirá até o consumo de antidepressivos e ansiolíticos. Perca o medo de olhar no olho, de fazer gestão do negócio na horizontal. Para ser bom, tem que ser agora.”

5 – Concorrência “Antes era ‘eu contra eles’. Agora, somos ‘nós contra eles’. E amanhã cedinho será somente ‘nós’. Parcerias e trabalho colaborativo, até mesmo com concorrentes, trazem um novo mundo para os negócios. Otimizar recursos, compartilhar espaços, campanhas, funcionários e até mesmo produtos. Só é preciso definir sua essência e tratá-la bem. A meta é, ao olhar para o lado, encontrar mais do que alguém disputando a atenção e o bolso do seu cliente. Mas sim uma pessoa como você, que pode se transformar em um grande aliado na transição para esse fantástico mundo novo.”

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Comentários (8)

  • Marco diz: 11 de janeiro de 2017

    Cobra 200 reais numa camiseta, 300 numa bermuda e mais de 2 mil numa prancha, ditas como gringas mas que são fabricadas em SP… Não patrocina nem 2 atletas gaúchos bem como não investe em nenhum evento tirando o madeirite que é dele mesmo, só os franqueados que investem em eventos… Surf competição gaúcho não existe, mas o bolso ta sempre cheio pra temporada nas mentawaii… Só surfista poser e milhonario compra alguma coisa nessa rede de lojas…

  • MARCELO diz: 11 de janeiro de 2017

    LEGAL DE VER ESSA HISTORIA DA TROPICO, LEVE EM CONTA QUE ESSE CARA DEU UM TUFO DE MAIS DE 1 MILHAONDE REAIS ha uns 15-20 ANOS ATRAS Nas Marcas da Surf co quiksilver hangloose etc….. e foi presidente do cdc……. ta locoo cara sem etica, nao vale um prato de comida

  • VOULLIN RABAR diz: 11 de janeiro de 2017

    Bem por ai Marco, esta HUMILDE rede de lojas é só pros Surfistas Calhordas de POA, como diria Wander Wildner.

  • Luiz Felipe diz: 11 de janeiro de 2017

    O Gustavo foi meu colega no direito da PUC em algumas cadeiras. Educado, boa praça e tranquilo, e com muitas conversas sobre negócios e futuro nas caronas que me dava depois da aula. Lá já dava pra ver que seria um grande empresário! Esses dias encontrei ele passeando com a filha na redenção. Não me reconheceu, porém olhou e sorriu com o mesmo olhar sereno e tranquilo… Parabéns, Schifino!!, Muito (mais) sucesso nos teus empreendimentos!!

  • Henrique diz: 11 de janeiro de 2017

    LOJA CARÍSSIMA, não investe nada no surf gaúcho. Não passo nem na frente deste LIXO!

  • Guga diz: 11 de janeiro de 2017

    Obrigado Giane, acho importante mais pessoas pensarem sobre esses temas. Hoje na Trópico cuido da Expansão, quem sabe alguém se interessa pela franquia, hehe. just in case, vai o email para contato, franquias@lojatropico.com.br .

  • Lucas diz: 12 de janeiro de 2017

    Bonita matéria com dicas inspiradoras, mas a Trópico parece que segue na direção oposta: preços absurdos, atendimento ruim, produto sem graça.

  • Fernando diz: 16 de abril de 2017

    Deve para o governo a mais de 15 anos, estelionatário, safado! Muda de CNPJ todo hora para não pagar impostos e fica devendo para todos os fornecedores!

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