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Inflação dos alimentos para o consumidor é 30 vezes superior ao aumento para o produtor

25 de janeiro de 2017 0
Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS.

Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS.

 

2016

0,28% Índice de Inflação dos Preços Recebidos pelos Produtores Rurais do Rio Grande do Sul
8,61% Inflação dos alimentos para o consumidor pelo IPCA

O IIPR é calculado pela Farsul e a entidade faz a comparação com a variação de preços ao consumidor para mostrar o descompasso nos preços.

- Preços no campo e prateleiras estão distantes. Se os preços nos supermercados estivessem diretamente relacionados aos praticados no campo, eles fechariam 2016 praticamente com os mesmos valores do final de 2015, bem distante da realidade das prateleiras. – comenta o economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz.

No segundo semestre, houve retração nos preços pagos ao produtor em todos os meses. Fechou dezembro em -0,23%.

- Não são os preços agropecuários que causam inflação, mas é a própria inflação que causa o aumento nos alimentos.

Luz lembra que na composição dos preços entram diversos fatores, como aluguel, energia elétrica, combustível e funcionários. O custo do alimento mesmo teria o menor impacto no fim das contas.

- Não é o trigo que encarece o pão ou o tomate que faz uma pizza congelada custar mais. Tem muitos outros fatores por trás.

Custos

O ano que passou também apresentou pequena alta nos custos de produção. O Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP) fechou com 0,33% no acumulado. Depois de ter registrado, em 2015, a maior alta desde o início do Plano Real, 2016 foi marcado por deflação ao longo do período. Com as altas nos dois últimos meses, o indicador virou, mas se manteve próximo de zero. Com a queda do dólar, os fertilizantes foram os grandes responsáveis por puxar o indicador para baixo.

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