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2017 - Setores da economia e empresas que terão destaque

03 de fevereiro de 2017 0

Os resultados do quatro trimestre das companhias abertas serão divulgados até o final de março, mas as corretoras já projetam 2017 para as empresas. Corretora de Porto Alegre que completa 50 anos em março, a Geral Investimentos enviou as suas apostas.

O ano começou fortemente influenciado pelo cenário de inflação e juros em queda. Os efeitos desse quadro poderão ser vistos ao longo do ano. A visão da equipe de análise da Geral Investimentos é que, a partir do segundo semestre, os sinais da retomada da economia brasileira poderão ser mais visíveis.

Como sempre, o movimento deve ser antecipado pelos negócios na Bolsa de Valores de São Paulo. Chamam a atenção para segmentos e companhias que podem se beneficiar do cenário de exportações e câmbio.

 

Veja a análise completa e detalhada da corretora, com as empresas que devem se destacar:

Alimentos e Bebidas:

O cenário desafiador para as empresas de alimentos deverá persistir em 2017. A expectativa de melhora da atividade econômica e o alívio na pressão dos preços dos grãos já é um alento para as empresas. No entanto, devemos observar como será a recuperação do nível de competitividade da indústria brasileira e das empresas que sofreram muito durante o ano de 2016 com a retração nos preços e nos volumes de seus produtos. Acreditamos que empresas que se beneficiem de um dólar apreciado e expostas a um ciclo melhor de preços, como é o caso de Minerva, deverá se destacar neste ambiente.

Açúcar e Etanol:

O setor de açúcar e etanol deve continuar apresentando fundamentos sólidos em 2017. Acreditamos que os preços do açúcar continuarão elevados dada expectativa de déficit global de açúcar nesta safra e na safra subsequente, favorecendo apenas os produtores mais eficientes na indústria – São Martinho possui o menor custo caixa da indústria. Outro fator que ressaltamos, é a nova política de preços de combustíveis da Petrobras, que beneficia o nível de produção e preços do etanol.

Bens de Capital:

O setor de bens de capital não deve apresentar uma recuperação importante em 2017. Apesar da expectativa de melhora do PIB e de expansão do crédito, o desemprego deve seguir elevado e a não há indicação de melhora da demanda. O que pode favorecer o desempenho das empresas ao longo do ano é o baixo nível de utilização da capacidade instalada. Dessa forma, pequenas recuperações na demanda podem indicar retomada significativa nas margens. A nossa preferência no setor é por Weg.

Construção Civil:

Os estoques de imóveis nas regiões em que as construtoras de capital aberto atuam majoritariamente permanecem elevados. Isso indica que a retomada dos lançamentos ainda não deve acontecer com força, mas vemos um cenário para melhora das vendas em função da redução dos juros que deve acontecer ao longo do ano. Sabe-se que o setor é muito dependente do crédito e a redução desse custo pode favorecer as vendas. Vemos Eztec como a empresa melhor adaptada ao cenário atual.

Educação:

O ano que está entrando será desafiador para o setor de educação em função do desemprego elevado que está sendo observado. Ao longo do primeiro semestre do ano a quantidade de trabalhadores ocupados deve seguir piorando e esse é um período importante para as novas matrículas. No entanto, vemos as empresas buscando melhorias operacionais, que tem ajudado na melhoras das suas margens ao longo do tempo. A aquisição da Estácio pela Kroton deve ser concluída, trazendo bom potencial de captura de valor para a segunda.

Financeiro:

O ciclo de redução de juros no Brasil e a potencial redução das perdas com inadimplência são fatores muito positivos para o setor financeiro, principalmente para os bancos. Acreditamos em uma melhora nos índices de eficiência e de rentabilidade do setor. Assim, o ano deve ser favorável para as ações do setor. Itaú e Bradesco seguem tendo a nossa preferência.

Energia Elétrica:

Continuamos com uma visão positiva para o setor de energia elétrica. Para 2017 no entanto, temos nossa preferência voltada para as empresas do segmento de transmissão em detrimento às empresas de geração e distribuição. No segmento de geração, a perspectiva é que as mudanças na metodologia do preço para o mercado à vista exerça um impacto sobre as companhias com energia descontratada. No segmento de distribuição, a perspectiva é que os volumes continuem sem crescimento. Por outro lado, o segmento de transmissão apresenta possibilidades de crescimento via leilões e consolidações de empresas.

Mineração e Siderurgia:

Acreditamos que o forte movimento de alta das ações dos setores de siderurgia e mineração visto em 2016 foi baseado em cima de (i) expectativas melhores, (ii) fluxo de investimento e (iii) estímulos de alguns governos visando criar um ambiente artificial de melhoria de preços. Acreditamos que esse cenário não deva se repetir em 2017, dada a estrutura da oferta e demanda no setor de mineração, cujos preços devem ser pressionados pelo incremento de oferta de alguns projetos da indústria, e ausência de catalisadores consistentes relacionados à recuperação da demanda no setor de siderurgia.

Óleo & Gás

As perspectivas para o setor de óleo e gás estão mais favoráveis em 2017. A curva para os preços de petróleo deve seguir uma tendência positiva, após o anúncio de corte da produção da Opep e os volumes de distribuição de combustíveis devem permanecer consistentes apesar do ambiente volátil, gerando impactos operacionais positivos nos resultados das empresas. Ressaltamos nossa preferência no setor por Ultrapar e Braskem. Nossa avaliação sobre Petrobras segue cautelosa, apesar de reconhecermos a melhora da gestão corporativa que a nova equipe de diretoria está realizando.

Papel e Celulose:

O setor deve apresentar vetores desfavoráveis pressionando os preços de celulose. Os projetos da Fibria (Três Lagoas II) e Asia Pulp & Paper (PT OKI) devem adicionar cerca de 4,1 milhões de toneladas de celulose no mercado nos próximos dois anos, desequilibrando a dinâmica entre a oferta e demanda da indústria. O fechamento de capacidades menos competitivas pelas perspectivas de preços deteriorados e a manutenção do dólar em um patamar elevado, podem beneficiar parcialmente o atual ambiente ruim.

Saúde:

O setor de saúde vem apresentando ótimos desempenhos em bolsa nos últimos anos e não acreditamos em uma mudança nesse cenário em 2017. Mesmo em momentos de deterioração econômica os resultados das empresas não só se sustentaram como ainda apresentaram melhoras importantes. O envelhecimento da população brasileira e a ainda baixa penetração de alguns serviços no nosso país mantêm as perspectivas de crescimento das empresas do segmento bastante elevadas. As nossas preferências são Raia Drogasil e Hypermarcas.

Shoppings:

O segmento de shoppings sustentou bons resultados nos últimos anos, mesmo com o enfraquecimento da economia e as taxas de juros elevadas. Observamos a potencial retomada do PIB e as quedas dos juros como fatores importantes para a melhoras das margens das administradoras de shoppings, trazendo ganhos expressivos para os resultados e redução de alavancagem. Destacamos BR Malls como a melhor opção.

Varejo:

A redução do desempenho da economia e, consequentemente, do consumo prejudicou a expansão do setor como um todo. Assim, a recuperação do PIB, bem como dos índices de confiança, devem ser os aspectos positivos para o próximo ano. Por outro lado, o desemprego elevado seguirá sendo uma barreira ao crescimento. Dessa forma vemos Lojas Renner como a melhor opção, em função da sua eficiência operacional, sólido plano de expansão e sustentação do crescimento das vendas mesmo em momentos adversos.

Telecom:

O avanço tecnológico tem trazido um cenário adverso para as empresas de telecom brasileiras, em função das exigências de novos investimentos que não necessariamente se refletem em ganhos de resultados. No setor, a única opção possível de investimento é Vivo, devido à liderança de mercado e robusta geração de caixa.

Transporte:

O Governo tem sinalizado que pretende melhorar a estrutura logística do país. Estão previstos leilões de aeroportos, rodovias, ferrovias e portos. Como não há dinheiro disponível e a atual gestão se mostra amigável ao investimento privado, as taxas de retorno dos projetos devem melhorar, aumentando assim a atratividade dos leilões e trazendo bom potencial de crescimento para as companhias de capital aberto. Por já atuar com rodovias e aeroportos, e possuir uma estrutura de capital robusta, acreditamos que CCR pode se beneficiar desse novo cenário.
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