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Arteflex demite 250 pessoas e fecha fábricas no Rio Grande do Sul e Minas Gerais

02 de março de 2017 15

A Arteflex está anunciando o encerramento das atividades. Enviou aos funcionários um comunicado assinado pelo diretor-executivo, Evandro Kunst. Produz calçados de segurança e faz parte do grupo Artecola.

Com isso, serão fechadas duas fábricas. Uma fica em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, que tem 100 funcionários. A outra é em Itanhandu, Minas Gerais, com 150 trabalhadores. Todos estão sendo dispensados.

No comunicado aos funcionários, a empresa atribui à crise econômica. Continuarão trabalhando até o fim de março. Segundo a Arteflex, ainda há entregas de clientes para serem feitas. Depois, a Artecola vai concentrar os negócios na atividade química.

Trecho do comunicado aos funcionários:

“O cenário econômico brasileiro teve perdas na atividade industrial acima de 17% nos últimos três anos, o desemprego alcançou 12%, e o desempenho de nosso produto está intimamente conectado a esses indicadores. Em ambientes onde não há novas contratações e o foco é a redução de custos, o mercado torna-se extremamente restritivo para calçados de segurança de alta tecnologia, que eram nossa especialidade.

Em 2016, a Arteflex buscou diversas adequações para manter o nível de qualidade, produtividade e competitividade, ajustando a capacidade de produção/demanda. Nossos esforços, no entanto, não foram suficientes para mantermos o negócio economicamente viável.”

 

arte

 

Nota completa enviada pela empresa após ser procurada pelo blog Acerto de Conta$:

“Por decisão estratégica, as Empresas Artecola estão encerrando as atividades da Arteflex Maximinas Equipamentos de Proteção Individual, especializada na produção de calçados de segurança de alta tecnologia. O anúncio está sendo feito hoje (2/3) a todos os públicos envolvidos, nas unidades da empresa, em Novo Hamburgo (RS) e Itanhandu (MG).

A companhia decidiu concentrar suas operações na área química, origem de seus negócios, atuando através da Artecola Química. A empresa destaca que sair de um mercado é sempre uma decisão difícil, porém a responsabilidade com o futuro da organização deve se sobrepor, evitando problemas na sequência.

Uma equipe está trabalhando no processo de encerramento para gerenciar a produção dos últimos pedidos e finalizar a venda de ativos da Arteflex. Os cerca de 100 colaboradores em Novo Hamburgo e 150 em Itanhandu deverão seguir trabalhando até o final de março, cumprindo o aviso prévio. Todos os públicos envolvidos estão sendo orientados diretamente sobre os procedimentos para esta fase de finalização do negócio.”

 

Comunicado enviado aos funcionários:

 

comunicado

 

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Comentários (15)

  • Douglas diz: 2 de março de 2017

    Isso é pra quem acha que o pior da crise já passou… o fundo do poço ainda não foi explorado, ainda haveremos de chegar mais fundo, com brasileiros fugindo em massa, multinacionais saindo, comércio quebrando e uma guerra civil sangrenta e sem precedentes.

  • lady hawker diz: 2 de março de 2017

    daí o tio lulinha volta como salvador da pátria. OHCEUS, OHVIDA, OHDOR

  • JulioK diz: 2 de março de 2017

    O BACEN “socou” a cotação do dólar para conter a inflação, pois o Planalto não faz sua parte cortando na carne

    Resultado:

    - Agronegócio e Indústria Exportadora “pagando o pato” para sustentar o Estado obeso.

  • Nicolau Skli diz: 2 de março de 2017

    Crise só para eles pois o que foi este ano o litoral lotado como nunca e principalmente o carnaval que bateu pelo segundo ano consecutivo o número de veiculos que pegaram a estrada fora o desfile que este ano e o ano passado de carros zero, bares lotados mesmo com preços exorbitantes comerciante no litoral com sorriso de orelha a or3lha serra lotada trânsito na cidade lotado e mesmo em zonas industriais no horario em que os funcionários saem, churrascadas quase todos os dias beberregens. Isso em uma crise de verdade como foi no apagão do fhc e na marolinha do lula isso que se ve hj não aconteceu. Se realmente tivéssemos em uma crise as pessoas seriam demetidas em massa ao ponto de se notar no transito da cidade no horario de pico o que hj nao ocorre e que ocorreu no apagão do fhc e na marolinha do lula assim como estradas ao litoral não estariam lotadadas. Tudo mentira tudo golpe para a volta do lula en 2018. Previ a queda da dilma e a farsa da crise economica e agora a queda do temer e as eleições indiretas tudo sendo preparado para a volta do lula anotem ai.

  • adriano diz: 2 de março de 2017

    Nicolau Skli acho que o Sr. não frequentou os mesmos locais que eu. Fui e voltei do litoral sem pegar um congestionamento ou fila em supermercado. Todos os comerciantes reclamando.

    Sobre o trânsito, a venda de combustível caiu. Busque informação.

    Por favor, voltar ao planeta terra.

    Amplexos.

  • Amadeu Bandeira diz: 2 de março de 2017

    Sr.Nicolau Skli certamente não vive no Brasil, muito menos no RS. Também temo que o Nove dedos possa sair beneficiado por esta crise, pois conhecemos a capacidade que o nosso povo tem de votar em salafrários, corruptos e bandidos, mas acreditar que este nosso atual momento é fruto de uma conspiração é ridículo.

  • A Verdade está Lá Fora diz: 2 de março de 2017

    Senhor Nicolau, o senhor é o Papai Noel?

  • Daniel diz: 2 de março de 2017

    Ao menos a empresa deverá cumprir todas as etapas de desligamento, indenização e realocação dos trabalhadores. Ao contrário de muitas fábricas que, da noite para o dia, aparecem com os portões fechados e funcionários sem nenhuma explicação. É triste o cenário vivido pela indústria nacional, mas ao menos é respeitosa a posição da empresa para com os colaboradores. Mantém uma boa imagem o Grupo Arteflex.

  • Eduardo diz: 2 de março de 2017

    Crise??? Mas o golpista não tinha acabado com ela? Aliás, “não fale em crise, trabalhe!”

  • Ricardo diz: 2 de março de 2017

    Adriano, quem tem que voltar pro planeta Terra é tu! Sábado de manhã levei 5h numa viagem que devia demorar 2h de Poa a Capão da Canoa. Uma tranqueira terrível.

  • felipe arnold diz: 2 de março de 2017

    quando se da um passo maior q a pena acontece isso grupo artecola comprou e comprou empresas fechou outras hj fechou mais 2 a mvc ja vendeu tambem a artebord fechou em 2015logico a crise ajuda mas e muitas x melhor valorizar q tem e e seus colaboradores nao invistir em mais empresas e cuidar do q tem quem toma sempre e o colaborador

  • Davi Cruz diz: 2 de março de 2017

    Estradas cheias não são e nunca foram parâmetro para nada. Nesta época do ano, seja com dinheiro, ou sem, o “Zé povinho” dá um jeito de se enfiar na praia. Lembro-me que no final do ano passado, em meio a um processo de impeachment, não foi diferente. Cultura e Estado brasileiros falidos, o povo tem o que merece.

  • Davi Cruz diz: 2 de março de 2017

    Esqueci de mencionar, mas o endividamento familiar fica cada vez maior com tais atitudes. Mas quem liga, não é? O importante é estar na beira da praia e fazer o que todo mundo faz.

  • Camila Queirós diz: 2 de março de 2017

    E a Vonpar que demitiu mais se 120 pessoas em 15 dias ninguém fala. Clima tenso. E sindicato não faz nada. Só serve pra defender o PT.

  • Paulo diz: 2 de março de 2017

    Isso foi má administração mesmo. Vieram para itanhandu como se fossem os melhores profissionais do mundo na área de calçados e não verdade não sabiam nada. Povo arrogante e sem educação e o diretor não sabia nem falar direito. Sentimos pelas pessoas que ficam sem o emprego numa cidade pequena como itanhandu.

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