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Resultados da pesquisa por "consignado"

Bancos já podem fazer empréstimos consignados com garantia do FGTS

04 de abril de 2017 0

A Caixa Econômica Federal publicou as regras de funcionamento das operações financeiras para empréstimos consignados com uso do FGTS como garantia. A partir de agora, os bancos já podem firmar convênios com as empresas para que os trabalhadores tenham acesso a essa nova linha de crédito.

O prazo é de até 48 meses para pagar. Os empréstimos têm juros mais baixos. As taxas não podem ultrapassar 3,5% ao mês, até 50% menor do que outras operações de crédito disponíveis no mercado.

O desconto é na folha de pagamento, o que é permitido pelo convênio entre banco e empresa. A diferença agora é que o o FGTS assegura que o valor emprestado, ou pelo menos parte dele, poderá ser imediatamente recuperado caso o trabalhador perca o emprego.

O secretário executivo do Conselho Curador do FGTS, Bolivar Tarrago, explica que os valores emprestados pelos bancos dependerão do quanto os trabalhadores têm depositado na conta vinculada do FGTS.

- Pelas regras, eles podem dar como garantia até 10% do saldo da conta e a totalidade da multa de 40% em caso de demissão sem justa causa, valores que podem ser retidos pelo banco no momento em que o trabalhador perde o vínculo com a empresa em que estava quando fez o empréstimo consignado.

O uso de FGTS para crédito consignado foi permitido em lei aprovada no ano passado. Em dezembro, o Conselho Curador do FGTS aprovou a taxa de juros. E agora a Caixa liberou a regulamentação.

 

Está valendo redução pelo INSS dos juros no empréstimo consignado e cartão de crédito

03 de abril de 2017 0

Está publicada a portaria do Ministério do Desenvolvimento e começa a valer a redução das taxas de juros no empréstimo consignado e cartão de crédito. A medida tinha sido anunciada na semana passada.

Primeiro corte desde 2008. Texto no Diário Oficial da União:

“Art. 1º Ficam estabelecidos os novos limites de taxas de
juros a serem aplicados nas operações de crédito consignado, respectivamente,
observando os seguintes critérios:
I – a taxa de juros não poderá ser superior a 2,14% (dois
inteiros e quatorze centésimos por cento) ao mês, devendo expressar
o custo efetivo para as operações de empréstimo consignado; e
II – a taxa de juros não poderá ser superior a 3,06% (três
inteiros e seis centésimos por cento) ao mês, de forma que expresse
o custo efetivo para as operações de cartão de crédito.
Art. 2º Fica revogada a Portaria nº 1.016/PRES/INSS, de 6
de novembro de 2015, publicada no Diário Oficial da União (DOU)
n° 213, de 9 de novembro de 2015.
Art. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.”
A redução é estimulada pela queda na taxa básica de juros Selic nos últimos meses. O Conselho Nacional de Previdência aprovou teto de 2,14% ao mês para empréstimos, e no cartão de crédito, 3,06%, para segurados do INSS

“A medida permitirá a migração de dívidas mais caras, como as de cartão de crédito, por exemplo, para uma modalidade mais barata e até mesmo estimular novas concessões.” – diz o Ministério da Previdência.

O crédito consignado é uma das modalidades de menor custo do mercado. É descontado na folha de pagamento, o que gera um risco menor de inadimplência.

“A redução do teto das taxas de juros permitirá que servidores públicos, aposentados e pensionistas, que tenham dívidas caras, pagando até 15,88% ao mês em cartão de crédito rotativo, substituam esse crédito pelo consignado, passando a pagar bem menos.” – argumenta o Governo Federal.

É uma boa opção para pagar dívidas “mais caras”, ou seja, com taxas maiores. Mas cuidado para não comprometer mais do que um terço da renda mensal. Mesmo a legislação limitando em 35%, há casos com comprometimento bem acima disso.

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Vai tirar um empréstimo consignado? O que considerar:

20 de setembro de 2016 0

Coluna Acerto de Conta$, no Diário Gaúcho. Todas as terças.

 

Foto: Porthus Junior / Agencia RBS.

Foto: Porthus Junior / Agencia RBS.

 

 

 

Crédito consignado é aquele com desconto na folha de pagamento. Em tempos de aperto, saiba os cuidados antes de tomar este empréstimo:

- Não empreste o nome a terceiros. Em quase metade das vezes, o dinheiro não volta. Isso deveria ser até proibido, defende a Associação Brasileira de Educadores Financeiros.

- Mesmo com taxas baixas, não é empréstimo de graça. Se tomar R$ 1 mil emprestados, vai pagar R$ 250 só em juros por ano.

- Se achar taxas de juros mais baixas já com o empréstimo em andamento, transfira para outra instituição financeira. É o que chamamos de portabilidade.

- Considere que pelo tempo das parcelas, vai receber menos do salário do mês. O desconto do pagamento é feito antes de liberar o pagamento do trabalhador.

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Empréstimo consignado: bom ou ruim?

05 de julho de 2016 5

Coluna Acerto de Conta$, no Diário Gaúcho. Todas as terças.

 

Foto: Porthus Junior / Agencia RBS.

Foto: Porthus Junior / Agencia RBS.

 

Consignado: bom ou ruim?

Para entender: empréstimo consignado é aquele em que as parcelas são descontadas na própria folha de pagamento de quem toma o crédito. Como a chance de inadimplência é baixa, o risco também e, com isso, as instituições financeiras costumam cobrar um juro mais “em conta”.

Mas tem juro mesmo assim e, portanto, não se deve tomar este empréstimo por nada ou só para “ter um dinheirinho na mão”.

Outro ponto: cuidado para não comprometer muito da renda, mesmo que seja um crédito barato.

O limite por lei é 30% de comprometimento do salário. Mas os bancos se fazem de desentendidos e há casos de pessoas com 80% da renda do mês destinada só para pagar dívidas. Muitos são aposentados e com empréstimos para familiares, como netos… E aí está feita a bagunça nas contas da casa.

Pesquisa do SPC Brasil mostra que mais de um quarto dos brasileiros possui empréstimo pessoal consignado. Na média, cada entrevistado dividiu o empréstimo em 26 parcelas, ou seja, mais de dois anos de dívida…

A economista Marcela Kawauti diz que o consignado é bom para situações de sufoco, como pagar uma dívida muito cara. Por exemplo, rotativo do cartão de crédito.

- Mas é fundamental analisar as condições oferecidas e o impacto das parcelas no orçamento mensal. É como se houvesse uma redução de salário e a pessoa precisa ser capaz de adaptar-se a essa nova situação.

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Seis bancos são investigados por exclusividade na oferta de crédito consignado

09 de junho de 2015 1

Banrisul, Itaú, Caixa Econômica Federal, Santanter, Bradesco e Banco de Brasília serão investigados pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica por exclusividade na oferta de crédito consignado. O Cade instaurou seis processos administrativos, conforme foi publicado no Diário Oficial da União.

O crédito consignado é uma modalidade de empréstimo para pessoa física em que as parcelas são descontadas direto na folha de pagamento. Em casos de contrato com cláusula de exclusividade, o cliente só pode contratar o empréstimo em agências do banco que tem também a exclusividade com o órgão pagador.

Segundo o Cade, a investigação vai avaliar se a exigência prejudica a concorrência e os consumidores finais. A exclusividade impede a contratação com instituições financeiras que apresentem melhores condições, como taxas de juros e prazos de pagamento mais atrativos.

Os bancos foram notificados e terão 30 dias para apresentar defesa.

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Grupo Paquetá entra no mercado de crédito consignado

30 de março de 2015 0
Imagem: Reprodução site Praticard.

Imagem: Reprodução site Praticard.

Empresa de indústria e varejo de calçados, o Grupo Paquetá entra em abril no mercado de crédito consignado para aposentados e pensionistas. Esta modalidade de empréstimo tem desconto em folha.

A empresa atua no segmento de crédito com a Praticard, administradora de cartões do Grupo Paquetá. No caso do consignado, será feita parceria com o Bradesco.

A expectativa é ampliar a base de clientes em 8,5%. Passaria para 3,8 milhões.

A Praticard foi criada em 2001. A intenção era facilitar o parcelamento de compras de clientes das lojas do grupo, que são Paquetá, Gaston e Esposende.

E uma curiosidade:

- Hoje, 95% dos clientes ainda preferem pagar com carnê. – conta o diretor da Praticard, Marino Finger.

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INSS amplia prazo de pagamento para empréstimo consignado

29 de setembro de 2014 1
Foto: Genaro Joner/Agencia RBS.

Foto: Genaro Joner/Agencia RBS.

O prazo de pagamento do empréstimo consignado tirado por aposentados passará para seis anos. Atualmente, é de cinco anos.

Vale para aposentados do INSS a partir de primeiro de outubro. A portaria foi publicada pelo Ministério da Previdência no Diário Oficial da União desta segunda-feira.

Com a alteração do prazo, o número limite de prestações mensais para pagamento de empréstimo pessoal e cartão de crédito subiu de 60 para 72. As taxas máximas são de 2,14% ao mês, para o empréstimo, e 3,06% ao mês, para o cartão consignado.

O valor máximo da renda do segurado a ser comprometida não pode ultrapassar 30% do valor da aposentadoria ou pensão. O crédito consignado é aquele em que o pagamento das parcelas é descontado diretamente da conta do tomador do dinheiro.

Leia mais:

Juro do empréstimo consignado varia até 500%

Rio Grande do Sul tem 8 mil ações pedindo bloqueio do pagamento do empréstimo consignado

A ampliação foi determinada por votação do Conselho Nacional de Previdência Social, formado por representantes do governo, empregados, empregadores e aposentados. Não foi uma decisão unânime.

Segundo o Ministério da Previdência, mais de 90% das operações de consignado atreladas aos benefícios do INSS tinham número de parcelas entre 40 e 60 meses. Para o órgão, esse é um indicativo de que era preciso ampliar o prazo para quitar as dívidas.

Já o Sindicato Nacional dos Aposentados criticou a decisão do conselho. Argumentou que vai endividar ainda mais os aposentados.

O mercado de crédito consignado do INSS supera R$ 70 bilhões.

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Juro do empréstimo consignado varia até 500%

14 de abril de 2014 0
Endividamento aumentou, mas tendência é de queda.

Endividamento aumentou, mas tendência é de queda.

O juro do crédito consignado varia até 500% dependendo do banco. A diferença foi calculada pelo blog Acerto de Conta$ e Rádio Gaúcha a partir dos dados do Banco Central.

Esta linha de crédito é uma das mais baratas do Brasil. A garantia de pagamento é o salário do devedor já que as parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento.

Costuma ser um dos empréstimos indicados para pagar dívidas mais caras de devedores, como faturas de cartão de crédito ou o cheque especial. No entanto, a diferença de taxas entre os bancos é grande, como mostra a pesquisa.

Os juros variam, também, conforme a forma de renda do tomador do empréstimo. Há linhas para servidores públicos, para aposentados e pensionistas do INSS e para empregados de empresas privadas que tenham convênio com o banco.

Crédito pessoal consignado INSS

De 23,01% até 31,05% ao ano
Diferença: 35%

Crédito pessoal consignado privado

De 18,63% até 112,03% ao ano
Diferença: 500%

Crédito pessoal consignado público

De 19,78% até 102,79% ao ano
Diferença: 420%

Como pesquisar:

www.bacen.gov.br
Link: Cidadão
Link: Taxas de Juros
Link: Taxas de juros de operações de crédito

O tomador de empréstimo também usar a portabilidade. A ferramenta permite que o devedor carregue sua dívida para um banco que cobre juro menor. Isso é feito sem custo. Saiba mais na entrevista feita no Destaque Econômico com o professor Leandro Rassier:

Ouça o Destaque Econômico, na Rádio Gaúcha. Domingos, às 9h.

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Rio Grande do Sul tem 8 mil ações pedindo bloqueio do pagamento de empréstimo consignado

09 de junho de 2013 1

Foto: Genaro Joner/Agencia RBS.

O Rio Grande do Sul tem quase 8 mil ações na Justiça pedindo bloqueio do pagamento de parcelas do empréstimo consignado. Representa cerca de 15% do total do País apontado em levantamento da Associação Brasileira de Bancos. A entidade representa 18 instituições financeiras, que são responsáveis por cerca de 15% do mercado de crédito consignado no Brasil.

Os números podem ser bem mais altos, advertiu o presidente da Comissão Jurídica da ABBC. Álvaro Loureiro chama o esquema de “ciranda do consignado”. Começou no Nordeste e se espalha pelo País. O Rio Grande do Sul está entre os Estados com mais estoque destas ações.

Entidades de bancos estão fazendo um trabalho com seminários no Judiciário do Nordeste. Logo em seguida, devem desembarcar aqui no Sul para alertar juízes sobre fraudes.

Consignado

O empréstimo consignado é diferente dos demais porque as parcelas do pagamento são descontadas direto no contracheque de quem pegou o dinheiro. Com menos risco, os juros são mais baixos.

O limite máximo de comprometimento da folha de pagamento é 30%. Só que fraudadores estão usando o Judiciário para burlar este mecanismo. A liminar suspende o pagamento das parcelas e libera margem para a pessoa tomar novos empréstimos.

Muitas vezes, a pessoa que está tomando o dinheiro entra ingenuamente no esquema. O responsável pela fraude é o intermediário. O tomador do empréstimo acaba, no entanto, acumulando mais dívidas.

Ouça entrevista no Destaque Econômico com o presidente da Comissão Jurídica da ABBC, Álvaro Loureiro:

Investigação

O Conselho Nacional de Justiça, órgão de controle externo do Judiciário, abriu investigação para apurar a fraude “ciranda do consignado”, que fez disparar a inadimplência do empréstimo consignado no País e tem causado prejuízos milionários aos bancos. Foi determinado que cada Tribunal de Justiça do País envie informações sobre todos os processos que tramitam nas comarcas questionando descontos do consignado.

O CNJ avaliará possível participação de juízes. Alguns concederam um número grande de liminares, inclusive em processos com informações falsas sobre o autor.

Ouça o Destaque Econômico, na Rádio Gaúcha. Domingos, às 9h.

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INSS terá que indenizar pensionista por erro em empréstimo consignado

22 de fevereiro de 2013 0

Foto: Genaro Joner/Agencia RBS.

O INSS terá que pagar R$ 5 mil de indenização por danos morais a um pensionista que teve o empréstimo consignado descontado da aposentadoria e não repassado para a Caixa Econômica Federal. A decisão é do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

De Caxias do Sul, o segurado contratou em 2007 dois empréstimos consignados em janeiro de 2007 para serem pagos em 36 vezes com desconto direto em folha. Só que as prestações foram descontadas, mas não repassadas ao banco.

Reclamou, mas não foram tomadas providências. A situação levou o nome do pensionista para cadastro de inadimplentes e ele também teve um financiamento negado para a compra da casa própria.

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