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Canceladas demissões de 680 funcionários na Marfrig de Alegrete

29 de agosto de 2014 0

Foram canceladas as 680 demissões de funcionários da Marfrig, em Alegrete. O frigorífico também continuará operando. A empresa havia anunciado que pararia as atividades na fábrica que tem arrendada no município a partir de primeiro de setembro.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Alimentos de Alegrete, Marcos Rosse, comemora a decisão. A entidade estava preocupada com as demissões, é claro, mas também com a insistência da empresa em deixar a fábrica parada enquanto durasse o contrato de arrendamento, impedindo outro frigorífico de operar no local.

- É a empresa que mais emprega em Alegrete. A notícia é muito boa.

A informação foi repassada hoje aos trabalhadores em uma reunião em Porto Alegre. Secretário Estadual da Agricultura, Claudio Fioreze participou das conversas com a Marfrig e diz que a negociação continua.

- Ao menos, por enquanto, as demissões não vão ocorrer e a empresa continuará operando em Alegrete. Estão sendo discutidas medidas para toda a cadeia da carne no Rio Grande do Sul. Um dos objetivos é aumentar a competitividade. Inclui trazer de volta à pauta a rastreabilidade do rebanho.

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Procon fecha dois supermercados Nacional em Porto Alegre

29 de agosto de 2014 147
Foto: Felipe Daroit / Rádio Gaúcha

Foto: Felipe Daroit / Rádio Gaúcha

Dois supermercados Nacional estão sendo fechados neste momento pelo Procon de Porto Alegre. Um fica na Rua Carazinho, próximo da Avenida Nilo Peçanha. A outra loja é na Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto. A bandeira pertence à empresa Walmart. Não é mais possível a entrada de clientes. Apenas a saída dos que já estão na loja.

Os problemas são a venda de produtos vencidos e a diferença de preços apontados nas gôndolas e aqueles cobrados no momento do pagamento no caixa, encontrados em fiscalização do Procon. Foi aberto processo administrativo.

No entanto, a diretora-executiva do Procon Porto Alegre, Flávia do Canto Pereira, explica que a suspensão das atividades por sete dias se baseia na reincidência da empresa. É nesta situação que o Código de Defesa do Consumidor permite que o Procon feche o estabelecimento.

“Considerando a natureza gravíssima da infração e a reincidência do fornecedor infrator, conforme os elementos já referidos no parecer, fixo a sanção de SUSPENSAO TEMPORÁRIA DE ATIVIDADE pelo prazo de 7 (sete) dias úteis a contar da intimação, facultada a adesão ao compromisso de ajustamento de conduta previsto no item III.IV.” – diz a decisão do Procon Porto Alegre.

Como base, a diretora cita fiscalização do Procon em 14 supermercados Nacional em Porto Alegre agora em agosto. Relembrou que as autuações começaram em 2010. Naquele ano, foram 21 processos administrativos contra o Walmart. Citou ainda o descumprimento de acordos e novos processos administrativos nos anos seguintes.

Ainda no processo de suspensão das atividades, Flávia permite à empresa interromper a decisão. Para isso,  tem que doar equipamentos para o Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre. Com a doação de um perfurador pneumático e um monitor, especificados na decisão, a sanção é suspensa.

Além do fechamento, está sendo aplicada multa para o Walmart. Para cada loja, está determinado o pagamento de R$ 341.055. O dinheiro vai para o Fundo Municipal de Direitos Difusos.

Há espaço para a empresa recorrer da decisão ainda em via administrativa.

Nota oficial do Walmart:

“O Nacional Supermercados reitera seu compromisso com a segurança alimentar e com a qualidade da experiência de compra dos clientes. A empresa informa que está em contato com as autoridades fiscalizadoras e tomando todas as providências cabíveis para o caso.”

 

*Fotos de Mateus Ferraz e Felipe Daroit

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PIB caiu 0,6% no segundo trimestre. Brasil entra em recessão técnica.

29 de agosto de 2014 12
Imagem: Divulgação.

Imagem: Divulgação.

 

O PIB caiu 0,6% no segundo trimestre, chegando a R$ 1,27 trilhão. A comparação do IBGE é com o desempenho da economia brasileira no primeiro trimestre do ano. O recuo é ainda maior do que previam analisas de mercado.

Nesta comparação, apenas agropecuária e consumo das famílias teve crescimento. Novamente, os investimentos – medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo – tiveram forte queda. Veja tabela do IBGE:

foto blog

Na Indústria, apenas a Extrativa mineral registrou expansão: 3,2%. Indústria de Transformação (-2,4%), Construção civil (-2,9%) e Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (-1,0%) apresentaram queda em relação ao trimestre anterior. Nos Serviços, o recuo foi puxado pelo desempenho negativo observado no Comércio (-2,2%).

Recessão

Com o resultado negativo do segundo trimestre, o Brasil entra em recessão técnica. Foram revisados os dados do primeiro trimestre. De um avanço de 0,2% no PIB, o IBGE revisou o dado para queda de 0,2%. Dois trimestres consecutivos de queda significa recessão técnica. A última vez que isso ocorreu foi no período que contemplou o fim de 2008 e o início de 2009, auge da crise econômica mundial.

Acumulado 12 meses

O PIB acumulado nos quatro trimestres terminados em junho de 2014 apresentou crescimento de 1,4% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. A previsão do mercado para o fechamento de 2014 é de um avanço de apenas 0,7% na economia brasileira.

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Agenda Econômica 29.08

29 de agosto de 2014 0

IBGE divulga o PIB do segundo trimestre.

Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás) está comemorando 25 anos. Vão comemorar no Espaço Nobre Eventos, em Caxias do Sul.

Presidente da Petrobras, Graça Foster dará dicas para jovens em início de carreira durante bate-papo online promovido pelo site Na Prática, da Fundação Estudar. Às 11h, www.napratica.org.br.

Processo de Execução no Direito Previdenciário é tema de debate em Porto Alegre. Na ESMAFE-RS.

I-UMA realiza especialização em Direito Agrário e Ambiental do Brasil.

Empresas gaúchas dos setores de comércio e serviços podem se inscrever na seleção do Sebrae-RS têm a oportunidade de participar da maior feira de varejo do mundo, a Retail’s Big Show, organizada pela National Retail Federation, em Nova York.

A e-Core promove amanhã workshop sobre Business Intellingence (BI), ferramenta para acompanhar a performance das atividades de equipes empresariais, o desenvolvimento da visão estratégica e criar projeções embasadas em análise de dados históricos. O workshop será ministrado por Jorge Montalvão, analista de Qualidade de Software.

Justiça dá prazo para financeira entregar boleto para quitar antes dívida sem juro

28 de agosto de 2014 0

A Justiça de São Paulo concedeu liminar determinando prazo de cinco dias úteis para a BV Financeira entregar boleto quando o consumidor quiser quitar antes a dívida. A multa por descumprimento é de R$ 2 mil. Mandou ainda que a instituição apresente o valor discriminado para quitação antecipada dos contratos, excluídos juros remuneratórios e encargos das parcelas futuras.

A decisão é liminar e atende parte do pedido da Associação de Consumidores Proteste. No último dia 19, a entidade ingressou na Justiça com ação civil pública contra a BV Financeira e o Banco BMG. Pede indenização por danos materiais e morais coletivos aos consumidores que não conseguiram a quitação antecipada de financiamento.

A Proteste alega que as instituições financeiras, além de não informar o saldo devedor, também não disponibilizam meios para que o consumidor possa antecipar o pagamento ou quitar integralmente o débito. Vale para contratos como financiamento e crédito consignado.

“O direito de liquidar antecipadamente o débito, total ou parcialmente, é assegurado pelo Código de Defesa do Consumidor. É abusiva a ação das empresas ao não atenderem ao pedido de cancelamento do contrato, com o envio de boleto para quitação.” – argumenta a Proteste.

A ação também é para que os bancos deem baixa imediata nas quitações recebidas. Pede ainda que sejam condenados a restituir em dobro todos os que foram lesados por cobrança indevida, mesmo após a quitação.

A entidade informa que recebeu reclamações de 135 pessoas de todo o País. A decisão judicial também tem validade nacional.

A Justiça ainda precisa analisar o mérito. A BV Financeira foi procurada e o blog e a Rádio Gaúcha aguardam posicionamento.

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Resposta enviada pela BV Financeira na manhã desta sexta-feira, dia 29:

“A  BV Financeira não comenta ações em trâmite na Justiça. No entanto, gostaríamos de prestar alguns esclarecimentos. A empresa ainda não foi citada na ação. A BV Financeira cumpre com rigor o Código de Defesa do Consumidor e os prazos de atendimento nele contidos e que são os mencionados na liminar concedida, importante frisar, parcialmente. Gostaríamos de destacar ainda que permanecemos à disposição de todos os clientes por meio dos nossos canais de atendimento nos telefones 3003-1616 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800.701.8600 (demais localidades).”

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Dinheiro para aluguel de carro para funcionário é considerado salário

28 de agosto de 2014 0

O dinheiro que a empresa dá para pagar o aluguel de carro particular usado pelo empregado é considerado salário. A decisão é do Tribunal Superior do Trabalho. Significa que este valor é usado para calcular verbas trabalhistas, como férias, 13º salário e FGTS.

O caso analisado é do Espírito Santo e considerou invalida cláusula de dissídio coletivo que dizia que a verba era indenizatória. O ministro Walmir Oliveira da Costa acrescentou que este enquadramento é uma fraude à legislação trabalhista. Observou que súmula do TST considera que o veículo fornecido ao empregado, quando indispensável para a realização do trabalho, não tem natureza salarial. Não seria, no entanto, o caso do processo, pois o veículo não era fornecido pela empresa.

- Depreende-se que o carro particular locado pela empresa, assim como a mão de obra, constitui uma prestação oferecida pelo trabalhador, a ser empregada em favor do desenvolvimento da atividade econômica. O veículo alugado pela empresa se afigura como mero objeto de contraprestação financeira e, assim, a parcela detém natureza salarial, e não indenizatória.

O ministro destacou ainda a diferença de mais de 100% entre o salário pago aos empregados e o valor fixado para a locação dos veículos.

- Denotando a intenção de dissimular a natureza da verba.

Os valores de locação (R$ 454 para motocicletas, R$ 702 para veículos leves e R$ 1.026 para Kombis) representam, respectivamente, 72,99%, 112,86% e 164,95% dos ganhos dos trabalhadores.

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Tribunal de Justiça reduz indenização a ser paga por loja que não trocou produto vencido

28 de agosto de 2014 0

Lojista que vende produto com o prazo de validade vencido, se nega a substituí-lo e pelo preço anunciado na oferta tem comportamento abusivo em relação consumidor. O entendimento é do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Mandaram a Lojas Americanas indenizar o cliente em R$ 2 mil.

A condenação em primeiro grau foi de R$ 5 mil. No entanto, o TJ reduziu o valor entendendo que houve também vitimização por parte da cliente.

A cliente relatou que, em 16 de maio de 2010, esteve em uma das lojas da rede e viu uma promoção de pacotes de biscoitos. Comprou dez unidades por R$ 0,99.

Quando chegou no caixa, percebeu que o produto estava vencido desde 23 de fevereiro daquele ano. A consumidora solicitou a troca da mercadoria e foi informada de que, nesse caso, não poderia ser dado o mesmo desconto e que o pacote do biscoito não vencido custaria R$ 2,09.

A defesa das Lojas Americanas informou se tratar de um fato isolado. Explicou que o produto em promoção estava sendo retirado da prateleira, o que não ocorreu por falha de funcionários. Sustentou má-fé da autora.

Para o desembargador Miguel Ângelo da Silva, o vendedor tem compromisso com a oferta que divulga e precisa cumprí-la. Mas reduziu o valor da indenização por dano moral, porque achou que a consumidora adotou postura desproporcional ao dano.

- A indenização não pode propiciar ganho fácil e enriquecimento injustificado, sobretudo quando se flagra que a vítima poderia ter se conduzido de modo diverso. A função indenitária do princípio da reparação integral não pode ser menosprezada.

 

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Indústrias de calçados cortaram quase 11 mil empregos em um ano

28 de agosto de 2014 0
foto: Agência RBS

foto: Agência RBS

As indústrias brasileiras de calçados cortaram quase 11 mil empregos formais nos últimos 12 meses no País. No Rio Grande do Sul, são 3,3 mil postos de trabalho a menos. Os dados são do Ministério do Trabalho.

O setor enfrentou vários fatores desfavoráveis, como câmbio, concorrência com calçados asiáticos, crise nos Estados Unidos e barreiras da Argentina à importação. Para algumas indústrias, esta é maior crise já enfrentada. É o caso da Indústria de Calçados Wirth.

- Em 66 anos, nunca enfrentamos situação igual. Estamos reduzindo produção, mantendo alguma atividade apenas para não parar. Amanhã, fecharemos uma filial no interior. – conta o presidente, Ricardo Wirth.

Mas o desempenho negativo chegou também ao varejo calçadista. As lojas venderam 2,5% menos em junho. Foi o triplo da queda registrada no varejo em geral no País.

Um dos motivos é o endividamento do consumidor. A observação é de Zoila Medeiros, empresária com duas franquias Datelli no Rio Grande do Sul e representante em Passo Fundo da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo.

- Houve incentivos para compra de casa, carro e linha branca. O orçamento do cliente apertou e ele tem que pagar as dívidas. Acabou afetando o consumo em outros segmentos, como o calçadista.

Ouça mais sobre o assunto nas entrevistas que foram ao ar no programa Gaúcha Repórter:

Ricardo Wirth, presidente da Indústria de Calçados Wirth, de Dois Irmãos.

Zoila Medeiros, dona de duas franquias da Datelli.

Heitor Klein, presidente da Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados):

Leia mais:

Queda na venda de calçados chega no varejo

Economia mexe no crescimento da população nas regiões gaúchas

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Rio Grande do Sul tem 330 mil endividados e 130 mil inadimplentes

28 de agosto de 2014 0
Foto: Agencia RBS.

Foto: Agencia RBS.

Pesquisa sobre o endividamento das famílias gaúchas aponta para 332 mil pessoas com dívidas no Rio Grande do Sul e quase 131 mil com contas em atraso e, portanto, inadimplentes. O dado aparece no levantamento de agosto da Fecomércio-RS.

O número de endividados é 22 mil superior a julho e o maior desde setembro do ano passado. Já a inadimplência atingiu nível superior pela última vez em abril. Há ainda outros 35 mil quase que não estão inadimplentes, mas afirmam que não terão condições de pagar as contas em dia.

A principal dívida é o cartão de crédito. Em seguida, aparecem os carnês.

O nível de endividamento é maior entre as famílias com renda superior a dez salários mínimos.

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Rio Grande do Sul é o Estado com mais empresas entre as 500 Maiores do Sul

28 de agosto de 2014 0

O Rio Grande do Sul é o Estado com mais empresas no ranking das 500 Maiores do Sul, produzido por PwC e Revista Amanhã. São 202 gaúchas, contra 182 do Paraná e outras 116 de Santa Catarina. A diferença em relação ao Paraná, no entanto, diminuiu. Caiu de 26 para 20 empresas em 2013.

O levantamento mostrou ainda que o Rio Grande do Sul retomou o primeiro lugar na soma do Valor Ponderado de Grandeza das empresas. O indicador criado para a pesquisa soma 50% do patrimônio líquido, 40% da receita bruta e 10% do lucro – ou prejuízo – líquido. As gaúchas totalizam R$ 119,3 bilhões frente aos R$ 118,5 bilhões das paranaenses, que estavam na liderança.

O Paraná viu seus números encolherem com a incorporação da Vivo pela Telefônica. O mesmo aconteceu com o Rio Grande do Sul em anos anteriores, que perdeu força com a saída de empresas como Ipiranga, Copesul e Refinaria Alberto Pasqualini (Refap).

Uma das grandes responsáveis pelo bom desempenho do Rio Grande do Sul no ranking é a Gerdau, que mantém com folga a liderança mesmo com a redução de 4,8% na produção de aço no ano passado. A segunda colocada da região é a catarinense BRF Brasil Foods.

- O Rio Grande do Sul foi bem. Teve um avanço no VPG de 6% (sem descontar inflação). Entre as dez primeiras, apenas as elétricas CEEE e RGE tiveram prejuízo. Chama a atenção como o Sicredi está crescendo. É um avanço de quase 20%, ficando cada vez mais próximo do Banrisul. – analisa Carlos Biedermann, da PwC.

Maiores do Rio Grande do Sul:

foto blog

As líderes do Rio Grande do Sul:

A Maior (Por VPG): Gerdau
Maior Receita Bruta: Gerdau
Maior Crescimento de Receita: Panatlântica e Controladas
Maior Patrimônio Líquido: Gerdau
Maior Lucro Líquido: Gerdau
Maior Rentabilidade sobre a Receita: Renner Herrmann S/A
Maior Rentabilidade de Patrimônio: Guerra S/A
Maior Liquidez: Grupo Digicon
Maior Capital de Giro Próprio: Banrisul
Menor Endividamento: Grendene

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