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Posts na categoria "Conjuntura"

Prévia do PIB aponta saída da recessão no país

15 de maio de 2017 1
Foto: CC0 Public Domain.

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Ainda é uma prévia, mas o Índice de Atividade Econômica mostra que saímos da recessão. O indicador calculado pelo Banco Central apontou crescimento de 1,12% na economia no primeiro trimestre na comparação com o último trimestre de 2016.

Esta é a comparação que o IBGE faz para analisar o desempenho do PIB. O indicador oficial da economia brasileira será divulgado em junho, já com os dados consolidados.

Se confirmado o crescimento, o Brasil interrompe oito trimestres seguidos de queda. Aliás, esta é considerada a pior crise já registrada na economia brasileira, superando a dos anos 30.

O país entrou em recessão técnica no segundo trimestre de 2015. Isso ocorre quando o PIB tem recuo por dois trimestres consecutivos.

Mas março não foi bem. Com ajuste sazonal, o IBC-Br teve queda de 0,44%. Abril, com tanto feriado, pode vir fraco também.

Em entrevista para rádios na semana passada, o ministro da Fazenda disse que o Brasil tinha voltado a crescer no primeiro trimestre e que a recessão tinha ficado para trás. Henrique Meirelles também projetou começar 2018 com crescimento anual de 3%.

Leia aqui: “Já saímos do fundo do poço e vamos entrar 2018 crescendo 3% ao ano”. – diz ministro da Fazenda

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Mercado aposta em inflação abaixo de 4% em 2017 pela primeira vez

15 de maio de 2017 0

Passou a barreira e o mercado está projetando inflação abaixo dos 4% pela primeira vez em 2017. Conforme o relatório Focus, a aposta passou para 3,93% para o IPCA, considerado a inflação oficial do país.

Com isso, também fecham dez semanas consecutivas de redução no indicador. A pesquisa é divulgada todas as semanas pelo Banco Central. O mercado reduziu também as projeções os outros indicadores de inflação.

Aumentou também a projeção para o PIB. Esperam crescimento de 0,5% ao ano.

Para o dólar, previsão de R$ 3,25.

Na semana passada, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que a inflação está “totalmente controlada.”

Leia aqui: “Já saímos do fundo do poço e vamos entrar 2018 crescendo 3% ao ano”. – diz ministro da Fazenda

Nas últimas pesquisas, no entanto, os preços dos alimentos pressionaram o indicador. Itens de peso tiveram alta forte nos preços. Mas a corretora Quantitas observa que os preços no atacado apontam para uma reversão disso nos próximos meses.

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Economia gaúcha encolheu 6,6% em três anos, mas sinais apontam trégua na recessão

11 de maio de 2017 0
Imagem:  CC0 Public Domain.

Imagem: CC0 Public Domain.

 

A atual recessão começou no segundo trimestre de 2014. No Brasil e também no Rio Grande do Sul.

Segundo o economista da FEE, Fernando Cruz, acumulamos desde lá uma queda de 6,6% na economia gaúcha. Já o PIB brasileiro encolheu 6,8% nestes mesmos três anos.

- Recessões são fenômenos cíclicos que se repetem com frequência irregular em todas as economias de mercado. Tais períodos são caracterizados por uma queda simultânea em diversas atividades econômicas e, em geral, envolvem um alto custo social, com aumento do desemprego e queda na produção, nas vendas e na renda.

A parte boa, segundo o pesquisador, é que estes períodos são exceções e não a regra na história econômica. Ou seja, também acaba uma hora ou outra.

- No Brasil, entre 1980 e 2009, houve oito períodos recessivos, com duração média de 15,8 meses. Em 2014, o Brasil entrou em sua mais recente — e longa — recessão desde a década de 80, sendo esta, talvez, a mais longa de sua história.

Aqui no Rio Grande do Sul, a pesquisa da Fundação de Economia e Estatística mostra que a indústria foi um dos setores que mais sofreu. O Valor Adicionado Bruto sofreu queda de aproximadamente 18% em três anos. A maior parte do tombo veio da indústria de transformação.

- Contudo é justamente nessa atividade onde começam a aparecer os primeiros sinais de arrefecimento na contração do setor, talvez na própria recessão no Rio Grande do Sul. Sinais de “trégua”.

O menor nível de produção da série histórica foi atingido em abril de 2016. Desse ponto até fevereiro de 2017, o indicador já acumula quase 8% de crescimento.

E também o que noticiamos nesta semana aqui: No positivo: Indústria gaúcha fechou primeiro trimestre com crescimento

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Confiança do setor imobiliário no RS surpreende e atinge maior nível

11 de maio de 2017 0

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O Índice de Confiança do Empresário do Setor Imobiliário atingiu 119,9 pontos em abril. É a sétima edição do indicador e este foi o maior patamar alcançado. É calculado pelo Sindicato da Habitação do Rio Grande do Sul (SecoviRS) e foi criado em 2015.

- Fomos surpreendidos com o resultado. – avalia Lucineli Martins, do departamento de economia e estatística do SecoviRS.

A última divulgação tinha ocorrido em janeiro. Naquele mês, o indicador ainda ficava em patamar pessimista, aos 93,9 pontos.

É composto por três índices: o Índice de Condições Atuais, o Índice de Expectativas e o Índice de Investimentos. Em abril, o número sobre expectativas atingiu a maior pontuação, com 145,6 pontos. Já o que avalia as condições atuais ainda fica pessimista, com 96,6 pontos.

Para entender: acima de 100 pontos é otimismo. Abaixo, é pessimismo.

E para entender a importância: setor imobiliário é um grande gerador de empregos na economia e foi o primeiro a sentir com força a crise.

"Já saímos do fundo do poço e vamos entrar 2018 crescendo 3% ao ano". - diz ministro da Fazenda

11 de maio de 2017 0
Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (Reprodução).

Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (Reprodução).

 

- Já saímos do fundo do poço e estamos começando a crescer.

Disse o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em entrevista para rádios no programa Agora Brasil. Na manhã desta quinta-feira. Argumentou que a inflação caiu, a confiança aumentou, o poder de compra cresceu, estão sendo encaminhadas as reformas.

- Importante é que a recessão ficou para trás. O Brasil cresceu no primeiro trimestre. E vamos entrar em 2018 crescendo 3% ao ano.

Meirelles enfatizou muito a queda da inflação e a necessidade de cortar gastos públicos para manter o indicador controlado.

- Inflação está totalmente controlada. Mas não vamos relaxar. Com inflação, não se brinca.

A Rádio Gaúcha perguntou se achava que tinha espaço para a taxa de juros Selic cair mais e fechar abaixo da expectativa do mercado. Analistas projetam juro de 8,5% ao ano no fechamento de 2017. O ministro não deu números e sinalizou confiança na atuação do Banco Central.

- O Banco Central vai baixar até o possível. Onde chegar é onde o Brasil tem condições de chegar com a economia atual.

Reforma da Previdência

Meirelles reafirmou que a Previdência tem um déficit de R$ 150 bilhões ao ano.

- Estamos tomando dinheiro emprestado para pagar aposentadorias. É insustentável. Temos que resolver este problema para não quebrar.

Fizemos a pergunta da colega Kelly Matos “Com as mudanças no texto da Reforma da Previência, o governo acredita que já tem votos suficientes para aprová-la no Plenário?” Resposta do ministro:

- Os parlamentares estão conscientes de que brasileiros têm que ter emprego, renda e inflação baixa. Acho que teremos apoio maior.

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Os 20 municípios do RS com maior potencial de consumo para 2017

10 de maio de 2017 0

 

Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS.

Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS.

 

O IPC Marketing atualizou o ranking de potencial de consumo, o IPC Maps, para 2017. Já falamos sobre a posição do Rio Grande do Sul aqui: Rio Grande do Sul mantém quarto maior potencial de consumo do país.

E agora o diretor Marcos Pazzini nos encaminhou o ranking dos municípios gaúchos com maior potencial de consumo para 2017. Abaixo os 20 primeiros colocados, sendo que os três líderes no ranking mantiveram a posição de 2016.

1 – Porto Alegre R$ 48,134 bilhões

2 – Caxias do Sul R$ 16,730 bilhões

3 – Canoas R$ 9,143 bilhões

4 – Pelotas (estava em 5º)

5 – Santa Maria (estava em 4º)

6 – Gravataí

7 – Novo Hamburgo

8 – Viamão (estava em 10º)

9 – São Leopoldo (estava em 8º)

10 – Passo Fundo (estava em 9º)

11 – Rio Grande

12 – Alvorada

13 – Bento Gonçalves

14 – Santa Cruz do Sul

15 – Sapucaia do Sul

16 – Erechim

17 – Cachoeirinha

18 – Guaíba

19 – Lajeado

20 – Bagé

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Conta de luz mais barata derruba inflação

10 de maio de 2017 0
Imagem:  CC0 Public Domain.

Imagem: CC0 Public Domain.

 

A conta de luz ficou mais barata em abril no país. O motivo foi o ajuste feito pela Agência Nacional de Energia Elétrica, que decidiu arrumar as tarifas e devolver dinheiro cobrado errado dos consumidores em 2016. O brasileiro pagou por encargos da usina de Angra III, que acabou não entrando em operação.

Na média nacional, a queda foi de 6,39%. Aqui na Região Metropolitana de Porto Alegre, a queda foi um pouco maior: 6,85%.

A pesquisa é do IBGE, que calcula a inflação oficial do país. A energia elétrica foi a principal pressão de baixa do IPCA.

O indicador recuou com força em abril. Passou de 0,25% em março para 0,14%. Na comparação com abril do ano passado, a queda é maior ainda. Naquele mês, o indicador estava em 0,61%.

12 meses – No acumulado,  o índice desceu para 4,08%, menos do que os 4,57% do mês anterior. Segundo o IBGE, é a menor taxa em 12 meses desde julho de 2007.

Na Região Metropolitana de Porto Alegre, o recuo foi bem menor. O IPCA passou de 0,24% para 0,22%. Mas aqui tivemos o reajuste das passagens de ônibus.

Mas um alerta: preços de alimentos estão aumentando. Tomate e batata lideram esta disparada. Alguns indicadores paralelos de inflação já estão mostrando avanço no início de maio.

 

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Porto Alegre tem mais de 400 mil famílias endividadas e quase 200 mil inadimplentes

09 de maio de 2017 0
Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS.

Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS.

 

Dois números chamam a atenção na pesquisa deste mês sobre a situação do consumidor gaúcho. Segundo a estimativa da Fecomércio-RS, Porto Alegre está com:

400.417 famílias endividadas e 191.623 famílias inadimplentes 

A diferença é que a inadimplente atrasou o pagamento das dívidas. A pesquisa aponta ainda que 73.911 dizem que não terão condições de pagar as contas.

Com isso, o endividamento das famílias teve a quarta alta consecutiva. Atingiu 75,2%. A inadimplência alcançou 36%.

Segundo a Fecomércio-RS, a situação está diretamente ligada ao endividamento por necessidade para manter consumo, já que há restrições de renda.

“Os condicionantes do endividamento voluntário por parte das famílias, como as taxas de juros (apesar da queda marginal da taxa Selic), nível de confiança e restrições de oferta, permanecem contribuindo para conter a formação de novas dívidas. Entretanto, o mercado de trabalho enfraquecido, com um largo número de destruição de postos de trabalho, aumenta o número de famílias com queda de renda, estimulando o endividamento por necessidade.”

- Os dados da pesquisa ainda mostram um cenário difícil. Com as fortes quedas do emprego e da renda, as famílias têm dificuldades para manter suas contas em dia. A redução dos juros, nos próximos meses, contribuirá para aliviar a pressão sobre essa situação. – afirma o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

Cartão de crédito lidera o ranking de dívidas. Em seguida, aparecem os carnês e o financiamento de carro.

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No positivo: Indústria gaúcha fechou primeiro trimestre com crescimento

09 de maio de 2017 2

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Confirmando o resultado positivo que era esperado, a indústria do Rio Grande do Sul fechou o trimestre com crescimento de 1,9%. O dado foi divulgado nesta terça-feira pelo IBGE.

O desempenho do setor aqui tem sido, inclusive, melhor que a média nacional. Reverteu a queda do último trimestre de 2016.

Nos três primeiros meses do ano, nove dos 14 setores pesquisados tiveram aumento na produção. Os principais impactos positivos foram nos ramos de bebidas (32,8%) e de veículos automotores, reboques e carrocerias (11,8%). O IBGE destaca a maior fabricação de vinhos de uvas e de automóveis. Outros destaques foram revólveres e pistolas, artefatos de alumínio e de ferro e aço para uso doméstico.

Ainda assim, alguns setores reduziram produção. Principalmente, óleo diesel, gasolina automotiva, biodiesel, gás liquefeito de petróleo (GLP), queijos, arroz, carnes e pastas químicas de madeira (celulose).

O crescimento no trimestre foi possível mesmo com a queda de 1,2% na produção das indústrias gaúchas em março sobre fevereiro. Até porque, quando março é comparado com o ano passado, o avanço atinge 7,4%. É um resultado significativo, apesar da base fraca que foi 2016.

A expectativa é para quando teremos impacto com força nos investimentos e no mercado de trabalho. E a dúvida: este aumento de produção será duradouro?

 

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Mercado corta previsão da inflação há nove semanas

08 de maio de 2017 0

Já são nove semanas com corte na previsão do mercado para a inflação. E podemos fechar dez.

O relatório Focus foi divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central. Os analistas estão projetando IPCA de 4,01% em 2017.

É a inflação oficial do país. E, enquanto o governo não muda, o centro da meta de inflação é de 4,5%. Estamos abaixo, portanto.

Nesta segunda-feira, a Fundação Getúlio Vargas divulgou a inflação para o consumidor. O IPC-S abriu maio em alta, no entanto.

Teve variação de 0,26%. É 0,14 ponto percentual acima da taxa registrada na última divulgação.

A energia elétrica caiu menos. Assim como o grupo vestuário e transporte. Elevação nos preços das roupas e queda menor na gasolina. O preço dos alimentos subiu, mas menos.

Lembrando que a inflação sob controle é essencial para novo corte forte na taxa de juros Selic. O Comitê de Política Monetária tem nova reunião no fim de maio.

Ainda sobre o Focus, melhorou um pouquinho de novo a projeção para o PIB. Aposta de crescimento de 0,47% na economia brasileira em 2017.