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Posts na categoria "Conjuntura"

Brasileiras com filhos em creches trabalham 2h30 a mais

05 de maio de 2017 0

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Acesso a creches influencia significativamente na decisão da mulher de entrar no mercado de trabalho. Afirmação que parece um tanto óbvia foi tema de análise com dados econômicos na na carta de conjuntura sobre mercado de trabalho do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.

Pesquisas internacionais mostram que o acesso a creches e pré-escola aumenta a participação de mulheres no emprego formal e eleva o número de horas trabalhadas pelas mulheres. E, para o Brasil, cita que eleva em oito pontos percentuais a oferta para mulheres que têm filhos. Este dado apareceu em um experimento realizado em bairros do Rio de Janeiro. O acesso a creches públicas eleva de 36% para 48% a oferta de trabalho para mulheres com filhos.

“Em 2015, as mulheres que tinham filhos na creche apresentaram uma taxa de participação de 68%, enquanto a taxa das mulheres com filhos que não estavam na creche foi de 49% (ou seja, uma diferença de significativos 19 p.p.).” - analisa o Ipea em dados do IBGE.

O levantamento mostrou ainda que as mulheres com filhos na creche trabalharam em torno de duas horas e meia a mais do que as mulheres com filhos que não estavam na creche.

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As diferenças de gênero no mercado de trabalho têm caído. Mulheres ganham mais espaço (55% para 60% entre 2001 e 2015), mesmo que os homens ainda tenham uma taxa de participação maior 91% para 88% nos 15 anos analisados.

Em relação às horas dedicadas a trabalhos domésticos, os homens mantiveram média de 11 horas semanais. Nas mulheres, caiu de 34 para 26 horas dedicadas a afazeres em casa.

Mas…

“Os gráficos 1 e 2 ainda revelam que, se o total de horas trabalhadas (trabalho remunerado no mercado mais trabalho não remunerado em afazeres domésticos) for
levado em conta, a média para as mulheres é superior à dos homens. Em 2001, o total de horas trabalhadas das mulheres era de setenta e uma horas semanais, enquanto em
2015 a jornada semanal foi de sessenta e duas horas. Para os homens, houve uma queda de cinco horas semanais ao longo do período (de cinquenta e nove horas, em 2001,
para cinquenta e quatro horas, em 2015). Portanto, em termos absolutos, as mulheres trabalhavam doze horas a mais do que os homens em 2001 e, em 2015, essa diferença
reduziu-se para oito horas.” – analisa o Ipea.

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Rio Grande do Sul mantém quarto maior potencial de consumo do país. Cidades gaúchas em destaque:

04 de maio de 2017 1

 

Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS.

Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS.

 

O potencial de consumo no Rio Grande do Sul para 2017 é de R$ 285,560 bilhões. Representa 6,8% do montante do país, um pouco maior do que no ano anterior.

Ficamos em quarto lugar no ranking de Estados. É a mesma posição de 2016 no IPC Maps, feito pela empresa especializada em informações de mercado IPC Marketing Editora.

A lista é, obviamente, liderada por São Paulo, que responde por mais de 27% do potencial de consumo brasileiro. Depois, aparecem Minas Gerais e Rio de Janeiro.

E quais municípios gaúchos aparecem no ranking dos 50 primeiros colocados no país?

1 – Porto Alegre ainda lidera no Estado. Mas caiu da 7ª para a 8ª posição no país. Foi ultrapassada por Fortaleza. Tem um potencial de consumo para 2017 de R$ 48,134 bilhões. É 1,14% do país.

2 – Caxias do Sul seguiu em segundo e manteve a 30ª posição no país. Potencial de consumo de R$ 16,73 bilhões.

E deu. Não tem mais gaúchos no topo do ranking.

Uma análise nacional

O estudo IPC Maps mostra que o consumo nacional tem fôlego para atingir R$ 4,2 trilhões. Serão gastos R$ 300 bilhões a mais que em 2016, indicando crescimento real estimado em 0,42%.

O desembolso permanece maior no interior dos Estados sobre as capitais.

- Enquanto os 50 maiores municípios concentram mais de 40% de tudo que é consumido no país, a mobilidade nos extratos sociais está praticamente estagnada, com reflexos de queda no topo da pirâmide social, que é formada pelas Classes A e B, e estreitamento ainda mais acentuado nas classes menos favorecidas.

Vem do interior 70,15% do consumo. Pouco mais de R$ 2,9 trilhões. E este fenômeno não é novo. Vem desde 2015, quando a movimentação do consumo fora das Capitais bateu os 70%.

- Atualmente, resta às capitais estaduais R$ 1,3 trilhão, menos de 30%, uma participação que por longos anos espelhava mais da metade do consumo nacional.

Hábitos de consumo

Os itens básicos lideram o consumo. Veja o quadro:

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Produção da indústria cai em março, mas fecha trimestre no positivo

03 de maio de 2017 0

A produção da indústria brasileira caiu 1,8% em março, quando a comparação é com abril. É o dado do IBGE já com ajuste sazonal.

As principais influências negativas nesta relação vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias. Em segundo lugar, da queda na fabricação de produtos farmacêuticos e farmoquímicos.

Mas o indicador não está tão ruim assim. Quando a comparação é com março do ano passado, a produção industrial cresceu. Resultado positivo de 1,1%.

“após recuar 0,8% em fevereiro e avançar 1,4% em janeiro último, quando interrompeu 34 meses consecutivos de resultados negativos.” – comenta o IBGE.

Entre as atividades, veículos automotores, reboques e carrocerias (10,9%) e indústrias extrativas (7,0%) exerceram as maiores influências positivas.

E este resultado ajudou a fechar o trimestre com alta na produção. No acumulado de 2017, as fábricas produziram 0,6% mais do que no ano passado.

“A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos 12 meses, com o recuo de 3,8% em março de 2017, prosseguiu com a redução no ritmo de queda iniciada em junho de 2016 (-9,7%).”

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Depois de 27 meses, comerciantes gaúchos recuperam otimismo

03 de maio de 2017 0

Após 27 meses longos meses pessimistas, a confiança dos empresários gaúchos do comércio voltou para o chamado “patamar otimista”. É a pesquisa mensal da Fecomércio-RS.

O indicador rompeu a barreira dos 100 pontos, que divide o pessimismo do otimismo pela metodologia da pesquisa. A alta em abril foi de 22,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Então, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio do Rio Grande do Sul atingiu 100,4 pontos.

- Aos poucos, a confiança volta para a economia brasileira, ainda que muito motivada pela expectativa de melhora futura do que de uma percepção efetiva de melhora no momento presente. – pondera o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

Os motivos são os que já estamos falando: redução mais acelerada dos juros e inflação, além do andamento de reformas no Congresso.

No caso das condições atuais (ICAEC): Elevação de 50,9% sobre o mesmo mês de 2016, registrando 72,4 pontos.

Já nas expectativas dos empresários do comércio (IEEC): crescimento de 25,7% sobre abril de 2016, atingindo 146,7 pontos.

Mas… Esta melhor não aparece com tanta força na perspectiva de contratação de funcionários ou de investimento.

- Ainda vai demorar para retomarmos o investimento e as contratações, pois há muita ociosidade na economia brasileira. Todavia, a melhora da confiança pode nos mostrar que esse tempo pode ser reduzido. – destacou o presidente da Fecomércio-RS.

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Quatro cidades gaúchas estão entre as 10 que mais criaram empregos em 2017

02 de maio de 2017 1
 Adriana Franciosi/Agencia RBS

Adriana Franciosi/Agencia RBS

 

Quatro cidades gaúchas estão entre as dez que mais criaram empregos em 2017 no país. São elas: Santa Cruz do Sul, Vacaria, Venâncio Aires e Caxias do Sul.

Município e vagas geradas:

SP-Franca 4.685

RS-Santa Cruz do Sul 4.654

RS-Vacaria 3.685

MG-Nova Serrana 3.307

RS-Venâncio Aires 2.819

SC-Joinville 2.559

RS-Caxias do Sul 2.127

SP-Birigui 2.120

SC-Blumenau 2.043

GO-Cristalina 1.746

O resultado foi destacado na análise da Confederação Nacional do Comércio sobre o desempenho do mercado de trabalho no primeiro trimestre. Já tínhamos noticiado aqui  o resultado do Rio Grande do Sul no cadastro do Ministério do Trabalho: Rio Grande do Sul cria emprego com carteira assinada pelo terceiro mês consecutivo.

No acumulado do trimestre, o desempenho do Rio Grande do Sul foi o melhor do país. Ainda longe de recuperar os empregos perdidos na crise, o Estado criou 24.643 postos de trabalho com carteira assinada. O Rio de Janeiro foi o pior, com menos 52 mil empregos.

Nove das dez profissões com maior geração de postos de trabalho o salário médio de admissão observado em março de 2017 fica abaixo da média global, de R$ 1.445,33. Mas todas essas remunerações tiveram ganhos reais nos 12 meses encerrados em março de 2017, observa a CNC.

- A reação de alguns segmentos do mercado de trabalho demonstra o início de uma retomada parcial da empregabilidade, que é o principal entrave para o crescimento do consumo no país. – aponta Fabio Bentes, economista da CNC.

O desempenho mais favorável da agropecuária e da indústria em detrimento do setor terciário está associado ao maior aquecimento da exportação. Isso explica o desempenho das cidades gaúchas.

 

Mocinha da vez: Energia elétrica faz inflação cair

02 de maio de 2017 0

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A Fundação Getúlio Vargas divulgou nesta segunda-feira o fechamento de abril da inflação para o consumidor. Mais uma vez, o Índice de Preços ao Consumidor recuou, para 0,12%.

E, assim como outros indicadores vêm mostrando, a conta de luz pesou menos em abril. A tarifa de eletricidade residencial passou de principal pressão de alta para ou outro lado: maior influência de queda na inflação.

E isso apesar da bandeira vermelha, mecanismo de repasse mensal ao consumidor do custo da energia. Estamos pagando a cobrança extra mais alta.

Mas, então, o que está fazendo a conta de luz ficar mais barata a ponto de influenciar na inflação?

Coordenador da pesquisa da FGV, André Braz confirma que é o ajuste nas tarifas e a devolução de valores cobrados equivocadamente do consumidor. A Agência Nacional de Energia Elétrica definiu isso no fim de março.

Valor pago a mais será abatido na conta de luz de abril. Veja simulações para os gaúchos:

O motivo da cobrança errada envolve a Usina de Angra 3, no Rio de Janeiro. Deveria ter começado a entrar em operação em janeiro de 2016, mas as obras estão atrasadas. Mesmo sem previsão de quando a usina começará a fornecer energia elétrica, custos de encargos operacionais de Angra 3 foram cobrados dos consumidores.

A devolução atinge R$ 900 milhões. Depende de cada distribuidora.

Falando em inflação, o Banco Central divulgou também nesta terça-feira o relatório Focus. Para o IPCA, o mercado cortou a previsão pela oitava semana consecutiva. Reduziu para 4,03% a aposta para 2017.

Para o PIB, melhorou. Previsão de crescimento passou para 0,46%.

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Porto Alegre fica em 10º em ranking de melhores capitais para viver no Brasil

01 de maio de 2017 3

 

Foto: Marcelo Oliveira / Agência RBS.

Foto: Marcelo Oliveira / Agência RBS.

 

A partir de um levantamento, a consultoria Macroplan atualizou o ranking do Índice Desafios da Gestão Municipal. Pelo IDGM de 2017, pode-se identificar as melhores e piores capitais para se viver no país, segundo a empresa.

Porto Alegre (RS) ficou em 10º lugar, com índice de 0,622. Quanto mais próximo de 1, melhor.

A capital considerada a melhor foi Curitiba (PR), com 0,696. Na outra ponta, como a pior, ficou Macapá (AP), com 0,434.

O estudo da empresa analisou os municípios a partir de 16 indicadores. As informações foram divididas em saúde, educação e cultura, segurança e saneamento e sustentabilidade.

Porto Alegre nas áreas:

Educação e Cultura 15º lugar

Saúde 10º lugar

Segurança 10º lugar

Saneamento e Sustentabilidade 6º lugar

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No ranking dos 100 maiores municípios, Porto Alegre fica em 44º lugar. Antes, aparece Caxias do Sul, em 31º e Santa Maria, em 42º.  

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Pesquisa mostra como classes C, D e E lidam com o dinheiro. Veja dados do Sul:

01 de maio de 2017 2

 

Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS.

Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS.

Estudo buscou entender o comportamento financeiro de 113 milhões de brasileiros das classes C, D e E, que têm renda mensal de até R$ 750. Foi realizado pelo Plano CDE e pela Fundação Getúlio Vargas.

Alguns pontos chamaram a atenção dos pesquisadores. Um deles é que o comportamento é muito heterogêneo.

- Rompe a crença de que o comportamento financeiro destas pessoas grupo seria homogêneo e desordenado. – afirma Maurício de Almeida Prado, diretor da Plano CDE.

E ainda: aspectos como renda e idade não são suficientes para entender essa diversidade. Foram, então, traçados perfis. Houve a identificação de três perfis puros, a partir das características predominantes.

Mas há perfis mistos. Um indivíduo pode ter características de um perfil puro ou de perfis intermediários, com diferentes graus de intensidade.

Conforme os dados da Região Sul, enviados para blog Acerto de Conta$ e Rádio Gaúcha, a divisão aqui fica assim:

 

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Alguns destaques da Região Sul:

Suponhamos que você pegasse emprestado R$ 100 de um amigo e após uma semana pagasse de volta R$ 100. Quanto de juros você está pagando?
70,9% acertou. Acima da média nacional. Mas 13% não sabia responder.

Agora suponhamos que você coloque R$ 100 em uma poupança que rende 2% ao ano. Você não faz nenhum outro depósito nem retira nenhum dinheiro desta conta. Quanto você teria nesta conta ao final do primeiro ano, contando com os juros?
Apenas 22,3% acertou na Região Sul: R$ 102. Outros 34,3% erraram, dizendo R$ 120. E mais 27,1% não sabiam!

Eu gostaria de saber se você considera as frases as seguir verdadeiras ou falsas: Em um país onde a inflação é alta os preços não se alteram tanto com o tempo.
60,6% acertou que é falsa. Mas 5,5% disse que não sabia.

Agora imagine que um dos amigos tenha recebido o dinheiro e guardado em casa. Considerando que a inflação é de 10% ao ano, após um ano ele será capaz de comprar:
56,1% acertou: menos do que compraria hoje. Só que 9,9% não sabia responder. E outros 13,4% disseram que compraria mais.

Eu gostaria de saber se você considera as frases as seguir verdadeiras ou falsas: É provável que um investimento de maior retorno tenha maior risco.
58,6% acertou. Só que 10% não sabia responder.

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Ouça entrevista de Maurício de Almeida Prado, diretor da Plano CDE, ao programa Destaque Econômico:

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Brasil supera 14 milhões de desempregados

28 de abril de 2017 8

Mais um recorde ruim no Brasil: atingimos 14,2 milhões de desempregados. A pesquisa foi divulgada pelo IBGE na manhã desta sexta-feira e trouxe o pior resultado da série histórica do levantamento.

Considera o primeiro trimestre do ano. A taxa de desemprego atingiu 13,7%. No trimestre anterior, estava em 12%.

Ao mesmo tempo, o número de trabalhadores caiu para 88,9 milhões. O IBGE chama de população ocupada e estamos com o menor contingente desde o início de 2012.

Vamos ao detalhe da pesquisa, comparando com o trimestre anterior:

O emprego com carteira assinada, estimado em 33,4 milhões de pessoas, caiu 1,8%. Ou seja, menos 599 mil pessoas. E caiu também na categorias dos empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada.

A categoria dos trabalhadores por conta própria (22,1 milhões de pessoas) ficou estável. O contingente de empregadores, estimado em 4,1 milhões de pessoas, também ficou na mesma. Assim como a categoria dos trabalhadores domésticos, estimada em 6,1 milhões de pessoas.

E por segmento:

“A análise do contingente dos grupamentos de atividade, do trimestre janeiro / março de 2017, em relação ao trimestre outubro / dezembro de 2016, mostrou queda na Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e Agricultura (-2,7% ou -240 mil pessoas), Construção (-3,4% ou – 242 mil pessoas), Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (-2,5% ou -438 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (-3,1% ou -484 mil pessoas). Os grupamentos em alta foram: Alojamento e alimentação (3,4%, ou mais 165 mil pessoas) e Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (2,1% ou mais 201 mil pessoas). Os demais grupamentos ficaram estáveis.”

Mas…

O rendimento subiu. E teve uma alta significativa. Passou de R$ 2.064 para R$ 2.110 de um trimestre para o outro.

Aliás, o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial vê com bons olhos este aumento da renda. Influencia na massa de rendimentos, que ativa o comércio e o setor de serviços. Por consequência, a melhora bate na indústria.

 

 

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Indústria vê "luz no fim do túnel" para o crédito

27 de abril de 2017 0

Esboço de reação é o que o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial viu nos dados de concessão de crédito divulgados pelo Banco Central. No geral, caiu, mas em ritmo menor. Foi -0,6% no primeiro trimestre frente a quedas entre 10 e 14% registradas no ano passado.

Só que o recuo foi no crédito para as empresas. Já para as famílias, a concessão de crédito teve aumento real de 7%, o que é o destaque para o IEDI. Foi impulsionado principalmente pelo crédito consignado, cartão de crédito, financiamento da aquisição de veículos e de imóveis.

“Com isso, as concessões cujos termos são livremente pactuados entre as partes (crédito com recursos livre) avançaram 7,0% e aquelas do crédito direcionado, 6,2% frente a igual trimestre de 2016.”

Um dos motivos foi a queda na inadimplência. Mas a entidade acredita que o resultado seria melhor – e o crédito seria mais saudável – se, efetivamente, os spreads e os juros cobrados pelos financiadores não tivessem subido.

Mas o IEDI começa a ver o que chama de “luz no fim do túnel” para o crédito.

“O processo de melhora ainda é muito parcial e já poderia estar em estágio mais avançado se o comportamento dos financiadores e as decisões de política econômica atuassem mais em prol a uma retomada do crédito, com desdobramentos positivos sobre o nível geral de atividade econômica.”

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