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Posts na categoria "Seu Bolso"

Melhora concorrência entre postos no mês de aumento do ICMS na gasolina

08 de fevereiro de 2016 3
Foto: Jessé Giotti / Agencia RBS

Foto: Jessé Giotti / Agencia RBS

A concorrência entre postos de combustível teve uma pequena melhora em janeiro. O índice é calculado mensalmente pelo Centro Integrado de Pesquisa da Universidade do Rio Grande.

A pesquisa mostrou sete cidades que estavam com alinhamento muito forte de preços da gasolina comum, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo. Em dezembro, eram oito cidades.

Nas cidades que apresentaram concorrência entre os postos, poderia se alcançar uma economia de R$ 0,43 por litro de gasolina. Já nos locais com forte alinhamento de preços, a economia seria de apenas R$ 0,01.

- Cruz Alta era onde havia maior concorrência. Guaíba tinha a menor. – complementa o coordenador da pesquisa, Tiarajú de Freitas.

Além dessa medição tradicional da pesquisa, a Furg também analisou o impacto do aumento do ICMS, cuja alíquota foi elevada para a gasolina em janeiro.

- Era esperado um impacto de 7,14% para o consumidor final. Nos 40 municípios que pesquisamos, o aumento médio do preço da gasolina foi de 8%. – informa o professor.

Só que alguns municípios tiveram aumentos maiores de preços e outros, menores. Confira:

Bento Gonçalves, Osório, Guaíba = +12% – quase o dobro do esperado.
Novo Hamburgo = +11%
Gravataí e Tramandaí = +10%

Santana do Livramento e Uruguaiana = +6%
Cruz Alta = +4%

Como fugir?

O consumidor terá que compensar o aumento em outras despesas.

- O aumento do uso do transporte público e até mesmo meios de transporte como a bicicleta são alternativas para as famílias. Ou então, desenvolver uma rota racional para dar carona a colegas de serviço, pais poderiam se revezar em levar e trazer os filhos da escola.

Ouça o Destaque Econômico, na Rádio Gaúcha. Domingos, às 9h.

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Leitor pede para entender como tributos são cobrados na conta de luz

08 de fevereiro de 2016 4

foto blog

O leitor Alfredo enviou a conta de luz com perguntas que foram respondidas neste post:

Leitor pede ajuda para entender o aumento da conta de luz

Só que Alfredo ainda ficou intrigado com a cobrança dos tributos. Afinal, o percentual de impostos que o consumidor realmente paga é superior à alíquota divulgada sempre.

O blog Acerto de Conta$ passou a pergunta sobre a legalidade dessa “cobrança por dentro” de tributos para o coordenador da Pactum Consultoria Empresarial, Rafael Zanotelli, que respondeu:

“O efeito causado pela chamado ‘cálculo por dentro’ é uma amostra de como o nosso sistema tributário é complexo e perverso. Em diversas situações – e de forma clara na fatura de energia elétrica – conseguimos visualizar como a mecânica tributária encarece a vida dos contribuintes.

A questão toda reside no valor da operação. Os consumidores entendem que o valor da operação é a energia elétrica consumida no mês. O Estado considera que o ICMS deve incidir sobre a energia consumida, as taxas de geração, distribuição, transmissão e ainda todos os tributos previstos (ICMS, PIS e COFINS); ou seja, sobre o o valor global da operação.

Esse método não é justo, mas é constitucional. Foi isso que o Supremo Tribunal Federal definiu ao julgar um caso em discussão tempos atrás, ao entender que a Constituição prevê a possibilidade do ICMS integrar a sua própria base de cálculo.

Não bastasse isso, no caso dos consumidores residenciais gaúchos, por exemplo, a alíquota de 25% de ICMS sobre energia elétrica, com essa sistemática, redundava em carga final de 33% e agora em 2016, com o aumento da alíquota do ICMS para 30% a carga tributária final poderá ser de até 40%.

Uma das medidas para reforma tributária sugeridas por especialistas é justamente acabar com essa mecânica de aplicação de imposto sobre imposto, chamado cálculo ‘por dentro’ que provoca um efeito cascata oneroso e injusto.”

Conta atual do leitor: R$ 266,68
Valor sem tributos (ICMS e PIS/Cofins): R$ 174,30

Leia mais: Energia ficou 10% mais cara em Porto Alegre em janeiro

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Dólar vai subir ou vai cair?

05 de fevereiro de 2016 1
Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS.

Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS.

Pelo Focus, do Banco Central, os analistas de mercado estão projetando dólar a R$ 4,35 no fim de 2016. A moeda norte-americana teve uma queda esta semana que chamou a atenção. Os leitores, então, voltam a perguntar o que vai ser do dólar.

O blog Acerto de Conta$ perguntou para alguns profissionais. Confira as respostas:

Sócia da Zenith Asset, Débora Morsch:

- Com o enfraquecimento da economia global e especialmente a economia norte-americana, o dólar poderá se enfraquecer diante das outras moedas. Eu ficaria em R$ 4,30 sem muita convicção…

Diretor da Associação dos Profissionais de Investimento no Mercado de Capitais, Marco Martins:

- Concordo com o Focus. Estou falando há tempo que o dólar estava muito estressado pelo cenário político e que ele vai passar o ano com muita volatilidade. Mas é muito difícil imaginar que ele possa fechar o ano abaixo de R$ 4,00. Acredito mais no R$ 4,35, pois tem aí a própria pressão da inflação e a necessidade de estimular os exportadores.

Sócia da AZM Assessoria em Câmbio, Aldrey Zago Menezes:

- É impossível prevermos com 100% de certeza o caminho concreto do câmbio com tantas instabilidades econômicas. Alguns analistas até já chegaram a mencionar dólar perto de R$ 5,00. Acredito sim que o dólar ainda vai subir. Desde o Plano Real (1994), a maior alta que tivemos foi no dia 21/01/2016, com dólar a R$ 4,16. O dólar deve, ainda neste ano, passar do recorde mencionado, diante de tanta instabilidade política e econômica que estamos presenciando em nosso País. Mas não podemos esquecer que fatores externos também influenciam no dólar, desde a desaceleração da China, que é o principal parceiro comercial do Brasil, e a taxa de juros norte-americana, que talvez não seja elevada. Dólar deve subir. Mas sendo não tão pessimista, acredito que não deve passar dos R$ 4,25.

Diretor da Agiplan, Eliseu Colman:

- Acho que bate R$ 3,50 no final do ano. Parece que a balança comercial vai dar bom resultado.

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Alimentos puxaram alta da inflação oficial do País

05 de fevereiro de 2016 1

bancocentral

Considerado a inflação oficial do País, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de janeiro acelerou para 1,27%. Em dezembro, estava em 0,96%. Segundo o IBGE, foi a taxa mensal mais alta para o mês de janeiro desde 2003, quando atingiu 2,25%.

Com esta aceleração, o IPCA dos últimos 12 meses ficou em 10,71%. É maior do que o do acumulado anterior.

A principal pressão veio dos alimentos e bebidas. É um grupo de grande peso na despesa das famílias. Principalmente, de baixa renda. IBGE destaca aumentos como a cenoura (32,64%), o tomate (27,27%), a cebola (22,05%) e a batata-inglesa (14,78%).

O grupo Transportes aparece logo depois, também com forte pressão sobre a inflação. Foi puxada pelo transporte público, que subiu 3,84%, e pelos combustíveis, com 2,11%.

Porto Alegre

A Região Metropolitana de Porto Alegre também teve forte avanço na inflação. Passou de 0,82% para 1,56% em janeiro.

Um destaque foi o aumento na energia elétrica. A alta foi de 8,7% só no mês, pressionada por tributos: PIS/COFINS e ICMS.

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Contra CPMF: Fecomércio vai colocar um pato inflável na Redenção e um Impostômetro no Centro

04 de fevereiro de 2016 0
Foto: Divulgação.

Foto: Divulgação.

A Fecomércio-RS – que representa o comércio de bens e serviços – prepara uma ofensiva contra o aumento da carga tributária. Uma das medidas está em tratativa com a Federação das Indústrias de São Paulo e é trazer um pato inflável de 12 metros de altura.

A campanha é contra a CPMF e está sendo chamada de “Não vou pagar o pato”. A ideia da Fecomércio-RS é colocá-lo na Redenção, em março.

A outra é finalmente sair do papel e ir para a rua o Impostômetro de Porto Alegre. A ideia é instalar o equipamento no prédio da Fecomércio-RS, que fica na Avenida Alberto Bins, Centro de Porto Alegre. Vai mostrar os tributos pagos no Rio Grande do Sul, atualizados em tempo real.

- Nossa intenção é dar ciência à sociedade do que é pago em tributos e, para isso, a instalação do Impostômetro em Porto Alegre vai demonstrar o total arrecadado em nível Federal e a participação para Estado e municípios. O governo ainda prepara novos aumentos para esse ano. – comenta o presidente da entidade, Luiz Carlos Bohn.

A entidade aguarda apenas a licença ambiental, que depende da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. A SMAM prometeu liberar ainda em fevereiro. Com o documento, o painel que vai mostrar a carga tributária paga pelos gaúchos será instalado até o meio do ano.

Os tributos ajudam a derrubar a confiança do empresário, que deixa de investir. Com recuo de 17,4%, a confiança do comércio gaúcho inicia o ano permanecendo em patamar pessimista, pelo 13º mês consecutivo. A pesquisa mensal é da Fecomércio-RS.

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Leitor pede ajuda para entender o aumento da conta de luz

03 de fevereiro de 2016 0

foto blog

O leitor Alfredo está tentando entender a conta de luz e enviou duas perguntas:

- Por que quando falam em Adicional de Bandeira Vermelha só falam da faixa mais barata? Sabes quais são as outras faixas? Eu, por exemplo, pago bem mais.

Os mecanismos de bandeiras começaram a ser usados no início de 2015. Servem para repassar mensalmente ao consumidor as variações no custo da energia e não mais esperar só o reajuste anual de tarifas. Até então, tínhamos bandeira vermelha, amarela e verde. Desde que foi criada, com a energia cara, estamos em bandeira vermelha. Ela vigora para todos os consumidores. A verde não tem cobrança. Agora, foram criadas novas faixas com outros valores. Com a redução de custo da energia nas últimas semanas, há a expectativa de irmos para uma bandeira “mais barata” por volta de abril ou maio.

- Por que os impostos incidem no valor final e não no valor correto da energia? Cobravam 25% de ICMS, mas na realidade era de 33,33%. Idem para PIS/Cofins.

É a chamada “cobrança por dentro”. Na verdade, o cálculo para cobrar os impostos é malvado com o consumidor sim. Os tributos são cobrados em cima de outros tributos. Por isso, uma alíquota de 25% do imposto vira bem mais de aumento no valor final para o consumidor.

De qualquer forma, o especialista em energia da TR Soluções, Paulo Steele, revisou a conta do leitor e viu que estava correta, apesar do forte aumento. E salientou:

Conta atual do leitor: R$ 266,68
Valor sem tributos (ICMS e PIS/Cofins): R$ 174,30

Leia mais: Energia ficou 10% mais cara em Porto Alegre em janeiro

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Lojistas gaúchos preparam campanha contra a volta da CPMF

03 de fevereiro de 2016 1

 

Imagem: Divulgação.

Imagem: Divulgação.

 

O varejo gaúcho prepara campanha contra a volta da CPMF. São outdoors, cartazes, adesivos e imagens para rolar nas redes sociais repudiando o retorno da cobrança do tributo.

A ideia, antecipada para o blog Acerto de Conta$, é da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo. As peças estão em fase de montagem e aprovação.

A AGV está buscando parcerias para bancar o projeto. O lançamento deve ocorrer na segunda quinzena de fevereiro.

- Imposto atrasa crescimento. Tira o dinheiro das famílias e para para o Estado. – defende o presidente da AGV, Vilson Noer.

Segundo Noer, a volta da CPMF retiraria o equivalente a 5% do faturamento mensal do varejo do Rio Grande do Sul. Arrecadação de R$ 100 bilhões no País, sendo R$ 6 bilhões no Rio Grande do Sul.

- Isso e mais o ICMS… Não há como não ser cruel em uma fase de queda geral de vendas. – observa o presidente da AGV.

À tarde passada, a presidente Dilma Roussef defendeu a volta da CPMF ao participar da abertura do ano legislativo no Congresso Nacional.

 

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Leitor pergunta se receberia seguro desemprego mesmo tendo um negócio próprio

03 de fevereiro de 2016 2

desemprego

Leitor Claudio Barbosa pergunta:

“Trabalho em uma empresa, mas sou dono de um negócio também. É como bico de fim de semana, mas tenho registro da empresa. Receberia o seguro desemprego já que também sou empreendedor?”

Advogada trabalhista Sonilde Lazzarin responde:

- Segundo o Ministério do Trabalho, quem tem uma empresa em seu nome, mesmo que ela esteja fechada e sem dar renda alguma, não pode receber o seguro desemprego. Só tem direito se fechar a empresa e tirar o seu nome do CNPJ antes da demissão. O fundamento do Ministério é artigo 3º da Lei do Seguro Desemprego, que diz que é preciso comprovar “não possuir renda própria de qualquer natureza suficiente à sua manutenção e de sua família”, e que a condição de sócio de empresa ou MEI (Microempreendedor Individual) representaria um conflito com a regra legal. O CNPJ ativo é compreendido como possuidor de renda própria. Portanto, deixa de ser empregado e passa a ser empresário e, dessa forma, deixa de ter direito ao benefício do seguro desemprego. Desde 2015, o governo cruza os dados de quem pede seguro desemprego para saber se o CPF tem vínculo com algum CNPJ. Caso a pessoa seja sócia de empresa sem atividade, e, portanto, sem renda, poderá discutir judicialmente a questão.

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Imóveis à venda em Porto Alegre começam ano com queda nos preços

03 de fevereiro de 2016 0
Foto: Tatiana Cavagnolli / Agência RBS.

Foto: Tatiana Cavagnolli / Agência RBS.

Os preços dos imóveis à venda em Porto Alegre fecharam janeiro com avanço nominal de 0,05%. Descontando a inflação de 1,66% na Capital no período, significa um queda real de 1,61% dos preços dos imóveis anunciados.

A pesquisa faz parte do Índice FipeZap. Em dezembro, a queda havia sido mais intensa.

Considerando o acumulado de 12 meses, alta nominal de 3,68%. Tirando a inflação, é queda de preço. Os índices têm apontado que a inflação está mais do que o dobro disso.

Em Porto Alegre, o metro quadrado anunciado custou em média R$ 5.528. O mais alto ainda fica no Rio de Janeiro, onde vale R$ 10.401.

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Consumidores afetados por greve devem ser reembolsados ou colocados em outro voo

03 de fevereiro de 2016 0
foto blog

Foto: Felipe Daroit / Rádio Gaúcha.

Consumidores afetados pela greve nos aeroportos – incluindo o Aeroporto Salgado Filho, de Porto Alegre – devem ser reembolsados ou acomodados em outro voo. As companhias aéreas precisam cumprir as regras do Código de Defesa do Consumidor e da Agência Nacional de Aviação Civil.

A empresa tem que permitir o contato do passageiro por telefone, e-mail ou mesmo presencial. Em caso de reacomodação, não pode ser exigida declaração que exima a companhia aérea de eventual responsabilidade.

Se estas regras não forem cumpridas, o consumidor pode registrar a reclamação no Procon de Porto Alegre. Pode ser na sede do órgão, no site proconpoa.rs.gov.br ou pelo aplicativo disponível para smartphones.

Leia a reportagem de Felipe Daroit: Mobilização de aeronautas e aeroviários afeta aeroportos do País

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