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Posts com a tag "banco central"

Corte no juro pelo Banco Central demora até oito meses para chegar ao consumidor e para empresas

20 de fevereiro de 2017 0

20178348

 

 

O impacto da redução da Selic demora meses até chegar ao consumidor ou às empresas. A gente percebe isso, tanto que as pesquisas demoram para mostrar o movimento de corte dos juros iniciado em outubro pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central.

Aliás, nesta semana, tem nova reunião do Copom. Mercado aposta em redução de até um ponto percentual.

Estudo do economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz, mostra demora de até oito meses para o corte no juro chegar na sua totalidade ao consumidor, por exemplo, no cheque especial. No caso do crédito pessoal, leva sete meses. O repasse mais rápido apareceu no crédito para compra de veículo, com o maior impacto ainda no primeiro mês.

O levantamento considerou também linhas de crédito para empresas. Nos descontos de duplicatas, o maior impacto fica no segundo mês. Nos empréstimos para capital de giro, o repasse total também leva oito meses.

- Muitas vezes as pessoas acham que basta o Copom se reunir e anunciar uma nova taxa para que no outro dia tenham mudanças nas condições creditícias, na inflação e em tudo aquilo que a taxa afeta colateralmente. Não é verdade.

Ouça entrevista com Antônio da Luz no programa Destaque Econômico, da Rádio Gaúcha:

 

 

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Banco Central projeta crescimento modesto do PIB gaúcho em 2017

10 de fevereiro de 2017 0

A economia do Rio Grande do Sul voltou a ter recuo. O IBC-RS é calculado pelo Banco Central. Teve queda de 0,9% no trimestre encerrado em novembro. Nos três meses anteriores, havia acumulado alta de 0,2%.

Veja o gráfico comparando com o indicador nacional:

bancors

 

“A trajetória dos indicadores de demanda segue repercutindo os desempenhos modestos, mesmo com alguma recuperação na margem, dos mercados de trabalho e de crédito.”

O impacto negativo veio do setor industrial. Mas o indicador do IBGE trouxe o dado de que dezembro foi bom para as fábricas gaúchas, o que pode melhorar o indicador nas próximas medições.

A autoridade monetária divulgou nesta sexta-feira documento trimestral em que analisa economias regionais. Para o Rio Grande do Sul, reforçou projeção de crescimento modesto do PIB em 2017, citando: estabilidade na produção industrial, retração ainda no setor de serviços, crscimento da agropecuária, além de uma defasagem no mercado de trabalho com taxa de desemprego ainda elevada.

“Adicionalmente, projeta-se, no setor externo, suavização no processo de redução das importações e, no fiscal, a repercussão do baixo nível de atividade sobre as receitas estaduais, que deve impulsionar a renegociação das dívidas refinanciadas pela União.
Ressalte-se que este quadro poderá ser mais favorável à medida que os impactos do processo de ajuste em curso no país e da redução nas taxas de juros passem a incentivar efetivamente a atividade econômica.”

 

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Mercado reduz aposta em todos os índices de inflação da pesquisa do Banco Central

06 de fevereiro de 2017 0

O mercado reduziu a previsão para todos os índices de inflação que integram a pesquisa Focus, do Banco Central. São eles IPCA, IGPDI, IGPM e IPC-Fipe.

Considerado a inflação oficial do País, o IPCA deve fechar o ano em 4,64%. É a quinta semana consecutiva de redução na projeção pelos analistas. Estava em 4,81% há um mês.

A previsão para o PIB teve uma leve redução. Passou de 0,50% para 0,49% a projeção de expansão da economia brasileira em 2017.

Outras previsões:
Dólar R$ 3,40
Taxa de juros Selic 9,50% ao ano
Produção industrial +1%

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Mercado reduz previsão para inflação e juros

23 de janeiro de 2017 0

O mercado fez novos cortes nas projeções para inflação e juros em 2017. O movimento apareceu no relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central.

Para o IPCA, reduziram a previsão para 4,71% no fechamento do ano. Terceira semana consecutiva de queda.

Já para a Selic, projetam taxa de juros em 9,5% ao ano. Segundo corte na aposta.

Outras projeções para 2017:

PIB +0,5%

Produção industrial +1%

Dólar R$ 3,40

Mercado eleva um pouco previsão para inflação em 2017

02 de janeiro de 2017 2

O mercado elevou um pouco a previsão para a inflação em 2017. Aposta em IPCA de 4,87%.

Para o PIB, manteve a projeção. Ficou em crescimento de 0,5%.

Outras projeções do relatório Focus, do Banco Central:

Dólar R$ 3,48
Produção industrial +0,88%
Taxa de juros Selic 10,25% ao ano

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Procon e Varejo debatem medidas econômicas do Banco Central

26 de dezembro de 2016 1

Preço diferente para cartão de crédito e dinheiro.
Rotativo que vira parcelamento.
Cadastro positivo.

Medidas do Banco Central que geraram polêmica no WhatsApp da blogueira aqui ao longo da semana e viraram debate no programa Destaque Econômico, na Rádio Gaúcha.

Ouça o debate completo com:

Diretor do Procon Porto Alegre, Cauê Vieira

versus

Presidente da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo, Vilson Noer

 

Banco Central quer ampliar cadastro de bons pagadores e preço diferente para pagamentos à vista

20 de dezembro de 2016 0

bacen

 

 

O Banco Central detalhou no fim da manhã desta terça-feira diversas medidas que, segundo o presidente, serão estruturais para a atuação da autoridade monetária. Ilan Goldfjan explicou mais ações que tinham sido antecipadas na semana passada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Entre elas, destacamos dois pontos polêmicos e que o Acerto de Conta$ já vinha abordando:

Cadastro positivo:

Regulamentado há alguns anos, o cadastro positivo nunca decolou. Há baixa adesão. A ideia é que o consumidor tenha um histórico positivo de pagamentos com um objetivo maior de redução dos juros para bons pagadores, efeito que é bastante questionado por entidades.

Diz o material do Banco Central:

“Aperfeiçoar a legislação do cadastro positivo (histórico de crédito), com o objetivo de fomentar o uso desse mecanismo e criar condições para maior concessão de crédito de qualidade aos consumidores, por meio das seguintes ações:

- alterar forma de constituição do cadastro – inicialmente, todos farão parte do cadastro, havendo possibilidade de solicitar exclusão;

- fim da responsabilidade solidária – somente a instituição que solicitar a inclusão será responsável pela qualidade do dado inserido;

- inclusão de informações relativas à adimplência de serviços públicos (água, luz, telefone etc.).”

 

Cartão de crédito:

Trata, inclusive, de uma velha polêmica, que detalhamos aqui: Velha polêmica: Preço menor para pagamento em dinheiro e cheque deve ser legalizado

Ilan Goldfjan disse que, até 24 de março de 2017, a medida sobre a universalização dos cartões estará valendo. Sobre a diferenciação dos meios de pagamento, avisou que a medida provisória sairá em breve.

Diz o Banco Central:

“Universalização do acesso – máquinas de cobrança nos estabelecimentos comerciais deverão ser compatíveis com todas as bandeiras de cartões de crédito, impedindo a exclusividade de emissores e credenciadores.

- Aumenta a competição no mercado de cartões e beneficia o consumidor. Reduz o custo dos lojistas no aluguel das máquinas para diferentes bandeiras e nas taxas de desconto cobradas pelos credenciadores.

- Já regulamentada pela Circular nº 3.815, de 7/12/2016, com prazo de implementação até 24 de março de 2017.

Diferenciação de preço – permitirá a prática de diferentes preços para pagamento à vista ou a prazo e entre os diferentes tipos de meios de pagamento (exemplos: dinheiro, boleto, cartão de débito e de crédito)

- Esta medida oferece vantagens para o consumidor e regulariza uma prática no comércio. Estimula competição entre os diferentes meios de pagamento, beneficiando lojistas e consumidores.

- Autorização se dará por meio de medida provisória.”

Foram anunciadas ainda outras medidas, que podem ser acessadas pelo site BC +. Finalizando com a criação de um grupo para propor medidas de redução do spread bancário.

 

Presidente da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo, Vilson Noer:

- Bom para consumidores, lojistas e economia se verdadeiramente colocadas em prática. Restabelece as condições de mercado e as pessoas que saberão decidir melhor do que por meio de leis. Percebe-se com estas iniciativas uma gradual mudança conceitual da equipe econômica do País.

Diretor do Procon de Porto Alegre, Cauê Vieira:

Cadastro Positivo – A vinculação obrigatória ao cadastro – mesmo com a possibilidade de exclusão – gera preocupação inicialmente por colidir frontalmente com o disposto na Lei que criou o próprio cadastro (12.414/2011), cujo princípio básico é a autorização expressa do consumidor quanto à utilização dos seus dados pessoais e cadastros financeiros. Tal princípio está baseado justamente pela necessidade de informações qualificadas ao consumidor acerca do alcance de tais bancos de dados e de quais consultas serão realizadas previamente para a concretização de um determinado negócio entre as partes. Tornar compulsório o cadastro significa empoderar ainda mais o lado fornecedor em detrimento do consumidor, na medida em que a informação acerca da forma de utilização dos dados está exclusivamente junto aos primeiros. Até mesmo a requisição de exclusão do cadastro positivo poderá ser utilizada para formação subjetiva de score, assim como as questões relativas ao adimplemento, ou não, de faturas de serviços públicos concedidos, como água, luz e telefone. A proposição de tal inversão deveria ser precedida de regrar claras de informação plena e qualificada por parte dos fornecedores aos consumidores, não o contrário.

Universalização do acesso – A relação entre lojista e operadora de cartão deve ser mais transparente e justa. Muitos pequenos comerciantes se socorrem dos Procons para conciliar cobranças e cláusulas abusivas existentes nas relações, de modo que um maior regramento entre as partes é vista de maneira salutar para o sistema. Estas medidas, dentre as quais destacam-se a possibilidade de redução do período de repasse dos valores pagos pelos consumidores aos fornecedores e a diminuição das taxas de administração podem significar uma maior utilização dos modais de pagamento. Entretanto, há a necessidade de harmonização das novas regras com os novos modais de pagamento, como startups financeiras, pagamentos online, etc.

Diferenciação do preço para modais de pagamento – O caminho para aumentar o uso do cartão de crédito e débito e seu impacto na economia deve residir na melhor regulação da relação privada entre prestadores e lojistas, não no repasse de tais taxas ao consumidor final, tal como anunciado. Se houver a regulação anunciada, com a diminuição do tempo de repasse dos valores aos comerciantes, por exemplo, já haverá uma sensível melhora na circulação dos valores, na medida em que o débito da conta do cidadão ocorre no exato momento da compra. Quanto ao argumento de que as taxas cobradas pelos operadores são muito altas e por isto devem ser repassadas ao consumidor, igualmente pode ser resolvido via regulação da relação privada, que em nada tem relação direto com o consumidor final. A opção pelo pagamento em cartões também guarda relação com a segurança, tanto do fornecedor quanto do consumidor. A aumentar o pagamento em dinheiro nos estabelecimentos, naturalmente haverá aumento de custo de segurança, como recolhimento de valores por carro forte em grandes estabelecimento, por exemplo. Tais custos são naturais de qualquer atividade comercial, assim como as taxas de eventuais operações financeiras mantidas pelo comerciante, não sendo crível que sejam repassados de forma individual para o consumidor final.

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Mercado prevê inflação dentro da meta

19 de dezembro de 2016 0

O mercado projeta inflação dentro da meta em 2016. A aposta apareceu no relatório Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira.

Projetam IPCA de 6,49%. O teto da meta do Governo Federal é de 6,5%. O centro é 4,5%.

Outras previsões do Focus para 2016:

Dólar R$ 3,38
PIB -3,48%
Produção industrial -6,72%
Preços administrados +5,95%

E para 2017:

IPCA +4,9%
Dólar R$ 3,49
Taxa de juros Selic 10,50% ao ano
PIB +0,58%
Produção industrial +0,75%
Preços administrados +5,50%

 

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Banco Central projeta inflação abaixo do centro da meta e sinaliza corte maior de juros

06 de dezembro de 2016 0

O Banco Central projeta inflação de 4,4% em 2017. Fica um pouco abaixo do centro da meta do Governo Federal, que é de 4,5%.

A projeção apareceu na ata do Comitê de Política Monetária, divulgado nesta terça-feira. Detalha a última reunião do Copom, que decidiu por nova redução da Selic para 13,75% ao ano.

Para 2018, a inflação projetada é de 3,6%. E para o fechamento de 2016, alterou a aposta de fechamento do IPCA para 6,6%.

Além disso, o Copom deu sinais de estar disposto a acelerar ritmo de corte de juro. A próxima reunião ocorre em janeiro. O documento sinaliza “alívio monetário”, indicando um corte de 0,5 ponto percentual.

O mercado espera este ritmo maior de corte da Selic. Objetivo é um estímulo no crédito, principalmente.

Prévia do PIB - Economia brasileira teve pequeno avanço em setembro

17 de novembro de 2016 0

Foi pequeno – bem pequeno – , mas a economia brasileira teve um avanço em setembro. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central apontou um crescimento de 0,15% sobre agosto. Já com ajuste sazonal.

Com isso, atingiu o patamar de 132,93. Ainda assim, só supera o resultado de agosto, que foi muito ruim.

As vendas do varejo caíram e o setor de serviços teve um resultado negativo. Mas o IBGE apontou avanço de 0,5% na produção industrial em setembro. Este desempenho permitiu o avanço do indicador.

O IBC-Br é considerado uma prévia do PIB. No acumulado de 12 meses, a queda é de 5,42%.

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