Após três meses de crescimento, a atividade industrial gaúcha caiu 2,2% na passagem de fevereiro para março. A pesquisa é da Fiergs e já considera os ajustes sazonais.
- O resultado negativo não chega a ser uma inversão de tendência, pois é natural que a evolução da atividade apresente um perfil irregular num cenário de recuperação. - comenta o presidente, Heitor Müller.
O prognóstico continua sendo de retomada, mas de forma lenta, gradual e sujeita a altos e baixos. A desaceleração de março foi puxada pelas compras de matérias-primas (-11,2%), pelo faturamento (-3%) e pela utilização da capacidade instalada (-0,5%). Os crescimentos vieram da massa salarial (1,1%), do emprego (0,5%) e das horas trabalhadas na produção (0,3%).
O desempenho negativo de março, no entanto, não foi suficiente para alterar o resultado do primeiro trimestre, que registrou uma expansão de 1,9% na atividade da indústria do Estado. Os segmentos que mais aceleraram no acumulado do ano foram Máquinas e Equipamentos (5,5%), Veículos Automotores (5,3%) e Produtos de Metal (3,8%). No sentido contrário, estiveram Têxteis (-8,3%), Couro e Calçados (-2,5%), Químicos e Derivados de Petróleo e Biocombustíveis (-1,2%) e Alimentos (-0,9%).
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