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Posts com a tag "crédito"

Está valendo redução pelo INSS dos juros no empréstimo consignado e cartão de crédito

03 de abril de 2017 0

Está publicada a portaria do Ministério do Desenvolvimento e começa a valer a redução das taxas de juros no empréstimo consignado e cartão de crédito. A medida tinha sido anunciada na semana passada.

Primeiro corte desde 2008. Texto no Diário Oficial da União:

“Art. 1º Ficam estabelecidos os novos limites de taxas de
juros a serem aplicados nas operações de crédito consignado, respectivamente,
observando os seguintes critérios:
I – a taxa de juros não poderá ser superior a 2,14% (dois
inteiros e quatorze centésimos por cento) ao mês, devendo expressar
o custo efetivo para as operações de empréstimo consignado; e
II – a taxa de juros não poderá ser superior a 3,06% (três
inteiros e seis centésimos por cento) ao mês, de forma que expresse
o custo efetivo para as operações de cartão de crédito.
Art. 2º Fica revogada a Portaria nº 1.016/PRES/INSS, de 6
de novembro de 2015, publicada no Diário Oficial da União (DOU)
n° 213, de 9 de novembro de 2015.
Art. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.”
A redução é estimulada pela queda na taxa básica de juros Selic nos últimos meses. O Conselho Nacional de Previdência aprovou teto de 2,14% ao mês para empréstimos, e no cartão de crédito, 3,06%, para segurados do INSS

“A medida permitirá a migração de dívidas mais caras, como as de cartão de crédito, por exemplo, para uma modalidade mais barata e até mesmo estimular novas concessões.” – diz o Ministério da Previdência.

O crédito consignado é uma das modalidades de menor custo do mercado. É descontado na folha de pagamento, o que gera um risco menor de inadimplência.

“A redução do teto das taxas de juros permitirá que servidores públicos, aposentados e pensionistas, que tenham dívidas caras, pagando até 15,88% ao mês em cartão de crédito rotativo, substituam esse crédito pelo consignado, passando a pagar bem menos.” – argumenta o Governo Federal.

É uma boa opção para pagar dívidas “mais caras”, ou seja, com taxas maiores. Mas cuidado para não comprometer mais do que um terço da renda mensal. Mesmo a legislação limitando em 35%, há casos com comprometimento bem acima disso.

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Regras do rotativo do cartão de crédito mudam na segunda-feira. Entenda:

31 de março de 2017 0
CC0 Public Domain

CC0 Public Domain

 

Em janeiro, o Banco Central mudou as regras do rotativo. E a alteração entra em vigor na segunda-feira, dia 3 de abril.

“Nesse sentido, a resolução estabelece que o saldo devedor não liquidado integralmente no vencimento da fatura somente poderá ser objeto de financiamento na modalidade de crédito rotativo até o vencimento da fatura subsequente. No vencimento, se ainda houver saldo devedor relativo ao montante objeto de crédito rotativo, este poderá ser financiado mediante linha de crédito parcelado, a ser oferecida pela instituição financeira, em condições mais vantajosas ou liquidado integralmente pelo cliente.” – diz a resolução do Conselho Monetário Nacional.

O consumidor só poderá permanecer no crédito rotativo até o vencimento da fatura seguinte. O SPC Brasil alerta que isso impossibilita a sua renovação mês a mês de maneira indefinida. Ou seja: o limite do crédito rotativo será de apenas trinta dias. Depois disso, o valor atrasado deverá ser pago ou financiado por meio uma linha de crédito parcelada oferecida pela operadora do cartão, obrigatoriamente com condições melhores do que o parcelado. Na prática, uma dívida com taxas de juros que atualmente podem chegar a 490% ao ano é trocada por uma com taxa média de 160%.

A medida tomada pelo Governo Federal tem o objetivo de evitar o superendividamento e forçar redução de juros cobrados. O rotativo do cartão de crédito é a taxa mais cara do mercado, superando a do cheque especial. Hoje, a inadimplência do cartão de crédito rotativo para pessoas físicas é de 33,2% do total de operações, enquanto do parcelado é de apenas 1,2%, diz o SPC

Mas… Lembram quando publicamos isso? o Procon teme efeito negativo das mudanças no rotativo do cartão de crédito.

Apesar da nova modalidade ser positiva, a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, alerta que programar-se para pagar a fatura até a data de vencimento continua a ser a melhor atitude e que o consumidor não deve interpretar as novas regras com financiamento mais barato da dívida como um incentivo ao uso desenfreado do cartão de crédito.

- Por mais que a nova regra seja bem-vinda para o consumidor, isso não diminui a necessidade de ter cautela nos gastos com o cartão de crédito. É bom lembrar que as altas taxas do crédito rotativo continuam a ser cobradas no primeiro mês de atraso.

E pode ser que o consumidor tenha acesso a juros ainda mais baixos em outros tipos de crédito que não o parcelado do cartão.

- É sempre recomendado que a dívida do cartão, ainda que parcelado, seja trocada pelo crédito pessoal consignado, por exemplo, que é em geral mais barato para o consumidor e descontada automaticamente da folha de pagamento.

A saída para o problema está menos em acompanhar as taxas e muito mais em se educar financeiramente. O alerta é do presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros, Reinaldo Domingos.

- Quem chegou ao ponto de não conseguir pagar as parcelas mensais precisa fazer, imediatamente, um diagnóstico financeiro para rever sua situação e combater a verdadeira causa do problema.

Resumindo, segundo a Abefin:

Atualmente, o consumidor deve fazer o pagamento mínimo (15% do valor da fatura) até o vencimento para não ficar inadimplente. O restante da dívida, acrescido de juros, é cobrado no mês seguinte e o consumidor pode fazer o pagamento mínimo novamente, mês a mês, gerando a famosa “bola de neve” do rotativo do cartão de crédito.
Com a mudança, a partir de 3 de abril o consumidor só poderá fazer o pagamento mínimo por um mês. Depois disso, o banco ou a instituição financeira será obrigada a oferecer uma linha de crédito para que parcele o saldo devedor com juros menores do que os do rotativo, gerando uma dívida total menor.

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Procon teme efeito negativo das mudanças no rotativo do cartão de crédito

27 de janeiro de 2017 1

O Banco Central limitou o rotativo do cartão de crédito em até 30 dias. Depois, o saldo será financiado em linha de crédito de juro menor. Esta é a ideia, mas o diretor do Procon Porto Alegre, Cauê Vieira, tem receio de que isso gere um endividamento ainda maior. O consumidor terá a fatura com o limite do mês, mais as parcelas do financiamento e quem sabe o rotativo do mês anterior.

- As medidas não terão efeito positivo, se não houver uma conscientização financeira do consumidor.

Veja o exemplo do “Tício”, apelido de fictício, nas anotações que o diretor do Procon mandou para o blog Acerto de Conta$:

 

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Entenda:

No dia em que a pesquisa mostrou que o juro do cartão de crédito não para de subir mesmo com redução da Selic, o Banco Central cumpriu o que prometeu e mudou as regras do rotativo. A ideia é que, depois de 30 dias, o saldo devedor terá que ser financiado por juro mais baixo. As taxas do rotativo estão em média a 480% ao ano e formam a bola de neve da inadimplência.

“Nesse sentido, a resolução estabelece que o saldo devedor não liquidado integralmente no vencimento da fatura somente poderá ser objeto de financiamento na modalidade de crédito rotativo até o vencimento da fatura subsequente. No vencimento, se ainda houver saldo devedor relativo ao montante objeto de crédito rotativo, este poderá ser financiado mediante linha de crédito parcelado, a ser oferecida pela instituição financeira, em condições mais vantajosas ou liquidado integralmente pelo cliente.” - diz a resolução do Conselho Monetário Nacional. 

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Cadastro positivo incluiria 1 milhão de gaúchos no mercado de crédito

09 de janeiro de 2017 0

20178348

 

A efetiva implantação do cadastro positivo incluiria 1 milhão de gaúchos no mercado de crédito. A estimativa é da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo.

A AGV também estima que o potencial de consumo destas pessoas passaria dos atuais 50% do PIB para 68%. E onde as pessoas gastariam esse dinheiro?

- Eletrodomésticos
- Eletrônicos
- Automóveis mais populares
- Imóveis populares

Quem defende o cadastro positivo argumenta que provocaria uma redução dos juros aos bons pagadores. Isso porque as empresas teriam acesso ao histórico de pagamento e tirariam da taxa o juro que é cobrado pelo risco da inadimplência.

- Estudos mostram que haveria uma redução de juros de 71% das pessoas inclusas no cadastro positivo. Teríamos uma forte reação na economia. Projeção de até R$ 60 bilhões no Rio Grande do Sul apenas. – comenda o presidente da AGV, Vilson Noer.

E sobre a seguinte ponderação: aumento da inflação, endividamento e inadimplência?

- O risco é mínimo pela conscientização já consolidada dos consumidores, bastando ver indicadores estáveis há meses. – defende Noer.

O cadastro positivo foi aprovado e regulamentado há alguns anos, mas não decolou. Recentemente, o Banco Central anunciou que pretende fazer com que a adesão seja automática, ou seja, não dependerá de pedido de inclusão por parte do consumidor. E que o cadastro incluiria dados de contas básicas, como água e luz.

Leia mais:

Banco Central quer ampliar cadastro de bons pagadores e preço diferente para pagamentos à vista

Polêmica

Mas a adesão automática já gera polêmica. O Ministério Público Federal já divulgou uma nota pública em que contesta isso. Alerta que a medida viola direitos e garantias fundamentais:

“Sem o necessário debate com a sociedade e o arcabouço jurídico adequado, a medida coloca o cidadão em situação de ampla vulnerabilidade em relação às instituições financeiras, além de violar o direito à privacidade e de proteção de dados pessoais nas relações de consumo.”

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Banco Central quer ampliar cadastro de bons pagadores e preço diferente para pagamentos à vista

20 de dezembro de 2016 0

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O Banco Central detalhou no fim da manhã desta terça-feira diversas medidas que, segundo o presidente, serão estruturais para a atuação da autoridade monetária. Ilan Goldfjan explicou mais ações que tinham sido antecipadas na semana passada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Entre elas, destacamos dois pontos polêmicos e que o Acerto de Conta$ já vinha abordando:

Cadastro positivo:

Regulamentado há alguns anos, o cadastro positivo nunca decolou. Há baixa adesão. A ideia é que o consumidor tenha um histórico positivo de pagamentos com um objetivo maior de redução dos juros para bons pagadores, efeito que é bastante questionado por entidades.

Diz o material do Banco Central:

“Aperfeiçoar a legislação do cadastro positivo (histórico de crédito), com o objetivo de fomentar o uso desse mecanismo e criar condições para maior concessão de crédito de qualidade aos consumidores, por meio das seguintes ações:

- alterar forma de constituição do cadastro – inicialmente, todos farão parte do cadastro, havendo possibilidade de solicitar exclusão;

- fim da responsabilidade solidária – somente a instituição que solicitar a inclusão será responsável pela qualidade do dado inserido;

- inclusão de informações relativas à adimplência de serviços públicos (água, luz, telefone etc.).”

 

Cartão de crédito:

Trata, inclusive, de uma velha polêmica, que detalhamos aqui: Velha polêmica: Preço menor para pagamento em dinheiro e cheque deve ser legalizado

Ilan Goldfjan disse que, até 24 de março de 2017, a medida sobre a universalização dos cartões estará valendo. Sobre a diferenciação dos meios de pagamento, avisou que a medida provisória sairá em breve.

Diz o Banco Central:

“Universalização do acesso – máquinas de cobrança nos estabelecimentos comerciais deverão ser compatíveis com todas as bandeiras de cartões de crédito, impedindo a exclusividade de emissores e credenciadores.

- Aumenta a competição no mercado de cartões e beneficia o consumidor. Reduz o custo dos lojistas no aluguel das máquinas para diferentes bandeiras e nas taxas de desconto cobradas pelos credenciadores.

- Já regulamentada pela Circular nº 3.815, de 7/12/2016, com prazo de implementação até 24 de março de 2017.

Diferenciação de preço – permitirá a prática de diferentes preços para pagamento à vista ou a prazo e entre os diferentes tipos de meios de pagamento (exemplos: dinheiro, boleto, cartão de débito e de crédito)

- Esta medida oferece vantagens para o consumidor e regulariza uma prática no comércio. Estimula competição entre os diferentes meios de pagamento, beneficiando lojistas e consumidores.

- Autorização se dará por meio de medida provisória.”

Foram anunciadas ainda outras medidas, que podem ser acessadas pelo site BC +. Finalizando com a criação de um grupo para propor medidas de redução do spread bancário.

 

Presidente da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo, Vilson Noer:

- Bom para consumidores, lojistas e economia se verdadeiramente colocadas em prática. Restabelece as condições de mercado e as pessoas que saberão decidir melhor do que por meio de leis. Percebe-se com estas iniciativas uma gradual mudança conceitual da equipe econômica do País.

Diretor do Procon de Porto Alegre, Cauê Vieira:

Cadastro Positivo – A vinculação obrigatória ao cadastro – mesmo com a possibilidade de exclusão – gera preocupação inicialmente por colidir frontalmente com o disposto na Lei que criou o próprio cadastro (12.414/2011), cujo princípio básico é a autorização expressa do consumidor quanto à utilização dos seus dados pessoais e cadastros financeiros. Tal princípio está baseado justamente pela necessidade de informações qualificadas ao consumidor acerca do alcance de tais bancos de dados e de quais consultas serão realizadas previamente para a concretização de um determinado negócio entre as partes. Tornar compulsório o cadastro significa empoderar ainda mais o lado fornecedor em detrimento do consumidor, na medida em que a informação acerca da forma de utilização dos dados está exclusivamente junto aos primeiros. Até mesmo a requisição de exclusão do cadastro positivo poderá ser utilizada para formação subjetiva de score, assim como as questões relativas ao adimplemento, ou não, de faturas de serviços públicos concedidos, como água, luz e telefone. A proposição de tal inversão deveria ser precedida de regrar claras de informação plena e qualificada por parte dos fornecedores aos consumidores, não o contrário.

Universalização do acesso – A relação entre lojista e operadora de cartão deve ser mais transparente e justa. Muitos pequenos comerciantes se socorrem dos Procons para conciliar cobranças e cláusulas abusivas existentes nas relações, de modo que um maior regramento entre as partes é vista de maneira salutar para o sistema. Estas medidas, dentre as quais destacam-se a possibilidade de redução do período de repasse dos valores pagos pelos consumidores aos fornecedores e a diminuição das taxas de administração podem significar uma maior utilização dos modais de pagamento. Entretanto, há a necessidade de harmonização das novas regras com os novos modais de pagamento, como startups financeiras, pagamentos online, etc.

Diferenciação do preço para modais de pagamento – O caminho para aumentar o uso do cartão de crédito e débito e seu impacto na economia deve residir na melhor regulação da relação privada entre prestadores e lojistas, não no repasse de tais taxas ao consumidor final, tal como anunciado. Se houver a regulação anunciada, com a diminuição do tempo de repasse dos valores aos comerciantes, por exemplo, já haverá uma sensível melhora na circulação dos valores, na medida em que o débito da conta do cidadão ocorre no exato momento da compra. Quanto ao argumento de que as taxas cobradas pelos operadores são muito altas e por isto devem ser repassadas ao consumidor, igualmente pode ser resolvido via regulação da relação privada, que em nada tem relação direto com o consumidor final. A opção pelo pagamento em cartões também guarda relação com a segurança, tanto do fornecedor quanto do consumidor. A aumentar o pagamento em dinheiro nos estabelecimentos, naturalmente haverá aumento de custo de segurança, como recolhimento de valores por carro forte em grandes estabelecimento, por exemplo. Tais custos são naturais de qualquer atividade comercial, assim como as taxas de eventuais operações financeiras mantidas pelo comerciante, não sendo crível que sejam repassados de forma individual para o consumidor final.

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Leitor pergunta como negociar dívida do cartão de crédito. Procon orienta:

20 de dezembro de 2016 0

Leitor pergunta. Acerto de Conta$ responde.

Foto: Emílio Pedroso / Agencia RBS.

Foto: Emílio Pedroso / Agencia RBS.

 

Leitor Vagner enviou o e-mail:

“Estou com restrição no CPF por uma dívida no cartão de crédito. Quero regularizar a situação. Não tenho todo o dinheiro da dívida e nem a quantia que a operadora do cartão quer parcelar. Até a correspondência que eu recebo é bem duvidosa. Gostaria de uma orientação.”

Diretor do Procon Porto Alegre, Cauê Vieira responde:

“Se o cartão de crédito foi obtido por meio de um banco, o primeiro passo é tentar buscar auxílio junto ao gerente da conta ao qual ele está vinculado. Mesmo que a responsabilidade pela cobrança seja da operadora do cartão, os bancos podem ser um bom intermediário nessa negociação, até mesmo como forma de recuperar o crédito do seu cliente para futuras operações. Outra possibilidade é entrar em contato diretamente com a própria operadora do cartão através do SAC, que direcionará o cliente para a central de cobrança responsável pela negociação de débitos.

Importante: o consumidor deve ficar muito atento antes de realizar qualquer pagamento de cobrança por boleto, ainda mais se emitido por terceiros em nome do fornecedor original. Sempre deve ligar diretamente para a central de atendimento do fornecedor e confirmar a veracidade do documento, anotando o número de protocolo de tal ligação antes de efetuar o pagamento, isto como forma de precaução em caso de eventual golpe que esteja em curso.”

Leia mais:

Parcelar o cartão de crédito tem juro alto, mas a taxa do rotativo é o triplo

Quais são as cinco tarifas básicas que os bancos podem cobrar pelo cartão de crédito

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Banco gaúcho vai investir R$ 100 milhões e contratar 500 trabalhadores em 2017

19 de dezembro de 2016 7

Quadro Na Contramão da Crise

Programa Destaque Econômico, na Rádio Gaúcha

 

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Com sede em Porto Alegre, o Banco Agiplan já tem planos definidos para 2017. E os destaques são: investir R$ 100 milhões e contratar 500 trabalhadores. A informação é do presidente, Marciano Testa, em entrevista ao programa Destaque Econômico, da Rádio Gaúcha.

A Agiplan lançará em janeiro um novo ambiente para o desenvolvimento de projetos digitais e inovadores. Entre eles, a estrutura e equipe do aplicativo Agipag, a criação de um banco digital e uma incubadora de startups.

Ainda em 2017, a empresa abrirá o processo seletivo para escolher projetos em inovação e tecnologia. Receberão orientação e aporte financeiro para iniciar as operações.

E os empregos?

As 500 contratações ocorrerão ao longo de 2017. São vagas em áreas como administrativo, comercial e operacional. No Rio Grande do Sul e fora também. Não divulgam faixa salarial. Currículos podem ser enviados pelo link Vagas Agiplan.

 

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Entrevista completa com o empresário Marciano Testa:

 

Ouça também o programa Destaque Econômico, que vai ao ar nos domingos, às 9h:

 

 

Mais sobre vagas de emprego: Empresa gaúcha de tecnologia tem 71 vagas de emprego com salário de até R$ 7 mil

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Velha polêmica: Preço menor para pagamento em dinheiro e cheque deve ser legalizado

16 de dezembro de 2016 0
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS.

Foto: Porthus Junior / Agencia RBS.

Uma das medidas anunciadas pelo Governo Federal é legalizar o desconto nas compras à vista. Deve ser por medida provisória. O assunto gera discussão há anos entre lojistas e Procons.

Os Procons entendem que o Código de Defesa do Consumidor é claro ao proibir a diferenciação de preços para quem paga à vista, em cheque ou parcela a compra no cartão de crédito. O Judiciário vai nesta linha.

- É uma medida vantajosa para o consumidor, que vai poder pagar menos à vista. Além disso, a medida regulariza uma prática do pequeno comércio, que já faz isso. – disse o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Apesar da interpretação dos órgãos de defesa do consumidor, o varejo argumenta que o consumidor sairia ganhando. Receberia em forma de desconto a taxa que é cobrada pelas operadoras de cartão de crédito, que pode passar de 10%.

Já os Procons questionam se esse repasse ocorreria. Ou seja, o comércio apenas elevaria o preço de quem optar por comprar com cartão de crédito.

Com a palavra, os dois lados que procuraram a gente para debater o assunto:

Diretor do Procon Porto Alegre, Cauê Vieira:

“É uma discussão pesada e antiga. A diferenciação é ilegal. Não tem como dizer que não é. Mas, dentro do nosso mercado, todo mundo acaba pagando a taxa do cartão de crédito, em vez de ter uma vantagem para quem não usa esse meio de pagamento.
Havendo a possibilidade de diferenciação, entra o fato de que nosso mercado não é o mais sério do mundo. Seria, ao invés de dar desconto para quem pagar com dinheiro ou cheque, aumentar o valor daqueles que pagam em cartão. Essa é uma discussão que tem que ser feita de forma mais séria. Não é relativizar direito do consumidor, mas dizer para ele como buscar seu direito de ter a vantagem anunciada.
É o mesmo com as bagagens. Se fosse sério, teria uma vantagem para quem não despacha bagagem. Mas seria uma forma a mais de cobrar de quem vai despachar. Batemos nas mesmas teclas, mas precisamos discutir mais seriamente isso.
E como o consumidor poderia garantir seu direito? Monitoria de preços para verificação se o desconto para pagamento em dinheiro na realidade não ser o preço usual.”

Presidente da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo, Vilson Noer:

“É preciso definir o que é pagamento à vista e o que é a prazo. Se o lojista recebe o pagamento após 30 dias da venda da loja e com um desconto de uma taxa de 5%, não dá para dizer que é igual a receber em dinheiro ou cheque. Se eu quiser antecipar esses créditos, preciso pagar juros ao banco por antecipação.
Se tenho custos que podem chegar a 10% para transformar o crédito em dinheiro, não é igual ao modelo à vista. Não posso dizer para meu funcionário, fornecedor ou pagar imposto com crédito para 30 dias.
Qual a vantagem do consumidor? Negociar o que lhe convém mais, pagar com desconto ou com cartão de crédito. Decisão do consumidor. Lojistas sérios, que são a maioria, vão se submeter à negociação com o cliente.
No varejo hoje, há competição. O mercado, pela baixa demanda, não está permitindo cobrar mais.
Não podemos nos basear nos lojistas picaretas. São 5% ou 10% que não são honestos. Há os 90% que são corretos e têm que pagar um custo da dúvida. Precisam de crédito.
Mercado é soberano e a Constituição já defende a livre concorrência.”

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Carnê desbanca cheque especial no ranking de dívidas dos gaúchos

07 de novembro de 2016 0

O cartão de crédito ainda é o principal meio de dívida dos gaúchos. Mas o segundo lugar vem sendo ocupado por uma nova conta. O carnê desbancou o cheque especial, que é o limite da conta corrente quando o cliente estoura o saldo.

Veja a pesquisa da Fecomércio-RS:

Cartão de crédito: 76,1%
Carnês 31,8%
Cheque especial 11,1%
Financiamento de veículos 8,5%

Já são 13 meses como carnê em segundo lugar. Antes, este movimento era sazonal.

Para a Fecomércio-RS, é claramente um efeito da crise econômica. Está relacionado à facilidade de acesso aos carnês, que é fornecido direto pelo estabelecimento. Já o cartão de crédito e o cheque especial dependem de aprovação nos bancos.

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Bancos oferecem crédito caro de até oito vezes a renda mensal do cliente

10 de outubro de 2016 0
Foto: Porthus Junior/Agencia RBS.

Foto: Porthus Junior/Agencia RBS.

 

 

A restrição de crédito na crise não atingiu as operações mais caras para o consumidor. Os bancos estão oferecendo crédito pré-aprovado de até oito vezes a renda do cliente.

São linhas como o cartão de crédito e o cheque especial. Não precisam de aprovação e já estão à disposição do consumidor. Só que isso significa também que são as mais caras, com juros altos. No caso do cartão de crédito, a taxa média chega a 450% ao ano no rotativo.

A pesquisa é da Proteste Associação de Consumidores. Foram considerados três perfis reais de consumidores: com rendimentos entre R$ 3 mil e R$ 10 mil.

Em um dos casos, o consumidor tem renda de cerca de R$ 10 mil e conta em sete bancos. O crédito total aprovado é superior a R$ 213 mil. Desse valor, R$ 76 mil podem ser usados em um único mês. Basta gastar o limite de todos os cartões de crédito e usar o cheque especial de todos os bancos.

- Isso significa que esse valor precisa ser pago integralmente no mês seguinte para não incorrer juros de atraso e rotativo, por exemplo. Sendo a dívida quase oito vezes o seu salário, é praticamente impossível pagá-la. É aí que a dívida vai se tornar impagável, principalmente diante do aumento do desemprego, queda da renda e persistência da inflação. – afirma Renata Pedro, técnica da Proteste.

Em outro caso, o consumidor tem renda entre R$ 3 mil e R$ 5 mil. Só um banco já disponibiliza R$ 32 mil, entre cartão de crédito, cheque especial e crédito pré-aprovado. Também oito vezes a renda mensal.

- O crédito pré-aprovado já está na conta, não precisa de autorização, e o consumidor acaba sendo fisgado pela facilidade e se enrola facilmente. – afirma a técnica Renata Pedro.

O ideal é jamais ultrapassar 30% da renda mensal com dívidas.

 

Consignado – Atenção!

O consignado não é pré-aprovado e tem juros mais baixos, mas precisa de cuidados. O desconto é na folha de pagamento. Apesar de a lei determinar um limite de 35%, há casos de pessoas com 80% da renda comprometida com empréstimos consignados.

Vai tirar um empréstimo consignado? O que considerar:

 

Ouça entrevista com a técnica da Proteste no programa Destaque Econômico, da Rádio Gaúcha:

 

 

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