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Pós-crise: Como ganhar dinheiro com investimentos?

30 de setembro de 2016 0
Foto: CC0 Public Domain.

Foto: CC0 Public Domain.

 

O ano começou com inflação muito alta, dólar acima de R$ 4 e economia despencando. Não que tudo tenha melhorado, mas… Mudou o governo, a inflação desacelera, títulos do governo subiram 40%, ações tiveram recuperação de preços.

Considerando que já possamos falar em pós-crise, quais os melhores investimentos daqui para a frente?

Fizemos essa pergunta para o assessor da Pense Investimentos Felipe Assunção.

- Com uma equipe econômica e política centrada em resolver os problemas fiscais, temos tudo para voltarmos ao normal, voltarmos a ser o Brasil – nem Venezuela e nem Suíça. Nesse caso, é provável termos entrando em uma tendência de valorização dos ativos brasileiros.

Quais as dicas de Assunção para o investidor, então:

IPCA: Títulos atrelados à inflação

Quem já investiu em Títulos Públicos atrelados à inflação mais juros de 7% deve estar sorrindo com 30% a 40% de valorização. O valor do título é inversamente proporcional aos juros negociados no mercado.

Tudo indica uma queda na taxa de juros Selic nos próximos meses. Então, o ideal é colocar metade desse lucro dos títulos no bolso e partir para novas possibilidades.

Para quem ainda está de fora, é válido comprar títulos com vencimento em 2050 e 2055. Mas atenção: é bom estar preparado, pois pode ocorrer volatilidade e a necessidade de manter esses papeis até o vencimento sem vendê-los pelo que o mercado estará pagando no momento. Ainda estamos no Brasil, onde até o futuro é incerto.

PRÉ-FIXADO: Travando a taxa

Pela pesquisa que o Banco Central faz com o mercado, espera-se que a Selic chegue na casa de 11% no final de 2017. Quem comprou poderá garantir taxas elevadas em futuro próximo e levar para um prazo maior. A redução dos juros pode levar a uma valorização desses títulos, mas não expressiva.

Se você ainda não tem títulos pré-fixados, ainda dá tempo de comprar esses títulos, principalmente com vencimento em 2019 e 2021, assim poderá carregar essa alta taxa por um longo prazo.

AÇÕES: Quais ações comprar?

Já ouvimos falar de Tsumoney, de “a grande alta da bolsa”, mas o que temos visto realmente no mercado é que grandes investimentos na bolsa estão sendo evitados com a alta recente. Mas, se você acredita em uma retomada gradual da economia, o momento pode ser oportuno.

Os setores que o mercado está de olho são: Financeiro, Industrial, Infraestrutura e Energia Elétrica.

Fundos Multimercados

Já é histórico que os fundos multimercados vão bem quando o ciclo é de baixa de juros. Os fundos conseguem obter desempenho acima do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), referência para as aplicações.

Os fundos multimercados podem investir em bolsa, juros, moedas e etc. Com movimentos de queda da Selic, ajustam suas carteiras para ganhar com este recuo.

A expectativa do mercado é que vamos ter um ciclo de queda de juros duradouro. Possivelmente, parecido com a queda de 2005.

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Onde a crise fez os gaúchos cortarem gastos?

13 de setembro de 2016 0

Coluna Acerto de Conta$ no Diário Gaúcho. Todas as terças. 

 

Foto: CC0 Public Domain.

Foto: CC0 Public Domain.

 

 

Endividamento involuntário

Tem um tipo de endividamento que preocupa bastante, é o endividamento involuntário. São contas básicas, como luz, água, condomínio. Despesas que são fixas. Até podem ser reduzidas, mas a pessoa não tem como optar em não ter estas contas.

Há profissionais de finanças quem nem consideram estas despesas básicas como dívidas. Mas tornam-se dívidas a partir do momento em que não são pagas.

Por menor que seja o juro, compromete parte importante do orçamento da família. Sem falar do impacto emocional e na qualidade de vida da pessoa ter a luz cortada por falta de pagamento.

E as contas básicas têm subido. Ao longo de 2015, foram aumentos fortes na energia elétrica e combustíveis, por exemplo.

Pesquisa da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo mostra que este comprometimento maior da renda com despesas básicas “impediu” o consumidor de fazer algo que gostava. Para conseguir equilibrar as contas no final do mês, 87,5% dos gaúchos apertam o cinto nas despesas com lazer.

- Isso inclui idas ao cinema, restaurantes, viagens, shows, teatro… – explica o presidente da AGV, Vilson Noer.

Já 37,5% diminuíram as compras no supermercado. Outros 34,4% cortaram na conta do celular.

Também foram apontados na lista de enxugamento de gastos: luz, transporte e TV a cabo.

Mas será que as famílias mudaram?

Perguntaram para a coluna dia desses se as famílias sairão da crise mais “educadas financeiramente”. Difícil dizer.

O consumo de luz, por exemplo, voltou a subir aqui no Sul. Já era a economia que as pessoas fizeram para absorver o aumento forte no ano passado? Será que o gaúcho se acostumou com o valor alto da conta de luz?

A coluna pediu que a AGV incluísse essa pergunta na pesquisa e 88,9% dos entrevistados disseram que estão mais educados financeiramente. Mas 47,1% adquiriram dívidas em 2016 com bancos e/ou financiamentos, 35,3% com cartão de crédito e 17,6% com cartão de lojas.

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Extinção da Fundação de Economia e Estatística é estudada pelo Governo do Estado

05 de setembro de 2016 11
Foto: Delourdes Bressiani / Prefeitura de Porto Alegre.

Foto: Delourdes Bressiani / Prefeitura de Porto Alegre.

 

A Fundação de Economia e Estatística está no radar do grupo do governo que estuda o enxugamento da estrutura do Estado. Está sendo analisada a extinção do órgão, que foi criado em 1973.

A FEE tem atualmente cerca de 160 funcionários. Estes servidores seriam realocados em outra instituição.

A entidade hoje é responsável por diversas pesquisas. Entre elas, o levantamento mensal sobre emprego e desemprego na Região Metropolitana, que chegou a ter risco de interrupção com a demora para renovação de convênio com o Ministério do Trabalho. Também divulga mensalmente a Carta de Conjuntura, com artigos dos pesquisadores, principalmente, sobre a economia gaúcha.

Além disso, a FEE está sem presidente desde 30 de junho, quando o economista Igor Morais saiu para estudar fora do País. Uma pessoa de fora do Estado tinha sido cogitada para o cargo, mas não se confirmou.

Fontes dizem que estar sem presidente não tem relação com a possível extinção. Que um diretor poderia ser colocado como presidente interino, por exemplo.

Assembleia de servidores na semana passada discutiu o assunto. A falta de um presidente dificulta a cobrança por dados que precisam ser repassados, por exemplo, pela Secretaria Estadual da Fazenda.

Procurada, a Fundação de Economia e Estatística enviou a posição do diretor-técnico, Martinho Lazzari: “estamos aguardando a nomeação, mas os trabalhos seguem normalmente, sem prejuízo para o andamento das pesquisas.”

Secretaria Estadual do Planejamento, órgão ao qual a FEE é vinculada, afirma que não participa de discussões sobre extinção da fundação.  Acrescenta que a instituição tem se voltado a prestar apoio técnico a Secretarias de Estado. Mas não há previsão para indicar presidente, nem interino.

“O secretário do Planejamento, Cristiano Tatsch, desconhece qualquer tentativa de extinguir a FEE. Até porque a fundação, reconhecidamente neste governo, vem prestando um excelente trabalho também aos demais órgãos do Estado”.

Na noite dessa segunda-feira, FEE pediu para acrescentar o seguinte posicionamento:

“A Direção reitera que não há indícios de que a extinção da FEE está sendo cogitada. Não existem pendências em relação ao fornecimento de dados pela Secretaria Estadual da Fazenda. Além da Pesquisa de Emprego e Desemprego e da Carta de Conjuntura, a FEE é responsável por muitos outros produtos, como indicadores sociais e econômicos, incluindo o cálculo do PIB estadual e municipal, população, IDESE, plataforma de exportações, panorama internacional, e diversos estudos regionais do Estado e parcerias com outros órgãos do Governo Estadual. Os trabalhos realizados pela FEE ao Governo estão repercutindo positivamente e, por essa razão, estão sendo continuados e intensificados.”

Leia também reportagem do blog Cenário PolíticoPiratini planeja extinguir agência do Estado criada para buscar investimentos

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Crise econômica - Como explicar para as crianças

01 de agosto de 2016 0

SuperRepórter no programa Supersábado, da Rádio Gaúcha

Por Giane Guerra e Mariana Ceccon

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Brinquedos, material escolar, roupas, jogos e aparelhos eletrônicos. São muitas as tentações de consumo para crianças. Se para muitos adultos lidar com as finanças é um desafio, fazer com que as crianças entendam os limites das compras pode ser ainda mais difícil.

Ou não.

A aluna do 4º ano do Ensino Fundamental Justine Rigon Godoi, de nove anos, é um exemplo de consciência financeira.

- Eu aprendi como usar o dinheiro, o que a gente usa nas coisas necessárias, importantes e supérfluas.

Coisas supérfluas? Explica pra gente o que é isso, Justine.

- Ah! Coisas que a gente não usa, tipo o refri. O celular que eu não uso muito, mas tem pessoas que usam. Os brinquedos…. A gente tem que economizar porque o dinheiro da mãe não dura muito. É bastante, mas tem que dar para tudo né? Tem que dar para os teus irmãos, para a conta da luz, para conta da água, para nossa comida, esses gastos importantes.

A Justine aprendeu esses conceitos durante a Semana Nacional de Educação Financeira, realizada em maio na Escola Estadual de Ensino Fundamental Matias de Albuquerque. Foi daí que a família de Justine criou um jogo com o objetivo de os gastos individuais.

- A gente fez um mural aqui em casa, mostrando o que a gente pode economizar. A gente mostrou ontem para o meu irmão que a gente poderia economizar R$ 5,9 mil só em coisas dele. Os materiais que a gente pode usar os antigos, os brinquedos que ele pede muito, as roupas dele que ele pode cuidar mais. No lanche da escola porque a gente tem uma conta, pra ele ficar levando e não comprando o lanche da escola.

Daniela Rigon Godoi, a mãe de Justine, explica que o jogo consiste em elencar os gastos individuais e o quanto cada um pode economizar. O objetivo? Fazer uma viagem no final do ano.

- Como ela trouxe essa consciência da educação financeira depois de participar dessa semana, a gente resolveu fazer alguma atividade para que o mano pudesse entender um pouco mais. A gente fez um mural dos gastos individuais de cada um. Quanto cada um custava na família e o quanto eles poderiam economizar, montando um projeto para o final do ano. Aí surgiu a ideia de um viagem que eles gostariam de fazer.

 

Imagem: Arquivo pessoal.

Imagem: Arquivo pessoal.

 

Também foi através de um jogo sobre educação financeira que a aluna do 8º ano do Colégio Farroupilha, Juliana Fasolo Oliveira Sobierayski, adquiriu os primeiros conhecimentos sobre finanças. A atividade foi realizada na disciplina de Matemática e proporcionou várias descobertas a estudante de 13 anos.

- Eu não imaginava que a gente gastava tanto com conta de água, escola e alimentação. Eu vi direitinho como uma pessoa gasta, como é difícil se organizar, que tem que ter um plano. Tudo que a gente faz pode gastar dinheiro. Desde o jogo, eu sei que eu tenho gastado menos luz, tomado banho com menos tempo para não gastar água. Tudo gera uma reação em cadeia. Então, a gente tem que tomar muito cuidado. Organização, organização é a chave…

Crise econômica é assunto de criança

Tem quem diga que a criança tem coisa muito mais importante para aprender do que sobre dinheiro. Mas aí, quando adulto, lidar com dinheiro é essencial e o pessoal chega sem saber nem que tem que gastar menos do que ganha.

Educador financeiro Mauro Calil diz para os pais falarem sempre a verdade sobre a situação financeira da casa:

- Fale abertamente de dinheiro. Temos um tabu muito grande para falar de dinheiro na família e isso tem que ser quebrado. Dinheiro tem limite. E temos que falar desde moedinhas de cofre colocadas no porquinho até a mesada.

Falando assim, por exemplo:

- Papai perdeu o emprego e agora dependemos da mamãe. Então, sua mesada caiu pela metade. Tem que pegar junto. As crianças entendem, trarão soluções criativas e leveza para esse assunto. Dizer, por exemplo, que o churrasco será menor e não teremos tanta gente em casa.

Sócia-diretora da Intus Forma Educação Financeira e pesquisadora sobre tema formação de hábitos de educação financeira em crianças, Ana Pregardier dá dicas para as escolas. É preciso mostrar que a crise econômica é uma ruptura, que as coisas precisam ser mudadas a partir dali:

- Com os bem pequenos, para que entendam a mudança, podemos fazer um caminho em linha reta. Coloca um obstáculo, que é o momento de crise, e a linha ondulada a partir dali. É a ruptura.

Um bom exercício é mostrar onde estão os gastos, que podem ser cortados e – o muito importante – o combate ao desperdício.

- Para termos aula aqui, é preciso ter luz na sala de aula, giz, merenda… Ir quantificando e mostrando o que se consome. E o desperdício: acompanhar o que vai fora na merenda escolar. Pesar o que ia fora e depois calcular o quanto isso custava em arroz, feijão… E ver quanto de dinheiro foi fora.

Ouça a reportagem que foi ao ar:

Leia mais sobre educação financeira infantil:

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Confiança do comércio gaúcho tem nível mais alto em 16 meses

26 de julho de 2016 0
Foto: Divulgação Riachuelo.

Foto: Divulgação Riachuelo.

 

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio fechou julho com o maior nível desde março de 2015. Subiu 6,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em relação a junho de 2016, a elevação foi de 2,3%.

Calculado pela Fecomércio-RS, o indicador alcançou 87,7 pontos. No entanto, ainda fica em campo pessimista, que abaixo dos 100 pontos.

O indicador mostra que continua tênue a tendência de melhoria na confiança dos empresários, determinada, principalmente pelo comportamento das expectativas quanto ao futuro:

- A maior estabilidade no ambiente político brasileiro motiva uma melhora das expectativas quanto ao processo de retomada da economia, mas os resultados concretos, contudo, ainda não apareceram. – comenta o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

Para continuar, o Governo Federal precisa implementar as medidas econômicas prometidas. Quanto ao volume de vendas das empresas, ainda não se percebe uma mudança clara de comportamento.

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Comprar em leilões: Vantagens e alertas

28 de junho de 2016 0

Coluna Acerto de Conta$, no Diário Gaúcho. Todas as terças.

Dou-lhe uma, dou-lhe duas!

Um setor que tem crescido na crise é o de leilões. A inadimplência provoca a devolução de imóveis e carros, por exemplo. Além do que muitos acham que é a oportunidade de comprar o bem mais barato. Veja as vantagens e os alertas enviados pela Pestana Leilões para a coluna Acerto de Conta$:

Vantagens:
- Bons preço
- Segurança na origem do bem
- Transparência nas negociações
- Bens seminovos
- Praticidade na compra com o leilão online em tempo real

Alertas:
- Visitar e verificar os bens antes
- Checar os documentos e pedir informações ao leiloeiro
- Ler o edital com atenção
- Conhecer o regulamento do leilão
- Verificar a composição de valores finais do negócio

Aproveitando o momento, a empresa mudou a sede para o Iguatemi e está planejando expansão para outros Estados.

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Agropecuária prejudicou PIB do Rio Grande do Sul no primeiro trimestre

14 de junho de 2016 0
Foto: Maykon Lammerhirt / Agencia RBS.

Foto: Maykon Lammerhirt / Agencia RBS.

 

A agropecuária foi afetada pelo clima no primeiro trimestre do ano e a situação se refletiu no desempenho do PIB do Rio Grande do Sul. A análise é da Fundação de Economia e Estatística, que divulgou os dados da economia gaúcha nesta terça-feira.

- O arroz, que é a principal cultura agrícola do primeiro trimestre, foi prejudicado tanto no plantio quanto na colheita. – explica Roberto Rocha, coordenador do núcleo de contas regionais.

Comparações:

1º trimestre 2016 / 1º trimestre 2015

Rio Grande do Sul -4,3% (caiu menos do que o resultado anterior, quando recuou 6,4%)
Brasil -5,4%

1º trimestre 2016 / 4º trimestre

Rio Grande do Sul +4,3%
Brasil -0,3%
Ao contrário do IBGE sobre a média nacional, a FEE sempre destaca a comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Argumenta que nem o ajuste no cálculo consegue eliminar a influência da sazonalidade da agropecuária sobre o indicador.

A redução menor na economia gaúcha reflete o desempenho da indústria menos pior do que o nacional. A indústria caiu 6,3% no trimestre. No cálculo anterior, o tombo chegou a 12,4%. O estímulo veio das exportações. A indústria da transformação embarcou 16,4% mais em volume para o exterior.

Só a agropecuária piorou o resultado. Queda de 8,1% frente a +2,4%.

Os serviços tiveram recuo de 2,5%. Queda anterior foi de 3,4%. Comércio e serviços de intermediação financeira caíram menos, salienta a FEE.

Tendência

Para o pesquisador Roberto Rocha, rendimentos reais baixos, taxa de desemprego subindo, crédito caro e restrito e governos com dificuldades fiscais tornam impossível retomada generalizada da economia.

- O volume de arrecadação de impostos diretos continua com uma taxa negativa, mas melhor que no último trimestre do ano passado, em função da melhora da indústria de transformação, principalmente do refino, e do comércio, sobretudo o atacadista. – diz Rocha.

Mas a desaceleração da queda na economia gaúcha pode ser encarada com certo otimismo, diz o presidente da FEE, Igor Morais.

- Parece que a economia está começando a se estabilizar, com quedas de menor magnitude. Entretanto, a retomada exige outras condições. Sem o equacionamento do déficit fiscal, os investimentos não retornarão.

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Intecnial entra em recuperação judicial

20 de maio de 2016 0
Foto: Reprodução site Intecnial.

Foto: Reprodução site Intecnial.

 

A Justiça autorizou o pedido de recuperação judicial da Intecnial. A empresa existe desde 1968 e atua na área de engenharia, desde o projeto, fabricação até instalação de equipamentos e estruturas.

Tem sede em Erechim (RS); e unidades em Taquari (RS) e Navegantes (SC). Atende clientes das áreas de energia, agronegócio e logística.

A empresa vem enfrentando dificuldades financeiras. Apostou bastante em investimentos na área de exploração de petróleo, afetados pela crise de corrupção da Petrobras.

Funcionários relatam atraso de salários há quase um ano. São 1.515 trabalhadores.

“A debilidade econômico ­financeira da empresa recuperanda vem bem demonstrada pela inicial e farta documentação que a acompanha. A empresa, como largamente se tem presenciado no mercado, também não restou imune à grave crise que assola o país. Como informa, apresenta passivo na ordem aproximada de R$ 160.000.000,00 sujeitos à recuperação judicial, além de R$ 23.000.000,00 associados a dívidas tributárias.” – diz a decisão do juiz Alexandre Kotlinsky Renner, da Comarca de Erechim.

A Intecnial tem 60 dias para apresentar o plano de recuperação judicial. E por 180 dias, a Justiça suspendeu execuções contra a devedora.

- O trâmite será o normal para uma recuperação judicial. Os credores têm que aprovar o plano que a empresa vai apresentar e depois tem que ser homologado pela Justiça. – informa o administrador judicial João Adalberto Medeiros Fernandes Júnior, da Medeiros & Medeiros Administração Judicial.

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Atualização:

Assessor jurídico da Intecnial, Claudio Botton explicou  que a empresa, além da dificuldade do setor, houve o cancelamento de contratos por parte de dois clientes e no mesmo dia. Um nacional e outro da Bolívia.

- Isso dificultou bastante a situação da empresa. Mas estamos muito confiantes com a manutenção da empresa. Continuaremos com a operação enquanto formulamos o plano de recuperação judicial.

A Intecnial já teve que dispensar 12% do quadro de funcionários. Mas Botton afirma que o plano é chamar estas pessoas de volta ao trabalho conforme a empresa conseguir retomar as atividades.

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Cinco municípios gaúchos somam mais de 25 mil pedidos de seguro-desemprego

19 de maio de 2016 0
Foto: Daniel Conzi / Agencia.

Foto: Daniel Conzi / Agencia.

 

Os cinco municípios que lideram o ranking gaúcho de seguro-desemprego somam, sozinhos, 25.763 encaminhamentos. Os dados são do primeiro trimestre do ano. No total do Estado, foram 100.441.

Capital, Porto Alegre segue na liderança. O segundo lugar também repete Caxias do Sul, importante polo econômico da Serra Gaúcha. Ambos os municípios sofrem bastante com a desaceleração da economia.

Ranking de pedidos de seguro-desemprego no Rio Grande do Sul:

Primeiro trimestre de 2016:

Porto Alegre: 10.794
Caxias do Sul: 5.574
Pelotas: 3.556
Alvorada: 2.937
Gravataí: 2.902

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Primeiro trimestre de 2015

Porto Alegre: 13.127
Caxias do Sul: 7.588
Rio Grande: 3.916
Canoas: 3.355
Santa Maria: 3.098

 

Os dados foram repassados pela Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social para Babiana Mugnol, nossa colunista do quadro Serra de Negócios.

Documentos necessários para agendar o segundo-desemprego, listados pela FGTAS:

1. Requerimento do Seguro-Desemprego;
2. Carteira de Trabalho e Previdência Social – CTPS;
3. Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho – TRCT;
4. Termo de Homologação ou Termo de Quitação;
5. Comprovante do FGTS (saque ou extrato);
6. Documento de identificação.

 

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Seis sequelas que a crise deixará na economia brasileira

16 de maio de 2016 0
17822745

Foto: Ronald Mendes / Agencia RBS.

Apesar de sinais que mostram melhora na confiança do consumidor e de empresários, a crise deixará sequelas na economia brasileira. Além das empresas, o economista da Fundação de Economia e Estatística, Jéfferson Colombo reforça as consequências na economia das famílias.

- As famílias estão empobrecendo, saindo da classe média para a classe baixa em uma velocidade muito rápida. Além disso, estamos em uma situação de “armadilha” da pobreza, onde que é pobre permanece pobre.

A pedido da Gaúcha e blog Acerto de Conta$, o economista listou custos de médio e longo prazos da recessão:

1) Depreciação de capital fixo, obsolescência: a crise faz com que as empresas não tenham recursos (nem apetite para risco, dado que não há demanda) para investir em renovação de máquinas, modernização de equipamentos e expansão de capacidade produtiva. Há pelo menos três canais pelo qual a crise afeta os investimentos corporativos: fluxo de caixa (menos recursos gerados internamente pelas empresas), condições de oferta (crédito escasso e caro), e condições de demanda (incertezas, falta de dinamismo econômico). Com o rápido avanço tecnológico mundial, a ausência de investimentos em bens de capital mais produtivos prejudica a competitividade e a inserção internacional das empresas brasileiras.

2) Despesas públicas com educação: a recessão atinge fortemente investimentos em todos os níveis de ensino. Com a queda na arrecadação de estados e municípios, há falta de recursos para os ensinos básico e fundamental, justamente onde os retornos de longo prazo da educação são maiores (educação de qualidade nos anos de ensino iniciais tendem a gerar um retorno positivo permanente na renda dos indivíduos). Embora não sejam mensurados nos indicadores de curto prazo da economia, o corte de investimentos em educação derivado da crise reduz a capacidade de crescimento econômico no futuro porque a economia não aumenta o estoque de capital humano. Além disso, por afetar as famílias mais pobres, contribui para a persistência da desigualdade socioeconômica brasileira.

3) Incentivos de estudar e trabalhar: a crise faz com que gastos considerados supérfluos pelas famílias, como educação privada, sejam cortados devido à redução do poder aquisitivo. Somado a isso, a queda na renda domiciliar faz com que muitos jovens tenham de entrar no mercado de trabalho muito cedo para complementar o orçamento doméstico. Do ponto de vista macroeconômico, abandonar investimentos em educação de qualidade, que trazem retornos de longo prazo aos indivíduos, a sua família e a terceiros, é fato socialmente indesejável.

4) Inovação, Pesquisa e desenvolvimento: Esses investimentos são considerados os motores do crescimento econômico de longo prazo. E a crise atinge em cheio investimentos em P&D. Brasil investe 1,2% do PIB nessa rubrica, enquanto China e Europa investem 2%. Líder é a Coréia do Sul: 4,4%. Durante crises, as fontes de investimento público e a geração de caixa das companhias se deterioram, e as empresas acabam cortando investimentos nessas áreas.

5) Infraestrutura e investimento: além da parcela do orçamento público alocada em infraestrutura ser historicamente baixa no Brasil (1,47%, em 2014; outros países emergentes, como Índia, chegam a 8%; mesmo países desenvolvidos, como EUA, investem 2,9%), a rigidez orçamentária torna o investimento a parte mais frágil da despesa pública. Diante da impossibilidade de cortar outros gastos, as despesas de capital foram reduzidas em 34% em 2015, incluindo obras de infraestrutura importantes no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Como resultado, a economia não consegue aumentar sua produtividade de médio e longo prazos.

6) Alto número de falências (destruição da matriz produtiva): dados da Junta Comercial do Rio Grande do Sul mostram que 94% mais negócios foram extintos em 2015 (15.604 em 2015, ante 8.046 em 2014). A crise brasileira – e seus elementos que limitam a ação das empresas, como o aumento do custo de capital, a alta do dólar, aumento do custo de insumos como energia elétrica, combustíveis, etc. – reflete esse fenômeno. O fechamento massificado de empresas afeta toda a cadeia de produção e deteriora também o ambiente concorrencial (podendo trazer consequências inclusive para a inflação futura). Além disso, a atividade empreendedora originada de períodos de crise prolongada é tipicamente associada ao trabalho por conta própria, derivado de necessidade (como consequência da perda do emprego, por exemplo) e não de vocação. Isso pode aprofundar a já elevada taxa de mortalidade das empresas brasileiras, especialmente as jovens.

 

Ouça entrevista com o economista da FEE Jéfferson Colombo:

 

 

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