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Economia gaúcha acumula queda de 3,7% em 2016

13 de setembro de 2016 3
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS.

Foto: Porthus Junior / Agencia RBS.

 

O PIB do Rio Grande do Sul acumula queda de 3,7% no primeiro semestre de 2016. O dado foi divulgado nesta terça-feira pela Fundação de Economia e Estatística.

É um recuo mais intenso do que o registrado no mesmo período do ano passado. Naquele período, foi de 0,8%.

Mas, se considerar o segundo semestre do ano passado, o recuo foi menor. A queda tinha sido de 6,2%.

A FEE lembra que o efeito positivo da agropecuária concentra-se no primeiro semestre. Até por isso, o PIB brasileiro caiu 4,6% no período em que a economia gaúcha encolheu 3,7%.

 

2º trimestre / 1º semestre 2016

Solicitamos à Fundação de Economia e Estatística o desempenho do PIB do segundo trimestre em comparação ao primeiro. No País, a queda foi de 0,6%, conforme a divulgação do IBGE.

 

2º trimestre 2016 / 2º trimestre 2015

A FEE sempre prefere esta comparação, argumentando que o ajuste sazonal não tira bem o efeito da agropecuária sobre o PIB. Nesta relação, a economia gaúcha teve recuo de 3,1%. Foi o segundo trimestre com uma retração menor do que o anterior.

Todas as atividades econômicas tiveram retração menor. O desempenho da agropecuária foi negativo: -0,8%, mas menor do que o período anterior. A safra de soja se concentrou no período. Mas arroz e milho foram influências ruins.

A indústria caiu 2,5%. Destaque positivo para a construção, que teve crescimento de 1%. É tímido, mas o primeiro avanço após oito trimestres de redução.

- É um setor com peso significativo tanto  na geração de emprego quanto na estrutura econômica do Estado. – explica Roberto Rocha, coordenador do Núcleo de Contas Regionais da FEE.

No setor de serviços, o comércio reduziu a queda para -6,8%. O setor de transporte até cresceu, +1,4%.

 

Tendência?

Segundo o diretor Martinho Lazzari, as perspectivas para o curto prazo dependem das exportações e da construção.

- No médio prazo, dependerá de uma melhora geral no quadro da economia brasileira. E também do clima que pode afetar a agropecuária na próxima safra de verão.

 

 

Mercado começa setembro prevendo PIB pior

05 de setembro de 2016 0

Os analistas de mercado pioraram a previsão para o PIB. No primeiro relatório Focus de setembro, projetam recuo de 3,20% na economia brasileira em 2016.

O documento divulgado pelo Banco Central também mostrou alteração na projeção para o câmbio. Dólar previsto a R$ 3,26 no fechamento do ano.

Outras apostas:

Taxa de juros Selic 13,75% ao ano
Produção industrial -6,03%
Inflação pelo IPCA 7,34%
Preços administrados +6,20%

 

 

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Empresários e analistas de mercado esperam que economia seja destravada com aprovação do impeachment

31 de agosto de 2016 1
Foto: Mateus Bruxel / Agência RBS.

Foto: Mateus Bruxel / Agência RBS.

 

 

Mercado financeiro

Após a aprovação do impeachment, a Bolsa de Valores de São Paulo amenizou a queda. o Ibovespa estava caindo 1,82% e passou para -0,9%, segundo Bruno Madruga, assessor de renda variável da Monte Bravo Investimentos.

Em seguida, saltou 0,6%. Alexandre Wolwacz, sócio do Grupo L&S, disse que houve forte entrada de pressão compradora, que faz o índice subir forte e muito rápido. A movimentação não afetou o dólar significativamente.

- Podemos resumir com elevadíssima volatilidade no mercado de ações e relativa calmaria no dólar.

Sobre títulos públicos, Pier Mattei, também da Monte Bravo, disse que ainda é preciso esperar os ajustes fiscais que a equipe econômica de Michel Temer irá tomar. Além disso, tem o impacto da decisão sobre a taxa de juros Selic que será tomada pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central.

 

Varejo

Presidente do Sindilojas Porto Alegre, Paulo Kruse espera que esteja terminando o ciclo ruim da economia, que “levou o Brasil a ter 11,8 milhões de desempregados.”

- Que pare a corrupção desenfreada e espero que a Sociedade siga fiscalizando as atitudes dos governantes para que o Brasil tenha um ciclo de progresso, desenvolvimento e justiça social. – afirma Kruse.

O varejo precisa com urgência da volta da confiança, diz o presidente da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo, Vilson Noer.

- Temos sinais de um modelo de governo mais empreendedor.

FecomercioSP aponta ser imprescindível o resgate do tripé econômico: superávit primário, câmbio flutuante e metas de inflação. Argumenta que o Brasil somente conseguiu bons resultados na década passada – inclusive o investment grade (grau de investimento) – por ter aplicado estes instrumentos.

 

Petróleo e Gás

O grande desafio agora é criar condições para o retorno do investimento da indústria química no Brasil.

- E sem Petrobras.

A afirmação é do sócio da consultoria petroquímica Maxiquim, João Luiz Zuñeda.

- Este investimento terá que ser em parcela importante com capital internacional, associado ou não com empresas brasileiras.

 

Finanças Pessoais

Para o educador financeiro Everton Lopes, o mercado tende a se acalmar e as medidas do governo vão gerar confiança dos empresários.

- Esperamos crescimento sustentável, com queda no índice de desemprego, impactando diretamente nas finanças pessoais do brasileiro… E com maior giro na economia repercutindo diretamente no consequente aumento do PIB.

 

Futuro

Os economistas consultados esperam algo como uma “conscientização” dos políticos e dos eleitores. De que, se não fizer certo, haverá pressão para saída novamente. Assim como o impeachment de Dilma que, muitos concordam, ocorreu pela pressão de a economia brasileira passar por uma forte crise.

- Que a partir de agora os gestores públicos de todas as matizes aprendam que a tolerância da sociedade e zero com desequilíbrios fiscais,  políticas monetárias frouxas e corrupção. – deseja o economista da Farsul, Antônio da Luz.

Opinião semelhante tem o diretor da instituição financeira Agiplan, Eliseu Colman:

- Que o País volte ao cenário de definições e trabalho. Que as pessoas aceitem o resultado e sigam para o rumo do desenvolvimento. E que percebam que o voto tem consequências.

 

 

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PIB recua 0,6% no segundo trimestre e acumula queda de 4,6% no semestre

31 de agosto de 2016 0

 

Foto: Porthus Junior / Agência RBS

Foto: Porthus Junior / Agência RBS

 

Principal indicador da economia brasileira, o PIB recuou 0,6% no segundo trimestre. A comparação é sobre o primeiro trimestre de 2016 e já traz o ajuste sazonal.

É o sexto resultado negativo consecutivo. A divulgação foi feita há pouco pelo IBGE.

O pior desempenho foi no setor de serviços. Recuo de 2,1%. Nos Serviços, Transporte, armazenagem e correio (-2,1%), Outros serviços (-1,7%), Intermediação financeira e seguros (-1,1%), Comércio (-0,8%) e Serviços de informação (-0,6%) apresentaram queda.

Em seguida, aparece a agropecuária, com queda de 2%.

E mais:

Indústria -0,2% - “Na Indústria, houve variação negativa de 0,2% na Construção. A Extrativa mineral e a atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana cresceram, respectivamente, 0,7% e 1,1%. Já a Indústria de Transformação (0,0%) manteve-se estável no trimestre.” - detalha o IBGE.

Consumo das famílias -0,7%

Consumo do governo -0,5%

Único crescimento: Formação Bruta de Capital Fixo (Investimento pelas empresas) +0,4% – Primeiro desempenho positivo após dez trimestres consecutivos de queda.

 

Semestre

No acumulado do semestre, a queda é de 4,6%. Neste dado, a relação é com o mesmo período do ano passado.

Nesta base de comparação, destaque para o desempenho negativo da Indústria (-5,2%). Já a Agropecuária caiu 3,4% e os Serviços caíram 3,5%.

12 meses

No acumulado de 12 meses, a economia brasileira registra recuo de 4,9%.

Comentário economista da FGV Mauro Rochlin:

“A retração do comércio, motivada pelo redução do consumo das famílias que, por sua vez, é reflexo da inflação da alta taxa de juros e do desemprego. É o principal fator que explica a queda de 0,8% do setor de serviços. O País ainda não consegue enxergar um horizonte de recuperação, apesar da ligeira melhora da indústria e dos investimentos, indicados nesta última pesquisa. A alta de 0,3% na indústria, depois de cinco trimestres em queda, e do aumento dos investimentos em máquinas e equipamentos, são boas notícias, mas ainda muito tênues para dizer que há uma tendência de melhora.” 

 

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Economia brasileira voltou a crescer em junho, mas ainda tem forte queda no ano

12 de agosto de 2016 0
Foto: Porthus Junior / Agência RBS

Foto: Porthus Junior / Agência RBS

 

A economia brasileira teve um avanço de 0,23% em junho. A comparação é sobre maio pelo Índice de Atividade Econômica, com ajuste sazonal. O IBC-Br é calculado pelo Banco Central e considerado uma prévia do PIB.

No mês, o varejo teve avanço de 0,1% e a indústria, de 1,1%. Só que o setor de serviços caiu 0,5% e a previsão de safra foi de -9,8% para o ano. São indicadores do IBGE e que são considerados para o cálculo da autoridade monetária.

 

Semestre

Apesar do crescimento de junho, o acumulado do ano ainda é de queda e forte. O recuo da economia brasileira é de -5,96%, segundo o IBC-Br.

 

Outras comparações:

Junho 2016 sobre Junho 2015 -4,26%

Acumulado 12 meses -5,67%

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Crise econômica - Como explicar para as crianças

01 de agosto de 2016 0

SuperRepórter no programa Supersábado, da Rádio Gaúcha

Por Giane Guerra e Mariana Ceccon

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Brinquedos, material escolar, roupas, jogos e aparelhos eletrônicos. São muitas as tentações de consumo para crianças. Se para muitos adultos lidar com as finanças é um desafio, fazer com que as crianças entendam os limites das compras pode ser ainda mais difícil.

Ou não.

A aluna do 4º ano do Ensino Fundamental Justine Rigon Godoi, de nove anos, é um exemplo de consciência financeira.

- Eu aprendi como usar o dinheiro, o que a gente usa nas coisas necessárias, importantes e supérfluas.

Coisas supérfluas? Explica pra gente o que é isso, Justine.

- Ah! Coisas que a gente não usa, tipo o refri. O celular que eu não uso muito, mas tem pessoas que usam. Os brinquedos…. A gente tem que economizar porque o dinheiro da mãe não dura muito. É bastante, mas tem que dar para tudo né? Tem que dar para os teus irmãos, para a conta da luz, para conta da água, para nossa comida, esses gastos importantes.

A Justine aprendeu esses conceitos durante a Semana Nacional de Educação Financeira, realizada em maio na Escola Estadual de Ensino Fundamental Matias de Albuquerque. Foi daí que a família de Justine criou um jogo com o objetivo de os gastos individuais.

- A gente fez um mural aqui em casa, mostrando o que a gente pode economizar. A gente mostrou ontem para o meu irmão que a gente poderia economizar R$ 5,9 mil só em coisas dele. Os materiais que a gente pode usar os antigos, os brinquedos que ele pede muito, as roupas dele que ele pode cuidar mais. No lanche da escola porque a gente tem uma conta, pra ele ficar levando e não comprando o lanche da escola.

Daniela Rigon Godoi, a mãe de Justine, explica que o jogo consiste em elencar os gastos individuais e o quanto cada um pode economizar. O objetivo? Fazer uma viagem no final do ano.

- Como ela trouxe essa consciência da educação financeira depois de participar dessa semana, a gente resolveu fazer alguma atividade para que o mano pudesse entender um pouco mais. A gente fez um mural dos gastos individuais de cada um. Quanto cada um custava na família e o quanto eles poderiam economizar, montando um projeto para o final do ano. Aí surgiu a ideia de um viagem que eles gostariam de fazer.

 

Imagem: Arquivo pessoal.

Imagem: Arquivo pessoal.

 

Também foi através de um jogo sobre educação financeira que a aluna do 8º ano do Colégio Farroupilha, Juliana Fasolo Oliveira Sobierayski, adquiriu os primeiros conhecimentos sobre finanças. A atividade foi realizada na disciplina de Matemática e proporcionou várias descobertas a estudante de 13 anos.

- Eu não imaginava que a gente gastava tanto com conta de água, escola e alimentação. Eu vi direitinho como uma pessoa gasta, como é difícil se organizar, que tem que ter um plano. Tudo que a gente faz pode gastar dinheiro. Desde o jogo, eu sei que eu tenho gastado menos luz, tomado banho com menos tempo para não gastar água. Tudo gera uma reação em cadeia. Então, a gente tem que tomar muito cuidado. Organização, organização é a chave…

Crise econômica é assunto de criança

Tem quem diga que a criança tem coisa muito mais importante para aprender do que sobre dinheiro. Mas aí, quando adulto, lidar com dinheiro é essencial e o pessoal chega sem saber nem que tem que gastar menos do que ganha.

Educador financeiro Mauro Calil diz para os pais falarem sempre a verdade sobre a situação financeira da casa:

- Fale abertamente de dinheiro. Temos um tabu muito grande para falar de dinheiro na família e isso tem que ser quebrado. Dinheiro tem limite. E temos que falar desde moedinhas de cofre colocadas no porquinho até a mesada.

Falando assim, por exemplo:

- Papai perdeu o emprego e agora dependemos da mamãe. Então, sua mesada caiu pela metade. Tem que pegar junto. As crianças entendem, trarão soluções criativas e leveza para esse assunto. Dizer, por exemplo, que o churrasco será menor e não teremos tanta gente em casa.

Sócia-diretora da Intus Forma Educação Financeira e pesquisadora sobre tema formação de hábitos de educação financeira em crianças, Ana Pregardier dá dicas para as escolas. É preciso mostrar que a crise econômica é uma ruptura, que as coisas precisam ser mudadas a partir dali:

- Com os bem pequenos, para que entendam a mudança, podemos fazer um caminho em linha reta. Coloca um obstáculo, que é o momento de crise, e a linha ondulada a partir dali. É a ruptura.

Um bom exercício é mostrar onde estão os gastos, que podem ser cortados e – o muito importante – o combate ao desperdício.

- Para termos aula aqui, é preciso ter luz na sala de aula, giz, merenda… Ir quantificando e mostrando o que se consome. E o desperdício: acompanhar o que vai fora na merenda escolar. Pesar o que ia fora e depois calcular o quanto isso custava em arroz, feijão… E ver quanto de dinheiro foi fora.

Ouça a reportagem que foi ao ar:

Leia mais sobre educação financeira infantil:

Sancionada lei que inclui educação financeira nas escolas de Porto Alegre a partir de 2017

Secretaria da Educação apoia projeto que inclui educação financeira nas escolas públicas de Porto Alegre

Lançados novos quadrinhos da Mônica sobre educação financeira para crianças

Sete erros para evitar ao dar mesada para os filhos

“Faço birra, ajoelho, deito” – Crianças contam como fazem para ganhar o que querem

Mesada deve começar a partir dos sete anos da criança
Finanças é coisa de criança – As primeiras lições para a vida financeira

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Prévia do PIB mostra que economia voltou a cair em maio

14 de julho de 2016 0
Foto: Porthus Junior / Agência RBS

Foto: Porthus Junior / Agência RBS

 

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central voltou a cair em maio. Recuo de 0,51% sobre abril, com o ajuste sazonal. O IBC-Br é considerado uma prévia do PIB.

Na divulgação anterior, o índice tinha avançado e quebrado 15 meses consecutivos de queda na economia brasileira.  Conforme o dado atualizado, tinha crescido 0,07%.

A queda veio ainda mais intensa do que o mercado esperava. Tanto que o patamar da economia em maio foi o pior do ano, conforme o levantamento do Banco Central.

Os indicadores divulgados pelo IBGE tinham alertado para o desempenho. A indústria ficou estagnada, sem cair nem crescer em maio. O setor de serviços caiu 0,1%. Mas, principalmente, houve o impacto das vendas do varejo, que despencaram 1%.

12 meses

Com o resultado de maio, o acumulado de 12 meses aponta queda de 5,51% na economia brasileira. Os analistas estão projetando retração de 3,3% em 2016, conforme o último relatório Focus divulgado pelo Banco Central.

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Pesquisadores param levantamento feito há 24 anos sobre desemprego na Região Metropolitana

01 de julho de 2016 2

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Depois de 24 anos, pesquisadores da Pesquisa de Emprego e Desemprego pararam o levantamento nesta sexta-feira. Venceu ontem o contrato com a empresa terceirizada que faz a parte de campo.

A pesquisa é conduzida por Fundação de Economia e Estatística, Dieese e Fundação Gaúcha do Trabalho e Assistência Social. O convênio para repasse de verbas é com o Governo Federal.

Ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira disse que o convênio está mantido. Que o ministério mantém o repasse. Orientou a Rádio Gaúcha e blog Acerto de Conta$ a buscar uma posição com o presidente da FGTAS.

A FGTAS disse que teria uma posição nesta semana, mas ainda não informou qual a situação da pesquisa. Integrantes da fundação estiveram em Brasília nesta semana.

Foi lançada no fim da manhã uma carta pública em apoio à pesquisa, que foi apresentada nesta semana.

“Reconhecendo a relevância de se estudar emprego e mercado de trabalho, por serem definidores da condição de vida dos indivíduos e esferas estruturantes das sociedades, nos preocupa perder o instrumento que é hoje considerado o mais completo para análise das especificidades locais da RMPA – por ter a mais longa série histórica e a maior amostra de indivíduos investigados.” – diz.

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Economia brasileira avança após 15 meses de retração

16 de junho de 2016 0

banco

 

A economia brasileira teve um pequeno avanço em abril. Mas foi o primeiro resultado positivo após 15 meses de queda no Índice de Atividade Econômica.

O IBC-Br é calculado pelo Banco Central. É, inclusive, considerado uma prévia do PIB brasileiro.

O avanço em abril foi de 0,03% sobre março, já com o ajuste sazonal. O mercado esperava aumento, mas achava que o crescimento seria maior.

Passou de 134,41 pontos para 134,45 pontos. Em abril do ano passado, o IBC-Br estava em 142,66.

Em abril, conforme os dados do IBGE, tivemos um pequeno avanço da produção industrial e nas vendas do varejo brasileiro. Só que o setor de serviços ainda registrou recuo forte.

12 meses

O acumulado de 12 meses ainda apresenta o recuo bastante forte. Retração de 5,35% na economia brasileira.

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Seis sequelas que a crise deixará na economia brasileira

16 de maio de 2016 0
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Foto: Ronald Mendes / Agencia RBS.

Apesar de sinais que mostram melhora na confiança do consumidor e de empresários, a crise deixará sequelas na economia brasileira. Além das empresas, o economista da Fundação de Economia e Estatística, Jéfferson Colombo reforça as consequências na economia das famílias.

- As famílias estão empobrecendo, saindo da classe média para a classe baixa em uma velocidade muito rápida. Além disso, estamos em uma situação de “armadilha” da pobreza, onde que é pobre permanece pobre.

A pedido da Gaúcha e blog Acerto de Conta$, o economista listou custos de médio e longo prazos da recessão:

1) Depreciação de capital fixo, obsolescência: a crise faz com que as empresas não tenham recursos (nem apetite para risco, dado que não há demanda) para investir em renovação de máquinas, modernização de equipamentos e expansão de capacidade produtiva. Há pelo menos três canais pelo qual a crise afeta os investimentos corporativos: fluxo de caixa (menos recursos gerados internamente pelas empresas), condições de oferta (crédito escasso e caro), e condições de demanda (incertezas, falta de dinamismo econômico). Com o rápido avanço tecnológico mundial, a ausência de investimentos em bens de capital mais produtivos prejudica a competitividade e a inserção internacional das empresas brasileiras.

2) Despesas públicas com educação: a recessão atinge fortemente investimentos em todos os níveis de ensino. Com a queda na arrecadação de estados e municípios, há falta de recursos para os ensinos básico e fundamental, justamente onde os retornos de longo prazo da educação são maiores (educação de qualidade nos anos de ensino iniciais tendem a gerar um retorno positivo permanente na renda dos indivíduos). Embora não sejam mensurados nos indicadores de curto prazo da economia, o corte de investimentos em educação derivado da crise reduz a capacidade de crescimento econômico no futuro porque a economia não aumenta o estoque de capital humano. Além disso, por afetar as famílias mais pobres, contribui para a persistência da desigualdade socioeconômica brasileira.

3) Incentivos de estudar e trabalhar: a crise faz com que gastos considerados supérfluos pelas famílias, como educação privada, sejam cortados devido à redução do poder aquisitivo. Somado a isso, a queda na renda domiciliar faz com que muitos jovens tenham de entrar no mercado de trabalho muito cedo para complementar o orçamento doméstico. Do ponto de vista macroeconômico, abandonar investimentos em educação de qualidade, que trazem retornos de longo prazo aos indivíduos, a sua família e a terceiros, é fato socialmente indesejável.

4) Inovação, Pesquisa e desenvolvimento: Esses investimentos são considerados os motores do crescimento econômico de longo prazo. E a crise atinge em cheio investimentos em P&D. Brasil investe 1,2% do PIB nessa rubrica, enquanto China e Europa investem 2%. Líder é a Coréia do Sul: 4,4%. Durante crises, as fontes de investimento público e a geração de caixa das companhias se deterioram, e as empresas acabam cortando investimentos nessas áreas.

5) Infraestrutura e investimento: além da parcela do orçamento público alocada em infraestrutura ser historicamente baixa no Brasil (1,47%, em 2014; outros países emergentes, como Índia, chegam a 8%; mesmo países desenvolvidos, como EUA, investem 2,9%), a rigidez orçamentária torna o investimento a parte mais frágil da despesa pública. Diante da impossibilidade de cortar outros gastos, as despesas de capital foram reduzidas em 34% em 2015, incluindo obras de infraestrutura importantes no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Como resultado, a economia não consegue aumentar sua produtividade de médio e longo prazos.

6) Alto número de falências (destruição da matriz produtiva): dados da Junta Comercial do Rio Grande do Sul mostram que 94% mais negócios foram extintos em 2015 (15.604 em 2015, ante 8.046 em 2014). A crise brasileira – e seus elementos que limitam a ação das empresas, como o aumento do custo de capital, a alta do dólar, aumento do custo de insumos como energia elétrica, combustíveis, etc. – reflete esse fenômeno. O fechamento massificado de empresas afeta toda a cadeia de produção e deteriora também o ambiente concorrencial (podendo trazer consequências inclusive para a inflação futura). Além disso, a atividade empreendedora originada de períodos de crise prolongada é tipicamente associada ao trabalho por conta própria, derivado de necessidade (como consequência da perda do emprego, por exemplo) e não de vocação. Isso pode aprofundar a já elevada taxa de mortalidade das empresas brasileiras, especialmente as jovens.

 

Ouça entrevista com o economista da FEE Jéfferson Colombo:

 

 

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