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Exportações gaúchas têm pior resultado desde 2010 e China segue o principal destino

26 de janeiro de 2017 0

Em 2016, as exportações gaúchas totalizaram US$ 16,578 bilhões. É uma redução de 5,4% em relação a 2015. A receita seguiu em queda pelo terceiro ano consecutivo e atingiu o menor patamar desde 2010.

O volume também caiu em relação a 2015 (-7,6%), mesmo com preços voltando a crescer após dois anos (2,5%). Os dados foram divulgados pela Fundação de Economia e Estatística.

Pesquisador em Economia da FEE, Tomás Torezani explica que a redução do volume exportado pelo Rio Grande do Sul se deve ao menor crescimento do comércio global e elevação de práticas protecionistas.

- Ainda que sem os dados consolidados, 2016 deve ser o ano com o ritmo mais lento de crescimento do comércio mundial desde o auge da crise financeira internacional, em 2009.

Ainda assim, o Rio Grande do Sul alcançou em 2016 o seu segundo maior volume embarcado da história. Já que o recorde tinha sido registrado no ano anterior.

- O destaque positivo das exportações no ano passado foi a evolução dos preços dos produtos vendidos, que iniciaram uma recuperação gradual ao longo de 2016. Esse movimento foi influenciado pela valorização, mesmo que inicial, dos preços dos produtos básicos, na esteira da recuperação dos preços internacionais de algumas commodities importantes para o Estado, como a soja em grão e o fumo em folhas.

Os principais produtos exportados foram soja em grão, fumo em folhas, carne de frango, polímeros plásticos e farelo de soja. A venda desses cinco produtos representou metade de toda a receita exportadora gaúcha. Houve recorde no volume exportado de celulose e polímeros plásticos.

Já a queda de mais de 10% nas vendas de soja em grão ao exterior foi a que mais impactou negativamente o volume embarcado do Estado.

- O trigo, o arroz, o farelo de soja e o leite e creme de leite também afetaram negativamente o volume das exportações gaúchas. Por outro lado, a celulose foi o produto que mais contribuiu para o crescimento do volume embarcado, além de produtos manufaturados importantes como calçados, polímeros e automóveis.

 

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Os principais destinos das exportações gaúchas foram: China (26,1%), Argentina (7,9%), Estados Unidos (7,4%), Holanda (3,7%) e Bélgica (3,0%). Os dois últimos países serviram de porta de entrada das mercadorias gaúchas para a União Europeia como um todo.

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Embarques recuam de novo e Rio Grande do Sul cai no ranking de exportadores

22 de novembro de 2016 0

Em outubro, as exportações do Rio Grande do Sul somaram US$ 1,252 bilhão. Ou seja, uma queda de US$ 276,5 milhões em relação ao mesmo mês do ano anterior (-18,1%).

Os dados são da Fundação de Economia e Estatística. É o segundo mês consecutivo – e o quarto no ano – que as exportações gaúchas caem em todos os índices: valor (-18,1%), volume (-17,2%) e preço (- 1,1%).

O resultado deixa o Rio Grande do Sul como o quarto maior exportador no ranking nacional. Uma posição abaixo da ocupada no mesmo período de 2015.

Segundo o pesquisador da FEE Tomás Torezani, há vários motivos:

- Retração do volume embarcado no caso dos produtos básicos, retração em preços no caso dos produtos manufaturados, e retrações em volume e em preços no caso dos produtos manufaturados. Pela queda mais forte registrada no valor exportado do grupo de produtos básicos, este perdeu participação na pauta gaúcha em detrimento do avanço dos produtos industrializados (semimanufaturados e manufaturados).

Os cinco produtos gaúchos mais vendidos no mês de outubro foram fumo em folhas (18,9%), soja em grão (14,7%), carne de frango (5,9%), polímeros plásticos (5,8%) e farelo de soja (4,5%).

China (28,1%), Argentina (8,4%), Estados Unidos (6,7%), Bélgica (4,3%) e Chile (3,4%) constituem os principais mercados de destino.

No acumulado de janeiro a outubro de 2016, as exportações gaúchas alcançaram US$ 13,736 bilhões: -9% em valor, -1,5% em volume e -7,6% em preços. Redução também puxada pelo recuo das vendas de produtos básicos.

 

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Exportação de calçados esportivos mais que dobrou

14 de novembro de 2016 0
Foto: Divulgação Abicalçados.

Foto: Divulgação Abicalçados.

 

A exportação de calçados esportivos cresceu 120%. O destaque é da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados, considerando os embarques feitos de janeiro a outubro.

Foram US$ 21 milhões de faturamento. Em volume, a exportação atingiu 1,64 milhão de pares.

- Com um valor médio de quase US$ 13 por par, o calçado esportivo tem sido um fator importante no incremento dos resultados gerados com as exportações. – acrescente o presidente da Abicalçados, Heitor Klein.

Disparada na frente, a Argentina é o principal destino. Comprou mais de US$ 14 milhões. Em seguida, o Peru, com US$ 1,7 milhão. Depois, Paraguai, com quase US$ 1,2 milhão.

Os calçados esportivos são produzidos no Rio Grande do Sul também. Integrante da equipe de Inteligência da Abicalçados, Leonardo Metzger explica que Vietnã e Indonésia também são grandes exportadores de calçados esportivos, mas são, em geral, de tipos diferentes.

- Além disso, o câmbio favoreceu a exportação dos produtos brasileiros. E tem ainda o custo menor de logística para enviar os calçados daqui para os principais destinos, que são Argentina, Peru e Paraguai.

Comitiva da Abicalçados tem reunião nesta terça-feira em Buenos Aires. Estão nas tratativas para que a Argentina volte a derrubar as barreiras às importações de calçados brasileiros.

 

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Nova classe média chinesa abre espaço para diversificar exportações do Rio Grande do Sul

12 de outubro de 2016 0
Foto: CC0 Public Domain.

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As exportações do Rio Grande do Sul para a China cresceram 1.820% em 15 anos. Em 2000, os embarques somaram US$ 250 milhões. Em 2015, já foram US$ 4,8 bilhões.

A China já é o principal destino das exportações do Estado. Em alguns meses, supera 40% de tudo que é vendido para o exterior.

São comprados principalmente produtos primários. O destaque é a soja.

Publicação da agência oficial chinesa Xinhua News comemora o aumento das exportações do Brasil para a China. Mesmo em um contexto difícil do comércio internacional.

O levantamento dos dados é de Tarson Núñez, da Fundação de Economia e Estatística. O pesquisador quer alertar para as oportunidades que podem surgir no mercado chinês.

- A China tem enfatizado o mercado interno e o seu próprio potencial de consumo como motor para o desenvolvimento. Essa perspectiva abre um campo considerável para uma diversificação da pauta exportadora do Rio Grande do Sul para o país. A nova classe média chinesa, que vem crescendo tanto em termos absolutos como em capacidade de consumo, pode ser um mercado de enorme potencial para as exportações gaúchas.

Núñez destaca produtos agroindustriais do Rio Grande do Sul com bom potencial de exportação para a China.

- Vinhos, bebidas e sucos de uva e outras frutas, produtos alimentares processados com maior valor agregado, como cortes de carnes premium, doces, balas e caramelos, são produtos que têm alto potencial de aumento de exportações. Da mesma forma, artigos de cutelaria, calçados de alto padrão, itens de joalheria e outros produtos de consumo das famílias têm potencial para conquistar o mercado da nova classe média chinesa.

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Exportações gaúchas voltam a crescer

22 de setembro de 2016 0
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS.

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O Rio Grande do Sul exportou em agosto US$ 1,749 bilhão. Com isso, os embarques voltaram a crescer. O faturamento cresceu 9,6% em relação ao mesmo mês do ano passado.
Os dados são da Fundação de Economia e Estatística. O resultado mantém o Rio Grande do Sul como o terceiro maior exportador do País. Respondeu por 10,3% dos embarques brasileiros.

Segundo Tomás Torezani, pesquisador da FEE, as exportações gaúchas voltaram a crescer em valor e em volume. Julho tinha interrompido uma sequência de resultados negativos.

- A desaceleração da redução dos preços dos produtos exportados resultante da ainda incipiente recuperação dos preços de commodities e os maiores volumes embarcados explicam a elevação das receitas.

O crescimento das receitas foi puxado principalmente pelas exportações de produtos básicos. Destaque para soja em grão (+US$ 83,0 milhões), fumo em folhas (+US$ 65,0 milhões) e farelo de soja (+US$ 39,2 milhões).

China (31,1%), Argentina (7,2%), Estados Unidos (6,8%), Irã (5,9%) e Bélgica (4,4%) foram os principais destinos dos produtos gaúchos em agosto.

 

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Nunca a soja representou tanto na exportação do Rio Grande do Sul

06 de setembro de 2016 0
Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS.

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Do faturamento das exportações de julho do Rio Grande do Sul, 41,1% veio da soja. É uma participação recorde, mostrou o levantamento do pesquisador Tomás Torezani, da Fundação de Economia e Estatística.

Os meses em que a soja representou mais nos embarques gaúchos:

Julho 2016 41,1%
Maio 2013 40,6%
Maio 2014 40,3%
Agosto 2013 39,7%
Maio 2016 39,1%

- O crescimento de 11,9% do preço do grão no mês, mesmo com um recuo de 1,5% no volume embarcado, contribui para o crescimento de US$ 65,9 milhões (+10,2%) das suas receitas, atingindo o maior valor exportado para um mês de julho na história (US$ 712,9 milhões). – detalha Torezani.

Segundo a FEE, a China foi o grande destino das vendas gaúchas para o exterior em julho. Alcançou 42,1% de tudo o que foi exportado. Apenas a soja em grão representou 90% (US$ 660,4 milhões).

Não há receio de dependência elevada da soja e da China? Economista da Farsul, Antônio da Luz responde:

- Não acho que seja dependência. Penso que uma oportunidade. Eles são mais dependentes de nós do que nós deles.

E sugere uma discussão:

- Se estamos com níveis cambiais tão elevados por que então estamos concentrando ainda mais no agronegócio? Por que a indústria – que sempre culpou o câmbio por sua falta de competitividade – diminui a participação ao invés de aumentar?

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Gaúcha cria marca para vender espeto movido a pilha e energia solar nos Estados Unidos e Europa

22 de agosto de 2016 0
Foto: Divulgação.

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Empresa gaúcha, a Espetoflex está criando uma nova marca. É a BBQ Flex. O objetivo é expandir a exportação do espeto de churrasco giratório movido a pilha e a energia solar.

O BBQ é a abreviatura de barbecue. Os clientes estrangeiros vão associar mais rapidamente a marca a churrasco.

Quatro pilhas alcalinas garantem autonomia de 60 horas para o Espetoflex assar a carne. A empresa tem duas fábricas e fabrica seis mil espetos por mês.

A marca é essencial para que o produto seja mais facilmente reconhecido em outros países, explicou o diretor Luciano Kaefer ao programa Destaque Econômico, da Rádio Gaúcha.

- Pretendemos aumentar as vendas para o exterior, que hoje representam 20% do faturamento. A ideia é duplicar este número em um ano.

A empresa está de olho nos mercados europeu e norte-americano. Até por isso tem a opção do espeto rotativo movido a energia solar:

- Lá, o consumidor é muito mais resistente às pilhas e paga mais por produtos de energia limpa.

Em vez de quatro pilhas, no local é colocada a placa solar que fica acima de uma bateria de lithium, com autonomia de dez horas de uso. Terminado o churrasco, o Módulo Solar deve ser colocado no sol para recarregar.

 

 

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Economistas projetam impacto direto de Brexit nas exportações gaúchas

09 de agosto de 2016 0
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS.

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“Para o Rio Grande do Sul, o Brexit poderá impactar diretamente as exportações oriundas do Estado para o Reino Unido e, indiretamente, as exportações para a União Europeia.”

Brexit foi o plebiscito que decidiu, em junho, pela saída do Reino Unido da União Europeia. E a previsão de impacto na economia gaúcha é dos pesquisadores Alessandro Miebach e Bruno Jubran, da Fundação de Economia e Estatística.

Em 2015, o Rio Grande do Sul exportou US$ 2,5 bilhões para a União Europeia. É quase 15% do total embarcado pelo Estado.

Da exportação para o bloco econômico, 93,8% são produtos da indústria da transfomação. Para o Reino Unido, também.

Segundo a FEE, o Reino Unido fica com 7,8% das exportações industriais para a União Europeia. Compra principalmente produtos de abate e carne, fumo processado, calçados, resinas e móveis.

As exportações gaúchas vão principalmente para Alemanha e Países Baixos. De lá, são redistribuídas. A saída do Reino Unido deve gerar um redirecionamento dos produtos gaúchos para lá.

“Mas há dúvidas se essa readequação será rápida e sem prejuízos aos exportadores gaúchos.”

Conforme for conduzida, os pesquisadores acreditam que a instabilidade política na Europa pode ter impacto direto na indústria do Rio Grande do Sul. Isso seria bastante ruim, pois o setor ainda enfrenta sérios efeitos negativos da crise econômica do próprio Brasil.

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Faturamento das exportações gaúchas é o mais baixo desde 2010

26 de julho de 2016 0
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS.

Foto: Porthus Junior / Agencia RBS.

 

As exportações gaúchas fecharam o pior semestre desde 2010. Somaram US$ 7,7 bilhões, recuo de US$ 350 milhões na comparação com o primeiro semestre de 2015.
O balanço é da Fundação de Economia e Estatística. Foi embarcado o maior volume para o exterior de toda a série histórica da pesquisa. Mas o crescimento não foi o suficiente para compensar a retração dos preços dos produtos exportados.

Pesquisador em Economia da FEE, Tomás Amaral Torezani explica o aumento recorde do volume embarcado:

- Além do incremento da demanda dos principais importadores dos produtos gaúchos, a forte contração do mercado doméstico e, em certa medida, o processo de depreciação do real frente ao dólar, também contribuíram para o crescimento nos embarques em 2016.

No ranking nacional, o Rio Grande do Sul ficou em 5º lugar no ranking nacional. Ultrapassou o Rio de Janeiro, atingido pela redução do preço do petróleo. Mas foi superado por Mato Grosso, pela forte elevação das vendas de soja e milho em grãos, e por Paraná, também pelas vendas de soja.

 

Soja

A soja em grão foi o principal produto exportado pelo Rio Grande do Sul. Teve recorde histórico em 2016 de volume embarcado para um 1º semestre (5,1 milhões de toneladas).

- Na esteira da supersafra do ano, dos massivos embarques para a China e do crescimento das vendas para o Irã e Paquistão.

Mas a receita em dólar foi a menor dos últimos quatro anos. Houve queda no preço do grão.

 

Celulose

Um destaque positivo é a venda de celulose, que segue crescendo. Deve-se ao aumento da capacidade produtiva da Celulose Riograndense, em Guaíba, além do recorde de vendas para China e para outros 17 países.

 

Automóveis e plásticos

A FEE também destaca a venda de automóveis e plásticos.

- A exportação de automóveis cresceu em função do estabelecimento de novos acordos automotivos no âmbito nacional, com recuperação de vendas para Argentina e início de embarques para a Colômbia. A elevação da venda dos polímeros plásticos ocorreu pelo crescimento da demanda de países como Estados Unidos, Bélgica, Argentina e Chile. – complementa Torezani.

 

China

A China é o principal destino das exportações gaúchas. Absorve mais de um quarto das vendas. A venda de soja para o país representou 21% das exportações totais do Rio Grande do Sul, no primeiro semestre.

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Estados Unidos quase dobram compra de calçados gaúchos

13 de julho de 2016 0
Foto: Divulgação Abicalçados.

Foto: Divulgação Abicalçados.

 

Os Estados Unidos fecharam o primeiro semestre como principal destino dos calçados produzidos no Rio Grande do Sul. Foram 2,1 milhões de pares. É um volume 93% maior do que nos primeiros meses do ano passado.

Os embarques para os Estados Unidos somaram US$ 48 milhões. Houve recuperação da economia norte-americana, mas o principal motivo é o dólar valorizado.

Destinos do calçado gaúcho no primeiro semestre:

EUA
2,1 milhões de pares (+93,2%)
US$ 48 milhões (+51,5%)

FRANÇA
838,8 mil pares (+15,6%)
US$ 18 milhões (+3,5%)

ARGENTINA
1,17 milhão de pares (+85%)
US$ 15 milhões (+33,3%)

BOLÍVIA
904,4 mil pares (+41%)
US$ 8,77 milhões (+1%)

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Exportação geral de calçados

No primeiro semestre, o Rio Grande do Sul seguiu como o principal exportador de calçados do Brasil. No período, os gaúchos embarcaram 13 milhões de pares por US$ 195 milhões. O crescimento em volume foi de 44,6%. Em faturamento, 11,2%.

O segundo maior exportador de calçados do semestre foi o Ceará.

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Câmbio

Presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, alerta, no entanto, para a volatilidade cambial:

- O câmbio volátil não traz segurança para os negócios. Por vezes, é melhor um câmbio mais baixo do que flutuando diariamente da forma que está. No início do ano, com o dólar valorizado e chegando a casa de R$ 4, tínhamos uma expectativa muito mais positiva, mas que foi arrefecendo ao longo do semestre.

 

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