O Ministério da Agricultura afirma que há testes para identificar de forma rápida se há formol no leite e que poderiam ser amplicados pelas indústrias ao receberem a bebida. Segundo Ana Stephan, chefe da divisão de Defesa Agropecuária do órgão no Rio Grande do Sul, há, inclusive, laboratórios credenciados no Rio Grande do Sul e um estabelecimento que é do próprio Ministério da Agricultura.
No programa Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, o secretário-executivo do Sindicato das Indústrias de Laticínios, Darlan Palharini, disse que as empresas foram vítimas da adulteração promovida pelos transportadores. Explica que a análise do produto é feita quando chega à indústria e os testes recebem um protocolo junto ao Ministério da Agricultura.
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O Ministério da Agricultura informa que as indústrias produtoras do leite UHT adulterado foram submetidas ao Regime Especial de Fiscalização e ficaram impedidas de comercializar os produtos até que fosse aprovado um plano de medidas corretivas e que três amostras consecutivas apresentassem resultados laboratoriais dentro dos padrões.
A Rádio Gaúcha e o blog Acerto de Conta$ tentam contato com as indústrias para uma posição das empresas. Comunicados recebidos:
Da Vonpar, empresa da marca Mu-Mu:
"- A investigação do Ministério Público está concentrada no transporte entre o produtor leiteiro e os postos de resfriamento, onde o produto fica armazenado antes da entrada em nossa fábrica.
- A empresa atende a todos os requisitos e protocolos de testes de matéria prima exigidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
- A empresa permanece à disposição do MP e MAPA, no que for solicitado.
Para os consumidores que eventualmente possuam os produtos do lote 3 ARC, fabricação 18 de janeiro de 2013, ou tiverem dúvidas, o Sistema de Atendimento ao Consumidor está à disposição para esclarecimentos: 0800 51 7542, de segunda a sexta, das 7h30 às 18h30 e, aos sábados, das 7h30 às 13h30."
Da Bom Gosto, empresa da marca Líder:
"A Líder informa que o lote de leite UHT, marca Líder (lote TAP 1 MB), produzido em 17 de dezembro de 2012 em Tapejara, no Rio Grande do Sul, mencionado na investigação do Ministério Público do referido Estado, foi retirado completamente do mercado em fevereiro deste ano, tão logo a Companhia tomou conhecimento da possibilidade de existir um problema de qualidade no lote.
Em vista disso, já foram descredenciadas cinco transportadoras terceirizadas de leite cru. A empresa também decidiu fechar um dos postos de resfriamento no Rio Grande do Sul por causa da ação de fraudadores na região. A companhia tem acompanhado de perto a investigação do MP e já tomou as medidas cabíveis com relação aos envolvidos.
A Líder reafirma que segue todas as regras de fiscalização exigidas pelo Ministério da Agricultura e que, a partir de janeiro deste ano, reforçou a fiscalização do leite recebido, incluindo as novas exigências do Ministério da Agricultura. Além disso, a Líder faz dupla checagem, nos postos de resfriamento e na fábrica, e desde janeiro não detectou nenhuma adulteração no leite cru adquirido. O leite Líder disponível no mercado está apto, portanto, para ser consumido com segurança."
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