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Posts com a tag "inflação"

Mercado piora previsão para o PIB, mas melhora para inflação

25 de julho de 2016 0
Foto: Porthus Junior / Agência RBS

Foto: Porthus Junior / Agência RBS

 

O mercado piorou a previsão para o PIB. Aposta em retração de 3,27% em 2016. Um pouco mais intensa do que na semana anterior.

As previsões dos analistas aparecem no relatório Focus. O documento é divulgado na segunda-feira pelo Banco Central.

Já para a inflação, o mercado reduziu a projeção. Apostando em IPCA de 7,21% no ano.

Outras previsões:

Dólar R$ 3,34
Taxa de juros Selic 13,25% ao ano
Produção industriual -5,95%
Preços administrados +6,38%

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Preços dos alimentos subiram 50% mais do que a inflação desde 2010

22 de julho de 2016 1
Foto: Charles Guerra / Agencia RBS.

Foto: Charles Guerra / Agencia RBS.

 

De janeiro de 2010 a maio de 2016, os preços dos alimentos – em casa e na rua – avançaram 83,2%. É uma variação bem superior à inflação oficial do País, que foi de 55,5%. Aumento, portanto, 50% acima.

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada fez uma análise da inflação nos últimos cinco anos para identificar o impacto do preço dos alimentos. Exceto no período entre o fim de 2011 e o início de 2012, a inflação dos alimentos tem sido sempre superior à do IPCA total.

Dados compilados pelo Ipea:

Índice geral 55,5%
1.Alimentação e bebidas 83,2%
11.Alimentação no domicílio 81,8%
1101.Cereais, leguminosas e oleaginosas 116,0%
1102.Farinhas, féculas e massas 77,1%
1103.Tubérculos, raízes e legumes 112,5%
1104.Açúcares e derivados 64,0%
1105.Hortaliças e verduras 116,2%
1106.Frutas 100,6%
1107.Carnes 90,8%
1108.Pescados 78,5%
1109.Carnes e peixes industrializados 71,9%
1110.Aves e ovos 64,6%
1111.Leites e derivados 86,9%
1112.Panificados 69,9%
1113.Óleos e gorduras 51,9%
1114.Bebidas e infusões 73,6%
1115.Enlatados e conservas 44,7%
1116.Sal e condimentos 92,4%
12.Alimentação fora do domicílio 85,5%

 

Em alguns momentos, como no início do terceiro trimestre de 2013, esse grupo de bens foi responsável por quase 40%
de toda a variação do índice cheio. Mais recentemente, a trajetória de alta dos alimentos, que acontece com uma intensidade ainda maior no atacado, ganhou novo impulso e impediu o recuo mais rápido do IPCA. Na prévia do indicador para julho, divulgada ontem pelo IBGE, feijão, arroz e leite pressionaram muito a inflação.

Na época em que a economia estava em crescimento, tínhamos a inflação de demanda. Principalmente, no setor de serviços. Com a crise, a inflação passou a ser pressionada pelos preços administrados, como energia e combustíveis. Agora, a pressão está nos alimentos.

“Os ciclos de alta inflacionária em 2011 e 2013 foram desencadeados, sobretudo, por uma forte alta nos preços das commodities (gráfico 4). A partir de 2015, entretanto, o processo de valorização da taxa de câmbio tornou-se o principal responsável pela inflação dos alimentos, impedindo que o país se beneficiasse da queda nas cotações
desses produtos no mercado internacional. De fato, a forte desvalorização cambial, ocorrida ao longo de 2015, não só pressionou ainda mais os preços dos insumos agrícolas importados, como também gerou um atrativo maior ao setor exportador, que passou a deslocar parte da produção doméstica para o mercado externo. Já nos últimos meses, foi verificada uma reversão na trajetória dos preços das commodities, impulsionada não só pelo fenômeno climático El Niño, que afetou as safras de grãos em toda a América do Sul, como também pela expectativa de problemas na produção de cereais na América do Norte no segundo semestre, decorrentes do fenômeno da La Niña.”

 

Tendência

O Ipea avalia, no entanto, que a pressão dos preços dos alimentos deve perder força nos próximos meses:

“Adicionalmente, o comportamento mais favorável dos preços no atacado previsto para os próximos meses, aliado à recente valorização da taxa de câmbio, indica que a inflação dos alimentos medida pelo IPCA deve arrefecer, contribuindo para um retorno mais rápido do índice cheio para níveis mais próximos ao teto da banda de tolerância da meta de inflação.”

 

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Com a maior alta desde 2008, alimentos provocam avanço forte da inflação em julho

21 de julho de 2016 1
Foto: Charles Guerra / Agencia RBS.

Foto: Charles Guerra / Agencia RBS.

Considerado uma prévia da inflação oficial do País, o IPCA-15 avançou em julho. Passou de 0,40% em junho para 0,54%.

É um aumento maior do que o mercado esperava. Com o resultado, o acumulado de 12 meses fica em 8,93%. A pesquisa é do IBGE.

A maior pressão foi do grupo Alimentos e Bebidas. Registrou a mais elevada variação para os meses de julho desde 2008.

O feijão-carioca ficou 58% mais caro. Foi o item que exerceu o maior impacto no índice do mês. Os demais tipos de feijão também apresentaram aumentos significativos nos preços.

O arroz também pesou bastante. Média de alta de 3,36%.

O leite, com participação importante na despesa das famílias, aumentou 15,54%. Porto Alegre teve a segunda maior elevação: 27,46%.

“Em contraposição à alta do grupo Alimentação e Bebidas (1,45%), a maioria dos demais grupos de produtos e serviços pesquisados evidenciou desaceleração na taxa de crescimento de junho para julho.” – pondera o IBGE.

 

Porto Alegre

A Região Metropolitana de Porto Alegre teve desaceleração na inflação, no entanto. Passou de 0,42% para 0,20%. Foi o menor do País, favorecido pela queda na tarifa de energia elétrica da RGE.

 

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Poupança perdeu para a inflação no semestre e dinheiro na caderneta está valendo menos

19 de julho de 2016 1

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A poupança perdeu para inflação novamente no primeiro semestre. O dado da consultoria Economática mostra que o dinheiro na caderneta está valendo 0,40% menos, o que é perda do poder aquisitivo.

O retorno da poupança ficou em 4% no acumulado de janeiro a junho. No mesmo período, a inflação pelo IPCA foi de 4,42%.

Por isso que se diz que poupança não é investimento. O retorno da caderneta não faz o dinheiro acompanhar nem a variação de preços da economia brasileira. O dinheiro na caderneta no início do ano não compra agora o mesmo que comprava naquela época.

Alternativas:

Fundadora do site Finanças Femininas, Carolina Ruhman Sandler dá dicas de outros investimentos:

CDB
Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) são uma forma de os bancos captarem recursos. Ao comprar esses títulos emitidos pelos bancos, você empresta dinheiro a eles. Há CDBs prefixados e pós-fixados. No caso do prefixado, no momento da aplicação o investidor já sabe qual remuneração terá. No pós-fixado, a rentabilidade tem como base uma taxa de referência, como o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que está próximo da Selic – a taxa básica de juros – atualmente em 14,25%. Na modalidade pós-fixada, o investidor só vai saber o quanto receberá no resgate. A quantidade mínima para investir em CDB varia de acordo com cada instituição financeira e ele pode ser vendido de volta para os bancos a qualquer momento ou em um prazo definido. Uma das vantagens é que ele preserva o poder de compra ao longo do tempo. Além disso, é uma aplicação bastante segura. O risco da aplicação é o de a instituição financeira quebrar. Por isso, escolha com cuidado o banco onde irá comprar o CDB. O investimento é assegurado pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até o limite de R$ 250 mil.

LCI
Quando você compra uma Letra de Crédito Imobiliário (LCI), está emprestando dinheiro para os bancos financiarem investimentos no setor. Assim como o CDB, pode ser pré ou pós-fixada. Uma vantagem é a isenção da cobrança de imposto. Também não é cobrada taxa de administração. Por outro lado, é necessário esperar pelo menos 90 dias para resgatar o dinheiro. A quantia mínima para investir varia de acordo com o banco. O risco do investimento é o de quebra da instituição financeira, mas ele também é garantido pelo FGC até R$ 250 mil.

Tesouro Direto
Os títulos do Tesouro Direto são emitidos pelo governo para captação de recursos. Há vários tipos de títulos e os investimentos podem ser feitos a partir de R$ 30. Não perde poder de compra. O risco é baixo e há boa rentabilidade. Alguns são prefixados e outros pós-fixados (com o rendimento relacionado a algum índice, como o IPCA, ou à taxa Selic). Um dos riscos da aplicação é o de o Brasil dar calote. Ou seja, um risco muito pequeno. Pode vender o título antes do prazo do contrato, mas será pelo valor que o mercado está pagando. É preciso, então, avaliar o melhor momento. Se esperar até o fim, vai receber a rentabilidade que contratou.

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Aumento de 20% no preço do leite é principal pressão sobre inflação de Porto Alegre

19 de julho de 2016 0
Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS.

Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS.

 

O preço do leite longa vida subiu mais de 20% só nos últimos 30 dias em Porto Alegre. Com isso, o alimento segue como o vilão da inflação na Capital, no topo do ranking de pressões de alta.

O Índice de Preços ao Consumidor avançou de 0,64% para 0,75% na última pesquisa. O levantamento é feito pela Fundação Getúlio Vargas.

O último dado da pesquisa da Associação Gaúcha de Supermercados aponta preço médio do leite longa vida em R$ 3,77. Há um ano exatamente, custava R$ 2,41.

Leite está quase 50% mais caro no supermercado

 

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Mercado ameniza projeção de queda para o PIB pela terceira semana

18 de julho de 2016 0
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

 

O mercado reduziu novamente a projeção de queda para a economia brasileira. E foi pela terceira semana consecutiva.

A aposta agora é que o PIB feche 2016 com retração de 3,25%. Há um mês, a previsão estava em -3,44%.

Reduziu também novamente a aposta para o dólar. Prevendo R$ 3,39 no fechamento do ano.

Outras previsões do relatório Focus, do Banco Central:

Inflação pelo IPCA: +7,26%

Taxa de juros Selic: 13,25% ao ano

Produção industrial: -5,95%

Preços administrados: +6,7%

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Melhora expectativa para inflação e PIB pela segunda semana seguida

11 de julho de 2016 0
Foto: Porthus Junior / Agência RBS

Foto: Porthus Junior / Agência RBS

 

O mercado melhorou a expectativa para a inflação e para o PIB pela segunda semana consecutiva. O resultado aparece no relatório Focus, divulgado pelo Banco Central.

Para o IPCA, reduziu levemente a projeção. Apostando em inflação de 7,26% em 2016.

Já para o PIB, projeta retração menor. A mediana dos analistas aponta para uma queda de 3,3% na economia brasileira.

Outras projeções:
Dólar R$ 3,40
Taxa de juros Selic 13,25% ao ano
Produção industrial -5,8%
Preços administrados +6,7%

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Leite é a maior pressão sobre a inflação de Porto Alegre

11 de julho de 2016 0
Foto: Diego Vara / Agencia RBS.

Foto: Diego Vara / Agencia RBS.

 

 

A inflação para o consumidor começou julho em alta em Porto Alegre. Calculado pela Fundação Getúlio Vargas, o Índice de Preços ao Consumidor passou de 0,32% para 0,64%.

A principal pressão, disparada, segue sendo o leite longa vida. Considerando os últimos 30 dias, aumento superior a 15% no preço.

Leite está quase 50% mais caro no supermercado

 

Em seguida, na lista de pressões de alta, estão outros alimentos. Em segundo lugar, alimentos preparados e congelados de aves. Em terceiro, refeições em bares e restaurantes.

Na outra ponta, a inflação tem sido segurada pela queda de quase 20% no preço da bergamota. Além disso, uma redução de 1,09% no preço da gasolina. É uma queda pequena, mas o combustível pesa bastante no cálculo da inflação.

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Cesta básica ficou R$ 21 mais cara em Porto Alegre só no último mês

06 de julho de 2016 0
Foto: Charles Guerra / Agencia RBS.

Foto: Charles Guerra / Agencia RBS.

 

A cesta básica ficou R$ 21,57 mais cara em Porto Alegre em junho. Passou para R$ 465,03. É um valor quase 5% acima de maio, registrado em um mês em que tivemos inflação mais baixa.

O Dieese faz a pesquisa em todas as Capitais. Porto Alegre ficou com a segunda cesta básica mais cara.

São considerados 13 produtos. No mês, onze deles tiveram aumentos de preço: leite (19,05%), batata (18,00%), tomate (14,85%) feijão (13,83%), manteiga (4,18%), farinha (2,58%), arroz (1,89%), carne (1,26%), café (1,15%), açúcar (1,07%) e pão (0,84%).

Os dois produtos que ficaram mais baratos foram: banana (-4,35%) e óleo de soja (-1,97%).

Salário mínimo

Também calculado sempre pelo Dieese considerando o custo da cesta básica, o salário mínimo necessário para manter uma família deveria ser de R$ 3.940,24. É 4,48 vezes o mínimo vigente, de R$ 880.

O que chama a atenção no ano:

Altas:
+60,55% leite
+53,95% batata
+36,49% feijão

Comparada a janeiro, a cesta básica ficou R$ 32,36 mais cara no semestre.

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"Usar mesada como prêmio ou castigo deseduca a criança", diz terapeuta financeiro

06 de julho de 2016 4

Leitor pergunta. Acerto de Conta$ responde.

 

Foto: Leo Munhoz / Agencia RBS.

Foto: Leo Munhoz / Agencia RBS.

 

Publicamos recentemente o post Sete erros para evitar ao dar mesada para os filhos.

Um dos pontos citados pelo presidente da Associação Brasileira dos Educadores Financeiros, Reinaldo Domingos, foi bem questionado pelos leitores:

5. Desmedida

A mesada não pode ser usada como prêmio ou castigo. Não pode ser vinculada a notas baixas ou atividade doméstica. A mesada deve ser respeitada e jamais virar uma moeda de troca ou “barganha” entre pais e filhos.

As dúvidas dos leitores são muito importantes para o blog Acerto de Conta$. Então, pedimos para o educador financeiro Reinaldo Domingos explicar melhor essa orientação. Olhem só a resposta:

“Esse realmente é um ponto polêmico. Ocorre que a mesada é uma prévia do salário que a criança receberá no futuro. Assim, deve ser tratada com continuidade.

Não pode ser um castigo nem uma premiação. Deve ser um valor mensal que mostrará como lidar com o dinheiro de forma contínua.

O que percebo, depois de anos estudando esse assunto, é que essa associação tem origem no modelo norte-americano de Educação Financeira, que estimula a criança desde cedo a “batalhar” pelo seu próprio dinheiro – o que chamamos de “empreendedorismo”, e não de Educação Financeira.

Esse modelo funciona pelo método da “barganha” e da troca: “Se você não tirar notas boas, não receberá sua mesada” ou “Se mantiver seu quarto arrumado por um mês, vai ganhar um bônus de 50% na mesada.”

Na minha concepção, acredito que atrelar a mesada ao desempenho ou comportamento da criança só deseduca. Ela poderá estar internalizando valores que se baseiam em uma espécie de “toma lá, dá cá”.

Vejo como uma prática nociva que vincula ações boas e virtuosas necessariamente a uma recompensa. Só que a ação boa ou virtuosa deve ser praticada por si mesma, independentemente do que se irá ganhar com isso.

Portanto, tenha sempre em mente que esse tipo de “barganha” ou imposição para liberar a mesada de uma criança não é um gesto recomendável tampouco saudável quando o assunto é dinheiro.”

Secretaria da Educação apoia projeto que inclui educação financeira nas escolas públicas de Porto Alegre

“Faço birra, ajoelho, deito” – Crianças contam como fazem para ganhar o que querem

Mesada deve começar a partir dos sete anos da criança

Finanças é coisa de criança – As primeiras lições para a vida financeira

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