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Posts com a tag "investimento"

Prós e contras da previdência privada

24 de agosto de 2016 5
Foto: Jean Pimentel / Agência RBS.

Foto: Jean Pimentel / Agência RBS.

 

 

O dinheiro para a aposentadoria não precisa, necessariamente, ser guardado em planos tradicionais de previdência privada. Só que, às vezes, é um produto caro. Ou seja, tem taxas de carregamento de entrada e saída, taxa alta de administração e uma tributação que nem sempre compensa. Há alternativas de investimento.

- Nos planos VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres), a tributação não compensa. No caso de um resgate único do valor investido, o Imposto de Renda será de 27,5% sobre a rentabilidade para aqueles que estão na tabela progressiva de tributação. No caso da tabela regressiva, a cobrança cai para 10%, mas o prazo dos aportes precisa ser superior a 10 anos, e isso raramente acontece. – complementa o assessor da Pense Investimentos e da Monte Bravo, Felipe Assunção.

O consultor lista – de forma bem clara – os prós e contras da previdência privada:

Vantagens:

- Benefício fiscal para quem declara o Imposto de Renda com formulário completo.
- Funciona como um incentivador para que você guarde dinheiro, já que é preciso destinar uma quantia para a aplicação todo mês. Para quem não tem disciplina para poupar e precisa de um investimento, é recomendada.
- Não há necessidade de continuar na mesma instituição que administra sua previdência. Se não apresentar rendimento, há a possibilidade de realizar a portabilidade para uma outra instituição.
- Você pode mudar o valor e a data que faz a contribuição, ou até realizar uma suspensão temporária e o investimento continua rendendo normalmente.
- Chegando ao final do plano, é possível resgatar o valor total ou optar por retiradas mensais, por tempo determinado ou indeterminado. Esse movimento deve ser bem estudado. A melhor alternativa, normalmente, é fazer a retirada total e realizar uma aplicação em renda fixa, assim você pode aproveitar melhor o seu dinheiro, e continuar tendo rendimentos.

 

Desvantagens:

- As taxas de administração, que são cobradas pela instituição, podem corroer a rentabilidade.
- Além desta taxa, ainda há a de carregamento, que vai incidir sobre cada depósito realizado no plano. Na maioria dos casos, essa taxa não é maior do que 5% sobre o valor de cada depósito.
- Na previdência, você na verdade realiza aplicações em um fundo. Por isso, antes de aplicar, é preciso conhecer as características desse produto financeiro e comparar sua rentabilidade com outras opções.
- Os impostos que incidem sobre a previdência privada a tornam pouco vantajosa no curto prazo. Devido à tributação diferenciada Progressiva (de zero a 27,5 por cento) ou Regressiva (de 35 a 10 por cento), não se pode ver a previdência como uma aplicação de curto ou mesmo médio prazo.
- Os valores não são garantidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que .

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Básico para boas finanças - Padrão de vida da família tem que ficar abaixo do que a renda permite

23 de agosto de 2016 0

Coluna Acerto de Conta$, no Diário Gaúcho. Todas as terças.

 

Foto: Emílio Pedroso / Agencia RBS.

Foto: Emílio Pedroso / Agencia RBS.

Escolhendo o padrão de vida

- Mas como fazer uma reserva financeira se o meu salário acaba antes do mês?

Foram nesta linha as manifestações que recebi após a coluna da semana passada, onde eu falava para as pessoas sobre o quanto é essencial formar uma reserva financeira. Que é nada mais do que ter um dinheiro guardado e de fácil acesso para ser sacado em emergências, como desemprego e problemas de saúde.

Relembre: Reserva financeira – Se perder o emprego, teria dinheiro para viver quantos meses?

Uma dica é manter um padrão de vida inferior ao que o salário permite. Se a renda da família é R$ 4 mil, planeje-se para viver com R$ 3,5 mil.

Considere que era isso que teria para viver e deu. São R$ 500 por mês que sobram.

Esse dinheiro vai para a reserva financeira. Forme um bom colchão que poderia, por exemplo, manter a família por um ano. Depois disso, comece a investir o dinheiro para concretizar uma viagem, trocar de casa ou outro sonho. E, é claro, para a aposentadoria.

- Mas eu queria viver melhor.

A maioria de nós gostaria. Mas não contrate um novo pacote de TV a cabo ou não comece a comer em um restaurante mais caro antes de aumentar o valor que entra na conta para o mês.

Antes de melhorar o padrão de vida, ache um jeito de aumentar a renda. Isso é hábito. É educação financeira.

Falando em aposentadoria…

Você já deve ter ouvido falar que a Previdência Social vai de mal a pior. Ou se aposentar ficará mais difícil ou o modelo do INSS ficará insustentável.

Não depender da previdência pública é uma decisão muito – mas muito! – saudável para uma velhice tranquila. Vamos começar a juntar para isso?

Veja uma simulação do presidente da Associação Brasileira de Educação Financeira, Reinaldo Domingos:

A pessoa tem um salário de R$ 4 mil.
Terá uma aposentadoria pública de R$ 2 mil.
Se a aposentadoria complementar lhe pagar apenas R$ 2 mil por mês, um dia o dinheiro vai acabar.
Mas, se os investimentos renderem R$ 4 mil, você saca metade e deixa a outra metade rendendo.
Assim, o dinheiro volta a gerar rentabilidade e se preserva. Não é corroído pela inflação.

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Reserva financeira - Se perder o emprego, teria dinheiro para viver quantos meses?

16 de agosto de 2016 4

Coluna Acerto de Conta$, no Diário Gaúcho. Todas as terças.

 

Foto: Jean Pimentel / Agência RBS.

Foto: Jean Pimentel / Agência RBS.

 

Se você perder o emprego hoje, por quantos meses viveria com o dinheiro guardado?

Um ano? Um mês? Nenhum?

Os educadores financeiros falam em seis meses. Mas eu diria que, com a dificuldade que está para voltar ao mercado de trabalho, seria bom que o dinheiro economizado fosse suficiente para segurar as pontas por mais tempo.

E mais: poder pagar um curso de qualificação, de mudança de profissão ou mesmo para se manter em contato com outras pessoas.

É o que chamamos de reserva financeira. Com ela, lidamos com mais tranquilidade com imprevistos. Como a perda do emprego ou problemas de saúde.

O ideal mesmo seria que essa reserva financeira fosse algo separado dos investimentos para o longo prazo, como a aposentadoria. Seria um dinheiro para emergências, depositado em um aplicação de onde podemos sacar facilmente. E sem risco de ter prejuízo, como pagamento de multas ou pegar uma época de desvalorização, como pode ocorrer com ações na Bolsa de Valores.

O site Guia Bolso sugere a seguinte divisão:

A cada R$ 1000 que você ganha,

R$ 500 vão para gastos essenciais, como transporte e moradia.
R$ 150 vão para prioridades financeiras. Se tiver dívidas, pagar. Se não, fazer a reserva financeira.
R$ 350 para gastos que não são essenciais, mas que permitam que você aproveite a vida.

 

*** E disciplina! Isso é essencial. ***

Leia mais sobre investimentos:

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Como juntar dinheiro para o filho estudar no exterior daqui a 10 anos

09 de agosto de 2016 0

Leitor pergunta. Acerto de Conta$ responde.

 

Foto: Jean Pimentel / Agência RBS.

Foto: Jean Pimentel / Agência RBS.

 

 

 

Leitor pergunta:

Tenho um filho de 10 anos. A ideia é juntar dinheiro para que ele possa estudar no exterior quando tiver uns 20 anos.
Qual quantia seria bom ter?
Devo guardar quanto por mês? Fazer aportes anuais?
Onde aplico?
Poderia correr algum risco ou é melhor uma aplicação mais segura?
Aplicações no exterior são boas opções? Já que ele terá gastos em dólar…

O Acerto de Conta$ elaborou um passo a passo com Felipe Assunção, assessor da Pense Investimentos e da Monte Bravo.

Consideramos um exemplo:
· País: Estados Unidos
· Aluguel US$ 500
· Super US$ 300
· Cursos US$ 1 mil
· Livros US$ 100
· Lazer US$ 200

Total: US$ 2 mil em média por mês.
Juntando outros gastos e volatilidade da moeda, arredondamos para R$ 100 mil para um ano de estudos nos Estados Unidos.

Temos dez anos para acumular o valor. Então, podemos buscar uma forma de “acumulação barata”, o que significa investimentos com custo baixo.

 

Onde guardar:

Uma indicação é fazer um plano de previdência privada. Se for de renda fixa, buscar uma taxa de administração de 1% e do tipo VGBL, que tem Imposto de Renda regressivo. Se for essa a opção, aportes mensais sugeridos de R$ 430 com retorno de 1% ao mês. Este perfil de plano é encontrado mais em corretoras e seguradoras. A vantagem do plano de previdência é que o aporte é automático.

Fundos DI têm taxas de administração menores. De 0,3% a 0,5% são encontradas. A rentabilidade é um pouco maior. Mas a aplicação mensal tem que ser feita manualmente pelo investidor, o que exige mais disciplina.

Tesouro Direto é um opção se a pessoa já consegue acumular um valor maior. Por exemplo, fazer aportes semestrais ou anuais. A indicação é comprar o título com contrato de data de vencimento próxima da data da viagem. Isso para não correr o risco de precisar vender em um momento que o mercado está pagando um valor inferior pelo papel.

Renda variável não é indicado para um projeto de vida desse. São ações negociadas em Bolsa de Valores e incluem risco.

Aplicações no exterior não valem a pena porque incluem muitos custos e burocracias. Só devem ser consideradas para valores iniciais acima de US$ 100 mil.

 

Gerenciamento de risco:

É bom proteger o projeto com um seguro de vida. Há seguros do modelo norte-americano, que podem ser quitados em dez anos. Caso aconteça alguma coisa, o filho tem seguro. Se não acontecer, tem como resgatar o valor depois de dez anos com correção de inflação mais 3% ao ano. Não tem taxa de administração.

Atenção!

O mais importante aqui é corrigir esses aportes mensais com a inflação anual. Fazendo isso, garantirá que, no final de dez anos, os R$ 100 mil tenham o mesmo valor corrigidos pela inflação. Se não, este valor perde o poder aquisitivo, ou seja, não comprará o mesmo que compra hoje.

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Como juntar R$ 1 milhão?

08 de agosto de 2016 4
Foto: Adriana Franciosi / Agencia RBS.

Foto: Adriana Franciosi / Agencia RBS.

 

Acumular R$ 1 milhão é um dos sonhos financeiros do brasileiro. Rádio Gaúcha e blog Acerto de Conta$ perguntaram “Como?” para Felipe Assunção, assessor da Pense Investimentos e da Monte Bravo.

O primeiro passo, claro, é quitar dívidas. Ter contas atrasadas e investir dinheiro não combina. O juro sobre as dívidas não compensa o rendimento do dinheiro aplicado.

É preciso disciplina. Tem que sobrar dinheiro no mês. E não “sobrar mês no salário”.

- A maioria das pessoas fala que comprar Tesouro Direto é bom, que investir através de corretoras de valores é ótimo. Ambas são ótimas opções realmente, mas têm um custo. – fala o assessor.

Ou seja, é preciso considerar até a taxa de transferência bancária:

- Quando os aportes mensais são baixos, os custos das TED são muito altos para compensar a transferência. Em média, esse TED custa R$ 15. Portanto, se você enviar R$ 100 para comprar Tesouro Direto, você obteve um custo de 15%, para compensar esse custo. Precisamos um ano de rendimento desse produto.

Então, uma dica inicial de Assunção é começar a acumular o dinheiro em produtos do próprio banco. Por exemplo: Fundo de Investimentos DI (importante ter esse DI no nome do fundo), que são fundos conservadores e vão flutuar junto com o CDI. A poupança também é uma ferramenta de acumulação de custo zero e isento de Imposto de Renda, assim como Previdências Privadas para 10 anos, 20 anos ou 30 anos, onde você não tem custo para fazer aportes de valores baixos.

- Após um acumulo de R$ 3 mil, você já pode começar a buscar produtos de investimentos, como Tesouro Direto. E também outros produtos de casas especializadas em investimentos, já que o os rendimentos compensarão o valor da TED. Mas os aportes mensais ainda devem continuar sendo feito em ferramentas de acumulação.

 

Mas e quanto precisa?

Felipe Assunção fez uma simulação para o blog Acerto de Conta$:

R$ 1 milhão em 30 anos – R$ 286,13 por mês, com uma taxa de retorno de 1% ao mês.

É importante todo final de ano ajustar o valor pela inflação. Assim, no final desse período, você terá o valor de R$ 1 milhão atualizado.

Exemplos de aplicação com correção de inflação de 6% ao ano:

Ano 1: R$ 286,13
Ano 2: R$ 303,29
Ano 3: R$ 321,49
Ano 4: R$ 340,78
Ano 5: R$ 361,23

Dica importante! Cuidado para não cair em tentação no meio do caminho e consumir o saldo acumulado.

Ouça a entrevista ao programa Destaque Econômico:

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Ouça o Destaque Econômico, na Rádio Gaúcha. Domingos, às 9h.

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Finanças pessoais - Quais são as taxas e impostos cobrados em investimentos de renda fixa

20 de julho de 2016 0

 

Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS.

Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS.

 
Investimentos têm a cobrança de taxas. Às vezes, são percentuais que parecem pequenos, mas tiram boa parte da rentabilidade das aplicações. E, portanto, devem ser consideradas com calma na hora de escolher o investimento.

Diretor da Easynvest, Amerson Magalhães detalha o custo embutido nas principais aplicações de renda fixa:

 

Tesouro Direto

Há a taxa de custódia de 0,30% ao ano cobrada pela BM&F Bovespa sobre o valor dos títulos, referente aos serviços de guarda dos títulos e às informações e movimentações dos saldos. Outro custo é a chamada taxa de administração, que varia conforme a instituição financeira. Algumas, por exemplo, não têm esse tipo de cobrança. Tem cobrança de Imposto de Renda, conforme a tabela abaixo.

 

CDBs e LCs

Podem ter a cobrança de taxa de administração e custódia, cujo valor varia de acordo com a instituição. O custo pode variar de zero a um valor mensal. Assim como nos títulos públicos distribuídos na plataforma do Tesouro Direto, os CDBs e as LCs têm incidência de Imposto de Renda sobre os ganhos, conforme a tabela regressiva:
- 22,5%: para investimentos de até 180 dias
- 20%: para aplicações entre 181 a 360 dias
- 17,5%: para investimentos entre 361 a 720 dias
- 15%: para aplicações a partir de 721 dias

Existe também a cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para aplicações com prazo inferior a 30 dias. Em alguns casos, resgatar o CDB antes do vencimento pode acarretar no pagamento de taxas.

 

LCIs e LCAs

Entre as maiores vantagens das Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), está a isenção do Imposto de Renda para as pessoas físicas. A diferença no retorno passa pela escolha da instituição, já que ela pode ou não cobrar taxa de custódia.

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Poupança perdeu para a inflação no semestre e dinheiro na caderneta está valendo menos

19 de julho de 2016 1

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A poupança perdeu para inflação novamente no primeiro semestre. O dado da consultoria Economática mostra que o dinheiro na caderneta está valendo 0,40% menos, o que é perda do poder aquisitivo.

O retorno da poupança ficou em 4% no acumulado de janeiro a junho. No mesmo período, a inflação pelo IPCA foi de 4,42%.

Por isso que se diz que poupança não é investimento. O retorno da caderneta não faz o dinheiro acompanhar nem a variação de preços da economia brasileira. O dinheiro na caderneta no início do ano não compra agora o mesmo que comprava naquela época.

Alternativas:

Fundadora do site Finanças Femininas, Carolina Ruhman Sandler dá dicas de outros investimentos:

CDB
Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) são uma forma de os bancos captarem recursos. Ao comprar esses títulos emitidos pelos bancos, você empresta dinheiro a eles. Há CDBs prefixados e pós-fixados. No caso do prefixado, no momento da aplicação o investidor já sabe qual remuneração terá. No pós-fixado, a rentabilidade tem como base uma taxa de referência, como o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que está próximo da Selic – a taxa básica de juros – atualmente em 14,25%. Na modalidade pós-fixada, o investidor só vai saber o quanto receberá no resgate. A quantidade mínima para investir em CDB varia de acordo com cada instituição financeira e ele pode ser vendido de volta para os bancos a qualquer momento ou em um prazo definido. Uma das vantagens é que ele preserva o poder de compra ao longo do tempo. Além disso, é uma aplicação bastante segura. O risco da aplicação é o de a instituição financeira quebrar. Por isso, escolha com cuidado o banco onde irá comprar o CDB. O investimento é assegurado pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até o limite de R$ 250 mil.

LCI
Quando você compra uma Letra de Crédito Imobiliário (LCI), está emprestando dinheiro para os bancos financiarem investimentos no setor. Assim como o CDB, pode ser pré ou pós-fixada. Uma vantagem é a isenção da cobrança de imposto. Também não é cobrada taxa de administração. Por outro lado, é necessário esperar pelo menos 90 dias para resgatar o dinheiro. A quantia mínima para investir varia de acordo com o banco. O risco do investimento é o de quebra da instituição financeira, mas ele também é garantido pelo FGC até R$ 250 mil.

Tesouro Direto
Os títulos do Tesouro Direto são emitidos pelo governo para captação de recursos. Há vários tipos de títulos e os investimentos podem ser feitos a partir de R$ 30. Não perde poder de compra. O risco é baixo e há boa rentabilidade. Alguns são prefixados e outros pós-fixados (com o rendimento relacionado a algum índice, como o IPCA, ou à taxa Selic). Um dos riscos da aplicação é o de o Brasil dar calote. Ou seja, um risco muito pequeno. Pode vender o título antes do prazo do contrato, mas será pelo valor que o mercado está pagando. É preciso, então, avaliar o melhor momento. Se esperar até o fim, vai receber a rentabilidade que contratou.

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Chocolate artesanal saudável é aposta de tradicional fábrica da Serra Gaúcha

18 de julho de 2016 0

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O consumidor está mais exigente até no chocolate. Pela saúde e pelo paladar.

De olho nesse perfil, a Caracol Chocolates está apostando em uma linha de chocolates artesanais mais nutritivos. Tradicional fabricante de chocolates da Serra Gaúcha, a empresa criou também a linha Caracol Vita. Os produtos têm altos percentuais de cacau e outros ingredientes “do bem”.

Leia a reportagem completa no blog Lado Natureba: Chocolate artesanal saudável é aposta de tradicional fábrica da Serra Gaúcha

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Leitora pergunta onde investir R$ 1 mil por mês por dois anos

15 de julho de 2016 3

Leitor pergunta. Acerto de Conta$.

 

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Leitora Luiza pergunta:

Quero fazer um investimento. Vou iniciar com uma aplicação de R$ 3 mil e vou colocar R$ 1 mil por mês por dois anos. Quais são as melhores opções?

 

Assessor de Investimentos da Pense Investimentos, Felipe Assunção responde:

É um aporte inicial pequeno. Então, é preciso procurar aplicações que não exijam valores maiores.

Uma boa opção são os chamados Fundos Referenciados DI. Eles rendem o que o CDI está pagando no período. Hoje, por exemplo, está 14,14%. Mantendo-se como hoje e tirando a tributação, ainda rendem mais de 12% além da poupança.

São fundos conservadores. Aplicam muito em título público e alguns ativos de baixo risco. A leitora está acumulando patrimônio. Então, não pode correr risco.

Fundos DI têm movimentação mínima de R$ 500 até R$ 1 mil. Ou seja, ela consegue colocar todo mês o valor que pretende. Outras aplicações exigem valores maiores.

Às vezes, com valores baixos de aplicação, não consigo comprar diretamente ativos como CBD, LCI e LCA. Então, aplica-se via fundo de investimento.

A tributação começa em 22,5%. Vai caindo. Se ela sacar depois de dois anos, pagará 15% de Imposto de Renda.

 

Comentário do blog Acerto de Conta$: São valores baixos e o tempo de investimento é considerado curto. Mas isso não tira o grande mérito da decisão da leitora de investir e guardar dinheiro para um objetivo. É o primeiro passo para pegar o gosto por fazer o pé de meia.

 

 

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Finanças pessoais - Simulação mostra o efeito de 5 anos sobre a rentabilidade de um investimento

14 de julho de 2016 0
Imagem: Reprodução.

Imagem: Reprodução.

 

Essa é para quem ainda está pensando quando começa a guardar dinheiro. A resposta é: ONTEM!

Olha a simulação bacana que o pessoal da Pense Investimentos mandou para o blog Acerto de Conta$:

 

Investidor A

Investe R$ 100 por mês, começando agora!

Terá no final de 30 anos: R$ 349.532

 

Investidor B

Investe R$ 150 por mês, mas vai começar só daqui a 5 anos:

Terá no final de 30 anos: R$ 281.856

..

Nestes cinco anos, o investidor A desembolsou R$ 6.000, enquanto o outro não investia. Só que, no final de 30 anos, terá quase R$ 68 mil a mais. Sem falar que em todos os anos restantes, vai aplicar R$ 50 a menos por mês.

O milagre? São os juros compostos, explica o assessor de Investimentos da Pense Investimentos, Felipe Assunção:

- A variável mais importante para quem está começando a investir é o tempo. É o combustível dos juros compostos a longo prazo. Nossa economia tem juros altos, que ajudam muito os investimentos.

A simulação considera uma taxa de 1% ao mês. Essa rentabilidade pode ser encontrada em alguns CDBs ou títulos públicos, como os atrelados à Selic.

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