Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Posts com a tag "investimento"

Finanças pessoais - Quais são as taxas e impostos cobrados em investimentos de renda fixa

20 de julho de 2016 0

 

Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS.

Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS.

 
Investimentos têm a cobrança de taxas. Às vezes, são percentuais que parecem pequenos, mas tiram boa parte da rentabilidade das aplicações. E, portanto, devem ser consideradas com calma na hora de escolher o investimento.

Diretor da Easynvest, Amerson Magalhães detalha o custo embutido nas principais aplicações de renda fixa:

 

Tesouro Direto

Há a taxa de custódia de 0,30% ao ano cobrada pela BM&F Bovespa sobre o valor dos títulos, referente aos serviços de guarda dos títulos e às informações e movimentações dos saldos. Outro custo é a chamada taxa de administração, que varia conforme a instituição financeira. Algumas, por exemplo, não têm esse tipo de cobrança. Tem cobrança de Imposto de Renda, conforme a tabela abaixo.

 

CDBs e LCs

Podem ter a cobrança de taxa de administração e custódia, cujo valor varia de acordo com a instituição. O custo pode variar de zero a um valor mensal. Assim como nos títulos públicos distribuídos na plataforma do Tesouro Direto, os CDBs e as LCs têm incidência de Imposto de Renda sobre os ganhos, conforme a tabela regressiva:
- 22,5%: para investimentos de até 180 dias
- 20%: para aplicações entre 181 a 360 dias
- 17,5%: para investimentos entre 361 a 720 dias
- 15%: para aplicações a partir de 721 dias

Existe também a cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para aplicações com prazo inferior a 30 dias. Em alguns casos, resgatar o CDB antes do vencimento pode acarretar no pagamento de taxas.

 

LCIs e LCAs

Entre as maiores vantagens das Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), está a isenção do Imposto de Renda para as pessoas físicas. A diferença no retorno passa pela escolha da instituição, já que ela pode ou não cobrar taxa de custódia.

Leia também:

Poupança perdeu para a inflação no semestre e dinheiro na caderneta está valendo menos

Leitora pergunta onde investir R$ 1 mil por mês por dois anos

Finanças pessoais – Simulação mostra o efeito de 5 anos sobre a rentabilidade de um investimento

Leitor pergunta onde investir R$ 100 mil por menos de um ano

Quanto investir para garantir renda mensal de R$ 2,5 mil?
===

Siga @GianeGuerra no Twitter.

Poupança perdeu para a inflação no semestre e dinheiro na caderneta está valendo menos

19 de julho de 2016 1

14004239-e1452768243448

 

 

A poupança perdeu para inflação novamente no primeiro semestre. O dado da consultoria Economática mostra que o dinheiro na caderneta está valendo 0,40% menos, o que é perda do poder aquisitivo.

O retorno da poupança ficou em 4% no acumulado de janeiro a junho. No mesmo período, a inflação pelo IPCA foi de 4,42%.

Por isso que se diz que poupança não é investimento. O retorno da caderneta não faz o dinheiro acompanhar nem a variação de preços da economia brasileira. O dinheiro na caderneta no início do ano não compra agora o mesmo que comprava naquela época.

Alternativas:

Fundadora do site Finanças Femininas, Carolina Ruhman Sandler dá dicas de outros investimentos:

CDB
Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) são uma forma de os bancos captarem recursos. Ao comprar esses títulos emitidos pelos bancos, você empresta dinheiro a eles. Há CDBs prefixados e pós-fixados. No caso do prefixado, no momento da aplicação o investidor já sabe qual remuneração terá. No pós-fixado, a rentabilidade tem como base uma taxa de referência, como o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que está próximo da Selic – a taxa básica de juros – atualmente em 14,25%. Na modalidade pós-fixada, o investidor só vai saber o quanto receberá no resgate. A quantidade mínima para investir em CDB varia de acordo com cada instituição financeira e ele pode ser vendido de volta para os bancos a qualquer momento ou em um prazo definido. Uma das vantagens é que ele preserva o poder de compra ao longo do tempo. Além disso, é uma aplicação bastante segura. O risco da aplicação é o de a instituição financeira quebrar. Por isso, escolha com cuidado o banco onde irá comprar o CDB. O investimento é assegurado pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até o limite de R$ 250 mil.

LCI
Quando você compra uma Letra de Crédito Imobiliário (LCI), está emprestando dinheiro para os bancos financiarem investimentos no setor. Assim como o CDB, pode ser pré ou pós-fixada. Uma vantagem é a isenção da cobrança de imposto. Também não é cobrada taxa de administração. Por outro lado, é necessário esperar pelo menos 90 dias para resgatar o dinheiro. A quantia mínima para investir varia de acordo com o banco. O risco do investimento é o de quebra da instituição financeira, mas ele também é garantido pelo FGC até R$ 250 mil.

Tesouro Direto
Os títulos do Tesouro Direto são emitidos pelo governo para captação de recursos. Há vários tipos de títulos e os investimentos podem ser feitos a partir de R$ 30. Não perde poder de compra. O risco é baixo e há boa rentabilidade. Alguns são prefixados e outros pós-fixados (com o rendimento relacionado a algum índice, como o IPCA, ou à taxa Selic). Um dos riscos da aplicação é o de o Brasil dar calote. Ou seja, um risco muito pequeno. Pode vender o título antes do prazo do contrato, mas será pelo valor que o mercado está pagando. É preciso, então, avaliar o melhor momento. Se esperar até o fim, vai receber a rentabilidade que contratou.

Leia mais:

Leitora pergunta onde investir R$ 1 mil por mês por dois anos

Finanças pessoais – Simulação mostra o efeito de 5 anos sobre a rentabilidade de um investimento

Leitor pergunta onde investir R$ 100 mil por menos de um ano

Quanto investir para garantir renda mensal de R$ 2,5 mil?
===

Siga @GianeGuerra no Twitter.

 

 

Chocolate artesanal saudável é aposta de tradicional fábrica da Serra Gaúcha

18 de julho de 2016 0

55463221-002d-48d4-be0c-0a5cd8c4cc34

 

O consumidor está mais exigente até no chocolate. Pela saúde e pelo paladar.

De olho nesse perfil, a Caracol Chocolates está apostando em uma linha de chocolates artesanais mais nutritivos. Tradicional fabricante de chocolates da Serra Gaúcha, a empresa criou também a linha Caracol Vita. Os produtos têm altos percentuais de cacau e outros ingredientes “do bem”.

Leia a reportagem completa no blog Lado Natureba: Chocolate artesanal saudável é aposta de tradicional fábrica da Serra Gaúcha

===

Siga @GianeGuerra no Twitter.

Leitora pergunta onde investir R$ 1 mil por mês por dois anos

15 de julho de 2016 2

Leitor pergunta. Acerto de Conta$.

 

14004239-e1452768243448

 

 

Leitora Luiza pergunta:

Quero fazer um investimento. Vou iniciar com uma aplicação de R$ 3 mil e vou colocar R$ 1 mil por mês por dois anos. Quais são as melhores opções?

 

Assessor de Investimentos da Pense Investimentos, Felipe Assunção responde:

É um aporte inicial pequeno. Então, é preciso procurar aplicações que não exijam valores maiores.

Uma boa opção são os chamados Fundos Referenciados DI. Eles rendem o que o CDI está pagando no período. Hoje, por exemplo, está 14,14%. Mantendo-se como hoje e tirando a tributação, ainda rendem mais de 12% além da poupança.

São fundos conservadores. Aplicam muito em título público e alguns ativos de baixo risco. A leitora está acumulando patrimônio. Então, não pode correr risco.

Fundos DI têm movimentação mínima de R$ 500 até R$ 1 mil. Ou seja, ela consegue colocar todo mês o valor que pretende. Outras aplicações exigem valores maiores.

Às vezes, com valores baixos de aplicação, não consigo comprar diretamente ativos como CBD, LCI e LCA. Então, aplica-se via fundo de investimento.

A tributação começa em 22,5%. Vai caindo. Se ela sacar depois de dois anos, pagará 15% de Imposto de Renda.

 

Comentário do blog Acerto de Conta$: São valores baixos e o tempo de investimento é considerado curto. Mas isso não tira o grande mérito da decisão da leitora de investir e guardar dinheiro para um objetivo. É o primeiro passo para pegar o gosto por fazer o pé de meia.

 

 

Finanças pessoais – Simulação mostra o efeito de 5 anos sobre a rentabilidade de um investimento

Leitor pergunta onde investir R$ 100 mil por menos de um ano

Quanto investir para garantir renda mensal de R$ 2,5 mil?
===

Siga @GianeGuerra no Twitter.

 

Finanças pessoais - Simulação mostra o efeito de 5 anos sobre a rentabilidade de um investimento

14 de julho de 2016 0
Imagem: Reprodução.

Imagem: Reprodução.

 

Essa é para quem ainda está pensando quando começa a guardar dinheiro. A resposta é: ONTEM!

Olha a simulação bacana que o pessoal da Pense Investimentos mandou para o blog Acerto de Conta$:

 

Investidor A

Investe R$ 100 por mês, começando agora!

Terá no final de 30 anos: R$ 349.532

 

Investidor B

Investe R$ 150 por mês, mas vai começar só daqui a 5 anos:

Terá no final de 30 anos: R$ 281.856

..

Nestes cinco anos, o investidor A desembolsou R$ 6.000, enquanto o outro não investia. Só que, no final de 30 anos, terá quase R$ 68 mil a mais. Sem falar que em todos os anos restantes, vai aplicar R$ 50 a menos por mês.

O milagre? São os juros compostos, explica o assessor de Investimentos da Pense Investimentos, Felipe Assunção:

- A variável mais importante para quem está começando a investir é o tempo. É o combustível dos juros compostos a longo prazo. Nossa economia tem juros altos, que ajudam muito os investimentos.

A simulação considera uma taxa de 1% ao mês. Essa rentabilidade pode ser encontrada em alguns CDBs ou títulos públicos, como os atrelados à Selic.

Leitor pergunta onde investir R$ 100 mil por menos de um ano

Quanto investir para garantir renda mensal de R$ 2,5 mil?
===

Siga @GianeGuerra no Twitter.

Leitor foi demitido e pergunta como seguir guardando dinheiro para aposentadoria

24 de maio de 2016 0

Leitor pergunta. Acerto de Conta$ responde. 

 

14004239-e1452768243448

 

 

Leitor Juliano quer fazer “previdência privada”:

“Há um ano, tenho uma aplicação automática de R$ 100 na poupança. A intenção era que fosse uma grana para longo prazo, mas não funcionou. Concluí que o rendimento é baixo e acabei misturando o recurso com outro e usando o dinheiro.
Penso em começar com R$ 100 mensais no Tesouro Direto porque o rendimento é maior, a aplicação pode ser automática e a aplicação favorece mais um uso como previdência. Também vou continuar a contribuir com o INSS, depois de 15 anos de contribuição e uma demissão em 2015 (como muitos).
Conclusão minha: alguém que perde o emprego não pode deixar de pensar no futuro enquanto decide o que vai fazer, se vai buscar recolocação ou empreender.”

 

Sócio da Monte Bravo Investimentos, Pier Mattei responde:

O raciocínio do leitor, na minha opinião, está perfeito. Gosto de pensar que um planejamento ideal consiste em dividir as sobras que conseguimos acumular ao longo do tempo em três bolsos:

- bolso da liquidez: para este bolso, separamos um pouco mensalmente para nos prepararmos para eventuais emergências que exijam desembolsos imediatos, como uma despesa médica inesperada por exemplo. Uma vez constituído este colchão de segurança, devemos partir para o próximo bolso.
- bolso dos investimentos: neste pensamos em acumular para objetivos definidos de médio prazo, como compra de carro, viagens, entrada em imóvel, entre outros.
- bolso da aposentadoria: aqui o objetivo é formar uma reserva que sirva como uma previdência para o futuro. Como o prazo geralmente é bem longo, pode ser a menor fatia das sobras. O mais importante neste caso é realmente a constância e o comprometimento de manter os aportes ao longo do tempo.

Usando o exemplo do leitor, a parcela de liquidez poderia estar numa poupança, os investimentos em renda fixa como CDB/Fundos e a parte da aposentadoria em títulos públicos. Assim, ele saberá – tanto na hora de aplicar quanto na hora de resgatar – em qual bolso deve mexer.

Leia mais: Quanto investir para ter uma renda mensal de R$ 2,5 mil?

===

Siga @GianeGuerra no Twitter.

 

 

Pesquisa mostra aposta do varejo gaúcho para o governo Temer

23 de maio de 2016 1
Foto: Ronald Mendes / Agencia RBS.

Foto: Ronald Mendes / Agencia RBS.

 

O governo Michel Temer não é unanimidade para o varejo gaúcho. Longe disso.

A Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo fez uma pesquisa com os lojistas.

- Queríamos também identificar como cada empresário avalia o comportamento do mercado macroeconômico nos próximos meses. – explica o presidente, Vilson Noer.

Acredita em afastamento definitivo de Dilma?
Sim 87,1%
Não 12,9%

Temer fará um bom governo?
Sim 61,3%
Não 38,7%

Iniciativas necessárias:
Reforma tributária 83,9%
Reforma política 74,2%
Controle da inflação 71%
Reforma trabalhista 38,7%
Pacote de incentivo a investimentos 38,7%

Henrique Meirelles no Ministério da Fazenda fará economia voltar a crescer?
Sim 67,7%
Não 32,3%

Voltará a investir no negócio?
Sim 64,5%
Não 35,5%

Qual aposta para a economia no segundo semestre de 2016?
54.8% Retomada do crescimento
51.6% Política de estabilidade econômica e linhas de crédito para consumo
38.7% Reequilíbrio das finanças públicas
38.7% Política de atração de investimentos
12.9% Volta dos investimentos públicos em grandes obras de infraestrutura

===

Siga @GianeGuerra no Twitter.

Investimento - Fundos simples têm taxas de 2,7% até menos de 0,5%

19 de maio de 2016 0

14004239-e1452768243448

 

Criados para pequenos investidores, os fundos simples têm taxas de administração que chegam a 2,7% ao ano. Mas há opções que cobram até menos de 0,5% ao ano.

Os dados são da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais. Segundo a Anbima, estes fundos simples já somam um patrimônio líquido superior a R$ 6 milhões.

Atualmente, há cerca de 40 fundos de investimento deste tipo. O foco são pequenos investidores que estão achando o retorno da poupança muito baixo, sendo corroído pela inflação. A categoria de fundos simples foi criada em 2015 pela Comissão de Valores Mobiliários, órgão que regula o mercado de capitais.

São fundos conservadores. Fazem aplicações de baixo risco:

“Obrigatoriamente, devem ser carteiras de baixo risco. Por isso, devem investir, no mínimo, 95% de seu patrimônio em títulos públicos (os mesmos vendidos pelo sistema Tesouro Direto), títulos de renda fixa de bancos que possuam risco equivalente ao dos títulos públicos (como CDBs de grandes bancos) e operações compromissadas. Além disso, não podem investir no exterior e precisam prever uma estratégia de proteção contra a volatilidade dos mercados. Como o relacionamento entre os gestores e os cotistas de fundos simples pode ser totalmente eletrônico, está dispensado o envio físico de cartas ou contratos.” – ressalta o portal Como Investir, da Anbima.

A rentabilidade dos fundos simples se aproxima muito da variação do CDI, taxa que serve de referência para a maior parte das aplicações de renda fixa. No primeiro trimestre, as carteiras tiveram um rendimento acumulado de 3,24%. O CDI: 3,25%.

Leia mais:

Juro mantido – Como ficam investimentos em renda fixa e variável

Investimentos – O que NÃO fazer em 2016.

===

Siga @GianeGuerra no Twitter.

 

Novo fundo tem R$ 50 milhões para investir em empresas da Região Sul

19 de maio de 2016 0
Foto: Marco Favero / Agencia RBS.

Foto: Marco Favero / Agencia RBS.

 

Foi criado um Fundo Sul Inovação, com R$ 50 milhões para investir em empresas da Região Sul. É da gestora FIR Capital BZPlan.

Serão selecionadas até 12 empresas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A gestora já opera o Fundo SC, que aplicou R$ 12 milhões em cinco empresas catarinenses.

A busca é por empresas de tecnologia. São as chamadas startups, com potencial de crescimento rápido a partir de um investimento relativamente baixo.

- O foco dos investimentos do Fundo Sul Inovação será em negócios B2B com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões e baseados em tecnologia da informação e comunicação. – diz Marcelo Ferrari Wolowski, diretor-presidente do fundo.

E acrescenta:

- Empresas inovadoras possuem o comportamento desconectado da macroeconomia. Mesmo em um cenário ruim, os negócios baseados em tecnologia continuam a crescer.

Entre os cotistas do Fundo Sul Inovação, estão a Finep e a Agência de Fomento do Paraná.

===

Siga @GianeGuerra no Twitter.

Seis sequelas que a crise deixará na economia brasileira

16 de maio de 2016 0
17822745

Foto: Ronald Mendes / Agencia RBS.

Apesar de sinais que mostram melhora na confiança do consumidor e de empresários, a crise deixará sequelas na economia brasileira. Além das empresas, o economista da Fundação de Economia e Estatística, Jéfferson Colombo reforça as consequências na economia das famílias.

- As famílias estão empobrecendo, saindo da classe média para a classe baixa em uma velocidade muito rápida. Além disso, estamos em uma situação de “armadilha” da pobreza, onde que é pobre permanece pobre.

A pedido da Gaúcha e blog Acerto de Conta$, o economista listou custos de médio e longo prazos da recessão:

1) Depreciação de capital fixo, obsolescência: a crise faz com que as empresas não tenham recursos (nem apetite para risco, dado que não há demanda) para investir em renovação de máquinas, modernização de equipamentos e expansão de capacidade produtiva. Há pelo menos três canais pelo qual a crise afeta os investimentos corporativos: fluxo de caixa (menos recursos gerados internamente pelas empresas), condições de oferta (crédito escasso e caro), e condições de demanda (incertezas, falta de dinamismo econômico). Com o rápido avanço tecnológico mundial, a ausência de investimentos em bens de capital mais produtivos prejudica a competitividade e a inserção internacional das empresas brasileiras.

2) Despesas públicas com educação: a recessão atinge fortemente investimentos em todos os níveis de ensino. Com a queda na arrecadação de estados e municípios, há falta de recursos para os ensinos básico e fundamental, justamente onde os retornos de longo prazo da educação são maiores (educação de qualidade nos anos de ensino iniciais tendem a gerar um retorno positivo permanente na renda dos indivíduos). Embora não sejam mensurados nos indicadores de curto prazo da economia, o corte de investimentos em educação derivado da crise reduz a capacidade de crescimento econômico no futuro porque a economia não aumenta o estoque de capital humano. Além disso, por afetar as famílias mais pobres, contribui para a persistência da desigualdade socioeconômica brasileira.

3) Incentivos de estudar e trabalhar: a crise faz com que gastos considerados supérfluos pelas famílias, como educação privada, sejam cortados devido à redução do poder aquisitivo. Somado a isso, a queda na renda domiciliar faz com que muitos jovens tenham de entrar no mercado de trabalho muito cedo para complementar o orçamento doméstico. Do ponto de vista macroeconômico, abandonar investimentos em educação de qualidade, que trazem retornos de longo prazo aos indivíduos, a sua família e a terceiros, é fato socialmente indesejável.

4) Inovação, Pesquisa e desenvolvimento: Esses investimentos são considerados os motores do crescimento econômico de longo prazo. E a crise atinge em cheio investimentos em P&D. Brasil investe 1,2% do PIB nessa rubrica, enquanto China e Europa investem 2%. Líder é a Coréia do Sul: 4,4%. Durante crises, as fontes de investimento público e a geração de caixa das companhias se deterioram, e as empresas acabam cortando investimentos nessas áreas.

5) Infraestrutura e investimento: além da parcela do orçamento público alocada em infraestrutura ser historicamente baixa no Brasil (1,47%, em 2014; outros países emergentes, como Índia, chegam a 8%; mesmo países desenvolvidos, como EUA, investem 2,9%), a rigidez orçamentária torna o investimento a parte mais frágil da despesa pública. Diante da impossibilidade de cortar outros gastos, as despesas de capital foram reduzidas em 34% em 2015, incluindo obras de infraestrutura importantes no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Como resultado, a economia não consegue aumentar sua produtividade de médio e longo prazos.

6) Alto número de falências (destruição da matriz produtiva): dados da Junta Comercial do Rio Grande do Sul mostram que 94% mais negócios foram extintos em 2015 (15.604 em 2015, ante 8.046 em 2014). A crise brasileira – e seus elementos que limitam a ação das empresas, como o aumento do custo de capital, a alta do dólar, aumento do custo de insumos como energia elétrica, combustíveis, etc. – reflete esse fenômeno. O fechamento massificado de empresas afeta toda a cadeia de produção e deteriora também o ambiente concorrencial (podendo trazer consequências inclusive para a inflação futura). Além disso, a atividade empreendedora originada de períodos de crise prolongada é tipicamente associada ao trabalho por conta própria, derivado de necessidade (como consequência da perda do emprego, por exemplo) e não de vocação. Isso pode aprofundar a já elevada taxa de mortalidade das empresas brasileiras, especialmente as jovens.

 

Ouça entrevista com o economista da FEE Jéfferson Colombo:

 

 

===

Siga @GianeGuerra no Twitter.