Editorial do jornal britânico Financial Times fala que a sensação de bem-estar no Brasil é "uma fachada". Ressalta aspectos positivos como emissão de títulos da Petrobras e a nomeação do diretor Roberto Azevêdo para a Organização Mundial do Comércio. No entanto, segue o texto ponderando que o crescimento do PIB em 2012 ficou em menos de 1%, pouco melhor do que a Zona Euro e, neste ano, está crescendo menos do que o Japão. Cita ainda que a "inflação está corroendo a confiança do consumidor".
"Há uma sensação de mal-estar."
Para o Financial Times, a causa é a redução do investimento, que é o que o Brasil precisa para manter os empregos e se tornar o poder econômico que aspira.
"A extravagância do modelo econômico impulsionado pelo consumidor do ex-presidente Lula se esgotou."
No entanto, diz que o estilo mandão de Dilma é bom contra a corrupção, mas afeta a economia.
"Dilma também tem consistentemente evitado reformas orientadas para o mercado em favor do protecionismo para indústrias preferidas e seus lobbies: como as mimadas montadoras de carros."
Finaliza dizendo que o Brasil precisa desesperadamente de mais investimento. Como há baixa poupança nacional, grande parte do financiamento deve vir do exterior.
"Capital é barato no momento, mas não será para sempre. O Brasil tem uma grande janela de oportunidade."
Leia o texto completo: Go-go to go-slow
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