Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts de janeiro 2010

Campus Party à distância

28 de janeiro de 2010 0

Pois é, nossa equipe não conseguiu ir a São Paulo acompanhar a 3ª edição da Campus Party, evento que de 25 a 31 de janeiro reúne milhares de pessoas interessadas em discutir tecnologia e que, de quebra, podem desfrutar da banda larga de 10 Gb (!) disponível no local. Mas, daqui mesmo, com nossa internet nem tão rápida, tem dado para acompanhar a programação (o que, óbvio, não substituiu a experiência de estar lá para levantar umas pautas legais para o AMV).

Melhor que ficar de olho na cobertura bastante "básica" dos veículos de comunicação em geral, é ler o blog oficial do evento, que está bastante completo, ou buscar no Twitter pela hashtag #cpartybr. O site oficial também tem a Campus TV, que transmite ao vivo as palestras:

Outra maneira de acompanhar, essa bem mais informal, é conversar com os conhecidos que estão por lá. Via MSN, a Idiana fez uma espécie de entrevista com o Gabriel Arévalo, estudante de Jornalismo da Famecos/PUCRS que está trabalhando como voluntário na cobertura do evento e dormindo no acampamento do local. Abaixo reproduzimos um trecho que dá a ideia do "clima" do evento:

"As pessoas são muito propícias a conversar, perguntar, contar experiências, isso é legal. As palestras te fazem aproximar de pessoas com um perfil parecido com o teu. Na área de criatividade, por exemplo, tem muito jornalista, designer, músico... Na área de software livre e robótica, muito programador. No Campus Fórum, pessoal do terceiro setor, sociólogos, professores... Em contrapartida, é difícil conviver com 6000 pessoas, falando num modo mais prático [risos]. Elas fazem muito barulho no acampamento, são muito alegres e gritam muito..."

Para saber o que ainda está por vir na Campus Party, consulte a agenda.

Nova rede social para bandas e casas de shows brasileiras

24 de janeiro de 2010 3
Não é de hoje que o cenário da música independente usa as redes sociais para conquistar o público (todo mundo já deve ter recebido um scrap no Orkut com um convite para ouvir a banda tal). Por outro lado, fazer o material chegar aos ouvidos de produtores que possam arranjar aquele show no mundo físico não é assim tão simples.
É aí que o site Toque no Brasil pretende entrar. Lançado no início do mês pela Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin), o espaço pretende abrigar uma rede social para conectar bandas, casas de shows e produtores, de forma a eliminar intermediários. A rede deve estar em funcionamento em maio deste ano. Por enquanto, a página apenas contém informações sobre o Grito Rock, festival que passa por todas as regiões brasileiras e pelo Uruguai, Argentina e Bolívia.
Quando o site estiver pronto, bandas, produtores e casas de show poderão criar perfis para trocar mensagens e fazer negociações. Além disso, os idealizadores prometem que haverá um sistema de classificação entre usuários. Assim, bandas e casas noturnas "de qualidade" terão destaque.
Ficaremos de olho no resultado.

SeeClickFix: proteste e cuide do seu bairro

19 de janeiro de 2010 1

Olhe, clique e arrume. Assim SeeClickFix, ferramenta popular nos Estados Unidos, propõe que os cidadãos ajudem a promover uma grande reunião virtual de moradores interessados em resolver problemas locais.

O funcionamento é bastante simples: em alguns cliques ou toques no celular, qualquer um pode registrar sua queixa em um mapa fornecido pelo sistema Google Maps. A partir daí, é esperar que outros vizinhos que tenham notado o mesmo problema se juntem ao grupo e façam a discussão aumentar a ponto de chamar a atenção dos governantes. Vale registrar tudo, de muro pichado a ponto de venda de drogas.

O ponto alto da ferramenta é o serviço de alertas por região. Com ele, os usuários recebem avisos sobre novas queixas registradas na área que escolheram, o que facilita o engajamento em novas discussões.

O apoio de grandes jornais americanos, como New York Times e Boston Globe, tem dado um impulso ao sucesso da ferramenta (a lista completa de jornais que aderiram está na barra inferior do site). O blog The Local, hospedado no site do NYT e especializado em problemas de bairro, é um dos que têm encorajado a população a registrar queixas e promover discussões através do SeeClickFix. Quanto mais registros um assunto tiver, maior a chance de que se torne pauta do jornal.

Por aqui, o projeto ainda não teve grande adesão. Enquanto escrevíamos este post, havia somente cinco marcações no mapa brasileiro. E, apesar de já ter tradução para diversas línguas, ainda não há versão para o português. Seguindo o conceito da ferramenta as traduções são feitas de forma colaborativa. Alguém se habilita?

Para saber mais e participar:
- Página oficial
- Blog oficial
- Sessão de perguntas e respostas
- Widget para embedar a ferramenta em site ou blog

- Aplicativo para iPhone

Com informações do blog Periodismo en las Américas.

BBB 10: celebridades virtuais ganham destaque no "mundo real"

14 de janeiro de 2010 0

Atualização: 15/01/10 às 15h30.

Twitter no BBB 10/DivulgaçãoA décima edição do reality show Big Brother Brasil está apostando suas fichas no mundo virtual. Entre os participantes da casa, está Tessália Serighelli, a Twittess, polêmica celebridade do Twitter acusada de conquistar milhares de seguidores graças ao uso de scripts (códigos que espalham roboticamente solicitações para seguir diversas pessoas). Além dela, os outros selecionados ganharam perfil na ferramenta para se comunicar com o público. O uso do Twitter deve seguir mesmo durante o confinamento: Boninho, o diretor do programa, anunciou que "o líder da semana receberá senhas. Cada senha dará direito a um "post" no Twitter. Ele poderá usar tudo sozinho ou dividir entre os competidores". Os resultados já apareceram: durante a exibição do primeiro programa, dia 12, a tag “BBB” foi a mais usada no microblog.

Para acompanhar os tweets dos participantes, é preciso acessar o Microblog BBB no site oficial do programa. Além de visualizar as mensagens dos confinados, dá para conferir os comentários do público sobre o que acontece na casa e compartilhar ideias a respeito desta edição. Mas nem todas as mensagens postadas no Twitter vão direto para o microblog do reality show. Segundo a equipe do programa, é necessário seguir o perfil (@bbb10oficial) do programa e esperar ser seguido. Depois disso, a pessoa deve escrever uma mensagem citando o termo BBB ou BBB10. Só assim ela poderá ser selecionada e aparecer no site.

Que a Rede Globo foi esperta em usar uma ferramenta "do momento" para incrementar o jogo, não há dúvida. O que ainda não se sabe é de que forma a participação da comunidade virtual de telespectadores poderá (ou não) influenciar no programa. Já dá para imaginar que haverá, como bem projeta o pessoal do Infosfera, uma "orkutização" do Twitter, ou seja, uma invasão popular de interessados em seguir e interagir nos assuntos relativos ao BBB.

Vamos ver como a mídia tradicional e a lógica do "mundo real" vão saber (ou não) lidar com a cultura virtual. Nós também estamos de olho.

Em tempo: a participação do público por meio do Twitter já rende interferências na casa. Segundo o blog Espiadinha, Boninho (diretor do Big Brother Brasil) estava batendo papo com a galera através do microblog e, cedendo aos pedidos, anunciou que concederia imunidade à Fernanda. A novidade será anunciada no domingo, 17/01, e vai servir de recompensa pelas mais de 14 horas que a participante resistiu na primeira prova do líder, realizada na última terça-feira. "A decisão da imunidade da Fe foi da galera, aceitei a sugestão. BBB é isso, a maioria decide", justificou Boninho.

Tragédia no Haiti é contada ao mundo via web

14 de janeiro de 2010 1

À frente mesmo das agências de notícias, é nas redes sociais que os relatos da tragédia no Haiti tem chegado primeiro. Graças ao serviço de web via satélite usado no país, que, apesar de momentos de lentidão, não parou de funcionar, vítimas do terremoto e jornalistas conseguem descrever, em tempo real, a situação na capital Porto Príncipe. O entrave agora é a falta de energia elétrica, que impede que notebooks e celulares sejam recarregados.

Confira a lista de links onde se podem acompanhar notícias ou ajudar:

No Twitter: busque pela hashtag #Haiti e pelas palavras-chave "Help Haiti", "Yele" (ONG do rapper haitiano Wyclef Jean - recruta voluntários e recebe doações por SMS) e "Port-au-Prince". Para acompanhar as impressões de quem está no local, veja a lista preparada pelo blog americano Huffington Post e siga os perfis listados pelo caderno Link, do Estadão.

No Facebook: destaque para três grupos envolvidos na procura de parentes e na arrecadação de fundos. Em inglês, há o Haiti Needs Us, And We Need Haiti e o EARTHQUAKE HAITI. Em espanhol, o AYUDA HAITI - Terremoto 12 de Enero 2010.

No Flickr: além das imagens que podem ser encontradas na busca comum, a Cruz Vermelha Internacional criou um grupo para reunir fotos.

Notícias de brasileiros: o blog de um grupo de pesquisadores da Unicamp que estão no Haiti relata a situação da cidade. No Orkut, a comunidade "Missão no Haiti (MINUSTAH)", é canal para os militares brasileiros que participam da missão de paz se comunicarem com parentes.

Para doar: entidades como a Oxfam America, Yele, Cruz Vermelha e Mercy Corps recebem doações via cartão de crédito. Basta acessar e escolher o valor da doação.

Shorty Awards premia os melhores do Twitter

10 de janeiro de 2010 7

Em março deste ano, acontece mais uma edição do Oscar, que premia os melhores do cinema. Enquanto os cinéfilos aguardam a data e fazem suas apostas, outro evento mobiliza pessoas de todo o mundo. Trata-se da segunda edição do Shorty Awards, conhecido como o Oscar do Twitter. A cerimônia, que acontece em Nova York, vai premiar os melhores usuários do microblog divididos em 26 categorias oficiais - além das que são lançadas pelos próprios usuários. As votações estão abertas desde a última quarta-feira, 6 de janeiro.

Qualquer usuário do Twitter pode ser indicado e/ou votar, contanto que tenha uma conta ativa e pública no microblog desde antes do início da competição (os votos originados de contas privadas ou recém-criadas, destinadas ou não ao concurso, não serão contabilizados). Para indicar alguém, basta tuitar a frase " I nominate @TwitterUser for a Shorty Award in #category because..." e justificar o voto. Para conferir as categorias já existentes, clique aqui. Mas não esqueça: você também pode sugerir uma nova categoria. Se ela se tornar popular, ela pode ser incluída na cerimônia oficial, em março. Confira o regulamento completo (em inglês).

Os primeiros cinco colocados de cada categoria serão avaliados pelos membros da Real-Time Academy of Short Form Arts & Sciences. O corpo de jurados inclui Joi Ito, diretor-executivo da Creative Commons, Frank Moss, diretor do MIT Media Lab, e o rapper MC Hammer (veja o quadro completo aqui). Os vencedores serão escolhidos a partir da votação do júri e da opinião do público.

Para conquistar votos, vale espalhar para os amigos e fazer campanha. Os usuários também têm a chance de participar da Shorty Interview. As respostas podem ajudar na justificativas dos votos, assim como a traçar um perfil do usuário para a avaliação dos jurados. Interessado em participar ou até em concorrer? Então corra: o período de votação vai até o fim de janeiro.

Na busca por brasileiros concorrendo ao Shorty Awards, encontramos o @LeiSecaRJ na liderança da categorias news. A conta possui quase 29 mil seguidores e tuíta informações sobre o trânsito e blitze da Operação Lei Seca na cidade do Rio (confira post sobre o uso do Twitter para alertar motoristas sobre blitze). Na categoria education, o professor e pesquisador João Mattar aparece em 3° lugar. Ele mantém o blog De Mattar, onde, entre outros assuntos, discute a aplicação de tecnologias na educação. Na categoria design, o goiano Murilo Ribeiro está em 3° lugar. Também encontramos William Bonner na 25ª posição da categoria journalist.

Em 2009, a primeida edição do Shorty Awards teve mais de 50 mil inscritos. No site oficial, você pode conferir os finalistas e ganhadores.

Shorty Awards

Site oficial: http://shortyawards.com/

Blog oficial: http://blog.shortyawards.com/

Perfil no Facebook: http://www.facebook.com/shortyawards

Perfil no Twitter: http://twitter.com/shortyawards

Com informações do Informe Especial (Zero Hora) e O Globo.

Us Now: de time de futebol ao Parlamento, quando todos governam tudo

09 de janeiro de 2010 0

Sessenta minutos de histórias que mostram como as mídias sociais podem subverter a lógica tradicional de governo e hierarquia. Assim é "Us Now", documentário do diretor Ivo Gormley, lançado em abril de 2009 e distribuído gratuitamente na web.

E foi justamente através dessa distribuição (e ao tempo proporcionado pelas férias) que conseguimos recentemente assisti-lo. O assunto tem tudo a ver com o tema do blog e é altamente recomendável para quem gosta de pensar sobre como a internet pode ajudar a construir processos mais democráticos e descentralizados. É um daqueles filmes em que se termina com a cabeça fervilhando de ideias e com uma pontinha de fé a mais no futuro da humanidade.

Ebbsfleet United, o time de futebol que é totalmente dirigido por seus torcedores. Zopa, o banco que todos os clientes gerenciam. Slice The Piece, o site onde os fãs financiam álbuns das bandas de sua preferência. Directionless Enquiries, um sistema de colaboração via telefone entre moradores de Londres. Netmums, a rede social que ajuda a tirar dúvidas sobre a maternidade. A lista dos exemplos (todos bastante interessantes) que aparecem no filme é bem extensa - nem citamos todos aí em cima. O melhor é apertar "play" aí embaixo e conferir!

(E, ah, se você preferir, também pode procurar um download com a consciência tranquila...)

Termos das redes sociais vão parar no dicionário

06 de janeiro de 2010 3

O dicionário Oxford, um dos mais importantes da língua inglesa, decidiu incluir diversas palavras típicas da internet durante a revisão de 2009. Prova de popularidade, Twitter e Facebook foram as redes que mais conquistaram espaço na lista divulgada há poucos dias.

Veja algumas palavras e expressões selecionadas pelo Oxford (não estranhe a ausência do termo "tweet", o mais comum no "vocabulário" do Twitter. Sabe-se lá por que motivo, mas ele ficou de fora da lista):

- Unfriend: remover alguém da classificação "amigo" em alguma rede social, como Facebook ou Orkut. Já tinha sido anunciada em novembro como a "palavra do ano" pela equipe do Oxford Dictionary. Foi incluída também a variação "defriend".

- Tweetups: encontros organizados via Twitter.

- Hashtag: forma de "etiquetar" assuntos no Twitter através da convenção de colocar um sustenido (hash, em inglês) antes das palavras-chave.

- Tag cloud: a nuvem de palavras-chave de um site, como a que temos na barra lateral aqui do blog.

Slashdot effect: quando algum site fica lento ou "cai" devido a um grande aumento de tráfego.

- Paywall: "barreira" que impede o acesso de conteúdo para usuários que não paguem por um determinado serviço.

Vale lembra que, em 2008, o dicionário Merriam-Webster já tinha incluído palavras relacionadas à cultura da internet.

Nos corrijam se estivermos erradas, mas, até onde sabemos, por enquanto, nenhum dicionário de língua portuguesa decidiu fazer algo parecido. Como se diz na gíria (que, aliás, bem podia entrar no dicionário), ficadica.

Motoristas usam Twitter para alertar sobre blitz da Lei Seca

04 de janeiro de 2010 3

O famoso "jeitinho brasileiro" encontrou no Twitter um aliado para burlar a Operação Lei Seca: tuitar usando a hashtag #bols (iniciais de "blitz da operação lei seca") se tornou convenção entre motoristas para avisar sobre pontos em que as autoridades estão de plantão. Além da hashtag, há perfis especializados em "informar" sobre blitz, como transitoRJOLeiSecaRJRadarBlitz.

Usando um celular com conexão de internet, fica fácil alertar outros motoristas e pesquisar, em tempo real, sobre pontos em que se corra o risco de ser barrado. Na noite ontem, um sábado, encontramos diversos resultados para a pesquisa pela hashtag #bols, a maioria de motoristas cariocas.

É ilegal? Não há nada previsto na lei que seja contra avisar os amigos sobre onde se encontram as blitze. Mas, como lição de moral às vezes faz-se necessária, esses alertas não seriam precisos se as pessoas saíssem de casa com carteira de motorista e documentos do carro em dia. E, claro, se saíssem sem beber.

Post relacionado: Motoristas acusados de embriaguez terão nome tuitado em cidade dos EUA

O futuro das revistas

03 de janeiro de 2010 1

Como deve ser a revista do futuro? Como colocar o melhor da cultura impressa em um equipamento de leitura digital?

Baseados nessas questões, o grupo de pesquisa sueco Bonnier e a agência britânica BERG criaram um vídeo-conceito que está circulando na web. O interessante é que as previsões que aparecem no vídeo conservam muito da forma como se lê uma revista no papel. Confira (em inglês, mas bastante visual):

Mag+ from Bonnier on Vimeo.

Para nós, que sempre estamos atrás de histórias em que o digital tenha influenciado ações no mundo físico, o vídeo chama atenção por mostrar o caminho inverso. Bom para pensar até que ponto o digital supera (ou superará) o que já está arraigado na nossa cultura.

Dica da Ana Laura Malmaceda.