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Posts de novembro 2010

AO VIVO: Social Media Day Porto Alegre - 5ª edição

30 de novembro de 2010 1

Acompanhe a cobertura ao vivo do 5° Social Media Day Porto Alegre, que acontece hoje a partir das 20h30 no Porão do Beco (Av. Independência, 936). O evento traz o jornalista e consultor de mídias sociais Alexandre Inagaki. Ele é editor dos blogsPensar Enlouquece, Pense Nisso!Pop Cabeça (este no Portal MTV), colunista do portal Yahoo e da revista Pix, um dos curadores da área de blogs da Campus Party Brasil e colaborador de publicações como as revistas TripRolling Stone Brasil.

Confira a cobertura em tempo real:

- Ouça a rádio web Putzgrila .

- No Twitter, acompanhe a hashtag #smdpoa. Você também pode buscar o perfil oficial - @smdpoa.

- Admirável Mundo Virtual: confira a cobertura das blogueiras Giuliana de Toledo e Idiana Tomazelli a partir das 20h30, diretamente do local.

Morte dos blogs é tema da 5ª edição do Social Media Day Porto Alegre

30 de novembro de 2010 1

É justamente um blogueiro quem diz: "O blog está morto". Ainda que não seja ele o culpado, o jornalista e - atualmente - consultor de mídias sociais Alexandre Inagaki promete polemizar a questão no 5° Social Media Day Porto Alegre. A edição de novembro acontece nesta terça-feira, dia 30, a partir das 20h30, no Porão do Beco (Av. Independência, 936).

O currículo do "japaraguaio", como ele mesmo se define, é extenso: editor dos blogs Pensar Enlouquece, Pense Nisso! e Pop Cabeça (este no Portal MTV), colunista do portal Yahoo e da revista Pix, um dos curadores da área de blogs da Campus Party Brasil e colaborador de publicações como as revistas Trip e Rolling Stone Brasil.

Para se inscrever, basta preencher gratuitamente o formulário no site. Mas, se você não pode comparecer, veja as alternativas disponíveis para acompanhar o evento:

Rádio: a rádio web Putzgrila vai transmitir o evento ao vivo do Porão do Beco.

Admirável Mundo Virtual: confira a cobertura das blogueiras Giuliana de Toledo e Idiana Tomazelli a partir das 20h30, diretamente do local.

Twitter: acompanhe a hashtag #smdpoa. Você também pode buscar o perfil oficial - @smdpoa.

A organização é da Babushka Brand Entertainment, juntamente com BMOBDez Comunicação.

Invasão ao Complexo do Alemão é acompanhada via Twitter

29 de novembro de 2010 2

Além da cobertura da imprensa, as contas de Twitter de moradores do Complexo do Alemão e de representantes de ONGs que atuam na região tornaram-se espaços para relatar a situação nas comunidades tomadas por policiais. Com atualizações constantes, os jovens da equipe do jornal Voz da Comunidade, que circula no Complexo do Alemão, viraram referência de informação para acompanhar o conflito via Twitter. A hashtag #vozdacomunidade ficou entre os Trending Topics Brasil boa parte deste domingo. O número de seguidores do jornal no microblog (@vozdacomunidade) aumentou de 180 no sábado para mais de 21 mil no fim da noite de domingo. Os perfis dos integrantes do jornal são: @Rene_Silva_RJ, @igorcomunidade e @JackComunidade.

Com tweets mais voltados para uma análise da invasão, José Junior (da ONG AfroReggae) e Celso Athayde (autor de "Falcão - Meninos do Tráfico" e fundador da Central Única das Favelas) usam o espaço do microblog para opinar e responder a questões enviadas por seguidores.

Com informações de O Globo.

Maratona de ideias e provocações no TEDxPortoAlegre

14 de novembro de 2010 0

A primeira edição do TEDxPortoAlegre, que trouxe o tema "Paixão que inspira", conseguiu reunir hoje, no Theatro São Pedro, profissionais das mais diversas áreas com um único objetivo: provocar novas ideias. Foram 10 horas de evento, 21 palestrantes, 30 voluntários, 15 organizadores e uma plateia de aproximadamente 500 pessoas.

A jornada começou às 9h, com a abertura de Eva Sopher, presidente da Fundação Theatro São Pedro. Na sequência, Tiago Mattos, director of whatever da escola de atividades criativas Perestroika, fez uma fala repleta de críticas ao sistema de ensino tradicional e pregou o lema "Vai lá e faz!". Pela manhã, a mestre de cerimônias Renata Simões chamou ainda ao palco o empresário Oskar Coester (sobre mobilidade urbana e a criação do aeromóvel de Porto Alegre), o cientista social indiano Dhaval Chadha (uma fala provocativa sobre crescimento tecnológico e inclusão digital), o médico Gilberto Schwartsmann (uma emocionante palestra sobre a importância da prevenção de doenças), o engenheiro Gustavo Borba (sobre a importância de romper modelos mentais estabelecidos), a designer Fabiana Maioli ( que propôs uma reflexão sobre paixões pessoais) e o arquiteto Otávio Urquiza (sobre arquitetura sustentável e o projeto das Ecovilas da Capital).

Reveja a cobertura ao vivo feita pelo Admirável Mundo Virtual

O segundo bloco contou com as falas do engenheiro, músico e capoeirista Txai Brasil (uma reflexão sobre sua carreira multitarefas, com direito à canja musical), da jornalista e advogada Carmela Grüne (um apelo à desmitificação do Direito), da psicóloga Léa Fagundes (uma palestra envolvente sobre o uso da tecnologia na educação), do Papai Noel Elio Lazzarotto (carismático, contou histórias vivenciadas na carreira bastante peculiar), do analista de investimento Wagner Salaverry (dicas bem-humoradas de como administrar as finanças pessoais), do empresário Gil Giardelli (uma reflexão otimista sobre o uso da internet na melhoria do mundo), da jornalista Rosina Duarte (a transformação social através do jornal Boca de Rua), da bióloga Adriana Brondani (a necessidade de revolucionar o ensino de ciências e a experiência do site Qual é a dúvida?), do artista Walmor Corrêa (apresentação do processo de pesquisa para criar obras inusitadas com base em seres mitológicos brasileiros), da ativista Graziela Tanaka (sobre mobilizações bem-sucedidas organizadas através da Avaaz.org), da jornalista Rosana Hermann (uma palestra cheia de humor sobre curiosidades relacionadas a números e palavras), do gerente de educação da Intel no Brasil, Rubem Saldanha (a importância de estimular a pesquisa entre os estudantes), e do empresário Julio Vasconcellos (dicas e reflexões sobre empreendedorismo).

A troca de ideias aconteceu também entre palestrantes. Alguns chegaram a inserir em suas apresentações falas de outros profissionais que haviam exposto suas ideias anteriormente. Deste TEDx também veio a promessa de alguns de seguir em contato e também manter a chama da discussão acesa - seja pessoalmente ou via redes sociais, como o Twitter.

Ao longo do dia, foram mais de 2,6 mil tweets com a hashtag #TEDxPortoAlegre - o que levou o termo aos Trending Topics do Brasil no Twitter. O sucesso talvez pudesse ter sido maior, já que na parte da manhã a rede wireless que ditribuía sinal de Internet pelo teatro estava bastante instável. A assessoria de imprensa do evento pediu desculpas pelo ocorrido, e logo ao meio-dia o problema foi solucionado por técnicos da Procempa (quem fornece o serviço de Internet no local).

Para fechar a programação, os participantes do TEDxPortoAlegre estão convidados a participar da festa de encerramento que acontece logo mais, no Porão do Beco (Av. Independência, 936). A apresentação da credencial garante o ingresso com desconto, pelo valor de R$ 10.


*Em aproximadamente um mês, as palestras do TEDxPortoAlegre serão disponibilizadas na Internet com tradução para outros idiomas. A sistemática segue o padrão dos eventos TEDx que acontecem pelo mundo.

AO VIVO: TEDxPortoAlegre

13 de novembro de 2010 1

Hoje, a partir das 9h, acontece o TEDxPortoAlegre no Theatro São Pedro. Acompanhe a cobertura aqui no blog:

[TEDxPortoAlegre] De fã a organizador: entrevista com Felipe Figueiredo Rosa

13 de novembro de 2010 0

Neste sábado, 13/11, a partir das 9h, acompanhe a cobertura completa sobre o TEDxPortoAlegre aqui no blog.


Um dos principais responsáveis por trazer o primeiro evento TEDx a Porto Alegre, o técnico em infomática Felipe Figueiredo Rosa parece levar a sério o tema "Paixão que inspira". Fã de palestras TED (Technology, Entertainment, Design), ele buscou na rede de contatos formada durante sua participação no TEDxSãoPaulo e no TEDxSudeste um meio de obter a licença necessária junto à organização mundial do TED para a realização das palestras na capital gaúcha de forma independente. Deu certo. Após 10 meses de trabalho junto a uma equipe de colaboradores, Porto Alegre está pronta para receber de profissionais de diversas áreas com ideias que mereçam ser disseminadas.

Confira abaixo entrevista com o Felipe sobre a organização do evento:


AMV – Quais foram as dificuldades de organizar o TEDx Porto Alegre?

Felipe Figueiredo Rosa – A grande dificuldade na organização do evento foi encontrar parcerias dispostas a investir na própria realização do evento. Mas conseguimos, finalmente, superar.

Além disso, como todos os organizadores têm suas próprias atividades profissionais, tivemos grande dificuldade em compatibilizar nossas agendas, nossos horários. Mas tudo isso acabou servindo para o próprio crescimento do grupo.

Como nem sempre podíamos comparecer a todas as reuniões, muitas das decisões que tomamos acabaram sendo feitas na base da troca de e-mails e na confiança em cada um dos demais participantes, e isso é um grande desafio que superamos com sucesso. Ainda mais quando pensamos que temos pessoas das mais diversas áreas envolvidas na organização.

AMV – Como foi decidido o tema do evento? Qual foi o motivo da escolha?

FFR – Definimos o tema do evento entre os membros da equipe logo nas primeiras reuniões.

Quanto ao tema “Paixão que inspira”, nossa escolha se baseou no entendimento de que ideias e projetos desenvolvidos de forma apaixonada são aqueles que realmente merecem ser disseminados.

Clique aqui para conferir outras entrevistas da série

AMV – Como foram selecionados os palestrantes? E os escolhidos para assistir ao evento no Theatro São Pedro?

FFR – A escolha dos palestrantes foi baseada na mensagem do próprio evento, “Paixão que inspira”. Se olharmos a lista, podemos ver que todos que subirão ao palco do Theatro São Pedro neste dia 13 de novembro são pessoas realmente apaixonadas pelo que fazem. É essa a mensagem que queremos transmitir, que ser apaixonado pelo que fazemos é uma das boas ideias que podemos espalhar.

Além disso, a escolha dos palestrantes, que incluiu muitas pessoas que desempenham suas atividades aqui no próprio Rio Grande do Sul, busca transmitir a ideia de que não importa quem você é, o que você faz, como você faz e onde você está. O que realmente importa é fazer algo de forma realmente apaixonada.

Já os participantes foram selecionados com base em um questionário no qual eles nos contavam um pouco sobre si mesmos, sobre seus sonhos e suas realizações. Foi um grande processo que envolveu a análise de cada uma das cerca de 1.200 inscrições que recebemos, sendo ainda observado um critério estatístico que garantisse a maior diversidade do público tanto em relação às áreas de conhecimento quanto à faixa etária.

AMV – Na tua opinião, quais são as “heranças” que o evento deve deixar para a comunidade local?

FFR – Esperamos que cada um dos aproximadamente 500 participantes leve como “herança” esta ideia da “Paixão que inspira”. Que saiam de suas zonas de conforto, passem suas ideias do plano abstrato para o plano concreto, que se envolvam em projetos pelos quais sejam apaixonados e que ajudem a levar esta ideia adiante.

AMV – Por que Porto Alegre não havia tido um TEDx ainda?

FFR – Bem, o próprio evento é recente no Brasil, tanto que o primeiro evento TEDx realizado no Brasil ocorreu em novembro de 2009, na cidade de São Paulo (TEDxSãoPaulo). Além disso, o processo de licenciamento do evento exige o atendimento de uma série de requisitos. Tem a própria questão do planejamento dos palestrantes e do local do evento. Enfim, há uma série de detalhes para que se possa realizar um evento TEDx.

AMV – A organização já está preparando próximas edições? Se sim, que se pode adiantar?

FFR – O evento do dia 13 de novembro é apenas o primeiro de uma série de outras iniciativas que ainda iremos desenvolver durante o ano de 2011. Infelizmente, ainda não podemos adiantar muitas informações, mas podem ter certeza de que, além do concurso que divulgaremos durante o TEDxPortoAlegre, teremos ainda outras surpresas realmente muito interessantes durante o ano de 2011.

Encerramos com o Felipe Figueiredo Rosa nossa minissérie de entrevistas com palestrantes do TEDxPortoAlegre. Logo mais, você acompanha aqui novidades sobre o evento.

[TEDxPortoAlegre] Para Julio Vasconcellos, sites de compras coletivas vieram para ficar

12 de novembro de 2010 0

Sócio-criador do primeiro site de compras coletivas do Brasil - o Peixe Urbano -, Julio Vasconcellos faz parte do time daqueles que apostam na Internet como uma ótima oportunidade de trabalho. Especialista em mídias sociais, já ministrou aulas sobre marketing viral e mídias sociais na Stanford University e é representante do Facebook no Brasil. O currículo impressiona: formou-se em Finanças e Marketing pela Wharton University, nos Estados Unidos, morou no Vale do Silício, onde fez MBA, foi diretor comercial da rede social Experience Project e responsável pelo crescimento da base de usuários da empresa de 5 mil para 4 milhões de pessoas.

Amanhã, 13/11, Julio será um dos palestrantes que participarão do TEDxPortoAlegre, no Theatro São Pedro. Antes, ele conversou com a equipe do Admirável Mundo Virtual. Confira:


AMV – O tema do TEDx Porto Alegre é “Paixão que inspira”. De onde vem a tua inspiração para detectar possibilidades e apostar em novos projetos no mercado de Internet?

Julio Vasconcellos – Pra mim, o que mais inspira mesmo é a ideia de criar coisas novas. Acho que a Internet hoje deixa que qualquer um que tenha uma ideia, uma visão de produto ou serviço, possa criá-la e compartilhá-la com milhões de pessoas. Então, o que inspira a gente no Peixe Urbano no dia-a-dia é essa habilidade de poder bolar coisas novas, que solucionam problemas nos nossos lares, e poder lançar isso pra ser utilizado e testado pela nossa audiência.

AMV – Na tua opinião, o Brasil sabe inovar no mercado de Internet?

JV – Claro. Tem várias empresas novas, sites, produtos que são lançados primeiro aqui no Brasil e que são coisas completamente inovadoras, que a gente não vê em outros países. Então, eu acho que, como qualquer outro lugar, tem muita inovação saindo daqui. Ou coisas completamente novas, ou coisas até que são uma evolução em cima de ideias anteriores.

AMV – Os sites de compra coletiva, como o Peixe Urbano, são uma tendência que deve se estabelecer no país ou seria uma moda que pode passar com o tempo?

JV – Bem, eu acho que é um modelo novo de fazer compras online, uma nova forma de e-commerce. É uma coisa que tá aqui pra ficar, porque o tanto de benefício que essa modalidade traz para o usuário e para o estabelecimento que oferece o desconto é muito grande. Todo mundo tá ganhando com aquela promoção. Enquanto as pessoas estiverem buscando novidades na cidade delas, coisas novas para fazer e quiserem economizar, ou enquanto, vamos dizer, pequenos estabelecimentos tiverem interesse em divulgar seu serviço, eu acho que isso vai continuar. Isso é por muito tempo.

* Clique aqui para conferir outras entrevistas da série

AMV – Dá pra notar que tanto pequenos quanto grandes estabelecimentos têm procurado esses sites para oferecer seus produtos ou serviços?

JV – Tem sido um pouquinho de tudo. A gente já teve muito sucesso, desde trabalhar com o melhor boteco de uma cidade, um lugar pequeno com qualidade ótima, até fechar parcerias com grandes marcas internacionais. A gente já fez promoção para a Coca-Cola, para Blockbuster, para o Hotel Intercontinental, várias marcas gigantes que tiverem algumas das promoções de marketing mais bem-sucedidas delas com o site. Do nosso ponto de vista, a gente tá sempre procurando o que é novidade, o que é legal na cidade. Não importa se é um grande ou pequeno. A ideia é sempre buscar o que tem de novo e apresentar isso para os nossos clientes.

AMV – A intenção não é ficar só nas capitais, certo? Pode-se ver que há cidades menores, até do interior, com essas promoções.

JV – A longo prazo, a gente quer trazer esse modelo de compra coletiva para todo mundo no Brasil. A gente começou com grandes capitais, metrópoles, mas hoje já tem várias cidades que não são capitais. Só em São Paulo, tem Ribeirão Preto, São José dos Campos, ABC Paulista, Santos. A ideia é ir crescendo na questão geográfica e trazer esse modelo para qualquer lugar onde tiver muita gente com interesse de participar.

AMV – Agora falando sobre redes sociais, qual é a estratégia do Facebook para atrair cada vez mais usuários brasileiros?

JV – Infelizmente, eu não sou porta-voz do Facebook, então eles não deixam a gente dar entrevista sobre a estratégia da empresa no país. Não estou em posição de poder divulgar muito sobre isso.

AMV – Quais são tuas expectativas para o TEDxPortoAlegre?

JV – Ah, acho que vai ser legal, um bom lugar pra conhecer gente com ideias novas, criativas. Por mim, acho que vai ser uma coisa superdivertida e muito prazerosa pelas pessoas que devem estar presentes.

[TEDxPortoAlegre] "Talvez o caminho da publicidade seja ser menos criativo", aposta Tiago Mattos

10 de novembro de 2010 0

Pela primeira vez nervoso com uma palestra, Tiago Mattos, Director of Whatever da Perestroika, diz que já mudou o rumo de sua apresentação no TEDxPortoAlegre trilhões de vezes. Até subir no palco do Theatro São Pedro no próximo sábado, 13/11, ele admite que ainda pode ser arrebatado por outras ideias, uma mudança de última hora. Outro desafio - principalmente para alguém acostumado a dar aulas que duram de 2 a 4 horas, como Tiago - é o limite de tempo: cerca de 15 minutos, conforme o padrão TED. "Tá superdifícil", resume. Mas, otimista, tem esperanças em fazer de suas ideias uma injeção de ânimo para melhorar o mundo. "Quem sabe a partir de sábado?". Os principais trechos da entrevista concedida no início da semana ao Admirável Mundo Virtual você confere abaixo.


AMV - Pode ser que cinco minutos antes da palestra tê dê um insight e tu mudes completamente de ideia outra vez?

Tiago Mattos - É possível, é possível. Eu me prometi que na quinta-feira de noite eu vou ter pronto, para sexta-feira, quando tem o ensaio geral, já ter tudo montadinho. Mas sabe como é, tudo pode acontecer...

AMV - E deve ser algo muito objetivo, porque em 15 minutos tu tens que ser muito conciso naquilo que tu falas, certo?

TM - Muito conciso, muito. E mais do que isso. Eu acho que tem que ser conciso e ser desafiador. Porque falar qualquer coisa em 15 minutos para encher linguiça é fácil. Agora, trazer um ponto de vista que inspire, chame a atenção das pessoas, é complicado. Espero conseguir.

AMV - Espera conseguir instigar as pessoas a querer mudar pelo menos alguma coisa do mundo, se não o mundo inteiro?

TM - Tem uns caras que conseguem, né? Brincadeira! Eu queria ser um desses caras. Talvez só um pedacinho já esteja bom. Quem sabe a partir de sábado?

Juro, eu fico com frio na barriga de lembrar. Faz quatro anos que eu dou aula toda semana, e pra essa eu tô nervoso. Nunca fiquei nervoso.

AMV - Então essa é a palestra que pode tirar um pouquinho o teu sono?

TM - Já tirou bastante do meu sono, mas acho que no bom sentido. Porque o TED tem uma finalidade muito maior. O conceito é “ideias que merecem ser espalhadas”. Eu acho que muitas das coisas que eu falo são ideias interessantes. Mas uma ideia a ponto de ser disseminada na plataforma digital do TED, existe uma responsabilidade maior. Dá um frio na barriga. E o frio na barriga, pra mim, não é uma coisa ruim. É uma coisa boa até... inclusive talvez eu fale disso. Ó, viu? Já tá mudando. Talvez eu possa usar esse exemplo lá. Sentir frio na barriga é tu sair da tua zona de conforto. Porque tu só cresce, te desafia, te transforma numa pessoa melhor quando tu sai da tua zona de conforto. Espero que essa oportunidade de eu sair da minha zona de conforto (risos) tire outras pessoas da zona de conforto.

AMV - O tema do TEDxPortoAlegre é "Paixão que inspira". O que guia o teu trabalho como Director of Whatever na Perestroika?

TM - (Risos) Vou explicar a história de por que eu escolhi esse nome, depois eu chego na resposta. A Perestroika é uma empresa que tem uma natureza um pouco subversiva. Meu dia a dia é muito pouco ortodoxo perto do que meu cargo, diretor-geral ou diretor da escola, seria. Terminando essa entrevista, eu vou começar uma palestra. Então, eu posso dizer que, além de diretor da escola, eu sou palestrante. Finalizando isso, eu tenho que terminar uma aula pra sábado – daí eu posso dizer que, além disso, eu sou professor. Quinta-feira de noite eu vou ter uma reunião com o meu sócio, com o Piangers (Marcos Piangers, radialista e apresentador) e com outro pessoal para escrever uma peça de teatro – sou roteirista de teatro. Uns seis meses atrás, eu produzi um filme – sou produtor de cinema. Há um ano, eu escrevia textos para os outros comediantes da Balalaika se apresentarem – sou comediante. No início do ano, eu lancei um livro – sou escritor. E por aí vai. Eu acho meio chato quando tu fica dizendo “ah, eu sou blogueiro tuiteiro, escritor, produtor, não sei o quê”. Uma maneira muito mais Perestroika é dizer “cara, eu sou Director of Whatever”. Mas o que é isso? Cara, eu sou blogueiro, tuiteiro... (risos) Entendeu? É uma maneira mais sacana de contar a mesma coisa. E, na verdade, tem uma ironia, um posicionamento. É dizer “cara, eu faço qualquer coisa”. Não porque eu sou bom, mas se eu tiver que tirar o lixo do banheiro eu vou tirar, e se eu tiver que falar no TED eu vou falar. Acho que tem um pouco desse desprendimento. Ser Director of Whatever não é um posto acima dos demais. É pertencer a um grupo em que todo mundo faz um pouco de tudo.

Clique aqui para conferir outras entrevistas da série

AMV - Tu achas que falta criatividade na publicidade do Rio Grande do Sul?

TM - Depende do que a gente acha que é criatividade na publicidade. Dentro da realidade do mercado no Rio Grande do Sul, que tem contas menores, clientes com uma cultura de criatividade, inovação e propaganda menor do que no centro do país ou no exterior, agências com um time de profissionais muito júnior, um mercado onde o consumidor é superbairrista, xiita, provinciano. Dentro de todo esse cenário, a gente faz muita coisa boa. Muita coisa boa mesmo.

O que eu acho, na verdade, é que a propaganda como um todo, como uma instituição, anda pouco criativa. E aí não é um problema do Rio Grande do Sul. Os profissionais de propagada em geral têm um defeito, e eu posso falar isso porque mesmo quando era de agência eu tinha já esse ponto de vista: se confunde muito ser do mercado versus ser da academia. Quem é do mercado não pode estudar nunca. Se estudar, vira um teórico. Isso é uma fantasia, tu pode ser um profissional do dia a dia e estudar, aprender lendo, estudando, conversando com profissionais mais capacitados. No Rio Grande do Sul, tem um palestrante fodástico, internacional, e ninguém vai.

Quando o profissional acha que fazendo ele mesmo, aprendendo com ele mesmo, se autoreferenciando, ele vai ser mais criativo, isso é meio falacioso, porque no fundo ele vai estar, em algum momento, repetindo o que alguém já fez. Se ele quiser achar soluções verdadeiramente inusitadas, ele vai ter que usar outro substrato, cruzar informações que tenham fundamentação teórica em cima da propaganda, da comunicação, das relações públicas. E mais uma coisa: talvez o caminho da nova publicidade seja ser menos criativo. Acredito que a publicidade vai migrar para plataformas de relacionamento, uma coisa mais próxima das relações públicas do que da própria publicidade. Esses apelos “inusitados” vão ter menos valor do que um apelo “comum”, desde que feio com excelência. Acredito muito mais hoje numa marca que tenha um Twitter e fica se relacionando com sua audiência de maneira ordinária do que uma marca que tem um Twitter, faz uma entrada extraordinária e depois não tem relacionamento nenhum. Acho que é menos o “olha como eu sou foda” e depois some, e muito mais “E aí, tudo bom? Como você tá hoje? Beleza?”.

AMV - É possível ensinar alguém a ser criativo?

TM - Essa pergunta é tão engraçada. Tanta gente me faz essa pergunta, é curioso isso. Eu acho duas coisas sobre esse assunto – primeira vez que vou responder desse jeito, pra tu ver como o TED tá me mudando (risos). Uma: tenho certeza, convicção total de que sim, é possível ensinar uma pessoa a ser criativa. Por outro lado, eu também penso o seguinte, e que pode ser meio contraditório: não precisa ensinar ninguém a ser mais criativo, porque todo mundo é criativo. Tu precisa estimular a pessoa a usar essa criatividade, expressá-la. Talvez mais do que ensinar, seja fazê-la se sentir tão segura de que ela é criativa que ela vai deslanchar. O sistema educacional e profissional em que a gente está inserido hoje é que nos poda muito. Mas não existe esse papo de “eu não sou criativo”. É que ser criativo não é ter o cabelo rosa e fazer grafite na Mauá. Uma pergunta inteligente vai ser supercriativa.

AMV - Sobre o formato de publicidade atual na internet, as pessoas realmente prestam atenção nos banners ou acontece mais de elas clicarem ali sem querer?

TM - Eu não vi essa aula, então não quero ser leviano no meu comentário, mas sei que existem estudos superfundamentados, superprofundos, sobre o sucesso de banner. Tem bastante mídia display na internet que funciona, e funciona muito bem. A informação que eu tenho, que é fragmentada, me diz que sim, existe gente fazendo muito bem feito isso.

Mas isso não é excludente àquela outra coisa que eu tava falando. Quando a Internet surgiu, ela era uma mídia interativa. Aí as pessoas achavam que o interativo era uma coisa meio você decide. Vai ter um banner aqui com uma vela, eu passo o mouse e apago a velinha. Isso é interatividade, mas também tem outro eixo. Num banner existe o eixo X, o Y e o eixo Z, que é de profundidade. É tu conversar com a pessoa, tu te relacionar, ela interagir contigo. Internet é relacionamento.

Foto: Divulgação.

[TEDxPortoAlegre] Em entrevista, Dhaval Chadha destaca: "O futuro pertence a todos"

08 de novembro de 2010 0

Um dos curadores do TEDxSudeste, cientista social por Harvard e futurista pela Singularity University (ambas nos Estados Unidos), o indiano Dhaval Chadha é um dos palestrantes do TEDxPortoAlegre, que acontece no próximo sábado, 13/11, no Theatro São Pedro. Chadha já foi Gerente de Inovação do Comitê para Democratização da Informática (CDI) e escreve sobre inovação social para o site da Skoll Foundation. Atualmente, dá os primeiros passos com a sua própria empresa, a CRIA – Inteligência Criativa Sustentável. Direto do Rio de Janeiro, onde mora, ele chega à capital gaúcha para mostrar o que é ser um empreendedor social - como ele mesmo se classifica -, combinando estratégia e criatividade na busca por um mundo mais justo e sustentável. Mas antes, ele participa de nossa série de entrevistas para o TEDxPortoAlegre, como você confere na conversa abaixo:


AMV - O tema do TEDx Porto Alegre é "Paixão que inspira". Além de paixão, o que é preciso para realizar inovações na área social?

Dhaval Chadha - Tem algumas coisas que eu acho que são muito importantes além da paixão, que são empatia e cocriação. Acredito que sem um bom entendimento dos desafios que enfrentamos, tanto quantitativo quanto qualitativo, não somos capazes de realizar inovações sociais. Temos que andar junto e nos colocar fisicamente, emocionalmente e simbolicamente em situações diferentes para sentir a profundidade e gravidade de alguns problemas sociais.

Acredito também que cocriação é a única maneira de chegar a soluções sustentáveis e relevantes. Empresas têm que cocriar com seu público; inteligências e conhecimentos diversos têm que se encontrar e ser costurados. Além disso, temos que lembrar que o futuro pertence a todos.

AMV - É possível implantar políticas sociais sem depender de ações do governo?

DC - Sem a menor dúvida. Infelizmente o propósito de ter um governo e a realidade do mesmo na prática, especialmente nos países em desenvolvimento, têm pouco em comum. Hoje em dia, o setor privado tem mais agilidade e até mais dinheiro para agir com a velocidade que precisamos. Tanto a tecnologia quanto os grandes desafios da humanidade (sejam de pobreza, mudanças climáticas, energia, água ou fome, etc.) crescem com uma velocidade que é difícil para a política acompanhar.

De qualquer forma, só teremos um futuro mais igual e sustentável se sociedade civil, ONGs, governos e empresas começarem a construí-lo. O governo tem um papel muito grande, mas não exclusivo.

Clique aqui para conferir outras entrevistas da série

AMV - Que avaliação se pode fazer sobre o processo de democratização da informática no Brasil? Que comparação se pode fazer com a Índia, sua terra natal?

DC - O processo de democratização da informática é composto de dois elementos: acesso e relevância. No Brasil, o principal lugar onde a democratização da informática tem acontecido nos últimos anos é a LAN House. Em 2007, 47% dos brasileiros que acessavam a Internet estavam dentro das LANs. No Norte e Nordeste, essa porcentagem era acima de 70%. Com o crescimento do celular móvel, acredito que a LAN House pode perder seu lugar como o principal canal de acesso a Internet. Na Índia, a previsão é que até 2015, 100% da população terá telefones móveis. Uma grande porcentagem da população também estará acessando a Internet. Ou seja, em termos de acesso, a tendência é o aumento exponencial, principalmente através de telefones móveis.

A questão da relevância é outra. Se for só para comunicar, não faz muita diferença quem é o público, isso explica a popularidade do telefone móvel. Mas se o objetivo é o da educação, serviços financeiros ou geração de renda, cada público precisa de uma abordagem diferente. Até hoje, a democratização da informática tem sido um processo que envolve inovação para o topo da pirâmide, com a esperança de que os avanços se apliquem na base. Acredito que no futuro, temos que inovar para e junto com a base da pirâmide, criando soluções diretamente voltadas para esse público.

AMV - Como curador do TEDxSudeste, pode-se notar que eventos deste tipo causam mudanças na comunidade dos lugares onde são realizados? De que tipo?

DC - Com certeza! As pessoas que estiveram no evento realmente ficaram impactadas. Semanalmente encontro com alguém que diz que a experiência mudou a forma como elas veem o mundo. Minha própria empresa nasceu como resultado do TEDxSudeste.

O Jaime Lerner (político, arquiteto e urbanista, três vezes prefeito de Curitiba e duas vezes governador do Paraná; criou o famoso sistema de ônibus da capital paranaense e participou do TEDxSudeste) falou uma coisa que me impactou também. Ele disse que o TED é muito mais que uma conferência de inovação inspiradora. É a maior e melhor faculdade do mundo hoje: com conteúdo de altíssima qualidade, assuntos diversos disponíveis gratuitamente para o mundo inteiro. Comecei a brincar que estou me formando no TED, mas essa é uma universidade longa e sem previsão de formatura.

AMV - Quais são suas expectativas para o TEDx Porto Alegre?

 DC - Eu quero aprender mais e mais, conhecer pessoas incríveis que estão organizando esse evento, que vão palestrar junto comigo e que estarão na plateia. Agradeço muito a oportunidade de poder compartilhar minhas ideias com vocês.

Foto: Divulgação.

[TEDxPortoAlegre] Entrevista com o Papai Noel Elio Lazzarotto

07 de novembro de 2010 0

Esqueça o trenó, as renas e a neve caindo. Papai Noel existe, é brasileiro e viaja de helicóptero. Elio Lazzarotto, Papai Noel - de barba natural - há 11 anos, tem perfil no Orkut, site oficial, marca registrada e até um CEP especial junto aos Correios. Com o bom velhinho, abrimos uma série de entrevistas com palestrantes do TEDx Porto Alegre, que acontece no próximo dia 13 no Theatro São Pedro.


AMV - O tema do TEDx Porto Alegre é "Paixão que inspira". Quando o senhor descobriu a vocação para ser Papai Noel?

Elio Lazzarotto - Em dezembro de 1982, fui convidado a ser Papai Noel para animar uma festa de 300 crianças, fiquei muito emocionado e feliz. Então, todo o Natal lá estava eu, me oferecendo para animar novamente. Em 1999, o trabalho se tornou profissional e usando barba natural realizei eventos com o uso do helicóptero em 29 municípios de Santa Catarina e até hoje são mais de 1.100 shows na Região Sul do Brasil.

AMV - Qual a sua motivação para seguir como Papai Noel? Pensa em algum dia "deixar o cargo"?

EL - Percebi que a festa com Papai Noel não era apenas para crianças, nos eventos a família inteira participava e nesta oportunidade passava uma mensagem do verdadeiro sentido do Natal. Pensar em parar? Nunca!

Sou o único a ter registro nas Marcas e Patentes como Papai Noel do Brasil, tenho que honrar este nome.

AMV - Faz outras atividades ao longo do ano?

EL - Durante o ano viajo para as cidades, ofereço o evento, reconheço e avalio os locais onde será o pouso do helicóptero.

AMV - Quais são os pedidos mais frequentes? Eles vêm se modificando com o tempo?

EL - O pedido campeão é a sonhada bicicleta e inúmeros outros, mas com o passar do tempo as crianças querem celulares, máquinas digitais, vídeo-game, notebook e outras tecnologias.

AMV - Qual foi o mais inusitado? E o mais emocionante?

EL - O mais inusitado foi um pedido de um garoto muito pobre que pediu um sanduíche de presunto, só que gostou mais de mortadela. Emocionante mesmo foi o pedido de uma menina que queria ganhar um colchonete, pois ela dormia com a mãe e mais dois irmãos em uma cama de casal.

AMV - As crianças ainda escrevem cartas? Existe algum canal para receber cartinhas também pela internet?

EL - Todo o ano respondemos aproximadamente 130.000 cartas; nas cidades onde realizamos eventos com a chegada de helicóptero, convidamos os alunos do ensino fundamental a escrever uma carta social onde falam deles e fazem perguntas ao Papai Noel. Jardim de infância e pré escolar fazem desenhos e todas as cartinhas são respondidas uma a uma. Outra forma de se comunicar com o Papai Noel é através do Orkut, onde já possui 2 perfis.

AMV - A tecnologia transformou o trabalho de Papai Noel?

EL - A tecnologia só ajudou nos trabalhos do Papai Noel, prova disso é o uso do helicóptero, que possibilita a realização de vários eventos no mesmo dia. Exemplo disso foi em 2005 que realizamos 9 shows em um único dia, foram 2 no Paraná, 2 em Santa Catarina  e 5 no Rio Grande do Sul (confira no vídeo abaixo como foi a maratona de shows).

AMV - Expectativas para o TEDx Porto Alegre

EL - O tema não poderia ser mais oportuno, pois vivemos de paixões e inspirações e isso é 100% do que eu faço.

Foto: Divulgação.