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Spotwish: nova rede social que valoriza o "mundo real"

25 de dezembro de 2011 0

É só acessar a página para sentir-se cercado de gente disposta a sair de casa e fazer algo. No ar, apenas para convidados, há um mês e aberta publicamente na última semana, a rede social Spotwish – com sua nuvem que mostra, por uma escala no tamanho das fotos de perfil, os que estão mais próximos naquele instante – pode ser descrita como uma ferramenta baseada em geolocalização para descobrir oportunidades e combinar atividades no “mundo real”. Os criadores são os gaúchos João Otero e Rafael Jannone, sócios na empresa Bullb, que, no maior espírito da rede, aceitaram o convite da reportagem para um lanche-entrevista.

Uma possível semelhança com outras redes também baseadas na localização do usuário, segundo os criadores, deve ser esquecida. “A geolocalização é o que mais chama a atenção agora, mas isso todas as redes podem oferecer daqui a pouco. O nosso diferencial é descobrir o que é legal para ti e te informar exatamente isso, como se fosse uma rede de avisos”, explica João. O destaque fica com a ferramenta “convide-me para…”, que facilita que, ao navegar pela nuvem, já se veja o interesse do amigo naquele momento e logo engate um papo para combinar a atividade.

Por enquanto, a rede só está em funcionamento para a web, mas o foco, no futuro, será o uso em celulares. O aplicativo do Spotwish para Android e iPhone deve estar pronto até o Carnaval. “As coisas mais legais a gente nem lançou ainda”, anuncia Rafael.

A ideia de criar o Spotwish surgiu no início de 2011, depois de a Bullb quase acabar, como confessam os sócios. Com a conta da empresa quase zerada, decidiram que a melhor forma de trabalhar intensamente no verão, para salvar os negócios, seria alugar uma casa na praia. O destino foi Imbé, a 130 km de Porto Alegre, levando dois estagiários (neste instante, quem viu o filme “A Rede Social” ou leu o livro “Bilionários por acaso” deve lembrar-se da casa que Mark Zuckerberg alugou na Califórnia para trabalhar, em tempo integral, no aprimoramento do Facebook – esqueça o glamour, a semelhança só vale para o trabalho pesado). “É, tinha que ser Imbé por que era a mais perto daqui, para economizar”, ri Rafael.

“Só fomos para a beira da praia cinco dias depois de estarmos lá”, lembra João. Foi, então, de frente para o mar, em 5 de fevereiro – recordam com precisão –, que João comentou “tive uma ideia”. Rafael só disse “então fala baixo” e escutou a descrição da “nuvem” que mostraria os amigos mais próximos. A partir daí, foram nove meses e 20 dias de trabalho até o lançamento.

Os sócios conheceram-se em aulas do curso de informática da UFRGS. Após a formatura em 2002, a dupla só começou a trabalhar junta sete anos depois, quando João retornava de uma temporada de trabalho em uma multinacional de TI nos Estados Unidos. A Bullb foi aberta às pressas, para cumprir o prazo e participar da seleção do programa Prime (concurso do Governo Federal para empresas de inovação), do qual acabaram saindo vencedores e, assim, ganharam financiamento para os primeiros projetos e instalações da empresa no Campus do Vale da UFRGS, localizado no município de Viamão (é, esta história de rede social envolve um “vale”, diga-se de passagem, bem menos famoso que o Vale do Silício).

Em fevereiro, a Bullb deve mudar-se para São Paulo, onde ficará incubada e receberá apoio financeiro e coaching da Telefonica, como premiação do concurso Wayra. De lá, a rede deve receber uma série de novidades nos próximos meses – todas focadas em tentar facilitar a reunião de pessoas no mundo físico. “Se não tiver ninguém usando, a gente nunca vai saber se é porque deu muito certo ou muito errado”, brinca João.

Confira o vídeo de apresentação do Spotwish:


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