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Posts na categoria "matéria"

Spotwish: nova rede social que valoriza o "mundo real"

25 de dezembro de 2011 0

É só acessar a página para sentir-se cercado de gente disposta a sair de casa e fazer algo. No ar, apenas para convidados, há um mês e aberta publicamente na última semana, a rede social Spotwish – com sua nuvem que mostra, por uma escala no tamanho das fotos de perfil, os que estão mais próximos naquele instante – pode ser descrita como uma ferramenta baseada em geolocalização para descobrir oportunidades e combinar atividades no "mundo real". Os criadores são os gaúchos João Otero e Rafael Jannone, sócios na empresa Bullb, que, no maior espírito da rede, aceitaram o convite da reportagem para um lanche-entrevista.

Uma possível semelhança com outras redes também baseadas na localização do usuário, segundo os criadores, deve ser esquecida. "A geolocalização é o que mais chama a atenção agora, mas isso todas as redes podem oferecer daqui a pouco. O nosso diferencial é descobrir o que é legal para ti e te informar exatamente isso, como se fosse uma rede de avisos", explica João. O destaque fica com a ferramenta "convide-me para...", que facilita que, ao navegar pela nuvem, já se veja o interesse do amigo naquele momento e logo engate um papo para combinar a atividade.

Por enquanto, a rede só está em funcionamento para a web, mas o foco, no futuro, será o uso em celulares. O aplicativo do Spotwish para Android e iPhone deve estar pronto até o Carnaval. "As coisas mais legais a gente nem lançou ainda", anuncia Rafael.

A ideia de criar o Spotwish surgiu no início de 2011, depois de a Bullb quase acabar, como confessam os sócios. Com a conta da empresa quase zerada, decidiram que a melhor forma de trabalhar intensamente no verão, para salvar os negócios, seria alugar uma casa na praia. O destino foi Imbé, a 130 km de Porto Alegre, levando dois estagiários (neste instante, quem viu o filme "A Rede Social" ou leu o livro "Bilionários por acaso" deve lembrar-se da casa que Mark Zuckerberg alugou na Califórnia para trabalhar, em tempo integral, no aprimoramento do Facebook – esqueça o glamour, a semelhança só vale para o trabalho pesado). "É, tinha que ser Imbé por que era a mais perto daqui, para economizar", ri Rafael.

"Só fomos para a beira da praia cinco dias depois de estarmos lá", lembra João. Foi, então, de frente para o mar, em 5 de fevereiro – recordam com precisão –, que João comentou "tive uma ideia". Rafael só disse "então fala baixo" e escutou a descrição da "nuvem" que mostraria os amigos mais próximos. A partir daí, foram nove meses e 20 dias de trabalho até o lançamento.

Os sócios conheceram-se em aulas do curso de informática da UFRGS. Após a formatura em 2002, a dupla só começou a trabalhar junta sete anos depois, quando João retornava de uma temporada de trabalho em uma multinacional de TI nos Estados Unidos. A Bullb foi aberta às pressas, para cumprir o prazo e participar da seleção do programa Prime (concurso do Governo Federal para empresas de inovação), do qual acabaram saindo vencedores e, assim, ganharam financiamento para os primeiros projetos e instalações da empresa no Campus do Vale da UFRGS, localizado no município de Viamão (é, esta história de rede social envolve um “vale”, diga-se de passagem, bem menos famoso que o Vale do Silício).

Em fevereiro, a Bullb deve mudar-se para São Paulo, onde ficará incubada e receberá apoio financeiro e coaching da Telefonica, como premiação do concurso Wayra. De lá, a rede deve receber uma série de novidades nos próximos meses – todas focadas em tentar facilitar a reunião de pessoas no mundo físico. "Se não tiver ninguém usando, a gente nunca vai saber se é porque deu muito certo ou muito errado", brinca João.

Confira o vídeo de apresentação do Spotwish:


Veganos protestam contra testes em animais e acusam Unilever de censurar comentários

07 de junho de 2011 0

No último 25 de maio, ativistas em defesa dos direitos dos animais realizaram uma ação na página da multinacional Unilever no Facebook, Cada Gesto Conta. A página, que pretende reunir depoimentos e ideias para construir um mundo melhor, foi alvo de um chamado "Facebocaço". Durante cerca de 15 minutos, os usuários comentaram sobre o uso de animais em testes de toxicidade de produtos pela Unilever. Segundo o site VegTemas, o objetivo era conscientizar os mais de 56 mil membros sobre as práticas da empresa.

A convocação foi feita no próprio site do VegTemas e orientava os membros a postarem comentários informativos e sem conteúdo ofensivo, respeitando, dessa maneira, as normas de postagem. O horário previsto para o início da ação, 18h, também foi calculado para que não fosse período comercial e a página não estivesse sendo monitorada. Mesmo assim, os ativistas relataram que foram bloqueados e tiveram seus comentários apagados, acusando a Unilever de censurar as opiniões do grupo sobre o tema. O assunto foi parar no Twitter, com a hashtag #BoicoteUnilever, e uma nova página foi criada no Facebook, promovendo o boicote às marcas mantidas sob a guarda da multinacional.

Após o episódio, no entanto, a Unilever acrescentou à sua página no Facebook esclarecimentos sobre os testes em animais. Outra medida adotada foi a abertura de fóruns para que o tema fosse discutido - não nos comentários do mural, como vinha sendo feito. Atualmente, todos os nove temas de debate abertos na página tratam do assunto. A companhia, contudo, vem rebatendo com respostas-padrão. Procurada pela equipe do AMV, a assessoria institucional da Unilever Brasil assegura que "a empresa abriu diálogo com os internautas e já esclareceu que a Unilever Brasil não realiza testes em animais e que, globalmente, está empenhada na eliminação total destes testes." Ainda segundo a assessoria, o diálogo "sincero e pacífico é sempre muito bem-vindo". Entretanto, ninguém se manifestou diretamente sobre o porquê de terem eliminado os comentários do mural.

Os protestos contra os testes em animais seguem na página Boicote Unilever.

Obrigada pelas informações, @ThalesBarreto_.

Outras ações promovidas pelo Facebook:

Aos 90 anos, cartões, bolos e um grande aniversário: dos internautas para William J. Lashua

- Argentinos mobilizam para doação de alimentos via Facebook

Após acordo com a Renault, criadora de Meu Carro Falha avalia protesto na internet

25 de março de 2011 0

Daniely divulgou o resultado do acordo no site

Depois de três anos de espera e carro parado na garagem, Daniely de Andrade Argenton e a Renault chegaram a um acordo na última quinta-feira 24 de março. Em pouco mais de um mês no ar, o site Meu Carro Falha teve mais de 740 mil acessos e deu destaque nacional às queixas da advogada catarinense.

Para entender o caso, clique aqui

No acordo, ficou acertado que a Renault deve pagar indenização à cliente pelo valor gasto na compra do veículo e pelos seus defeitos (a quantia não foi divulgada) e ambas as partes aceitaram retirar os processos. Além disso, a empresa deve doar um Clio Okm à entidade AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente). Em nota divulgada à imprensa, a montadora reconheceu que houve falhas nos seus procedimentos internos e disse lamentar o acontecido: "A Renault reforça que sempre buscou, junto aos representantes da cliente, uma solução conciliadora para o caso".

A equipe AMV conversou, por telefone, com Daniely após o acordo selado. Na entrevista, a catarinense avalia o uso da internet para fazer o protesto:

AMV- Tu acreditavas que as ações na internet acelerariam a solução do caso?

Daniely Argenton - Na verdade, eu utilizei a internet apenas para divulgar a minha história. O que eu queria era um espaço para poder colocar meus vídeos, minhas fotos, para poder escrever a minha história para aqueles que se interessassem e para que pudesse ser uma fonte de informação.

AMV- Tu já tinhas desenvolvido algum site?

DA - Não, eu nunca tinha feito nada parecido.

AMV- O que te serviu de inspiração? Tu já conhecias outros casos de consumidores que reclamaram na internet?

DA - Eu assisti à reportagem sobre o Borelli (Oswaldo Borelli, autor de um vídeo de protesto contra a Brastemp) no Jornal do Almoço e ele colocava o problema dele, que tinha feito um vídeo, colocado no YouTube... E eu achei isso bem interessante. Quando o Borelli saiu na televisão, eu já estava com a ideia do site na minha cabeça mais ou menos criada, mas ainda não estava pronta. Aí no dia 17 de fevereiro deste ano, ele ficou pronto e começou a ser divulgado.

AMV- Tu esperavas uma repercussão desta proporção?

DA - Olha, nem de longe, eu poderia imaginar que o meu site ia ter 740 e poucos mil acessos. Se tu for ver, ele tem um mês e pouquinho... O retorno foi bem bacana. Eu recebi muitas, mas muitas mesmo mensagens de apoio, de consideração, de pessoas que também enfrentam problemas parecidos ou não ao meu, mas todos envolvendo a relação entre consumidor e fornecedor.

AMV- Tu acreditas que foram as redes sociais que tornaram o site tão popular?

DA - Eu tenho perfeita consciência de que foi fundamental. O apoio dos internautas no Twitter, no Facebook foram fundamentais para que eu conseguisse alcançar a solução do meu problema.

AMV- Tu achas que, se não fosse um caso com tanta repercussão, a solução não viria ou viria muito mais tarde?

DA - Eu acho que ela viria sim, porque eu já estava com o processo em andamento, mas talvez ela fosse demorar um pouco mais.

AMV- Tu teves problemas na Justiça por ter criado o site com as queixas contra a Renault (a montadora moveu um processo contra Daniely, exigindo a retirado do ar do material colocado na internet). Mesmo assim, tu recomendas que outros consumidores insatisfeitos coloquem na internet as suas reclamações?

DA - Eu sempre agi pautada em duas coisas bem claras: na honestidade e na persistência. Eu sabia que eu tinha um direito, que estava correta e eu persisti para que ele prevalecesse. Algumas pessoas me perguntam "como eu deveria agir, deveria seguir o mesmo caminho?". Eu digo: "Olha, analise. 'Você tem mesmo o direito, você está agindo com boa-fé?'". Então, eu acho que vale a pena lutar por isso. Mas a gente tem que saber o que está fazendo.

Justiça ordena retirada de site com queixas contra a Renault

15 de março de 2011 1

De um lado, um carro parado na garagem e uma consumidora insatisfeita. Do outro, uma empresa preocupada em apagar reclamações da web. Por decisão da 1ª Vara Cível de Concórdia (Santa Catarina), o site Meu Carro Falha e seus perfis criados em redes sociais devem ser retirados do ar em até 48 horas a partir da última segunda-feira (14). A dona da página anunciou pelo Twitter (@meucarrofalha) que pretende recorrer na Justiça para poder seguir na web e que está disposta, inclusive, a pagar a multa de R$ 100 diários por desobedecer a ordem até que o recurso seja avaliado.

Nos protestos colocados no site em forma de texto e vídeo (assista abaixo), a catarinense Daniely Argenton conta que comprou, em 2007, um Mégane Sedan 2.0 com dois anos de garantia. Segundo a dona, o carro apresentou problemas desde os primeiros dias de uso, foi periciado como tendo defeito de fabricação, mas a Renault não o substituiu e não pagou qualquer indenização. A agora ré de processo movido pela Renault Brasil S.A. já acionou judicialmente a montadora anteriormente, sem obter parecer favorável.

O caso faz lembrar reclamações feitas na internet que tiveram um final bem mais feliz para o consumidor, como a de Dave Carroll, americano que teve o violão quebrado pela companhia aérea United Airlines e que, através das músicas divertidas de protesto que postou no Youtube, ganhou fama como músico. Recentemente, há também o episódio do brasileiro Oswaldo Borelli, autor de um vídeo de protesto contra a Brastemp que se tornou trending topic no Twitter e acabou acelerando a solução do problema por parte da empresa.

A wiki que derrubou um ministro

04 de março de 2011 0

Os internautas criaram uma comparação entre a tese e textos de outros autores/ Reprodução

Um site no estilo wiki fez o ministro da Defesa da Alemanha, Karl-Theodor zu Guttenberg, pedir demissão na última terça-feira (1º de março), após o plágio de até dois terços da sua tese de doutorado ter sido apontado pelo site. Na página, chamada de Gutennplag ("Gutten", do sobrenome do político e "plag", de plágio), pode-se comparar como trechos do texto do trabalho do ministro são fragmentos de outros autores não-creditados.

A Universidade de Bayreuth, na qual ele recebeu o doutor em 2007, revogou o título após a denúncia ter surgido em fevereiro. 

A campanha na web incluiu ainda a criação de uma carta aberta que pedia a renúncia do ministro e que recebeu 50 mil assinaturas na internet.

Com informações de G1, Estadão e Der Spiegel.

Protestos no Egito, renúncia de Mubarak e o papel da Internet e das redes sociais

12 de fevereiro de 2011 0

Protestos no Egito levam à renúncia de Hosni Mubarak, no poder há 30 anos/ Adam Makary (Al Jazeera English)

Noticiários de todo o mundo trazem em suas manchetes: Hosni Mubarak já não é mais o presidente do Egito. No início da tarde de hoje (no Brasil), o ditador que permaneceu 30 anos no poder anunciou oficialmente a renúncia. Certamente os livros de história irão apontar, mais adiante, a mobilização popular como o principal fator que influenciou e contribuiu para o fim do regime autoritário. A atribuição é merecida: não só os egípcios lotaram ruas das principais cidades, como Cairo, Alexandria e Suez, mas também canadenses, americanos, libaneses e outros de vários lugares do mundo protestaram contra Mubarak e a favor da democracia.

Contudo, outro aspecto chamou a atenção mundial e reforça a utilidade deste recurso em levantes pró-democracia. Ativistas e oposicionistas encontraram na Internet o suporte necessário para a convocação popular aos protestos. Amplamente utilizada desde o início das manifestações, em 25 de janeiro (data apelidada de "Dia da Ira"), ela transformou-se em um dos principais canais de troca de informação entre os egípcios e também com o restante do mundo.

Mobilizações começaram em 25 de janeiro/ Floris Van Cauwelaert

Cartazes fizeram referência, de modo criativo, ao uso da web durante os protestos. Um deles traz a palavra "Egypt" escrita com letras-ícones de empresas de Internet ou redes sociais. Clique aqui para conferir.

Pelo mesmo motivo, a Internet virou alvo do governo, que tentou impor um controle sobre as informações que circulavam no país e apelou para o bloqueio quase total da rede dois dias depois do início dos levantes - companhias de telefone celular também registraram a interferência oficial. A tentativa de aplacar a revolta popular, como se nota pelo desfecho, não surtiu efeito.

Enquanto isso, as medidas restritivas levaram os egípcios a recorrer a tecnologias "retrô". Modems discados restabeleceram, ainda que precariamente, o uso da Internet; aparelhos de fax e rádios amadores foram usados na comunicação e disseminação de informações, especialmente com novos locais e horários para protestos.

O bloqueio também levou a Google e o Twitter a criar uma ferramenta que permite o envio de mensagens de voz à rede de microblogging por meio de um único telefonema. Foram colocados à disposição da população três telefones internacionais, cujo sistema está programado para tuitar a mensagem instantaneamente na página @Speak2tweet com a hashtag #egypt. Totalmente offline, o "Twitter por telefone" permite ainda que as mensagens sejam ouvidas em qualquer lugar do mundo sem que se acesse a Internet.

Página do Google Crisis Response reúne informações sobre acontecimentos no Egito/Reprodução

O Google ainda investiu em uma página dedicada a reunir informações atuais sobre a crise no Egito. O Google Crisis Response, projeto desenvolvido para divulgar dados e notícias sobre desastres naturais ou crises humanitárias, já foi adaptado para as chuvas no Rio de Janeiro, na Austrália, bem como os terremotos no Chile e no Haiti. A versão egípcia pode ser acessada aqui e disponibiliza desde telefones de emergência até números de IP para acessar serviços bloqueados no país.

Internet e redes sociais: faca de dois gumes

Apesar da euforia pós-renúncia de Mubarak e do sucesso do levante popular, o uso da Internet e das redes sociais exigiu cuidado da população. Folhetos anônimos alertando para o uso de redes sociais como Twitter e Facebook foram distribuídos na cidade do Cairo, recomendando que esses sites fossem evitados, pois a polícia estava monitorando-os. As instruções ainda orientavam os manifestantes a se comunicarem via e-mail, já que as mensagens seriam muito mais difíceis de rastrear.

"Na visão de Morozov (Evgeny Morozov, autor de The Net Desilusion, 432 p., editora PublicAffairs), ao contrário do que os fundadores do Facebook e do Twitter dão a entender, as plataformas de redes sociais são uma faca de dois gumes para quem é dissidente. Por um lado, dá mais visibilidade internacional. Mas, por outro, deixa mais vulnerável quem as utiliza. É comum as pessoas serem presas no Irã, Nigéria e China com base em informações publicadas em seus perfis em redes sociais", escreveu o jornalista Tiago Dória em seu blog. Sob o título "Hashtags não derrubam governos", Dória analisa o livro e mostra, segundo a visão do autor, que a ideia de que a Internet tem um papel determinante em tudo pode ser inclusive nociva à democracia.

Celulares, dispositivos móveis e Internet foram aliados dos egípcios nos protestos/ Sierragoddess

Morozov, que é pesquisador em política e Internet, afirma que é a política, e principalmente a cultura e a economia, que moldam como uma tecnologia será usada, não o contrário. No caso da crise no Egito, pode-se observar que a Internet funcionou mais como instrumento de divulgação e comunicação, e que, no momento das limitações impostas pelo governo, a população persistiu e adotou velhas formas de convocação, como os panfletos anônimos. Diferente do que aconteceu com o movimento #forasarney, por exemplo, que ganhou milhares de adeptos na rede, mas obteve fraco desempenho nas ruas.

O artigo de Tiago Dória é uma reflexão bastante interessante sobre as mobilizações na Internet e o poder efetivo que elas têm de mudar algo no "mundo real". Leitura mais do que aconselhável. Confira na íntegra.

Fotos: Flickr Al Jazeera English, Floris Van Cauwelaert e Sierragoddess.

Jumo: a nova rede social para solidariedade

22 de dezembro de 2010 0

Criada por Chris Hughes, cofundador do Facebook e responsável pela campanha online de Barack Obama, Jumo surge como uma rede social para conectar ativistas com organizações sem fins lucrativos e instituições de caridade. Lançado em versão beta no início deste mês, o site em si não visa lucro e deverá ser mantido com doações de usuários e patrocínio de grupos que desejarem maior destaque nas páginas.

Para participar, basta fazer login com uma conta do Facebook. A partir daí, é só o usuário escolher suas áreas de interesse (artes, saúde, mídia, meio ambiente, educação, etc.) e buscar projetos dentro desses campos. Na página de cada grupo ou instituição, é possível doar e ver informações, notícias, vídeos e publicações feitas no Facebook e no Twitter a respeito da causa. O design é leve, e a navegação - não por acaso - lembra bastante a do Facebook.

Em tempos de "A Rede Social" (Hughes, a propósito, aparece pouco no filme, interpretado pelo ator Patrick Mapel), quem já conhece o aplicativo voltado à solidariedade "Causes", do Facebook, pode pensar que Jumo é mais um capítulo de disputa da história e que pretende fazer concorrência à empresa de Zuckerberg. Nas entrevistas que deu na ocasião do lançamento, Hughes negou essa intenção. Segundo ele, a ideia é criar um espaço específico para as causas sociais, mas que integre as atualizações do usuário do Jumo à sua conta no Facebook (é possível postar praticamente todas as atividades simultaneamente nas duas redes sociais).

Ainda são poucas as organizações brasileiras com página no Jumo, conforme indica uma pesquisa com a ferramenta que busca por projetos com sede próxima ao usuário (aliás, vale dizer que esse recurso deveria ter melhor visibilidade dentro da rede social). Por enquanto, entre outros, encontram-se as ONGs Instituto Sou da Paz e Instituto Promundo.

Com informações do G1.

TEDWomen: surpresas e turbilhão de ideias

09 de dezembro de 2010 0

Nos últimos dois dias, 7 e 8 de dezembro, pessoas de mais de 90 países acompanharam o TEDWomen, com o tema "Mulheres redesenhando o futuro". Foram 47 palestrantes, distribuídos em seis sessões, falando sobre os mais variados assuntos - desde moda, comunicação até a importância dos leões para a manutenção do ecossistema africano - diretamente de Washington (Estados Unidos). Em Porto Alegre, a transmissão ocorreu na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) para convidados.

Veja a programação completa.

O evento ainda contou com algumas surpresas, como a participação da Secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, na sessão "Duetos", durante o segundo dia. Entre os pontos altos do TEDWomen, a participação da francesa de Narbonne Aicha El-Wafi e da americana Phyllis Rodriguez. Elas são mães de um dos acusados a terrorista e de uma das vítimas dos ataques de 11 de setembro, respectivamente.

Visivelmente emocionadas no palco, as duas contaram como se encontraram e o que sentiram ao compartilhar o mesmo sentimento de perda, ainda que por situações adversas. A amizade das duas é considerada um símbolo de diálogo e perdão e, em 2007, ganharam o prêmio alemão Quadriga por serem consideradas um modelo de reconciliação para o mundo.

Pela vasta gama de opiniões e depoimentos - o turbilhão de ideias referido no título -, é praticamente impossível resumir a conferência a um simples texto. Mas quem estiver curioso pode rever a cobertura feita pelo Admirável Mundo Virtual nos links abaixo:

TEDWomen - 1° dia

TEDWomen - 2° dia

Como de costume, a organização do TED deve colocar os vídeos das palestras à disposição em breve em seu site. Além disso, é possível acompanhar os comentários no Twitter através da hashtag #TEDWomen. Quem participa tuitando a hashtag ainda pode aparecer no mosaico montado na página do evento.

Inagaki contesta a morte dos blogs no 5º Social Media Day Porto Alegre

01 de dezembro de 2010 0

Os blogs estão vivos - e, aparentemente, respiram sem a ajuda de aparelhos. Para o jornalista e blogueiro Alexandre Inagaki, convidado da 5ª edição do Social Media Day Porto Alegre, ocorrida na terça-feira dia 30 de novembro, os blogs continuam com espaço garantido, apesar da concorrência de atenção com as mídias sociais surgidas nos últimos anos.

Na visão de Inagaki, as redes sociais não são exatamente vilãs, mas sim aliadas para gerar audiência. Segundo dados apresentados durante a palestra, 66% dos blogueiros utilizam Twitter e 65%, Facebook para divulgar seus posts. Para o palestrante, o que sustenta a resistência dos blogs é o fato de não haverem perdido seu sentido original. "O blog é a forma mais fácil de colocar a sua viagem maionésica no ar", brinca.

O autor de Pensar Enlouquece, Pense Nisso abriu a palestra no Porão do Beco lembrando os primórdios do blog no Brasil (o primeiro foi criado em 1998 pela gaúcha Viviane Menezes e tinha textos só em inglês). Em 2001, inspirado pelo Cardosonline, Inagaki criou o Spam Zine, e-zine que era enviado por e-mail. Um ano mais tarde inaugurou o Pensar Enlouquece, blog que mantém até hoje, ainda que não tão atualizado quanto gostaria. "É paradoxal, quanto mais você começa a trabalhar na rede, menos tempo tem para blogar", reflete.

Da experiência e da popularidade trazidas pelo blog, veio a profissão que ocupa atualmente: consultor de mídias sociais para campanhas publicitárias. Inagaki foi pioneiro no uso dos polêmicos posts patrocinados no Brasil. "Eu meio que acabei levando a blogosfera para o lado negro da força", ri. Para ele, o importante é que este tipo de conteúdo seja sinalizado no blog, o que ajuda a manter a credibilidade do autor.

Confira mais sobre o que foi dito durante a palestra nos registros da cobertura ao vivo.

* Errata: a primeira blogueira do Brasil chama-se Viviane Menezes e, não, Vanessa como antes escrito (atualizado às 18h46).

Maratona de ideias e provocações no TEDxPortoAlegre

14 de novembro de 2010 0

A primeira edição do TEDxPortoAlegre, que trouxe o tema "Paixão que inspira", conseguiu reunir hoje, no Theatro São Pedro, profissionais das mais diversas áreas com um único objetivo: provocar novas ideias. Foram 10 horas de evento, 21 palestrantes, 30 voluntários, 15 organizadores e uma plateia de aproximadamente 500 pessoas.

A jornada começou às 9h, com a abertura de Eva Sopher, presidente da Fundação Theatro São Pedro. Na sequência, Tiago Mattos, director of whatever da escola de atividades criativas Perestroika, fez uma fala repleta de críticas ao sistema de ensino tradicional e pregou o lema "Vai lá e faz!". Pela manhã, a mestre de cerimônias Renata Simões chamou ainda ao palco o empresário Oskar Coester (sobre mobilidade urbana e a criação do aeromóvel de Porto Alegre), o cientista social indiano Dhaval Chadha (uma fala provocativa sobre crescimento tecnológico e inclusão digital), o médico Gilberto Schwartsmann (uma emocionante palestra sobre a importância da prevenção de doenças), o engenheiro Gustavo Borba (sobre a importância de romper modelos mentais estabelecidos), a designer Fabiana Maioli ( que propôs uma reflexão sobre paixões pessoais) e o arquiteto Otávio Urquiza (sobre arquitetura sustentável e o projeto das Ecovilas da Capital).

Reveja a cobertura ao vivo feita pelo Admirável Mundo Virtual

O segundo bloco contou com as falas do engenheiro, músico e capoeirista Txai Brasil (uma reflexão sobre sua carreira multitarefas, com direito à canja musical), da jornalista e advogada Carmela Grüne (um apelo à desmitificação do Direito), da psicóloga Léa Fagundes (uma palestra envolvente sobre o uso da tecnologia na educação), do Papai Noel Elio Lazzarotto (carismático, contou histórias vivenciadas na carreira bastante peculiar), do analista de investimento Wagner Salaverry (dicas bem-humoradas de como administrar as finanças pessoais), do empresário Gil Giardelli (uma reflexão otimista sobre o uso da internet na melhoria do mundo), da jornalista Rosina Duarte (a transformação social através do jornal Boca de Rua), da bióloga Adriana Brondani (a necessidade de revolucionar o ensino de ciências e a experiência do site Qual é a dúvida?), do artista Walmor Corrêa (apresentação do processo de pesquisa para criar obras inusitadas com base em seres mitológicos brasileiros), da ativista Graziela Tanaka (sobre mobilizações bem-sucedidas organizadas através da Avaaz.org), da jornalista Rosana Hermann (uma palestra cheia de humor sobre curiosidades relacionadas a números e palavras), do gerente de educação da Intel no Brasil, Rubem Saldanha (a importância de estimular a pesquisa entre os estudantes), e do empresário Julio Vasconcellos (dicas e reflexões sobre empreendedorismo).

A troca de ideias aconteceu também entre palestrantes. Alguns chegaram a inserir em suas apresentações falas de outros profissionais que haviam exposto suas ideias anteriormente. Deste TEDx também veio a promessa de alguns de seguir em contato e também manter a chama da discussão acesa - seja pessoalmente ou via redes sociais, como o Twitter.

Ao longo do dia, foram mais de 2,6 mil tweets com a hashtag #TEDxPortoAlegre - o que levou o termo aos Trending Topics do Brasil no Twitter. O sucesso talvez pudesse ter sido maior, já que na parte da manhã a rede wireless que ditribuía sinal de Internet pelo teatro estava bastante instável. A assessoria de imprensa do evento pediu desculpas pelo ocorrido, e logo ao meio-dia o problema foi solucionado por técnicos da Procempa (quem fornece o serviço de Internet no local).

Para fechar a programação, os participantes do TEDxPortoAlegre estão convidados a participar da festa de encerramento que acontece logo mais, no Porão do Beco (Av. Independência, 936). A apresentação da credencial garante o ingresso com desconto, pelo valor de R$ 10.


*Em aproximadamente um mês, as palestras do TEDxPortoAlegre serão disponibilizadas na Internet com tradução para outros idiomas. A sistemática segue o padrão dos eventos TEDx que acontecem pelo mundo.