Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts com a tag "internet"

Sites promovem protesto contra SOPA

19 de janeiro de 2012 0

Nesta quarta-feira, mais de 10 mil sites participaram de um protesto online contra a SOPA (Stop Online Piracy Act) e a PIPA (Protect Intelectual Property Act), projetos de lei que estão em discussão no Congresso americano e que pretendem barrar a pirataria e a violação de direitos autorais.

A versão em inglês da Wikipedia e o site Boing Boing exibiram mensagens de protesto e ficaram fora de funcionamento. Em letras brancas contra o fundo preto, a mensagem da equipe da Wikipedia justifica o blecaute: "Imaginem um mundo sem conhecimento gratuito... Atualmente, o Congresso dos EUA está considerando uma legislação que pode prejudicar gravemente a internet gratuita e aberta".

Páginas de grande tráfego, como a versão em inglês do Google, o agregador de notícias Reddit, a ferramenta para blogs Wordpress e a revista de tecnologia Wired, aderiram à manifestação colocando tarjas pretas e mensagens de repúdio às leis propostas. O movimento foi liderado pela organização Fight For The Future, através do site SopaStrike.

Confira abaixo uma seleção de imagens de protesto exibidas nas capas de sites que aderiram ao manifesto

Protestos contra a SOPA

Além da faixa preta colocada sobre o logotipo, o Google organizou um abaixo-assinado que, segundo o New York Times, já reúne mais de 4,5 milhões de assinaturas.

A mobilização parece já ter efeito entre os legisladores americanos. Ao longo da quarta-feira, conforme publicado na Folha de São Paulo, os senadores republicanos Marco Rubio (Flórida) e Roy Blunt (Missouri), antes incentivadores da lei, disseram que não pretendem mais apoiar a mudança. O também republicano John Cornyn (Texas) sugeriu que o Congresso estude a medida por mais tempo antes de votá-la.

O fundador e presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, apesar de não ter feito mudanças na aparência da rede social em função do protesto, publicou uma mensagem de repúdio no seu perfil dentro do site. "O Facebook se opõe à SOPA e à PIPA, e nós vamos continuar a nos opor a quaisquer leis que prejudiquem a internet", escreveu.

Na internet brasileira, também houve mobilização contra SOPA e PIPA. Entre outros, o site do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) apresentou na sua página inicial um aviso de adesão. No Twitter, as mensagens de apoio dos brasileiros vêm acompanhadas da hashtag #SOPAblackoutBR.

Assista ao vídeo abaixo, que está sendo divulgado pela organização Fight For The Future e explica como funcionariam as leis (com legendas em português)


Argentino reencontra filho por meio do Facebook após dez anos sem contato

08 de junho de 2011 0

O Facebook vem aparecendo por uma nova função: GPS familiar (como apelidou a jornalista Leila Cordeiro). No dia 31 de maio, o argentino Adrián Unchalo, 33 anos, da cidade de City Bell (província de Buenos Aires) soube pela atual cunhada que seu filho Federico havia sido localizado na rede social. Hoje com 13 anos e vivendo em Barcelona, na Espanha, Federico foi levado pela mãe, Claudia Avila, à Europa quando ele tinha apenas 3 anos.

O contato ocorreu depois que o menino viu que a cunhada de Unchalo era da cidade de La Plata, segundo o portal argentino do Terra. "Eu vivi em La Plata, disse o menino por Facebook à irmã da nova esposa de Adrián, e ela começou a lhe fazer perguntas para saber se era ele quem buscávamos", contou a Érica Unchalo, tia de Federico. As respostas do menino condiziam com os fatos de dez anos atrás, em 2001. "Fui embora aos 3 anos, mas não sei por quê.  Vivo com minha mãe, que se chama Claudia. Meu pai se chama Adrián, e não sei por que não o vejo nem sei onde está", teria explicado.

A família adotou medidas legais para restabelecer o vínculo com o menino. Até agora, o juiz cassou o passaporte de Federico - para que a mãe não possa sair do país com ele. No último dia 05/06, Unchalo viajou à Espanha para encontrar-se com psicólogos e com o juiz. Só então será decidida a data do reencontro entre pai e filho. Claudia, desde o primeiro contato entre a cunhada de Unchalo e o filho, eliminou os perfis dela e de Federico na rede social.

Unchalo trabalha como taxista e fotógrafo em La Plata. Para juntar o dinheiro da passagem, ele e sua atual esposa fizeram rifas e arrecadaram entre amigos. "Vou pedir ao juiz que me deixe vê-lo ao menos por uma hora", disse o pai. E completou: "Estou ansioso. Comprei uma farda completa da seleção argentina, e os avôs, tios e primos mandaram outros presentes. Espero poder entregá-los".

Encontro embaraçoso

Em março, os irmãos britânicos Sarah Kemp, 42 anos, e George Bentley, 47, se encontraram por meio de um site de relacionamentos após mais de 35 anos sem se ver. Os dois haviam se visto pela última vez quando ainda viviam junto com os pais, que se separaram em 1975.

A coincidência veio à tona quando Sarah viajou de Edimburgo, na Escócia, onde vive, para visitar Bentley em Londres. Em um pub, os dois começaram a contar coisas de infância e, após cerca de uma hora de conversa, confirmaram a origem em comum. O inusitado, porém, é que o site de encontros amorosos que propiciou o reencontro promete "diversão sem compromisso, ação quente e encontros eróticos". Ambos associaram-se em novembro do ano passado.

"Você pode imaginar a surpresa, a alegria e o embaraço que nós dois sentimos?", comentou Sarah. "Foi uma coisa muito louca. Tínhamos tanto em comum, e realmente aproveitamos a companhia um do outro", acrescentou. No entanto, os dois fazem questão de esclarecer que a descoberta ocorreu antes de qualquer beijo ou "amasso".

Com informações de Estadão e G1.

Morte dos blogs é tema da 5ª edição do Social Media Day Porto Alegre

30 de novembro de 2010 1

É justamente um blogueiro quem diz: "O blog está morto". Ainda que não seja ele o culpado, o jornalista e - atualmente - consultor de mídias sociais Alexandre Inagaki promete polemizar a questão no 5° Social Media Day Porto Alegre. A edição de novembro acontece nesta terça-feira, dia 30, a partir das 20h30, no Porão do Beco (Av. Independência, 936).

O currículo do "japaraguaio", como ele mesmo se define, é extenso: editor dos blogs Pensar Enlouquece, Pense Nisso! e Pop Cabeça (este no Portal MTV), colunista do portal Yahoo e da revista Pix, um dos curadores da área de blogs da Campus Party Brasil e colaborador de publicações como as revistas Trip e Rolling Stone Brasil.

Para se inscrever, basta preencher gratuitamente o formulário no site. Mas, se você não pode comparecer, veja as alternativas disponíveis para acompanhar o evento:

Rádio: a rádio web Putzgrila vai transmitir o evento ao vivo do Porão do Beco.

Admirável Mundo Virtual: confira a cobertura das blogueiras Giuliana de Toledo e Idiana Tomazelli a partir das 20h30, diretamente do local.

Twitter: acompanhe a hashtag #smdpoa. Você também pode buscar o perfil oficial - @smdpoa.

A organização é da Babushka Brand Entertainment, juntamente com BMOBDez Comunicação.

[TEDxPortoAlegre] De fã a organizador: entrevista com Felipe Figueiredo Rosa

13 de novembro de 2010 0

Neste sábado, 13/11, a partir das 9h, acompanhe a cobertura completa sobre o TEDxPortoAlegre aqui no blog.


Um dos principais responsáveis por trazer o primeiro evento TEDx a Porto Alegre, o técnico em infomática Felipe Figueiredo Rosa parece levar a sério o tema "Paixão que inspira". Fã de palestras TED (Technology, Entertainment, Design), ele buscou na rede de contatos formada durante sua participação no TEDxSãoPaulo e no TEDxSudeste um meio de obter a licença necessária junto à organização mundial do TED para a realização das palestras na capital gaúcha de forma independente. Deu certo. Após 10 meses de trabalho junto a uma equipe de colaboradores, Porto Alegre está pronta para receber de profissionais de diversas áreas com ideias que mereçam ser disseminadas.

Confira abaixo entrevista com o Felipe sobre a organização do evento:


AMV – Quais foram as dificuldades de organizar o TEDx Porto Alegre?

Felipe Figueiredo Rosa – A grande dificuldade na organização do evento foi encontrar parcerias dispostas a investir na própria realização do evento. Mas conseguimos, finalmente, superar.

Além disso, como todos os organizadores têm suas próprias atividades profissionais, tivemos grande dificuldade em compatibilizar nossas agendas, nossos horários. Mas tudo isso acabou servindo para o próprio crescimento do grupo.

Como nem sempre podíamos comparecer a todas as reuniões, muitas das decisões que tomamos acabaram sendo feitas na base da troca de e-mails e na confiança em cada um dos demais participantes, e isso é um grande desafio que superamos com sucesso. Ainda mais quando pensamos que temos pessoas das mais diversas áreas envolvidas na organização.

AMV – Como foi decidido o tema do evento? Qual foi o motivo da escolha?

FFR – Definimos o tema do evento entre os membros da equipe logo nas primeiras reuniões.

Quanto ao tema “Paixão que inspira”, nossa escolha se baseou no entendimento de que ideias e projetos desenvolvidos de forma apaixonada são aqueles que realmente merecem ser disseminados.

Clique aqui para conferir outras entrevistas da série

AMV – Como foram selecionados os palestrantes? E os escolhidos para assistir ao evento no Theatro São Pedro?

FFR – A escolha dos palestrantes foi baseada na mensagem do próprio evento, “Paixão que inspira”. Se olharmos a lista, podemos ver que todos que subirão ao palco do Theatro São Pedro neste dia 13 de novembro são pessoas realmente apaixonadas pelo que fazem. É essa a mensagem que queremos transmitir, que ser apaixonado pelo que fazemos é uma das boas ideias que podemos espalhar.

Além disso, a escolha dos palestrantes, que incluiu muitas pessoas que desempenham suas atividades aqui no próprio Rio Grande do Sul, busca transmitir a ideia de que não importa quem você é, o que você faz, como você faz e onde você está. O que realmente importa é fazer algo de forma realmente apaixonada.

Já os participantes foram selecionados com base em um questionário no qual eles nos contavam um pouco sobre si mesmos, sobre seus sonhos e suas realizações. Foi um grande processo que envolveu a análise de cada uma das cerca de 1.200 inscrições que recebemos, sendo ainda observado um critério estatístico que garantisse a maior diversidade do público tanto em relação às áreas de conhecimento quanto à faixa etária.

AMV – Na tua opinião, quais são as “heranças” que o evento deve deixar para a comunidade local?

FFR – Esperamos que cada um dos aproximadamente 500 participantes leve como “herança” esta ideia da “Paixão que inspira”. Que saiam de suas zonas de conforto, passem suas ideias do plano abstrato para o plano concreto, que se envolvam em projetos pelos quais sejam apaixonados e que ajudem a levar esta ideia adiante.

AMV – Por que Porto Alegre não havia tido um TEDx ainda?

FFR – Bem, o próprio evento é recente no Brasil, tanto que o primeiro evento TEDx realizado no Brasil ocorreu em novembro de 2009, na cidade de São Paulo (TEDxSãoPaulo). Além disso, o processo de licenciamento do evento exige o atendimento de uma série de requisitos. Tem a própria questão do planejamento dos palestrantes e do local do evento. Enfim, há uma série de detalhes para que se possa realizar um evento TEDx.

AMV – A organização já está preparando próximas edições? Se sim, que se pode adiantar?

FFR – O evento do dia 13 de novembro é apenas o primeiro de uma série de outras iniciativas que ainda iremos desenvolver durante o ano de 2011. Infelizmente, ainda não podemos adiantar muitas informações, mas podem ter certeza de que, além do concurso que divulgaremos durante o TEDxPortoAlegre, teremos ainda outras surpresas realmente muito interessantes durante o ano de 2011.

Encerramos com o Felipe Figueiredo Rosa nossa minissérie de entrevistas com palestrantes do TEDxPortoAlegre. Logo mais, você acompanha aqui novidades sobre o evento.

[TEDxPortoAlegre] Para Julio Vasconcellos, sites de compras coletivas vieram para ficar

12 de novembro de 2010 0

Sócio-criador do primeiro site de compras coletivas do Brasil - o Peixe Urbano -, Julio Vasconcellos faz parte do time daqueles que apostam na Internet como uma ótima oportunidade de trabalho. Especialista em mídias sociais, já ministrou aulas sobre marketing viral e mídias sociais na Stanford University e é representante do Facebook no Brasil. O currículo impressiona: formou-se em Finanças e Marketing pela Wharton University, nos Estados Unidos, morou no Vale do Silício, onde fez MBA, foi diretor comercial da rede social Experience Project e responsável pelo crescimento da base de usuários da empresa de 5 mil para 4 milhões de pessoas.

Amanhã, 13/11, Julio será um dos palestrantes que participarão do TEDxPortoAlegre, no Theatro São Pedro. Antes, ele conversou com a equipe do Admirável Mundo Virtual. Confira:


AMV – O tema do TEDx Porto Alegre é “Paixão que inspira”. De onde vem a tua inspiração para detectar possibilidades e apostar em novos projetos no mercado de Internet?

Julio Vasconcellos – Pra mim, o que mais inspira mesmo é a ideia de criar coisas novas. Acho que a Internet hoje deixa que qualquer um que tenha uma ideia, uma visão de produto ou serviço, possa criá-la e compartilhá-la com milhões de pessoas. Então, o que inspira a gente no Peixe Urbano no dia-a-dia é essa habilidade de poder bolar coisas novas, que solucionam problemas nos nossos lares, e poder lançar isso pra ser utilizado e testado pela nossa audiência.

AMV – Na tua opinião, o Brasil sabe inovar no mercado de Internet?

JV – Claro. Tem várias empresas novas, sites, produtos que são lançados primeiro aqui no Brasil e que são coisas completamente inovadoras, que a gente não vê em outros países. Então, eu acho que, como qualquer outro lugar, tem muita inovação saindo daqui. Ou coisas completamente novas, ou coisas até que são uma evolução em cima de ideias anteriores.

AMV – Os sites de compra coletiva, como o Peixe Urbano, são uma tendência que deve se estabelecer no país ou seria uma moda que pode passar com o tempo?

JV – Bem, eu acho que é um modelo novo de fazer compras online, uma nova forma de e-commerce. É uma coisa que tá aqui pra ficar, porque o tanto de benefício que essa modalidade traz para o usuário e para o estabelecimento que oferece o desconto é muito grande. Todo mundo tá ganhando com aquela promoção. Enquanto as pessoas estiverem buscando novidades na cidade delas, coisas novas para fazer e quiserem economizar, ou enquanto, vamos dizer, pequenos estabelecimentos tiverem interesse em divulgar seu serviço, eu acho que isso vai continuar. Isso é por muito tempo.

* Clique aqui para conferir outras entrevistas da série

AMV – Dá pra notar que tanto pequenos quanto grandes estabelecimentos têm procurado esses sites para oferecer seus produtos ou serviços?

JV – Tem sido um pouquinho de tudo. A gente já teve muito sucesso, desde trabalhar com o melhor boteco de uma cidade, um lugar pequeno com qualidade ótima, até fechar parcerias com grandes marcas internacionais. A gente já fez promoção para a Coca-Cola, para Blockbuster, para o Hotel Intercontinental, várias marcas gigantes que tiverem algumas das promoções de marketing mais bem-sucedidas delas com o site. Do nosso ponto de vista, a gente tá sempre procurando o que é novidade, o que é legal na cidade. Não importa se é um grande ou pequeno. A ideia é sempre buscar o que tem de novo e apresentar isso para os nossos clientes.

AMV – A intenção não é ficar só nas capitais, certo? Pode-se ver que há cidades menores, até do interior, com essas promoções.

JV – A longo prazo, a gente quer trazer esse modelo de compra coletiva para todo mundo no Brasil. A gente começou com grandes capitais, metrópoles, mas hoje já tem várias cidades que não são capitais. Só em São Paulo, tem Ribeirão Preto, São José dos Campos, ABC Paulista, Santos. A ideia é ir crescendo na questão geográfica e trazer esse modelo para qualquer lugar onde tiver muita gente com interesse de participar.

AMV – Agora falando sobre redes sociais, qual é a estratégia do Facebook para atrair cada vez mais usuários brasileiros?

JV – Infelizmente, eu não sou porta-voz do Facebook, então eles não deixam a gente dar entrevista sobre a estratégia da empresa no país. Não estou em posição de poder divulgar muito sobre isso.

AMV – Quais são tuas expectativas para o TEDxPortoAlegre?

JV – Ah, acho que vai ser legal, um bom lugar pra conhecer gente com ideias novas, criativas. Por mim, acho que vai ser uma coisa superdivertida e muito prazerosa pelas pessoas que devem estar presentes.

[TEDxPortoAlegre] "Talvez o caminho da publicidade seja ser menos criativo", aposta Tiago Mattos

10 de novembro de 2010 0

Pela primeira vez nervoso com uma palestra, Tiago Mattos, Director of Whatever da Perestroika, diz que já mudou o rumo de sua apresentação no TEDxPortoAlegre trilhões de vezes. Até subir no palco do Theatro São Pedro no próximo sábado, 13/11, ele admite que ainda pode ser arrebatado por outras ideias, uma mudança de última hora. Outro desafio - principalmente para alguém acostumado a dar aulas que duram de 2 a 4 horas, como Tiago - é o limite de tempo: cerca de 15 minutos, conforme o padrão TED. "Tá superdifícil", resume. Mas, otimista, tem esperanças em fazer de suas ideias uma injeção de ânimo para melhorar o mundo. "Quem sabe a partir de sábado?". Os principais trechos da entrevista concedida no início da semana ao Admirável Mundo Virtual você confere abaixo.


AMV - Pode ser que cinco minutos antes da palestra tê dê um insight e tu mudes completamente de ideia outra vez?

Tiago Mattos - É possível, é possível. Eu me prometi que na quinta-feira de noite eu vou ter pronto, para sexta-feira, quando tem o ensaio geral, já ter tudo montadinho. Mas sabe como é, tudo pode acontecer...

AMV - E deve ser algo muito objetivo, porque em 15 minutos tu tens que ser muito conciso naquilo que tu falas, certo?

TM - Muito conciso, muito. E mais do que isso. Eu acho que tem que ser conciso e ser desafiador. Porque falar qualquer coisa em 15 minutos para encher linguiça é fácil. Agora, trazer um ponto de vista que inspire, chame a atenção das pessoas, é complicado. Espero conseguir.

AMV - Espera conseguir instigar as pessoas a querer mudar pelo menos alguma coisa do mundo, se não o mundo inteiro?

TM - Tem uns caras que conseguem, né? Brincadeira! Eu queria ser um desses caras. Talvez só um pedacinho já esteja bom. Quem sabe a partir de sábado?

Juro, eu fico com frio na barriga de lembrar. Faz quatro anos que eu dou aula toda semana, e pra essa eu tô nervoso. Nunca fiquei nervoso.

AMV - Então essa é a palestra que pode tirar um pouquinho o teu sono?

TM - Já tirou bastante do meu sono, mas acho que no bom sentido. Porque o TED tem uma finalidade muito maior. O conceito é “ideias que merecem ser espalhadas”. Eu acho que muitas das coisas que eu falo são ideias interessantes. Mas uma ideia a ponto de ser disseminada na plataforma digital do TED, existe uma responsabilidade maior. Dá um frio na barriga. E o frio na barriga, pra mim, não é uma coisa ruim. É uma coisa boa até... inclusive talvez eu fale disso. Ó, viu? Já tá mudando. Talvez eu possa usar esse exemplo lá. Sentir frio na barriga é tu sair da tua zona de conforto. Porque tu só cresce, te desafia, te transforma numa pessoa melhor quando tu sai da tua zona de conforto. Espero que essa oportunidade de eu sair da minha zona de conforto (risos) tire outras pessoas da zona de conforto.

AMV - O tema do TEDxPortoAlegre é "Paixão que inspira". O que guia o teu trabalho como Director of Whatever na Perestroika?

TM - (Risos) Vou explicar a história de por que eu escolhi esse nome, depois eu chego na resposta. A Perestroika é uma empresa que tem uma natureza um pouco subversiva. Meu dia a dia é muito pouco ortodoxo perto do que meu cargo, diretor-geral ou diretor da escola, seria. Terminando essa entrevista, eu vou começar uma palestra. Então, eu posso dizer que, além de diretor da escola, eu sou palestrante. Finalizando isso, eu tenho que terminar uma aula pra sábado – daí eu posso dizer que, além disso, eu sou professor. Quinta-feira de noite eu vou ter uma reunião com o meu sócio, com o Piangers (Marcos Piangers, radialista e apresentador) e com outro pessoal para escrever uma peça de teatro – sou roteirista de teatro. Uns seis meses atrás, eu produzi um filme – sou produtor de cinema. Há um ano, eu escrevia textos para os outros comediantes da Balalaika se apresentarem – sou comediante. No início do ano, eu lancei um livro – sou escritor. E por aí vai. Eu acho meio chato quando tu fica dizendo “ah, eu sou blogueiro tuiteiro, escritor, produtor, não sei o quê”. Uma maneira muito mais Perestroika é dizer “cara, eu sou Director of Whatever”. Mas o que é isso? Cara, eu sou blogueiro, tuiteiro... (risos) Entendeu? É uma maneira mais sacana de contar a mesma coisa. E, na verdade, tem uma ironia, um posicionamento. É dizer “cara, eu faço qualquer coisa”. Não porque eu sou bom, mas se eu tiver que tirar o lixo do banheiro eu vou tirar, e se eu tiver que falar no TED eu vou falar. Acho que tem um pouco desse desprendimento. Ser Director of Whatever não é um posto acima dos demais. É pertencer a um grupo em que todo mundo faz um pouco de tudo.

Clique aqui para conferir outras entrevistas da série

AMV - Tu achas que falta criatividade na publicidade do Rio Grande do Sul?

TM - Depende do que a gente acha que é criatividade na publicidade. Dentro da realidade do mercado no Rio Grande do Sul, que tem contas menores, clientes com uma cultura de criatividade, inovação e propaganda menor do que no centro do país ou no exterior, agências com um time de profissionais muito júnior, um mercado onde o consumidor é superbairrista, xiita, provinciano. Dentro de todo esse cenário, a gente faz muita coisa boa. Muita coisa boa mesmo.

O que eu acho, na verdade, é que a propaganda como um todo, como uma instituição, anda pouco criativa. E aí não é um problema do Rio Grande do Sul. Os profissionais de propagada em geral têm um defeito, e eu posso falar isso porque mesmo quando era de agência eu tinha já esse ponto de vista: se confunde muito ser do mercado versus ser da academia. Quem é do mercado não pode estudar nunca. Se estudar, vira um teórico. Isso é uma fantasia, tu pode ser um profissional do dia a dia e estudar, aprender lendo, estudando, conversando com profissionais mais capacitados. No Rio Grande do Sul, tem um palestrante fodástico, internacional, e ninguém vai.

Quando o profissional acha que fazendo ele mesmo, aprendendo com ele mesmo, se autoreferenciando, ele vai ser mais criativo, isso é meio falacioso, porque no fundo ele vai estar, em algum momento, repetindo o que alguém já fez. Se ele quiser achar soluções verdadeiramente inusitadas, ele vai ter que usar outro substrato, cruzar informações que tenham fundamentação teórica em cima da propaganda, da comunicação, das relações públicas. E mais uma coisa: talvez o caminho da nova publicidade seja ser menos criativo. Acredito que a publicidade vai migrar para plataformas de relacionamento, uma coisa mais próxima das relações públicas do que da própria publicidade. Esses apelos “inusitados” vão ter menos valor do que um apelo “comum”, desde que feio com excelência. Acredito muito mais hoje numa marca que tenha um Twitter e fica se relacionando com sua audiência de maneira ordinária do que uma marca que tem um Twitter, faz uma entrada extraordinária e depois não tem relacionamento nenhum. Acho que é menos o “olha como eu sou foda” e depois some, e muito mais “E aí, tudo bom? Como você tá hoje? Beleza?”.

AMV - É possível ensinar alguém a ser criativo?

TM - Essa pergunta é tão engraçada. Tanta gente me faz essa pergunta, é curioso isso. Eu acho duas coisas sobre esse assunto – primeira vez que vou responder desse jeito, pra tu ver como o TED tá me mudando (risos). Uma: tenho certeza, convicção total de que sim, é possível ensinar uma pessoa a ser criativa. Por outro lado, eu também penso o seguinte, e que pode ser meio contraditório: não precisa ensinar ninguém a ser mais criativo, porque todo mundo é criativo. Tu precisa estimular a pessoa a usar essa criatividade, expressá-la. Talvez mais do que ensinar, seja fazê-la se sentir tão segura de que ela é criativa que ela vai deslanchar. O sistema educacional e profissional em que a gente está inserido hoje é que nos poda muito. Mas não existe esse papo de “eu não sou criativo”. É que ser criativo não é ter o cabelo rosa e fazer grafite na Mauá. Uma pergunta inteligente vai ser supercriativa.

AMV - Sobre o formato de publicidade atual na internet, as pessoas realmente prestam atenção nos banners ou acontece mais de elas clicarem ali sem querer?

TM - Eu não vi essa aula, então não quero ser leviano no meu comentário, mas sei que existem estudos superfundamentados, superprofundos, sobre o sucesso de banner. Tem bastante mídia display na internet que funciona, e funciona muito bem. A informação que eu tenho, que é fragmentada, me diz que sim, existe gente fazendo muito bem feito isso.

Mas isso não é excludente àquela outra coisa que eu tava falando. Quando a Internet surgiu, ela era uma mídia interativa. Aí as pessoas achavam que o interativo era uma coisa meio você decide. Vai ter um banner aqui com uma vela, eu passo o mouse e apago a velinha. Isso é interatividade, mas também tem outro eixo. Num banner existe o eixo X, o Y e o eixo Z, que é de profundidade. É tu conversar com a pessoa, tu te relacionar, ela interagir contigo. Internet é relacionamento.

Foto: Divulgação.

Marketing de guerrilha e pegadinhas na Internet são temas do 4° Social Media Day Porto Alegre

24 de outubro de 2010 2

A última terça-feira do mês já é data reservada na agenda dos porto-alegrenses entusiastas das mídias sociais. Em outubro, não é diferente. O Porão do Beco (Av. Independência, 936) vai sediar a 4ª edição do Social Media Day Porto Alegre. No próximo dia 26, o convidado da vez será Wagner Martins, sócio-diretor de planejamento da agência Espalhe Marketing de Guerrilha.

Também conhecido como MrManson, o ex-estudante de economia começou com o Cocadaboa, aplicando pegadinhas na Internet, publicando boatos e notícias fantasiosos - alguns tão bem-bolados que viraram notícia de verdade, como o tal do Sexkut. A rede de relacionamentos, que seria uma versão sexual do Orkut, foi tema de notas e matérias em sites como No Mínimo, Blue Bus, Folha, entre outros, chegando ao ápice quando uma matéria do portal Terra trouxe entrevista com um de seus criadores, "Marcos Pantoja" (link alternativo).

Dessa maneira, MrManson foi o responsável por, repetidas vezes, mostrar as falhas da imprensa na apuração e nos critérios de notícia utilizados - o número de "patos" que passavam os boatos adiante não era pequeno. O sucesso lhe rendeu um convite para trabalhar na agência Espalhe Marketing de Guerrilha, responsável pelas campanhas online de Trident, Coca-Zero, entre outras. E é sobre sua trajetória que Martins irá falar na próxima terça-feira. A promessa é: sem pegadinhas!

O evento começa às 20h30 e é gratuito - basta inscrever-se no site da Babushka Brand Entertainment, uma das organizadoras. juntamente com BMOB e Dez Comunicação. Quem não puder comparecer terá várias alternativas para acompanhar.

Twitter: o Social Media Day Porto Alegre possui um perfil oficial - @smdpoa. Você também pode buscar pelas hashtags#smdpoa#mashday.

Rádio: a rádio web Putzgrila vai transmitir o evento ao vivo do Porão do Beco.

Admirável Mundo Virtual: mais uma vez, o blog marca presença no Social Media Day. Estamos preparando uma cobertura em tempo real. Para acompanhar, é só ficar ligado.

Internet é um dos indicados, mas Nobel da Paz vai para ativista chinês

08 de outubro de 2010 0

Não foi desta vez. Apesar da campanha para a indicação e, depois, do apoio para a nomeação da Internet ao Prêmio Nobel da Paz 2010, o Cômite decidiu conceder o prêmio ao ativista chinês de direitos humanos Liu Xiaobo, atualmente na prisão. Ele vinha sendo apontado como o favorito, apesar da forte manifestação contrária do governo da China. O anúncio foi feito hoje às 11h em Oslo, na Noruega (6h de Brasília) - confira o vídeo em inglês. A cerimônia de entrega acontecerá em 10 de dezembro, na mesma cidade.

Segundo a BBC Brasil, o presidente da Fundação Nobel, Thorbjoern Jagland, afirmou que Liu foi premiado por 20 anos de "luta longa e não-violenta" pela democracia no seu país. Em dezembro passado, o ativista de 54 anos foi sentenciado a 11 anos de prisão e dois anos de perda de direitos políticos por "incitar a subversão" ao lançar a Carta 08 (na íntegra em inglês), que reivindicava uma reforma democrática na República Popular da China e respeito aos direitos humanos.

No ano passado, a campanha Internet for Peace reuniu mais de 11 mil assinaturas de usuários na busca da indicação ao prêmio. Embora o mais comum seja pessoas vencerem o Nobel, entidades também podem ser indicadas, segundo o regulamento. A ideia era reconhecer a rede como meio de desenvolver o diálogo e possibilitar a liberdade de expressão em regimes opressivos. A indicação foi confirmada - a Internet concorreu juntamente com mais de 200 personalidades e instituições, mas não foi a escolhida. 

Ferramentas online contribuem para fiscalização de candidatos e censura eleitoral

25 de setembro de 2010 0

A internet não pode mudar a situação do país sem que haja uma mobilização política na sociedade (conforme o sociólogo espanhol Manuel Castells, em entrevista à Folha de S. Paulo, que publicamos aqui). Mas ela pode, sim, ser uma aliada na fiscalização dos candidatos e das eleições. Segundo Manuella Ribeiro, do Global Voices Online, o uso da internet vem apliando o acesso às informações, e permite que políticos e cidadãos interajam por meio de campanhas online, debates e diálogos em redes sociais.

Se para Castells o uso da internet nas campanhas é considerado decepcionante, os eleitores, por sua vez, contam com inúmeras ferramentas e espaços para debater, fiscalizar, acompanhar e fazer denúncias sobre as eleições deste ano. Na lista compilada por Manuella Ribeiro (em inglês), reproduzida no blog Jornalismo nas Américas, do Centro Knight, figuram alguns projetos dos quais já falamos aqui: Votenaweb, Eleitor 2010 e EuLembro.

Eleições Brasil 2010, canal criado pelo Google, é uma das ferramentas para acompanhar e fiscalizar o pleito deste ano/ ReproduçãoHá também a plataforma Eleições Brasil 2010, criada pelo Google e que exibe mapas interativos, onde o eleitor pode acompanhar o trajeto dos candidatos e conferir resultados de eleições passadas. No YouTube, o canal Eleições recebe perguntas dos cidadãos, e as melhores são selecionadas pelos próprios usuários para serem respondidas na televisão.

Entre as demais ferramentas de política 2.0, o site da Campanha Ficha Limpa, que acompanha se os candidatos estão seguindo a Lei do Ficha Limpa, e o Quanto vale seu candidato?, que exibe informações sobre o patrimônio dos políticos que estão concorrendo nestas eleições. Para conferir a lista completa, clique aqui.

Censura eleitoral também pode ser acompanhada via online

O blog do Centro Knight organizou um mapa da censura aos meios de comunicação no Brasil durante o período eleitoral. O mapa reúne informações sobre decisões judiciais, marcos legais e atos de instituições governamentais que proíbem a divulgação de matérias, nomes e denúncias envolvendo candidatos (o que caracteriza censura prévia), com multas em caso de descumprimento da ordem, além de apreensão de publicações impressas. As medidas atingem jornalistas, TVs, rádios, jornais, revistas e blogs de notícias.

As informações são atualizadas com informações do noticiário, dados obtidos em pesquisa nos sites dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e com a contribuição dos usuários, através do e-mail knightcenter@austin.utexas.edu. O mapa, compilado pela jornalista Maíra Magro, é inspirado no projeto do também jornalista Marcelo Soares, que mapeou casos de censura nas eleições de 2008 (quando a população votou para prefeito e vereadores em todo o país).

Até o momento, o estado que mais contabiliza denúncias é a Paraíba, com sete episódios. Ao todo, onze estados registram casos de censura prévia.


Visualizar Mapa da Censura Eleitoral no Brasil - Centro Knight para o Jornalismo nas Américas em um mapa maior

Saiba mais:

Centro Knight publica mapa da censura eleitoral no Brasil

'Se um país não quer mudar, não é a internet que irá mudá-lo', diz sociólogo espanhol

25 de setembro de 2010 1

Na contramão do que se previa para as eleições brasileiras este ano, o uso da internet em campanhas de candidatos vem sendo apontado como decepcionante. No entanto, em entrevista à Folha de S. Paulo, durante passagem pelo Brasil, o sociólogo espanhol Manuel Castells não se mostrou surpreso. "Quando há estabilidade, não se pode esperar que a internet produza uma mudança que as pessoas não querem", disse.

Na conversa que teve com o jornalista Alec Duarte, Castells falou sobre o emprego das novas tecnologias pelos governos, discussões políticas via online e a necessidade de uma mobilização efetiva, não limitada somente à troca de provocações e ao meio virtual. Dentre os principais trechos da entrevista, destacamos o seguinte:

[...] Falando em realpolitik, como essas mobilizações virtuais chegam ao âmbito do real?

Castells - As mudanças fundamentais na sociedade são as que se produzem na mente das pessoas. É aí que surge a mudança: quando as pessoas mudam sua forma de pensar e, portanto, de atuar. As ideias não passam necessariamente pela mudança política, mas sim pelas mudanças que os governos têm de implementar em função da pressão da sociedade.

A leitura da entrevista publicada na página da Folha nos permite uma reflexão sobre o papel do cidadão no sistema político do país e a importância de uma democracia mais participativa - onde a interação entre povo e governo não se limita ao voto. Vale a indicação.

Clique aqui para ler os trechos publicados pela Folha de S. Paulo.