Redes sociais tornam-se estratégicas para opositores e partidários de Chávez
08 de fevereiro de 2010 2A recente onda de protestos contra as restrições à mídia implantadas na Venezuela pela chamada Lei Resorte tem nas redes sociais e no uso de celulares sua principal forma de mobilização. Estudantes da oposição usam Twitter, Facebook e mensagens de texto no celular tanto para organizar (a oposição) quanto para desorganizar (o governo). Paralelamente à divulgação do lugar correto de um protesto, por exemplo, os manifestantes deixam "escapar" um falso convite, o que leva a polícia a se deslocar para o local errado. As mensagens espalhadas nas redes sociais também têm auxiliado os meios de comunicação a fazerem a cobertura dos protestos.
O governo venezuelano, por sua vez, já reagiu à nova forma de mobilização. Em discurso no dia 24 de janeiro, o presidente Hugo Chávez definiu a estratégia como "terrorismo" e convocou seus partidários a contra-atacarem pelos mesmos meios: "Eles [a oposição] atacam muito por aí. E por aí também há que contra-atacar. Por todas estas páginas de internet, há que contra-atacar". O apresentador do programa de televisão oficialista "La Hojilla", Mario Silva, lançou recentemente conta no Twitter e já possui mais de dez mil seguidores e tweets bem desaforados: "Están cagados, porque saben que vamos a aprender y a joderlos en su terreno favorito, el internet", disse numa série de mensagens (veja aqui e aqui).
O duplo uso da internet como ferramenta política - por parte de manifestantes da oposição e de órgãos governamentais - que começa a se desenhar na Venezuela já é realidade no Irã. Em artigo publicado no início de janeiro, o jornalista Pedro Doria expõe bem essa duplicidade.
Com informações do blog Periodismo en Las Americas e da BBC




