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Hospital Dona Helena conquista acreditação internacional

23 de abril de 2014 0

 

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CREDIBILIDADE: Maria Manuela Alves dos Santos, superintendente do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) entregou ao diretor presidente do Hospital Dona Helena, Hilário Wolfgramm a importante conquista que reconhece a qualificação dos serviços de saúde prestados

 


Instituição é a primeira em Santa Catarina a receber o selo da JCI, que coloca
o HDH em um seleto grupo de estabelecimentos mundiais de saúde

Qualidade e segurança do paciente, de seus familiares e dos funcionários, ao lado da prevenção de riscos e contínuo treinamento dos profissionais, foram os principais componentes mensurados durante avaliação da Joint Commission International (JCI) e que levaram o Hospital Dona Helena, de Joinville, a conquistar a acreditação internacional. Com 98% dos elementos considerados conformes, a instituição é a primeira em Santa Catarina a receber o selo e, a partir de agora, integra a lista de 26 hospitais brasileiros acreditados pela mais conceituada certificadora internacional da área da saúde. Apenas cinco Estados brasileiros têm estabelecimentos nessa relação.
A busca pela acreditação internacional se iniciou há seis anos, quando a equipe do Hospital Dona Helena optou pelos parâmetros da JCI. A partir daí, desdobrou-se uma série de ações para fortalecer a cultura de qualidade. “A identidade de conceitos e pressupostos preconizados pelo hospital e exigidos pela JCI, aliados à importância e ao desafio de perseguir sempre a excelência, foi uma das principais razões para a escolha da acreditação internacional”, afirma Carlos José Serapião, coordenador do Centro de Estudos, Pesquisa, Extensão e Desenvolvimento (Ceped).
No processo, o Dona Helena contou com a parceria do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), entidade que representa com exclusividade a JCI no Brasil e auxilia as empresas com consultoria e treinamento sobre as exigências e metas da certificação. Além disso, foi criado o Comitê de Gestão de Qualidade (CGQ), responsável pela elaboração de atividades e produção de documentos, que subsidiaram a equipe na organização em busca do selo. “O resultado alcançado é fruto de um trabalho de educação continuada que tem como consequência a absorção da cultura da qualidade e segurança. O Dona Helena vem assimilando uma transformação na sua cultura organizacional, influenciada principalmente por uma mudança de comportamento institucional”, ressalta Carlos Serapião.
A avaliação, realizada entre os dias 10 e 14 de março, envolveu diversos setores, em uma análise de 1.181 elementos aplicáveis à instituição. A JCI se baseia em quatro critérios para conceder o selo. No primeiro critério, são avaliados 13 padrões, que devem alcançar pontuação mínima de 5 — nesse quesito, o HDH ficou acima da nota em todos. O critério dois leva em conta as metas internacionais e exige pontuação mínima de 8. Nessa parte, o Dona Helena atingiu 10 em todos. No terceiro critério, leva-se em conta a pontuação agregada dos padrões e das metas internacionais, que devem gerar uma média de, no mínimo, 9. A instituição apresentou média 9,8. O último critério é calculado a partir dos 1.181 elementos de mensuração considerados não-conformes ou parcialmente conformes, com base na análise das instituições acreditadas nos últimos dois meses. Nessa avaliação, o Hospital Dona Helena apresentou 19, sendo 16 parcialmente conformes e 3 não conformes.
Novidades trazidas pela JCI
Durante os seis anos de trabalho para este fim, o Hospital Dona Helena passou por muitas mudanças, que contribuíram para a melhoria dos processos, o que se reflete no atendimento ao paciente. Alguns grupos foram criados, como o Comitê de Gestão da Qualidade (CGQ), o Comitê de Cuidados Paliativos e o Comitê de Gerenciamento de Risco. Na área de cuidados paliativos, a equipe multidisciplinar tem o objetivo de estabelecer a cultura do cuidado no fim da vida, encarando o morrer como um processo natural. Já o Gerenciamento de Risco fica responsável pela identificação de pontos que podem gerar problemas institucionais, a sugestão de meios de corrigi-los e a implantação de práticas de segurança.
Participação do corpo clínico
O engajamento dos médicos do corpo clínico do HDH foi essencial para a alteração de processos e disseminação de conhecimentos sobre JCI. A implantação do Gerenciamento de Protocolos Clínicos ajudou na orientação da prática clínica, padronizando os processos de cuidado e reduzindo riscos, principalmente aqueles associados às etapas críticas de decisão. Os documentos de prontuário foram aperfeiçoados com a definição de campos específicos para informações importantes, como a anamnese, o sumário de alta, as transferências e o relatório de cirurgia. “Os médicos se comprometeram e entenderam que esses registros são um meio de evidenciar todos os procedimentos realizados com os pacientes durante internação ou atendimento”, fortalece Patricia Chaves, diretora clínica do hospital.
Sobre JCI
Desde o final da Segunda Guerra Mundial, autoridades de saúde do mundo todo, em especial dos Estados Unidos, preocupam-se com a qualidade das instituições que atuam no sistema. Depois de um estudo realizado pelo Instituto de Medicina dos Estados Unidos, que resultou na criação do Comitê de Qualidade dos Cuidados em Saúde, e que demonstrou o número de mortes relacionadas com erros no sistema de atenção médico-hospitalar, foi criada a Joint Commission International (JCI). Nascida em 1998, a entidade tem como meta identificar, avaliar, mensurar, acompanhar e atualizar quase 2 mil padrões.
Os critérios de avaliação, expostos no manual da JCI, são separados em 14 capítulos, incluindo as Metas Internacionais de Segurança do Paciente, com um total de 1.222 elementos que são mensurados. São seis metas de segurança do paciente: identificar os pacientes corretamente; melhorar a comunicação efetiva; melhorar a segurança de medicamentos de alta vigilância; assegurar cirurgias com local de intervenção correto, procedimento correto e paciente correto; reduzir o risco de infecções associadas aos cuidados de saúde; e reduzir o risco de lesões ao paciente, decorrentes de quedas. A avaliação tem como base a média das instituições analisadas nos 24 meses anteriores.
No Brasil, até 20 de março, eram 57 instituições de saúde acreditadas. Entre elas, 26 são hospitais. No mundo todo, a JCI contabiliza 629 organizações com o selo.
Sobre o Hospital Dona Helena
O Hospital Dona Helena foi fundado em 1916 e já se organiza para a comemoração do seu centenário, em 2016. Em 2008, a instituição iniciou um processo de expansão com a construção do Centro Clínico, prédio de 11 andares com 26 mil metros quadrados. Antes, o hospital contabilizava uma área construída de aproximadamente 15 mil metros quadrados, que somada ao novo empreendimento chega a 41 mil metros quadrados.
Já funcionam no Centro Clínico, o Serviço de Neurologia, o Centro de Diagnóstico Ortopédico, o Núcleo de Atendimento Integrado à Mulher, o Serviço de Oncologia, o Centro de Infusão, o Serviço de Endoscopia, o Ambulatório de Estomatologia, o Centro Cirúrgico Ambulatorial (CCA), além do auditório e das áreas administrativas, como presidência, direção, e tecnologia da informação. A equipe prevê, para os próximos meses, a inauguração do oitavo andar, que contará com 37 leitos, com apartamentos e suítes, e a transferência do Centro de Diagnóstico Cardiovascular para o nono andar.
Os demais andares foram projetados para ocupação de clínicas especializadas para atender a necessidade da comunidade e região e ser referência em excelência de atendimento. Existe também no prédio e já funcionando o estacionamento para clientes que conta com 210 vagas para veículos, com seguro, câmeras de segurança e vigilantes.

 

 

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