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A vida de aprendiz de cineasta em Hollywood

20 de junho de 2016 0

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Diretora de dublagem de novelas hispânicas da VoXX Studios em Los Angeles. Este é o cargo ocupado hoje pela joinvilense Leila Vieira. Quem a conhece sabe que não poderia ter uma função mais acertada para seu início de carreira. Mesmo formada em jornalismo, ela sempre teve uma queda pela ficção dramática. Recentemente, finalizou as dublagens de Piel Salvaje (Pele Selvagem), uma novela com 120 capítulos que levou seis meses para ficar pronta. Ela comandou um elenco de mais de 30 atores que fizeram 110 vozes, entre eles, a brasileira Daniela Escobar.

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Leila já iniciou uma nova etapa, preparando a dublagem de uma minissérie sobre a vida da cantora cubana Célia Cruz e também da novela argentina Somos Família. Para o elenco de dublagens, já estão escalados os atores brasileiros Jonas Torres e Erik Marmo. Para quem tinha como sonho trabalhar com Silvio Santos, produzindo novelas para seu canal, já é possível considerar que está no caminho certo.

Ao contrário da maioria das pessoas que começam a carreira apostando em uma linguagem mais cult, sua preferência sempre foi a cultura de massa. Tanto que seu projeto de especialização em comunicação, cultura e arte foi sobre a novela A Usurpadora.

Assistente Camera

— Eu sempre consumi os produtos da indústria cultural. Canais populares da TV aberta, novelas nacionais e mexicanas e o Silvio Santos fizeram parte da minha formação. Nada mais natural isso tudo virar objeto de meu estudo e produção — conta Leila.

A paixão pela sétima arte começou bem cedo, quando assistia repetidamente aos blockbusters produzidos em Hollywood. Depois de concluir o curso superior e fazer especialização em cultura e arte no Brasil, decidiu ir para a meca da indústria cinematográfica mundial, Los Angeles. O endereço foi a New York Film Academy, e o objetivo, fazer o master de cinema na conceituada instituição. Nos dois anos em que mergulhou no mundo de produção de filmes, concluiu seu primeiro curta-metragem, Signs, por meio de uma plataforma colaborativa. Ao final do curso, participou de alguns projetos de cinema independentes e, por fim, foi convidada para fazer parte da equipe da VoXX Studios.

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Segundo a diretora, sua carreira só está começando, mas a experiência no núcleo de dublagens do estúdio está sendo produtiva. E não apenas pela vivência em dirigir uma equipe, mas também pelas particularidades do produto final. Uma produção de baixo custo é capaz de prender a atenção de um grande número de espectadores com um roteiro simples, mas muito bem delineado.

— Para quem assiste, é fácil a compreensão de que lado da trama está um personagem. Isso para qualquer classe social. Depois, todo o enredo é muito afetivo e retrata um mundo cheio de emoções — teoriza.

Nos planos para o futuro próximo, a diretora continua apostando na área de dublagens e no trabalho paralelo de direção de produções independentes. Um roteiro de filme de terror também já começou a ser escrito e a pretensão é concretizá-lo até o final de 2017. E para um futuro mais distante, pretende voltar ao Brasil e realizar o grande sonho de trabalhar com o cinema nacional.

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