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Posts de novembro 2009

Já é Natal!

27 de novembro de 2009 1

O desperdício de tempo é, assim, o primeiro e o principal de todos os pecados. Então não pequei! Contra o desperdício, cada respiração, cada instante, cada momento, dia após dia, enfim, as semanas e meses de 2009 foram produtivos. Desenvolvemos projetos, achamos ideias e criamos possibilidades para os nossos próximos e para muitas crianças.

Ufa, que alívio reconhecer em mim mesmo a produção de algo tão valioso, pois a duração da vida é infinitamente curta e preciosa para achar-se seguro de nossa própria salvação.

Natal é tempo de reflexão, de valores como o perdão e da humildade de reconhecer-se. Mas o que me intriga é a velocidade de um Natal para o outro, o longo tempo de espera de outros “Natais”. Tudo se torna um piscar de olhos quando sinto no ar esse momento de celebração do nascimento do Menino. As luzes da cidade piscando. A correria das pessoas em busca de algo que não seja os sentimentos comuns do ano todo.

Por isso mesmo, o significado do tempo tem que ser superestimado. A cada dia devemos ser mais cuidadosos para não perdermos nada do nosso tempo. Festas, luxo, conversa fiada, companhias sem proveito. Nada disso pode estar consumindo nosso precioso e tão curto tempo de vida.

Pois é Natal, tempo de perdão, tempo de gratidão, tempo de falar aos amigos aquilo que deveríamos falar o ano todo e, mais do que isso, é tempo de esperança. A esperança do significado da data já é o suficiente para acreditarmos nos homens de boa vontade, na união das pessoas em busca de objetivos comuns. A vida é curta, rápida, mas é milagrosa e infinita.

Jogaremos dia 29 e dia 1º na capital financeira do Brasil, na maior metrópole da América do Sul. Serão jogos contra Pinheiros e Paulistano, potências do basquetebol brasileiro. Jogos dificílimos numa cidade que na década de sessenta tinha o Corinthians; na de setenta, o Sírio; na de oitenta, o Montelíbano; na de 90, novamente o Corinthians. Equipes que ocuparam o centro do basquetebol brasileiro. Com que honra que partimos para essa missão, orgulhosos de sabermos que nossa equipe irá com possibilidades reais de conseguir realizar bons jogos nesse coração do mundo. Em época natalina, o basquetebol de Joinville pede passagem.

São Paulo é o berço do meu nascimento, ali na coxia do TBC. São Paulo, megalópole, locomotiva do Brasil. São Paulo, novamente com grandes equipes de basquetebol. São Paulo que não para nunca e que toda gente vive apressada, muitas vezes saindo-se no momento em que deveria chegar-se. Mas pensaremos em chegar no tempo de realizar sem pressa aquilo que desejamos conquistar.

A razão principal pela qual muitas vezes sentimos tanta dificuldade em nos relacionar deve-se muito ao fato de sermos mal interpretados e de nos tornarmos mal vistos, atrapalhando os relacionamentos. Na realidade, devemos criar limites de disciplina, de hierarquia e de respeito mútuo, aceitando todas as formas de manifestação do ser humano. Relacionamentos claros, verdadeiros e libertos de convenções estabelecidas são os meus desejos a todos que se unem através do bem. Nesta lista, estão Betinho, do Natal Sem Fome, Madre Tereza, das favelas da Índia, o aniversariante do dia 25 e mais milhões e milhões de pessoas do bem. Que todos possam aproveitar a força do coletivo com a inigualável beleza do ser individual, realizando o Natal de todos os tempos!

Postado por Alberto Bial

Tetracampeonato

20 de novembro de 2009 5

É com extremo orgulho que começo a escrever minutos após a conquista deste tetracampeonato do JASC. É óbvio que quando termina um torneio como os jogos abertos, um tiro curto de sete dias, a sensação de missão cumprida é grande. Mas muito relevante do que isso é a questão que mexe comigo nesse momento: o desenvolvimento pessoal.

Em 2005, quando conquistamos nosso primeiro Jasc, aqui mesmo em Chapecó, eu sabia do potencial que tinha em mãos para desenvolver o basquetebol. Acreditava, porém não imaginava que em 2009 pudéssemos ter avançado tanto. Lógico que tenho consciência que podemos melhorar e aperfeiçoar nosso projeto de basquetebol de Joinville, pois tenho certeza de que sempre poderemos melhorar. Sim, por mais que você saiba uma coisa e seja bom nisso, sempre há o que melhorar, por mais que achemos que já avançamos demais. Isso tudo com esforço máximo e consciência de nossas limitações.

Quando inconscientemente sabemos é muito melhor. Não podemos, porém, deixar de nos aperfeiçoar a cada momento, pois aí está a força do desenvolvimento de cada um de nós. Nós temos um turbilhão de potencialidades a trabalhar no nosso individual e, lógico, num movimento de todos juntos e em constante desenvolvimento, tornando a equipe mais forte.

Atingir o resultado, por mais que entendamos que se trata de uma competição da qual somos favoritos, é um processo de êxtase, euforia e contínua busca por formas de melhorar as condições do time, avaliando cada componente. Cada variável que os jogos nos possibilita é sempre uma sensação incrível, aperfeiçoando nossas qualidades e gerando a beleza do esporte.

Sinto-me sempre capaz de melhorar, e é o que faço. Nunca estamos totalmente completos e a acomodação ou presunção de que estamos prontos são erradas, pois nossa equipe precisa e pode melhorar sempre.

Vejo-me hoje como um iniciante e aberto ao próximo, mantendo vivo em minha mente a oportunidade de a cada dia estar pronto para uma nova oportunidade. Nunca estarei velho demais para me aperfeiçoar.

Ontem fez 40 anos do milésimo gol do atleta do século. Recebi um telefonema de meu grande amigo Braz, lembrando o fato de estarmos juntos no Maracanã naquele momento histórico do esporte.

Amanhã estaremos treinando forte e buscando as estratégias para domingo, em mais um jogo do NBB, podermos executar durante a partida ações ainda melhor concatenadas e melhorarmos o relacionamento entre todos, saudando a vida, mas sem negligenciar absolutamente nada que possa contribuir com a evolução de todos.

Postado por Alberto Bial

Primavera, a estação do amor

13 de novembro de 2009 5

Nos anos 60, eu adorava a introdução musical de um programa de TV, que dizia o seguinte em sua letra: “Que a primavera era a estação do amor, falava que o Rio de Janeiro amanheceu cantando e toda a cidade amanheceu em flor; que a primavera era a estação do amor”.

Nessa Primavera de 2009, tenho repetido em minha mente este jingle. Me pego cantando aquela canção com a sensação exata de voltar 40 anos. Todos alguma vez já experimentaram esta sensação de já ter vivido aquele momento, seja pela lembrança de uma canção, pelo paladar de um quitute ou pelo aroma de uma fragrância.

Nessa Primavera estou demasiadamente romântico (graças a Deus!), creditando isso ao fato de ser hoje uma pessoa “aberta”, sempre na escuta do próximo, na vontade de entender melhor os outros para assim me conhecer melhor.

Mas principalmente porque me sinto livre. Sim, livre, uma pessoa aberta e livre. Sendo assim, percebo e absorvo melhor novas ideias, me entusiasmo mais com o meu basquetebol querido, motivando meus companheiros e amigos de trabalho. Todos, juntos, nos ajudando mutuamente, mobilizando outras pessoas para o significado da vida, da solidariedade, que é tão útil para o momento atual.

E aqui chego ao meu propósito de hoje: falar do amor, fala de amor, acreditar no amor, sentimento que, enquanto existir, e ele sempre existirá no coração de cada um, trará a esperança de se formarmos famílias verdadeiras, equipes verdadeiras.

Fraternidade. Tudo se resume a isso. Irmãos, todos irmãos. A verdadeira paz, tão difícil de alcançar quando não sentimos o amor.

Quando não existir mais o amor dentro de você, se continuarmos blasfemando e vendo o outro como inimigo, não importando seu talento ou progresso material, só haverá confusão mental e sofrimento. Suas mentiras e dificuldades continuarão no cômputo final.

Enganar o outro, tratar seu irmão sem civilidade, subjugar outras pessoas, insultar e maltratar seu próximos são coisas totalmente sem propósito.

Por isso acredito que quanto mais cantalorarmos que estamos na estação do amor, que a prática espiritual é praticar o amor, poderemos definitivamente aumentar as possibilidades de paz, de progresso universal, de entendimento entre todos, criando a unidade entre os homens.

Nesse sentido, contamos com esse esporte extraordinário que é o basquetebol e, junto a ele, a prática do bem. Sim, praticar o bem, exercitar os bons pensamentos, sonhar e dizer para todos que o amor é nosso grande elo.

Eu falei que estou num momento romântico…

Postado por Alberto Bial

Transformações sociais

07 de novembro de 2009 6

Hoje quero começar agradecendo ao Luisão e ao Espiga, companheiros cúmplices nos momentos certos e incertos de nossa caminhada. Admiro neles a responsabilidade e fidelidade em entender as minhas inquietações e a capacidade que possuem de trabalhar o basquetebol nas partes gestora e administrativa. E isso tudo depois de longos anos do outro lado, dentro da quadra, suando suas camisas e expressando a dedicação que tanto espero de meus parceiros de trabalho.

Em minha visão, o basquetebol é uma ferramenta de transformação, assim como qualquer modalidade esportiva. O esporte, por ser um socializador único para a humanidade, permite, através de sua importância no século XXI, ser a catapulta que nos fará acabar com as desigualdades, as injustiças sociais e a excessiva concentração de renda.

Hoje, sábado, nos propusemos a reunir crianças de 9 e 10 anos. Sabedores de que o basquetebol de Joinville tem um imenso potencial como veículo de ação social, também visualizamos a necessidade de formar novos atletas.

Essa oportunidade de formação se torna ainda mais especial nessa faixa etária. A criança com 10 anos já tem as informações sobre o esporte a seu alcance, com ídolos e exemplos muito próximos, tanto em nossa cidade como na TV e na internet. Além disso, já apresenta capacidade motora para entender os fundamentos básicos do jogo e desenvolver de forma integral a educação através do basquetebol.

Nessa etapa, o aprendizado se dá de forma totalmente lúdica, aproveitando as características e limites da faixa etária, mas acrescentando disciplina, espírito de equipe e solidariedade. Isso acaba por familiarizar os jovens com o basquetebol, o que nos dá a possibilidade de, daqui a alguns anos, termos um número grande de adolescentes dominando totalmente os fundamentos do jogo. E mais do que isso, formando uma equipe mirim com entendimento de como praticar e jogar o jogo.

A criança é o centro de tudo. É ela a nossa principal preocupação. No processo de socialização, vários agentes estão envolvidos: a família, a escola, os amigos, nossos atletas e monitores e, lógico, as aulas-treinos e os mini-jogos (recreativos mas ao mesmo tempo organizados).

Desde os primeiros anos de vida, o esporte faz parte de nosso dia-a-dia, seja quando brincamos de pega-pega e de esconde-esconde ou quando encarnamos jogadores e técnicos. Mesmo depois que crescemos, a criança que existe dentro de nós continua viva, gostando da prática esportiva. Portanto, basta dar a eles uma oportunidade…

Daí a nossa vontade de, através dessa seleção de crianças, desenvolver o interesse pelo esporte e o senso de responsabilidade, aprimorando suas habilidades tão valiosas para o relacionamento entre as pessoas: a capacidade de atenção, a concentração e a iniciativa diante dos problemas. Além disso, quem faz esporte conhece melhor seu próprio corpo e cuida melhor dele.

Tudo isso na esperança de no futuro contarmos com milhões de “Luisões” e “Espigas”, na minha esperança eterna de um mundo melhor por meio de pessoas melhores.

Finalizo com um pedido: deixemos de lado nossos preconceitos e pressupostos e vivamos com o coração aberto para entender e sentir que o que realmente importa é ir em frente e muito além de onde estamos nesse exato momento.

Postado por Alberto Bial