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Posts de junho 2008

Qual a diferença entre à toa e à-toa?

30 de junho de 2008 1

À toa (sem hífen) é uma locução adverbial que quer dizer inutilmente, sem rumo, sem motivo, sem necessidade.
Exemplo: Perdi meu tempo à toa; ou: Perdi meu tempo inutilmente (ou sem necessidade).

À-toa (com hífen) é adjetivo, ou seja, exprime uma característica, uma qualidade. Quer dizer inútil, sem valor, que não se presta a nada; desprezível.
Exemplo: Por ser uma pessoa à-toa, ninguém prestava atenção no que dizia; Por ser uma pessoa desprezível, ninguém prestava atenção no que dizia.

Postado por Aldo Brasil, Joinville, SC

Livro para ler e para brincar

27 de junho de 2008 0


A sugestão de hoje é para os pais que têm filhos que estão começando o processo de alfabetização. O título é “Pedro Pingüim”, um livro-brinquedo supercolorido e que traz, a cada página, ilustrações com texturas que vão surpreender as crianças. Na testa da raposa, por exemplo, tem lã supermacia.
Na história, Pedro Pingüim tem um sonho: quer ser mais colorido. Então, ele toma uma decisão: conhecer outros bichos e cores. Pedro vai ficar de tudo quanto é cor. Já pensou um pingüim verde? Pois é, Pedro também vai ficar verde. Azul? Pode ter certeza de que ele também ficará igual ao céu.

“Pedro Pingüim”. Jo Rigg e Simon Muggford (Editora DCL). 20 páginas, R$ 29,90.

Postado por Aldo Brasil, Joinville, SC

Para ler nas férias: "A Ditadura no Brasil"

26 de junho de 2008 2


Para a galerinha que já está se aquecendo para entrar em férias, mas gosta de estudar a história do Brasil, a sugestão é ler “A Ditadura no Brasil”.
O livro, de Vinícius Caldevilla e Wanderley Loconte, começa com o personagem Danton Meirelles, um engenheiro, à procura de emprego. Na verdade, isso vai servir de pano de fundo para descrever essa época difícil da história do Brasil. A obra retrata o período de 13 de março de 1964, uma sexta-feira (coincidência?) até 1985.
No desenrolar da trama, os autores vão apresentando personagens, alguns com fotos, que participaram dos fatos, tanto do lado de quem apoiava a ditadura quanto daqueles que lutavam pela democracia.
Para quem não conhece esse lado da história nacional, vale a pena ler para ficar por dentro. Para quem conhece e até mesmo viveu esse período, será uma volta ao passado.

“A Ditadura no Brasil” – Vinícius Caldevilla e Wanderley Loconte (Editora Saraiva). 104 páginas, R$ 26,20.

Postado por Aldo Brasil, Joinville, SC

Você vai de encontro a ou ao encontro de?

25 de junho de 2008 0

Ir de encontro a; ir ao encontro de. Essas duas frases parecem ser a mesma coisa, mas têm muitas diferenças. Vamos a elas:

Ir de encontro a tem o sentido de “ser contrário” a algo. É uma frase que exprime oposição, discordância, ir contra ou chocar-se com alguma coisa.
Exemplo: Suas idéias vão de encontro ao que penso; ou: Suas idéias são opostas ao que penso.

Já “ir ao encontro de” significa concordância, igualdade de pensamento, ser a favor de algo.
Exemplo: Suas idéias vão ao encontro das minhas; ou: Suas idéias são iguais às minhas.

Postado por Aldo Brasil, Joinville, SC

A mala amarela e o cacófato

24 de junho de 2008 0

Dia desses, estava lendo um livro e apareceu uma frase que terminava com “amá-la”. Deu aquele clique e me lembrei das aulas sobre cacófatos, que são aqueles sons desagradáveis ou inconvenientes causados pela junção de duas ou mais palavras. Pois foi o que aconteceu com o exemplo que dei acima: amá-la, que ao falar vira “a mala”.
Fiquei matutando sobre se o autor se deu conta, se poderia ter trocado a expressão para evitar o som “ruidoso”. Talvez nem tenha passado pela cabeça do cara, mas para mim veio num estalo. Mas vi que não havia muita saída para o pobre do autor. Trocar a ênclise (colocação de pronome oblíquo átono após o verbo), que é uma forma mais “culta” de se escrever e falar, pela forma mais popular, que coloca o pronome pessoal (no caso, ela) seria trocar seis por meia dúzia. Afinal, se optasse por essa alternativa, iria causar outro cacófato: amar ela, que na pronúncia vira amarela.
Pensando bem, acho que a mala fica melhor que amarela.

Postado por Aldo Brasil, Joinville, SC

Como deve ser a "Vida de Criança"

23 de junho de 2008 2


A autora Ingrid Biesemeyer Bellinghausen aborda um assunto que não deveria ser esquecido por quem é adulto: saber respeitar os direitos das crianças. Por mais que pareça óbvio, sempre é bom lembrar que há leis que as protegem. “Neste livro me preocupei com os direitos de todas as crianças do mundo: brincar, estudar e não trabalhar. Essa que é uma coisa para adultos”, reforça a autora.
Outra característica do livro é o formato grande: 30 x 30 centímetros, facilitando o manuseio pelas crianças. Além de ter ilustrações, feitas pela própria autora, que prendem a atenção. Indicado para leitores iniciantes – a partir dos seis/sete anos.

Vida de Criança”. Textos e ilustrações de Ingrid Biesemeyer Bellinghausen (Editora DCL), 24 páginas, R$ 21,00.

Postado por Aldo Brasil, Joinville, SC

Qual o certo: a fim ou afim?

20 de junho de 2008 0

Como já dissemos anteriormente, é preciso saber o contexto para responder. Esclareçamos, então.

A FIM = com o objetivo.
Exemplo: Ele foi à delegacia a fim de esclarecer o caso; ou: Ele foi à delegacia com o objetivo de esclarecer o caso.

A expressão a fim não varia. Portanto, nada de escrever: “Eles foram à delegacia a fins de esclarecer os fatos”.

AFIM = semelhante.
Exemplo: Mariana e Luísa têm preferências afins; ou: Mariana e Luísa têm preferências semelhantes.

Note que a expressão afim varia em número, ou seja, pode ir para o plural.

Postado por Aldo Brasil, Joinville, SC

A maior palavra da língua portuguesa

19 de junho de 2008 1

Qual a maior palavra da língua portuguesa? Se você pensou em anticonstitucionalissimamente, é bom ir treinando a língua e a memória para gravar outra. Até porque a palavra citada não existe em nenhum dicionário. A maior é pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico. Decorou? São 46 letras que definem alguém que sofre de uma rara doença chamada pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose, provocada pela aspiração de cinzas vulcânicas. Quem quiser conferir, a maior palavra da língua portuguesa está na página 2.242 do “Dicionário Houaiss”. O “Aurélio” não tem registro dessa palavra.

Postado por Aldo Brasil, Joinville, SC

Tons pastel ou tons pastéis?

18 de junho de 2008 2

Quando a nome da cor for, originariamente, um substantivo, a palavra não varia. Pegando o exemplo dado, o correto é tons pastel. Afinal, pastel é substantivo. O mesmo vale, por exemplo, para camisas rosa, blusas vinho… Já quando a cor não tem origem num substantivo, ela variará. Por exemplo: carro azul vira carros azuis; blusa verde, blusas verdes…

Postado por Aldo Brasil, Joinville, SC

Corrigindo informação sobre simpósio

18 de junho de 2008 0

Leitores corrigem informação dada de que não é preciso pagar taxa para participar de simpósio sobre ensino de segunda língua. A informação foi dada pela assessoria. Já fizemos a correção no próprio texto postado anteriormente.

Postado por Aldo Brasil, Joinville, SC