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Posts de agosto 2008

Obras de graça na internet

30 de agosto de 2008 1

Para quem quer fazer uma pesquisa ou ler textos de Machado de Assis, por exemplo, e anda com a grana curta, uma boa opção é consultar o site Domínio Público (www.dominiopublico.gov.br). Mas o conteúdo não se resume a Machado de Assis. Lá também tem obra de Shakespeare (em português), Fernando Pessoa, literatura infantil e hinos brasileiros, entre outras coisas. E o melhor é que tudo pode ser baixado de graça.

Internautas dizem que cogita-se fechar o site por causa do baixo número de acessos. Pode até ser, mas uma das culpadas por isso é a baixa divulgação. Independentemente do que o que corre na net seja verdade, vale a pena fazer uma visita. Quem sabe tenha lá um material para fazer aquele trabalho para encher de orgulho o pai e a mãe. Mas tem uma coisa: só trabalhar com “control c” e “control v” não vale!

Postado por Aldo Brasil

A diferença entre estada e estadia

28 de agosto de 2008 0

Duas palavrinhas que exprimem, basicamente, a mesma função. Porém, existe pequena diferença. Vamos a elas.

A palavra estada é usada para indicar a permanência de pessoas em algum lugar. Já estadia significa o prazo concedido para carga e descarga do navio surto em um porto. Muitos usam a palavra também para designar a permanência de outros tipos de veículos (e até animais) em determinado local.

Postado por Aldo Brasil, Joinville, SC

Livro "Haroldo Vira Gigante"

27 de agosto de 2008 0


O livro conta a história do menino Haroldo que, com um lápis de cor, desenha um quadro na parede de seu quarto. Casas, cidade, florestas, montanhas, mar… tudo é colocado na parede, e Haroldo parte para uma viagem no mundo do faz-de-conta. Nesse mundo, novos desafios surgem, fazendo com que o garotinho viva situações inusitadas, perigosas, mas todas fáceis de serem vencidas, afinal, quem constrói a história é o próprio menino. Em alguns momentos, ele fica pequeno; em outros, se transforma num verdadeiro gigante para encarar os obstáculos. Haroldo fica tão grande que pode andar pelo mar sem afundar.

O livro aborda de maneira criativa o mundo das crianças, em que muitas vezes elas próprias são personagens das histórias criadas. Quantas vezes os pais pegaram a criança falando sozinha, como se estivesse dialogando com seres fantásticos e imaginários?! É também nesse processo criativo que os pequenos desenvolvem a personalidade, estimulam a criatividade e a percepção, moldam-se às situações e constroem sua visão de mundo.

“Haroldo Vira Gigante”, texto e ilustrações de Crockett Johnson, com tradução de Gian Calvi. Editora Global, 64 páginas, R$ 25,00.

Postado por Aldo Brasil, Joinville, SC

Deve-se escrever forma ou fôrma?

26 de agosto de 2008 4

Muita gente já deve ter feito essa pergunta. A confusão aumenta mais ainda quando são consultados os dois principais dicionários do Brasil, o “Houaiss” e o “Aurélio”. Cada um registra a palavra de um jeito e dá seus argumentos.

O “Aurélio” (2004, página 923) usa fôrma e se apóia na contextualização. Não deixa de ter razão, porque, conforme a frase, pode-se criar uma situação de não se saber exatamente a pronúncia que deve ser usada. E dá um exemplo usando versos de Manuel Bandeira, como este:

“Vai por cinqüenta anos / Que lhes dei a norma / Reduzi sem danos / A fôrmas a forma”.

Note que sem acento seria impossível saber-se o sentido que a palavra deveria ter.

Já o “Houaiss” (2001, página 1.372) argumenta com a lei nº 5.765, de 1971, que trata sobre alterações da ortografia na língua portuguesa e “não permite que a distinção de timbre entre forma (ô) e forma (ó) seja registrada com acento circunflexo diferencial”. Nos casos em que haja dúvida, “Houaiss” sugere o recurso da indicação do timbre entre parênteses. Ficaria assim: “Eu prefiro a forma (ô) redonda”.

Convenhamos que ficaria estranho fazer isso no meio do texto.

De qual lado você fica: “Houaiss” ou “Aurélio”?

Postado por Aldo Brasil, Joinville, SC

Leitora envia dica sobre escrita criativa

25 de agosto de 2008 2

Depois de ler a nossa sugestão de leitura (“As Histórias de Marina”), Andréia Alves Pires, de Rio Grande (RS), enviou dica sobre escrita criativa. Abaixo, o texto do e-mail. Vale a pena fazer uma visitinha no endereço indicado por ela.

Há um projeto de escrita criativa colaborativa desenvolvido por escritores rio-grandinos que está dando certo. Se for possível, venha ver: http://jogospoeticosvirtuais.blogspot.com/O foco do trabalho é a experimentação do texto literário. O projeto está em fase inicial e ainda nao foi possível ampliar a capacidade hipertextual do blog, explorar o layout de forma mais personalizada. Obrigada pela atenção.

Postado por Aldo Brasil, Joinville, SC

Marina conta nove histórias

22 de agosto de 2008 1


Em “As Histórias de Marina”, a autora Cláudia Vasconcellos fala de uma menina que conta histórias que ela ouve ou lê. Aliás, ela lê bastante, por isso consegue criar suas próprias histórias. A linguagem é bem simples, como o é a maneira de se expressar de uma criança. Tudo para ela é assunto que pode entrar nos seus escritos: a timidez do colega Ivã, o susto de Arturzinho, uma concha de caramujo… Nada escapa do olhar e vira tema para a menina.

Os assuntos encantam o jovem leitor pela proximidade com os seus conflitos, seus questionamentos e suas travessuras. Importante, também, que o livro pode despertar em outras crianças a vontade de escrever sobre o seu dia-a-dia. Claro que não precisa ser colocado tudo em livro.

Para registrar o que a criança vê ou sente, pode ser usado um diário, ou até mesmo um caderno. Lógico que pais e professores podem dar um empurrãozinho estimulando as crianças a não ter medo (e preguiça) de escrever sobre sua visão de mundo.

“As Histórias de Marina”, de Cláudia Vasconcellos, com ilustrações de Odilon Moraes. Editora Global, 48 páginas, R$ 31,00.

Postado por Aldo Brasil, Joinville, SC

"Há muito tempo atrás..."

21 de agosto de 2008 0

Uma frase bastante comum de se ouvir e também de se ver escrita é a expressão “há muito tempo atrás…”. Ela deve ser evitada, pois apresenta pleonasmo, redundância, repetição de idéia. O verbo “há” significa, na frase, tempo passado, a mesma idéia expressa pela palavra “atrás”. Então, quando for escrever/falar, prefira “Há muito tempo…”, “Muito tempo atrás…” ou até mesmo “Tempos atrás…”.

Postado por Aldo Brasil, Joinville, SC

Aventuras com "Um Gato Marinheiro"

20 de agosto de 2008 0


Pepe é um menino que tem um gato chamado Babel. Numa tarde chuvosa, daquelas em que a única coisa que parece ser possível se fazer é olhar a chuva escorrendo pela vidraça, Pepe propõe a seu gato uma brincadeira de piratas para acabar com o tédio. Apesar de estar chateado, Babel topa brincar. Ele começa a pensar em sol, mar e… saborosas sardinhas.

Por meio da história de Pepe e seu gato, a autora Roseana Murray mostra que é possível desenvolver atividades mesmo que às vezes as condições não se mostrem as mais perfeitas. E também ajuda a criança a embarcar na fantasia, incentivando a criação das próprias histórias.

“Um Gato Marinheiro”, de Roseana Murray, com ilustrações de Elisabeth Teixeira. Editora DCL, 24 páginas, R$ 17,00.

Postado por Aldo Brasil, Joinville, SC

Entrega a domicílio ou entrega em domicílio?

18 de agosto de 2008 0

É mais comum que as pessoas digam “entrega a domicílio”. De acordo com os professores José de Nicola e Ernani Terra, autores de diversas gramáticas, o correto é “entrega em domicílio”, porque o substantivo entrega exige a preposição “em”. De fato, quando dizemos que vamos entregar algo, sempre nos referimos a entregar “em” algum lugar: entrega em casa; entrega no (em + o) escritório…

Já a expressão “a domicílio” é usada para verbos que exigem a preposição “a”, como “enviar a domicílio”. Note que não se deve escrever “à domicílio”, porque domicílio é palavra masculina e, por isso, não aceita acento indicativo de crase.

Postado por Aldo Brasil, Joinville, SC

Livro ensina a dizer não às drogas e ao álcool

15 de agosto de 2008 0


Um dos maiores problemas que pais e educadores enfrentam hoje é a questão das drogas e do alcoolismo entre crianças e adolescentes. Desde muito cedo, os estudantes recebem estímulos que despertam o desejo de experimentar o que os adultos estão provando. Muitas vezes, isso é desastroso. O livro “Diga não às Drogas e ao Álcool — um Guia para as Crianças”, de Jim Auer, explica de forma simples o que são as drogas e o que elas podem causar.

Cercada pela propaganda, a criança pode ser induzida a repetir os gestos dos adultos, logicamente sem se dar conta dos riscos que corre. O livro aponta caminhos saudáveis para a criança dizer não e para alcançar os seus sonhos sem cair no perigoso, e às vezes sem volta, caminho das drogas e do álcool.

“Diga não às Drogas e ao Álcool — um Guia para as Crianças”, de Jim Auer. Tradução de Darlei Zanon e ilustrações de R.W. Alley, Editora Paulus, 28 páginas, R$ 14,50.

Postado por Aldo Brasil, Joinville, SC