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Posts de setembro 2008

Livro "As 14 Pérolas da Índia"

30 de setembro de 2008 2


Numa manhã crepuscular, o Deus Supremo olhou para a fileira de homens de barro e finalmente descobriu o local apropriado para esconder a chave da felicidade. “É isso!”, gritou Brahma. “Os homens nunca vão pensar em procurar a chave da felicidade no lugar em que estou pensando em escondê-la”.

Sempre ouvimos dizer que a idade traz maturidade e sabedoria, isso não vale só para pessoas. A antiga cultura indiana foi berço de muitas religiões, filosofias e, principalmente, narrativas sábias. “As 14 Pérolas da Índia” é um livro para você ler como se estivesse ouvindo Ilan Brenman contar.

“As 14 Pérolas da Índia”, de Ilan Brenman, com ilustrações de Ionit Zilberman. Editora Brinque-Book, 60 páginas, R$ 30,00.

Postado por Aldo Brasil, Joinville, SC

Guia para entender a reforma ortográfica

29 de setembro de 2008 1

A reforma ortográfica está prestes a entrar em vigor, mesmo que de forma gradual. Para dar uma forcinha, a Melhoramentos, editora da marca de dicionários Michaelis (inglês, francês, português…) colocou no site da empresa um guia, para download gratuito, que mostra, de forma prática, o que vai mudar no jeito de escrever. O Guia Michaelis foi elaborado pelo professor Douglas Tufano, autor de vários livros, principalmente didáticos. O Blog do Aldo dá o endereço eletrônico para quem está a fim de saber o que vai mudar no português.

http://www.livrariamelhoramentos.com.br/Guia_Reforma_Ortografica_Melhoramentos.pdf

Postado por Aldo Brasil, Joinville, SC

Para protestar, crianças usam unicórnios

29 de setembro de 2008 0


Criança gosta (e precisa) de brincar. Mas nem sempre as coisas são tão fáceis assim. Que o diga a galerinha que mora no edifício do livro “Um Montão de Unicórnios”, de Ana Maria Machado.

O prédio até que é ajeitado, tem até playground. A turminha até consultou no dicionário o que significa essa palavra em inglês e descobriu que é um lugar para se brincar. Mas nem isso animou muito as crianças, afinal, era muito cimento cercando o tal playground.

Menos mal que havia os bichinhos de estimação. Isso mesmo, havia! O novo síndico que chegou para trabalhar era um xarope daqueles e decidiu que os gatinhos, cachorrinhos e outros animais receberiam cartão vermelho. O que era ruim ficou péssimo: além de não ter lugar para brincar, agora todos teriam de se desfazer dos bichinhos de estimação. Para protestar e usando a imaginação, a criançada resolveu lançar uma praga de unicórnios para reivindicar seus direitos. O que o síndico vai fazer agora?

O livro de Ana Maria Machado traz à tona a discussão sobre o direito das crianças de brincarem. É fácil ver o quanto está se perdendo de espaços de lazer para os pequenos: os campinhos viram lugar para prédios, lojas, shoppings, enfim, um monte de cimento. Outro questionamento que fica no ar: como será a personalidade das crianças que têm seu direito de brincar enterrado por toneladas de concreto?

“Um Montão de Unicórnios”, de Ana Maria Machado, com ilustrações de Márcia Széliga. Editora Global, 32 páginas, R$ 25,00.

Postado por Aldo Brasil, Joinville, SC

Garoto Verde e banda Os Recicláveis na área!

26 de setembro de 2008 2

“O Garoto Verde”, o novo livro de Toni Brandão, não chega sozinho: serão desenvolvidas várias as ações, entre elas, o lançamento da banda Os Recicláveis, formada pelos personagens do livro; a arrecadação de livros (em bom estado) para criação de bibliotecas, que serão doadas a comunidades carentes; e a apresentação do selo editorial Caixa Verde. Além disso, o livro foi impresso em papel branco reciclado. Mas se você pensa que vai encontrar folhas que se quebram, característica comum em papéis reciclados, enganou-se: o papel é de muito boa qualidade.

A história começa no dia em que Pedro chega à nova escola e, acidentalmente, é “bombardeado” por um jato de óleo diesel que sai do escapamento desregulado do carro dos pais de um dos alunos; ou melhor, do escapamento desregulado do carro de uma aluna. Enquanto tenta se livrar da nuvem de fumaça, Pedro esbarra e quase derruba no chão a aluna que acaba de sair do carro: Isabela!

O autor parte do esbarrão e do encantamento de Pedro e Isabela para plantar a semente de uma ágil, criativa, divertida e reflexiva história de amor e amizade em que, além das confusões causadas pela atração do jovem casal tão diferente, são apresentados de maneira clara e respeitosa os principais assuntos que fazem parte do cotidiano dos garotos e garotas contemporâneos: os cuidados com o meio ambiente, a descoberta do amor, a importância da amizade, o respeito às diferenças sociais, étnicas e comportamentais, bullying… 

Junto com o desdobramento do romance entre Pedro e Isabela, é apresentada, em outras tramas, a transformação da realidade escolar e comportamental na qual o casal de protagonistas e seus amigos estão inseridos. As ações de Pedro e de seus amigos vão se misturando em um bem-humorado e reflexivo quebra-cabeça. O entrelaçamento das tramas paralelas do livro “O Garoto Verde” culmina na Feira Verde, uma mostra cultural e de ciências na qual os alunos apresentarão aos outros alunos e aos seus pais alternativas de levar uma vida mais ecológica. A principal atração da Feira Verde é o show da banda de rock “Os Recicláveis”.

“O Garoto Verde”, de Toni Brandão, com ilustrações de Fito Nesti. Editora Caixa Verde, 208 páginas, preço não-divulgado.

Postado por Aldo Brasil, Joinville, SC

Leitora envia declaração de amor a Joinville

25 de setembro de 2008 0

A jornalista Stela Maris, mineira que agora mora em Brasília, colabora com o blog enviando, por e-mail, uma poesia homenageando Joinville. Ela aproveita para fazer uma observação sobre a grafia do nome da cidade no Aurélio. Pretendo em breve abordar o tema aqui no blog. Por enquanto, leia o e-mail e a poesia da Stela.

Prezado Aldo,
Parabéns pelo blog, sempre trazendo novidades e tirando nossas dúvidas mais cruéis. Dias atrás recorri ao dicionário eletrônico para saber se joinvilense se escrevia com um ou dois “L”, acabei descobrindo que o Aurélio escreve “Joinvile” com um “L” e não “Joinville”…

Segue abaixo uma declaração de amor a esta linda cidade que de vez em quando tenho a oportunidade de visitá-la. Parabéns a vocês joinvilenses que trabalham para deixá-la cada vez melhor.
At.
Stela Máris

Joinville por diferentes ângulos

Na chegada, um extenso tapete de flores com várias nuances se estende para receber os visitantes. As boas-vindas ficam por conta dos ipês com seus buquês em oferenda.

O verde das montanhas contrasta com o colorido dos jardins, com o azul do céu e com o branco das nuvens que cobrem o topo da serra num cenário exuberante que se alterna dia após dia, ora se abrindo para receber os raios solares, ora se fechando para abastecer as nascentes e reforçar o verde da paisagem.

O cinza dos dias frios trazem ainda mais charme à “manchester”. Pela janela do primeiro andar, atrás da cerração que encobre a ilha de concreto, o dia tenta recomeçar. O nevoeiro esconde as fachadas e o grande teto. O silêncio só é quebrado pelos sinos da catedral ao lado convocando a todos para mais uma liturgia. A tradição permanece através dos séculos. O coral de vozes atravessa os cristais e alcançam os ouvidos mais distantes em forma de sinfonia.

Majestosa em sua história, em seu traçado e em suas cores, Joinville faz jus ao nome e à sua origem, escolhida para abrigar príncipes e princesas. Imigrantes e nativos souberam dar continuidade ao projeto idealizado pela corte plantando as sementes do trabalho, da cultura, da arte, da beleza e do desenvolvimento.

O que faltava no restante do país, aqui foi planejado, fabricado e exportado. Alguns pés ganham mais leveza, graça, reverência e enchem de orgulho Brasil afora. A cuca tem sabor de tradição. Aqui tudo tem seu encanto, como num livro de conto de fadas, desenhada a lápis de cor e que impressiona ao primeiro olhar.

Pelo elevador panorâmico as palmeiras imperiais despontam resistentes, anos após anos, como guardas defronte ao Palácio num quadro perfeito fixado entre os edifícios.

Pela janela do carro a cidade é como um filme, fugaz, que mescla em uma mesma cena passado, presente e futuro.

Pela tela, quem é ela? Traz sempre novidades e saudades.

De cima, a cidade fica para trás, pequenina, como um ponto entre o oceano e o paredão de montanhas, aguardando minha próxima chegada.

Postado por Aldo Brasil, Joinville, SC

Quem é fluminense também pode ser flamenguista

24 de setembro de 2008 0

Nas aulas de língua portuguesa, existe um tópico que é estudado e que se chama gentílico, inserido dentro dos adjetivos. Segundo o Aurélio, gentílico é “o que se aplica ao povo ou etnia de uma cidade, região, etc.”. Por exemplo: o gentílico de quem nasce em Santa Catarina é catarinense; em Joinville, joinvilense (com um “L” só!; e por aí vai.

Existem dois pares de gentílicos que causam confusão: o primeiro é paulistano/paulista. Mas a gente esclarece: paulistano é quem nasce na cidade de São Paulo. Já o paulista é o nativo do Estado de São Paulo. 

O outro par é carioca/fluminense. Vamos às diferenças: carioca é a pessoa que nasce na cidade do Rio de Janeiro, enquanto o fluminense é quem nasce no Estado do Rio de Janeiro.

Por isso, se alguém disser que é fluminense e torce pelo Flamengo, não se assuste nem pense que o cara está ficando pirado!

Postado por Aldo Brasil, Joinville, SC

Ajustado ao novo acordo ortográfico

23 de setembro de 2008 1


Para quem já quer ir se acostumando ao novo acordo da língua portuguesa, livrarias já estão recebendo o Minidicionário Houaiss da Língua Portuguesa, da Editora Objetivo. A versão já vem com o que está previsto no acordo, que deve entrar em vigor a partir do ano que vem. A adoção definitiva da nova grafia acontecerá em três anos.

Por enquanto, não se sabe quando virá a “versão grande” do dicionário, mas o míni já dá uma boa ajuda. O livro tem quase mil páginas e custa cerca de R$ 35,00.

Postado por Aldo Brasil, Joinville, SC

Livro "Os Lusíadas para Crianças"

22 de setembro de 2008 0


Apesar da palavra “criança” no título, “Os Lusíadas para Crianças — Era uma Vez um Rei que Teve um Sonho” pode ser lido também pelos mais crescidinhos. A escritora Leonoreta Leitão recriou a famosa obra escrita originalmente pelo português Luís de Camões há mais de 400 anos.

“Os Lusíadas” de Camões contam uma das maiores aventuras da Terra e traduzem em verso a saga do povo português, assim como suas conquistas. A autora apresenta personagens como deuses imortais que assumem formas humanas, a descoberta de povos e mares antes desconhecidos, fatos históricos contados de uma forma que só um grande escritor sabe fazer.

“Os Lusíadas para Crianças — Era uma Vez um Rei que Teve um Sonho”. Leonoreta Leitão, com ilustrações de José Fragateiro. Editora Martins Fontes, 96 páginas, R$ 28,50.

Postado por Aldo Brasil, Joinville, SC

Não ponha seu cheque em xeque

19 de setembro de 2008 0

Muita gente ainda se embaralha ao usar cheque ou xeque. Mas não precisa se preocupar, a gente ajuda a limpar seu nome no sistema de proteção da língua portuguesa. Vamos às diferenças.

Cheque = ordem de pagamento de determinada quantia dirigida a um banco. (Fonte: Dicionário Aurélio)
Exemplo: José passou pagou a conta com um cheque de R$ 50,00.

Xeque = no jogo de xadrez, lance em que o rei fica em casa atacada por uma peça adversária; acontecimento parlamentar que envolve perigo para o governo: risco, perigo, contratempo. Palavra que se usa, também, para pôr em dúvida o valor, o mérito ou a reputação de algo ou alguém. (Fonte: Dicionário Aurélio)
Exemplos: Maria pôs em xeque as intenções de José.
O trabalho do artista foi colocando em xeque pela crítica.

Postado por Aldo Brasil, Joinville, SC

Os quadrinhos de Machado de Assis e Lima Barreto

18 de setembro de 2008 0


Fazer os filhos e os alunos lerem obras clássicas da literatura nacional não é tarefa fácil para pais e professores. As desculpas de meninos e meninas variam: não gostam de ler, os livros têm linguagem difícil e até o argumento de que as obras nacionais não são de qualidade. E olha que a galerinha, na maioria das vezes, sequer folheou um livro de Machado de Assis, por exemplo, e dá essa resposta.

Para quebrar a resistência, professores recorrem a métodos diversos para fazer com que a turma pelo menos leia um pouco de um dos autores nacionais. Os quadrinhos entram nesse jogo para fazer o pessoal se interessar. E é esse recurso que foi usado no livro “Domínio Público — Literatura em Quadrinhos”, da Editora DCL, que adapta clássicos a esse método. O resultado é um livro dinâmico, bem ao gosto da garotada, e com gente importante da literatura nacional, como Olavo Bilac, Machado de Assis e Lima Barreto, que comparece com seu famoso “O Homem que Sabia Javanês”.

“Domínio Público — Literatura em Quadrinhos”, volume 1. Editora DCL, 80 páginas, R$ 29,90.

Postado por Aldo Brasil, Joinville, SC